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Começa em Cuba nono Festival Internacional de Narração Oral

festival-narracionContadores de história de 12 países inaugurarão hoje em Cuba o nono Festival Internacional de Narração Oral, previsto para se desenvolver nesta capital até o próximo 26 de março.

Segundo a presidenta do comité organizador do evento, Mayra Navarro, a delegação mais numerosa será a de México, com nove participantes, mas também estarão representados Argentina, Colômbia, Uruguai, Panamá, Peru, Espanha, Polónia, Chile, Kenya e Martinica.

Por Cuba assistirão mais de 70 narradores e as sedes principais anunciadas foram a sala Lecuona do Grande Teatro de Havana Alicia Alonso, o Bertolt Brecht, a Casa Gaia e o Teatro-Museu O Arca, mas igual ocupará outros espaços públicos desta capital a fim de difundir a arte da palavra viva.

A gala inaugural terá lugar no município de Regra, o espectáculo titula-se Contos de ultramar e começará no emboque de Luz, localizado na Baía de Havana.

Queremos que os contos floresçam e se expandam com a primavera, comentou Navarro em recente conferência de imprensa com o propósito de justificar a data eleita para realizar o evento, coincidente com o início do equinócio de primavera, no hemisfério setentrional do planeta.

Ademais, recordou que a cada 20 de março se celebra o Dia Mundial da Narração Oral, e em 21 o Dia Mundial da Poesia.

Navarro destacou que a arte de contar contos tem suas raízes nas origens mesmas da humanidade quando os homens se reuniam ao redor do fogo para contar seus sonhos, medos, esperanças e tratar de se explicar certos fenómenos da natureza ou outros.

Segundo a especialista, qualquer texto em relação com um público se mudar a partir do imaginário cultural da cada ouvinte e a relação de energia criada entre o narrador e o auditório.

A propósito da declaração da rumba cubana como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, por parte da Organização de Nações unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 23 de março apresentar-se-á o espectáculo Da rumba te conto.

Num dia depois, os relatores porão participar no Concurso Contar a vida, sobre episódios pessoais, e um júri internacional outorgará um prêmio e tantas menções como estime.

O artista colombiano Jota Villaza receberá aqui uma homenagem pelas suas mais de 30 anos de carreira e o Prêmio Juglar Honorífico, junto à antropóloga coterránea Luz Marina Arcila, diretora da corporação cultural Vivapalabra, com sede na cidade de Medellín.

A presidenta do comité organizador Festival Internacional de Narração Oral sublinhou a importância da comunicação oral nestes tempos tão mediados pela tecnologia.

(Prensa Latina)

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