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Demandam à Corte Internacional investigação de assassinato de Kadafi

O advogado da filha de Muammar Kadafi apresentou uma solicitação à Corte Penal Internacional (CPI) para investigar o assassinato do líder líbio, assinala hoje o canal de televisão Russia Today (RT).

Nick Kauman, um advogado israelense contratado por Aisha Kadafi, declarou ao RT que enviou uma solicitação ao procurador principal da CPI, cujo órgão, recordou, reconheceu publicamente a morte de Kadafi como um crime de guerra.

O advogado assinalou que em resposta a sua solicitação, a referida instância judicial argumentou que era necessário conceder cinco meses de prazo para ver se as atuais autoridades líbias podem resolver o caso, para só então analisar o que se pode fazer.

Além disso, a CPI alegou também a possibilidade de reger pelo princípio complementar, isto é, se as autoridades podem realizar a investigação, lhes é concedida essa oportunidade, mas Kauman estima que na Líbia não existe nem a vontade nem a capacidade para fazer isso.

O advogado israelense destaca, sobretudo, que a investigação do assassinato de Kadafi é uma operação complexa que deveria ter se iniciar no mesmo dia do crime ou no máximo dentro de uma semana após, pois não se trata de um fato que possa postergar-se durante meses.

Para a investigação é necessário registrar o local dos fatos e declarações de testemunhas, efetuar exames balísticos e de outro tipo, e inclusive uma autópsia do cadáver do líder líbio, sublinhou.

Cabe recordar que a CPI tem todas as condições para ter iniciado há muito tempo a indagação, pois é sabido que conta com os melhores criminalistas do mundo, afirmou Kauman.

No entanto, comparou, as duas ordens de detenção por supostos crimes de guerra emitidas contra o dirigente líbio foram aprovadas de imediato pela CPI, ainda quando se careciam de todos os argumentos para o fazer.

Além disso, refere-se ao caso Saif al Islan, filho de Kadafi e que deve ser julgado no país norte-africano por alegados crimes contra a humanidade, mas o advogado põe muito em dúvida um julgamento justo na Líbia, a cujo poder chegaram dirigentes da oposição armada.

de www.prensa-latina.cu

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