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Irã considera plano de Annan a melhor solução à crise síria

Teerã, 24 jul (Prensa Latina) Irã caracterizou hoje como a “melhor via para solucionar a crise síria” o plano do enviado especial da ONU e Liga Árabe, Kofi Annan, e reprovou qualquer ação estrangeira destinada a promover mais violência.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, se negou a mencionar países como Arábia Saudita e Catar, partidários de fornecer armas à oposição contra o presidente da Síria, Bashar Al-Assad, enfatizando a vigência do plano de Annan.

Segundo Mehmanparast, a iniciativa de seis pontos apresentada pelo ex-secretário geral da ONU para pôr fim aos confrontos armados “segue sendo atualmente a melhor forma de solucionar a crise”, e desmentiu categoricamente aqueles argumentos que indicam que está defasada.

“Certos acontecimentos buscam derrotar o plano de paz de Annan e impedir o restabelecimento de segurança e estabilidade na Síria”, disse o porta-voz em sua habitual coletiva de imprensa das terças-feiras com repórteres nacionais e estrangeiros.

Insistiu, além disso, sobre a necessidade de deter já a interferência estrangeira nos assuntos internos da Síria, já que – enfatizou – “é o principal fator para preparar o terreno para implementar” o referido projeto pacificador do enviado especial da ONU e da Liga Árabe.

Teerã expressou também suas críticas à posição do Conselho Ministerial da organização panárabe sobre a Síria que, durante a reunião realizada domingo em Doha, chamou abertamente Al-Assad a abandonar o poder, com garantias de imunidade para ele e sua família.

Em similares termos expressou-se Iraque, um dos países membros do referido comitê árabe, cujo chanceler, Hoshyar Zebari, explicou que Bagdá está contra essa pressão dos demais Estados para a destituição de Al-Assad.

Por outro lado, o canal satelital Al-Arabiya reportou com grandes titulares a resposta favorável que recebeu na Arábia Saudita uma campanha promovida pelo rei Abdulah Bin Abdulaziz dirigida a arrecadar fundos para apoiar aos opositores armados contra Damasco.

De acordo com a emissora, a campanha de donativos, apresentada como “ajuda ao irmão povo sírio”, continuou nesta terça-feira e coletou 121 milhões 771 mil 811 riales sauditas (uns 32 milhões 460 mil dólares), dos quais o monarca wahabita contribuiu 20 milhões de riales.

A ação antisíria, na qual o príncipe herdeiro Salman bin Abdulaziz doou 10 milhões de riales sauditas, se estenderá até sexta-feira, e observadores em Teerã não descartaram que essa soma se empregue em comprar armas, munições e outros bens para a oposição.

O diário Saudi Gazette (da Arábia Saudita) indicou, por sua vez, que outras contribuições não monetárias podem ser entregues no estádio Príncipe Faisal bin Fahd de Riad e em outros lugares que indiquem as autoridades.

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