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O mundo diz adeus a um gigante da história

Fidel unidad GranmaDe todos os recantos do planeta brotam mostras de reconhecimento a vida e obra revolucionária de um dos grandes líderes do século 20 e o decorrido do 21; o guerrilheiro da Serra Maestra e o estadista de estatura global que mudou para sempre a história da América Latina e de vários povos do mundo: Fidel Castro.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi um dos primeiros em pronunciar-se sobre a morte em 25 de novembro, aos 90 anos, do líder histórico da Revolução Cubana.

O presidente venezuelano instou a preservar o legado emancipador e anti-imperialista de Fidel Castro.

«Depois de 60 anos da partida do iate Granma passou à imortalidade o comandante Fidel Castro», através da rede social Twitter.

Maduro disse também que transmitiu solidariedade, amor e condolências tanto ao presidente cubano Raúl Castro, quanto ao povo antilhano.

O dignitário ressaltou a amizade fraternal que tiveram Fidel e Hugo Chávez, líder da Revolução Bolivariana, e comparou suas vidas, marcadas por seu talante anti-imperialista.

«Duas revoluções acossadas pelo império, duas revoluções em que crescemos e devemos continuar crescendo».

«Que dignidade tão grande significa Fidel!, e para dizer Fidel tem que dizer Hugo Chávez», acrescentou.

Desde a Venezuela, a chanceler Delcy Rodríguez também se pronunciou ao dizer: «Abriu caminho para as causas justas e dignas dos povos oprimidos em nosso Continente, e marca rumo vitorioso ao futuro».

O presidente da Bolívia, Evo Morales, apontou, em 26 de novembro, que a melhor forma de homenagear ao líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro, é solidificar a união entre os povos do mundo, é nunca esquecer sua resistência ao modelo imperialista e capitalista, disse em um contato telefônico com a Telesur.

No contato, Morales ressaltou que a aprendizagem com o líder da Revolução Cubana foi constante. «Fidel nos deu lições de luta, de perseverança, pela libertação, a integração dos povos do mundo».

«Fidel, o único irmão e companheiro do mundo que compartilhou solidariedade com todos os povos do mundo, o gigante da história, da humanidade», acrescentou.

Entretanto, o presidente de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén expresso que «com profunda dor recebemos a notícia do falecimento do querido amigo e eterno companheiro, Comandante Fidel Castro Ruz».

Fidel viverá sempre nos corações dos povos solidários que lutamos pela justiça, dignidade e fraternidade, acrescentou Cerén.

Enrique Peña Nieto, presidente do México ressaltou o papel do Comandante-em-chefe como promotor de uma relação bilateral com seu país, baseada no respeito, no diálogo e na solidariedade.

Fidel Castro foi um amigo do México, líder da Revolução Cubana e referente emblemático do século 20, expressou.

Por seu lado, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, fez chegar suas condolências ao governo e povo de Cuba no triste falecimento do revolucionário cubano. «A Índia chora a perda de um grande amigo. Que sua alma descanse em paz», escreveu Modi em Twitter.

A presidenta do opositor Partido do Congresso indiano, Sonia Gandhi, lamentou a irreparável perda e destacou a luta de Fidel pelos oprimidos e pela liberdade.

«O falecimento de Fidel Castro não é uma perda apenas para Cuba», assinalou Sonia Gandhi, que lembrou que o líder se «levantou contra todas as tentativas de afogar a voz da liberdade» e destacou sua contribuição ao Movimento dos Países Não Alinhados.

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, também manifestou sua dor após conhecer a morte do líder histórico da Revolução Cubana.

Zuma disse que nunca esquecerá a solidariedade de Cuba na etapa de luta contra o apartheid.

Através de Twitter, o Congresso Nacional Africano (ANC) qualificou a Fidel de camarada e amigo e mostrou sua tristeza «pelo falecimento do grande líder e revolucionário».

A Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN) lamentou a morte do líder cubano e enunciou que a história da organização está muito ligada à estatura revolucionária do Comandante-em-chefe.

Os militantes da FMLN manifestaram também seu agradecimento pelo exemplo de suas lutas e princípios.
Para o intelectual argentino Miguel Bonasso «morreu o maior dos revolucionários, o mais generoso dos estadistas, que me honrou com sua amizade. O enorme Fidel Castro».

