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Cuba-Haití: unidos por laços fraternais

Paul-H-RichardAS relações de amizade e respeito mútuo entre Cuba e o Haiti foram destacadas por Paul Harry Guichard, responsável pelos negócios da embaixada desse país na Ilha maior das Antilhas, durante uma entrevista exclusiva para o semanário Granma Internacional.

Expressou a gratidão de seu povo pela ajuda oferecida pelos médicos cubanos, a implementação do programa de alfabetização ‘Sim, eu posso’, e a formação de profissionais, principalmente na medicina; bem como a assinatura de vários convênios para o desenvolvimento econômico de sua Pátria.

«Recentemente, inauguramos uma rota aérea que une as duas Ilhas, com voos diretos cinco vezes por semana, saindo de Havana, Santiago de Cuba e Camaguey», assinalou o diplomata haitiano, além de acrescentar que esperam a reunião de outra comissão mista intergovernamental bilateral para atualizar os acordos assinados.

Harry Guichard reconheceu que os médicos cubanos ganharam o carinho dos haitianos porque oferecem muito amor; também porque trabalham em lugares muito distantes.

«Nesse relacionamento não há prejuízos, nem racismo. Existe uma troca sincera e fraternal», assinalou.

Quais convênios se mantêm vigentes entre ambos os países?

«Nosso propósito é manter as trocas no setor da saúde. Renovaremos um convênio tripartido entre Cuba, Haiti e a Noruega, criado para fornecer recursos financeiros pela parte do país europeu para garantir o acesso médico no sul do Haiti».

«Hoje estão vigentes nove acordos bilaterais em termos da agricultura, educação, siderurgia e indústria alimentar».

«Os documentos jurídicos assinados incluem a cooperação de especialistas cubanos no setor açucareiro haitiano, além do controle de doenças animais, funcionamento de laboratórios, supervisão sanitária e contribuição para o desenvolvimento da aquicultura».

Qual é sua opinião acerca dos pronunciamentos racistas e xenófobos do presidente Donald Trump contra o Haiti, África e El Salvador?

«Essas declarações do presidente estadunidense expressam desrespeito aos povos do Caribe, aos africanos e aos latino-americanos. Cuba é um dos países que mantém uma atitude consequente, apoiando as nossas nações e rejeita essa atitude racista e arrogante do presidente norte-americano».

«Muitas organizações, instituições e governos se pronunciaram a esse respeito e acho que não possa existir pessoa alguma que não se indigne por tais atitudes e aceite esse tipo de expressões».

Haiti é muito importante para a História da América…

«Haiti proclamou sua independência da França, no dia 1º de janeiro do ano 1804, através de uma grande luta popular, depois ajudou à libertação de outros países».

«Igualmente foi solidário com a ideia de integração, proclamada pelo Libertador Simón Bolívar«.

«Conhecemos que muitos haitianos fizeram parte do exército guerrilheiro (mambí) nas guerras pela independência de Cuba, durante o século XIX. Inclusive, uns 300 compatriotas de meu país lutaram no sul dos Estados Unidos na chamada guerra das Treze Colônias, no século XVII. Por isso considero que Haiti é um país vanguarda».

(Granma)

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