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Atribuir a Maduro crimes de lesa humanidade cometidos pela oposição Venezuela: como na Líbia, a intervenção está posta à mesa?

leccionesdemanipulacion324A imprensa mundial, em bloco e sem fissuras, acusa o governo da Venezuela de reprimir protestos pacíficos e causar 42 mortes em um mês e meio. É a mensagem principal da guerra midiática contra o governo de Nicolás Maduro, apresentado como uma ditadura brutal que justificaria sua saída violenta: por meio de golpe militar ou de intervenção internacional.

Ambas as opções já aparecem de maneira explícita e sem nenhum pudor, por exemplo, em jornais espanhóis como “El País” e “ABC” , e em notas de agências como “Europa Press” .

Cada morte atribuída ao governo acende nas redes sociais o ódio e a perseguição contra o chavismo. E facilita que a polícia espanhola, para dar apenas um exemplo, viole a Convenção de Viena e colabore com um grupo da extrema-direita venezuelana no assédio e sequestro de mais de cem pessoas em um recinto diplomático da Venezuela em Madri . Com a cumplicidade da mídia, é claro .

Tudo é uma construção. Um roteiro midiático que coloca a realidade de pernas para o ar. Das 42 pessoas que faleceram entre 3 de abril e 16 de maio, a imensa maioria foi assassinada por opositores. Delas, 25, quase 60%, eram chavistas ou policiais. Dois eram motoristas que faleceram em acidentes provocados pela colocação de barricadas. Nove morreram eletrocutados durante o saque de uma padaria. Até agora, somente três mortes aconteceram diretamente por ação da polícia e vários agentes foram detidos. Finalmente, três mortes de jovens opositores, sob investigação, são produto de armas caseiras à distância muito curta, que apontam para assassinatos seletivos de “falsa bandeira”.

A mídia oculta a extrema violência dos protestos e o caráter neofascista de muitos de seus participantes. Apesar disso, o presidente Nicolás Maduro deu ordens taxativas para que a polícia, em nenhum caso, porte armas de fogo.

Os vídeos de agressões a policiais  ou simplesmente de pessoas que recriminam a violência opositora  jamais aparecem na mídia internacional. Também não aparecem, curiosamente, o linchamento de jornalistas. Nem os ataques e queimas de moradias de chavistas , de sedes de partidos que apoiam o governo  e de bens públicos de todo tipo, incluindo uma maternidade, consultórios médicos e bibliotecas.

(Cubainformación)

 

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