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A unidade como a melhor homenagem

Fidel boinaO povo cubano lamenta a notícia dolorosa da morte do Comandante-em-chefe, e todos têm algo que dizer. São muitas as lembranças e agradecimentos que provocaram nos cubanos, que não estão prontos — nem querem — para dizer-lhe adeus. Em todo caso um «Até sempre, Fidel».

Que um homem como Fidel já não esteja entre nós não é nada fácil, assegurou o jornal Granma o habitante de Artemisa Plácido Núñez, combatente da Revolução Cubana.

Por seu lado, Maritsa Leyva, trabalhadora da unidade de alimentos Nuevo Éxito, em Las Tunas, muito prejudicada admitiu: «Desde o mais profundo de meu coração lhe digo que não me cabe no peito tanta dor. Dizer Fidel é dizer Cuba, dizer irmão, dizer o mundo».

A Lázaro Castro Aguilera, diretor do Local Histórico Birán, Monumento Nacional, a morte de Fidel lhe «causou uma grande dor. Senti-me o peito muito apertado e me dirigi ao túmulo de Lina, a mãe. Imaginei uma conversação com ela, para dizer-lhe que já não estaria mais entre nós esse filho tão grande que deu para o mundo, aquele pelo qual ela tanto sofreu quando o viu padecer as vicissitudes de revolucionário».

Lembrou, também, «as vezes que Fidel visitou e narrou detalhadamente sua vida aqui. Pensei vê-lo a cavalo, subindo a ladeira, com ares de caçador; senti que se banhava no rio próximo e fazendo coisas de menino e adolescente».

O coletivo, que trabalha na chácara que viu nascer ao Comandante-em-chefe, está consternado pelo falecimento do companheiro Fidel, contudo, continuará atendendo com esmero aos visitantes que cheguem por estes dias.

«Sobre Fidel tem que continuar pesquisando, de maneira que se revele toda sua grandeza e sabedoria. Essa é uma forma de mantê-lo vivo, de fazer com que sempre nos acompanhe», acrescentou López.

Aqueles que vão a Birán, acrescentou o diretor, vêm com muito respeito, e a maioria reflete sincera dor. Ali se abriu um livro de condolências já assinado por todos os que passaram por aqui. Está colocado junto a uma foto de Fidel, ao lado da qual muitos depositam as flores que trazem.

«Espontaneamente se aproximaram aos que trabalhamos no Local Histórico de Birán para falar do feito por Fidel a favor do povo, do importante que é respeitar seu pensamento. A maioria opina que a melhor maneira de homenageá-lo é manter a unidade», contou ao Granma Lázaro Castro Aguilera.

Para cada cubano, o impacto da notícia foi muito forte. Pedro Pascual Rodríguez, morador de Birán, lamentou: «não me posso sentir bem. Morreu Fidel!, o revolucionário de maior capacidade organizadora que conheci. Foi capaz de unir os patriotas cubanos e levá-los à vitória. Depois se passou a vida fazendo o mesmo em nível internacional».

Iraida Martínez Duardo, professora aposentada da província de Las Tunas, assinalou que esta perda foi irreparável, «sobretudo porque com seus noventa anos, conservava a mesma lucidez e espírito que o distinguiram sempre. Agora nos corresponde continuar para a frente com sua obra, mas neste dia o povo de Cuba nunca vai esquecê-lo. Eu, nunca vou esquecê-lo».

Aqueles que viveram os anos prévios a esse glorioso janeiro de 1959, sabem quanto significou tê-lo como guia, esclareceu a aposentada de Artemisa Vicenta Calderín, visivelmente comovida. «O Comandante ofereceu um melhor futuro para os cubanos, o que fez pelo povo não teve igual».

«Foi ele quem levou a cabo a Revolução, e deu passos importantes contra o analfabetismo, a favor da saúde, a educação. Essa data se lembrará com tristeza», vaticinou o morador de Guantánamo Manuel de Jesús Catalá Balón, Combatente da Coluna 6, Juan M. Ameijeiras, do Exército Rebelde.

Para Antonio Marrero Duvergel, correspondente de Rádio Rebelde em Guantánamo, Fidel foi o maior estadista da história: estratega militar, político insuperável, condutor de multidões, estudioso insaciável, conhecedor da ciência, a economia, o esporte, a cultura, o meio ambiente, excelente orador… paradigma mundial do internacionalismo e com um coração que sempre latiu ao lado dos povos, dos despojados. Por tudo isso sua obra transcendeu a todo o mundo e perdurará eternamente entre os revolucionários.

Leonardo Aguilar, um habitante de Guantánmo de 70 anos lembra ao Fidel como a figura da que mais aprendeu desde que nasceu.

«Eu fui alfabetizador, e participei em tudo aquilo que a Revolução necessitou. Assim me forjei até agora. Viu-o uma vez quando veio a Guantánamo. Mas de longe. Tivesse gostado estreitar sua mão», comentou Aguilar.

Por seu lado, Marrero Duvergel, lembrou: «Eu nasci no campo, e graças a Fidel e à Revolução me tornei jornalista. O que sou, devo a ele».

