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ONU: prossegue Assembleia Geral sob influência palestina

Envolvida em uma trepidante atmosfera política depois da petição de rendimento do Estado Palestino na ONU, a Assembléia Geral avança hoje em sua quarta jornada de discursos de chefes de Estado, governo e chanceleres.

A realização de uma inusual jornada sabatina na sede da organização mundial obedece à longa lista de oradores inscritos para participarm no debate geral que durará até a próxima sexta-feira.

Por América Latina e as Caraíbas só subirão ao pódio do plenário quatro representantes caribenhos: San Vicente e Granadinas, Antiga e Barbuda, Barbados e Saint Kitts e Nevis, de acordo com a programação distribuída à imprensa.

A reunião, que conta com a assistência a mais de 120 governantes, foi sacudida na véspera com o pedido oficial fato pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abas, para que o Estado Palestino seja admitido como o membro número 194 da organização mundial.

A apresentação desse pedido levantou de seus assentos boa parte dos delegados participantes nos trabalhos da Assembleia, que emitiram prolongados aplausos de respaldo à causa palestina.

Essa ovação também mostrou a rejeição da grande maioria dos países às manobras que tratam de bloquear a aspiração dos palestinos, em particular Estados Unidos, Israel e alguns integrantes da União Europeia (UE).

Washington já anunciou que vetará a solicitação da ANP no Conselho de Segurança, órgão de 15 membros que deve analisar o caso e elaborar uma recomendação para a Assembleia Geral (193 assentos).

A demanda entregada por Abas ao secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, já foi transferida ao atual presidente do Conselho de Segurança, o embaixador do Líbano, Nawaf Salam.

O diplomata libanês anunciou que as consultas sobre a petição palestina começarão na próxima segunda-feira entre os integrantes do órgão encarregado da paz e a segurança internacionais.

Também ontem o chamado Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, Rússia, UE e ONU) emitiu uma declaração que quase omitiu o tema da petição feita pela ANP e pediu a retomada das negociações entre Israel e os palestinos.

Trata-se da mesma linha esgrimida por Washington para tratar de impedir que Abas lançasse fizesse seu de adesão na ONU.

O Quarteto fixou o prazo de um mês para realizar reuniões preparatórias com o propósito de acrodar uma agenda e o modo de proceder nas eventuais conversas.

Assim mesmo, indicou que ambas as partes devem se comprometer com que o objetivo é “atingir um acordo dentro de um marco lembrado que não deve se estender para além do final de 2012″.

Ao mesmo tempo, estabeleceu que Israel e os palestinos apresentem propostas nos próximos três meses em matéria de territórios e segurança e deu um semestre para que se produzam “progressos substanciais”.

(Prensa Latina)

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