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Baracoa depois de Matthew, sem perdas humanas

f0010241«Matthew devastou esta cidade. Nem sequer os famosos furacões Hilda, Flora e Ike se assemelham pelos danos deixados aqui a este poderoso furacão», diz com tristeza Ricardo Suárez Bustamante, um dos moradores de Baracoa que mais tem demonstrado querer sua cidade.

Especialista do Ministério da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente na Primeira Cidade fundada em Cuba, Ricardo e sua família se contam entre as afetadas pelo fenômeno climatológico, que se assanhou sem misericórdia com o telhado de sua moradia.

«Sem termos dados precisos, somente pelo visto, posso dizer que destruiu centenas de casas (total ou parcialmente) e arrancou um número similar de telhados, os quais durante a noite voavam como meteoros, acompanhando o estrondo de árvores derribadas», relata este morador do bairro Bohorque.

«Agora, devido aos estragos de Matthew vejo de minha casa o solo dos terraços de Majayara e as alturas de Joa», ilustra o ambientalista.

«Baracoa parece incendiada, uma urbe sem cores, pois perdeu a cor verde da floresta, e o vermelho, o amarelo e o azul dos imóveis», conta por seu lado a jovem jornalista Lisandra Sabó Vega, diretora do telecentro Primada Visión.

«Acho que os prejuízos máximos estão nas moradias. Tem sido desastroso, demolidor, o que aconteceu com as moradias», refere a comunicadora.

«Empregando um termo atual posso dizer que Baracoa ficou destruída, em ruínas, cheia de escombros, mas também desbordada de solidariedade, expressa pelo apoio entre famílias e moradores ou na assistência, já palpável, de homens e meios de outras províncias do país», conta a também jovem baracoense Mável Toirac Suárez.

«A fúria do vento ‒assegura ‒ foi impressionante, terrorífica, jamais vista aqui por ninguém e forte a penetração do mar, responsável pela destruição de escadas de edifícios e de outras afetações».

«Se os ventos foram ao menos parecidos em outros lugares do município eu penso que não tenha ficado uma bananeira em pé e que tenham caído milhares de cocoteiros, mangueiras, abacateiros e outras árvores», opina finalmente Mável.

Em Baracoa, entre outros muitos danos ainda a serem avaliados, foi derribada a torre de comunicação de Majayara, afetada a pista do aeroporto e destruída a ponte sobre o rio Toa, o que impede a passagem para várias comunidades, como Nibujón, e com o município de Moa.

Desabamentos no viaduto La Farola impedem por essa estrada a comunicação com Guantánamo. Interrompido também está o tráfego pela Via Mulata.

Até o dia 5 de outubro, na tarde, o município continuava sem eletricidade, para cujo restabelecimento junto aos locais trabalham coletivos de outras províncias, enviados ali previsoramente, antes da passagem de Matthew, furacão do qual os baracoenses já começaram a apagar os primeiros vestígios, ao ativarem cinco brigadas para a retirada de escombros e a higienização de uma cidade que mais cedo ou mais tarde voltará a mostrar sua beleza, suas atrações, das quais nenhum visitante, nacional ou estrangeiro, pode substrair-se.

(Granma)

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