O presidente do Comitê das Relações Internacionais do Senado russo, Konstantin Kosachev, assegurou que Fidel Castro estará incluído por sempre na história da humanidade.

Sob a direção de Fidel Castro, Cuba resistiu uma terrível pressão externa, ao defender sua soberania e seu direito a uma via própria de desenvolvimento de acordo com seus interesses particulares e não outros trazidos de fora. Fidel Castro é uma pessoa-símbolo como é também seu companheiro de luta, Ernesto Che Guevara, afirmou o senador russo.

O cantor e compositor cubano Silvio Rodríguez, em seu blog Segunda Cita expressou suas condolências «a seus familiares, ao povo de Cuba, ao Mundo e a todo o Universo pela perda de um dos seres humanos mais extraordinários de todos os tempos».

O chefe da equipe negociadora das Forças Armadas da Colômbia-Exército do Povo (FARCs-EP) nos diálogos de paz com o Governo nacional, Iván Már­quez, afirmou perante a perda do líder caribenho que com ele partiu «o revolucionário mais admirável do século 20».

«Obrigado Fidel por seu imenso amor pela Colômbia. Que o Acordo de Paz de Havana seja nosso postreira homenagem», indicou Márquez, membro do Secretariado das FARCs-EP.

Na França a notícia da morte do líder cubano ocupa primeiras páginas e manchetes em quase toda a mídia, onde uma frase se repete constantemente: Faleceu «o pai da Revolução Cubana».

Vários jornais dedicaram extensos artigos para lembrar a trajetória do líder histórico da Revolução Cubana, desde as lutas para conseguir a independência definitiva da Ilha caribenha até as tensões vividas com os Estados Unidos; país que, depois do triunfo revolucionário, instaurou um ferrenho bloqueio econômico para derrocar o novo governo, cerco que se mantém até hoje.

O jornal Le Monde dedicou um trabalho para lembrar as estreitas relações entre o líder cubano e inúmeros artistas e intelectuais de renome internacional, como o escritor colombiano Gabriel García Márquez e o filósofo francês Jean-Paul Sartre.

Muitas mídias digitais do Equador divulgaram em sua primeira página a notícia da morte do líder cubano, aos 90 anos, informou a Prensa Latina.

A Agência de Notícias Andes ofereceu na íntegra a mensagem divulgada por Raúl Castro, presidente de Cuba, sobre a morte de seu irmão.

A versão digital do jornal equatoriano El Telégrafo dedica várias notas de sua primeira página à figura do líder revolucionário cubano sob o título: Adeus ao último ícone político do século 20.

Fidel é um dos gigantes políticos do século 20, sua vida está profundamente ligada à história de seu país, ressaltou a versão eletrônica do jornal The Times of India.

A principal mídia italiana também dedicou seu espaço estelar à morte do líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro.

As agências de notícias AGI, ANSA, o portal noticioso da Rádio e Televisão Italianas (RAI) e os mais importantes jornais como La Repubblica, Correire della Sera, La Stampa, Il Sole 24 Ore, Il Messagero, entre outros, publicam a notícia com amplo destaque nas primeiras páginas de seus respectivos sites.

O jornal mexicano La Jornada, um dos de maior circulação no país, ressalta em uma manchete: Morreu Fidel Castro, líder da Revolução Cubana e figura central do século 20.

Desde o México também o Excélsior informou da lamentável notícia da morte, divulgada pelo presidente cubano, Raúl Castro, em uma alocução televisada na Ilha.

Mídia informativa colombiana também reagiu na madrugada do sábado 25 de novembro ao conhecer do falecimento do líder cubano.

A influente revista Semana destacou em seu site que o próprio presidente Raúl Castro anunciou a morte de seu irmão e líder da Revolução Cubana, em uma alocução televisiva desde seu escritório.

O jornal El Tiempo de Bogotá em seu serviço digital ecoou da informação.

Igualmente, os canais televisivos RCN, Noticias 24 e Cable Noticias, entre outros, depois de interromper suas transmissões de madrugada e transmitir o acontecimento, começaram a oferecer entrevistas e sinopses sobre a vida e obra de Fidel Castro.

A ex-congressista e lutadora pelos direitos humanos, Piedad Córdova escreveu: «Comandante Fidel Castro, o senhor não apenas escreveu a história: o senhor é a história. Até sempre, comandante».

(Granma)

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