Joaquín González, professor da escola vocacional Ernesto Che Guevara, em Villa Clara, rememora emocionado que «a Revolução guiada por Fidel foi a que operou minha filha do cérebro em um afamado hospital da capital, e a que hoje paga um salário a minha esposa Nilda por cuidá-la. Isso não poderei esquecê-lo jamais».

Assim, Cuba sente uma eterna gratidão com o Comandante. Suas ideias, suas razões de luta e seu conceito de Revolução «continuarão para a frente, nas mãos do general-de-exército Raúl Castro, que contará com o apoio e consagração de todo o povo cubano», asseverou Eberto Estrada Sao, diretor do Instituto Provincial de Meteorologia de Las Tunas.

«Será lembrado — acrescentou Estrada — como um homem de bem, de respeito, digno destes tempos, líder incontestável de nossa nação, da América e do mundo. Agora se multiplicará em cada cubano que se sinta digno continuador de sua obra».

Rigoberto Miralles, residente em Bayamo e aposentado, disse que suas lições de luta permanente, tenacidade, sacrifício, humanismo, solidariedade e patriotismo, «nos indicarão o caminho a seguir para conquistar a sociedade mais próspera à qual aspiramos os cubanos, sem renunciar à soberania tecida com o sangue dos heróis e mártires da Pátria».

«Tive a sorte de conhecê-lo quando criança, quando fomos alunos da Escola Rural Mixta Número 15, nas proximidades de sua casa natal. Pela forma em que tratava aso que ali estudávamos não parecia o filho do principal fazendeiro da zona», referiu Pascual Rodríguez, morador de Birán.

Também, Rodríguez assegurou que «a inteligência se percebia em seguida, igual que era muito disposto para tudo. Quando me lembro dessas coisas, compreendo que já naqueles momentos deixava ver o humanismo pelo qual é reconhecido».

Para Delia Rivero Tour, educadora del Círculo infantil Volodia em Las Tunas, a partir de agora, corresponde mantê-lo vivo, lembrá-lo.

«Sempre penso em sua sensibilidade às crianças com uma frase muito linda sua que diz que “uma criança sadia merece tudo, doente merece mais”. Essas palavras dizem muito do homem que foi», comenta comovida a educadora.

Lorena Infante García, aluna da Escola Secundária Básica Inés Luaces, de Camaguey, concordou com isso, e comentou ao jornal: «Amamo-lo como nosso máximo líder, por tudo o que fez pela felicidade e o bem-estar das crianças cubanos e do mundo».

Para os pioneiros, disse Infante, o Comandante foi e será exemplo a seguir, como estão presentes José Martí, Ignacio Agramonte, Antonio Maceo, Camilo Cienfuegos, Ernesto Che Guevara e tantos heróis e mártires da Pátria».

Isso significa, acrescentou a pioneira, ser bons estudantes, disciplinados, aplicados, dar o passo para frente perante cada chamamento para melhorar a Revolução, formar-nos como profissionais de alta qualificação e, sobretudo, como bons seres humanos como foi ele, sempre sincero, honesto, preocupado pela sorte dos outros.

Hoje a juventude cubana perde a seu Comandante no plano físico, «mas o ganhará minuto a minuto preservando seu legado imenso em todas as ordens: ética, moral, patriótico. Observar sua atitude será um espelho perante o qual nos olhemos para sermos melhores e mais comprometidos», comentou a habitante de Cienfuegos Lisandra Martínez Acea, trabalhadora bancária de 23 anos.

Este é um momento de ratificação de seu pensamento, dos princípios da Revolução. Suas ideias e ações, converteram nosso país em um paradigma para o resto do mundo, e a ele em um ícone, uma inspiração, assegurou a jovem de Artemisa Yamilia Almanza, trabalhadora da Escola Latino-americana de Medicina.

Isso é e continuará sendo Fidel, o guia, o inspirador, o motor impulsionador de cada projeto, o homem do Moncada, do Granma, da Serra, o líder incontestável… o eterno Comandante.

Que ninguém pense que porque nosso Comandante faleceu esta Revolução vai cair, assegurou Armando Peña Garvey, elaborador de alimentos na unidade La Primada, Guantánamo, «pelo contrário — comentou Peña —, agora é que vamos a nos fortalecer> mais, e estaremos mais unidos. Temos que continuar para a frente, e demonstrar ao mundo quem somos os cubanos».

«Fidel não morreu não», disse desafiante Jesús Catalá Balón, combatente da Coluna 6, Juan M. Ameijeiras, do Exército Rebelde.

«O que morreu seu corpo, mas ele continua viva, porque há milhões de pessoas aqui, sobretudo os jovens, que seguem seus passos. Aqui, e no mundo todo», acrescentou.

A ello, Ángel González Rodríguez, tenente-coronel da reserva residente em Santa Clara, acrescentou que «quando pequeno vi passar a Caravana da Liberdade e em um desses lugares, perante as massas que o aclamavam, Fiidel assinalou que essa multidão desejaria vê-la quando chegasse a hora de seu enterro, porque significaria que tinha cumprido o compromisso com o povo ao que dedicou sua vida. E assim será».

Sua morte é um fato terrível, mas aqui não vai acontecer nada, concordou o alfabetizador Leonardo Aguilar. «Aqui permanece Raúl, e com ele os jovens, e todo o povo, para manter viva a chama da Revolução».

(Granma)

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