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Jovens sindicalistas britânicos mostram solidariedade com Cuba

Grupo solidaridadUM grupo de 28 jovens, representando diferentes sindicatos britânicos, fez parte do 21º Contingente da Brigada Internacional de Solidariedade com Cuba “Primeiro de Maio”, organizada pelo Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP).

Os elementos da brigada, que pertencem aos sindicatos Unite, Unison, GMB, CWU, RMT e Usdaw – que representam vários milhões de trabalhadores na Grã-Bretanha e Irlanda do Norte – uniram-se a líderes sindicais e ativistas do mundo todo, em um programa de trabalho solidário, visitas educativas e culturais.

Também participaram com outros convidados internacionais na passeata do Primeiro de Maio em Havana e no Encontro Internacional de Solidariedade com Cuba, efetuado em 2 de maio passado.

Os 28 jovens britânicos sindicalistas foi o grupo mais nutrido alojado no Acampamento Internacional Julio Antonio Mella, de Caimito, como testemunho da força da solidariedade com Cuba do movimento sindical britânico.

Chile, Venezuela, Brasil, Palestina, Canadá e a África do Sul também enviaram amplas delegações e estiveram representados no acampamento outros países da América Latina, Ásia, África e Europa.

Através do programa de atividades, os membros da brigada conheceram de forma direta o efeito do ainda vigente bloqueio econômico, comercial e financeiro, imposto pelo governo dos Estados Unidos à Ilha maior das Antilhas – apesar do restabelecimento das relações diplomáticas bilaterais – que nega acesso a maquinarias, equipamentos e produtos de primeira necessidade.

Também participaram em debates acerca de temas de interesse, como o papel dos sindicatos e a análise do sistema político na Ilha e a histórica intervenção norte-americana na nação caribenha.

A troca de opiniões com ao semanário Granma Internacional, após sua visita a Cuba, avaliam o conhecimento adquirido durante sua passagem:

George Waterhouse, do Sindicato do Transporte Ferroviário e Marítimo (RMT):

“Foi uma experiência única na vida. Eu fiz campanha de solidariedade com Cuba desde há muitos anos e achei que era muito especial estar cá acompanhando os cubanos enquanto marchavam em Havana, trabalham nos campos ou sentados compartilhando um copo de rum em suas casas”.

“Visitei Cuba muitas vezes durante as férias, mas nunca tinha experimentado estas experiências reais da sociedade cubana”.

“O povo cubano luta com orgulho e dignidade, enquanto a Revolução supera as inevitáveis contradições e barreiras colocadas em seu caminho”.

“Aprendemos de mulheres fortes que regem um Comitê para a Defesa da Revolução e dos trabalhadores nas cooperativas agropecuárias. Os cubanos são orgulhosos de sua Revolução e lutam para manter suas conquistas no século 21”.

“Os delegados podem levar à casa um sentido de inspiração do que se pode fazer e aplicá-lo em nossas entidades de trabalho. Foi uma honra ter representado meu sindicato na melhor delegação na qual eu tive o prazer de participar”.

Mary Hackwood, de UNITE the Union (o sindicato com maior adesão no Reino Unido e na Europa):

“Foi interessante ver como as comunidades trabalham em parceria, no cuidado de pessoas de outros países e de seu próprio pessoal, sem importar sua situação econômica”.

“Sim, existem coisas que não estão bem, mas o que faz o Estado cubano em comparação com qualquer outro lugar, nasce do fato de que a sociedade é consciente de seus problemas e põe em prática planos para tentar resolvê-los… não há pessoas sem lar, os idosos, as crianças e os deficientes são prioridade em suas comunidades”.

“O sistema de educação e saúde é insuperável! De fato, tive que utilizá-lo”.

“Posso dizer com orgulho que estas duas semanas foram o tempo mais incrível, emocional, político e inspirador da minha vida. O melhor que ouvi dizer aqui, foi que Cuba é como uma formiga dormindo com um elefante (os Estados Unidos). Têm que estar atentos cada momento. O objetivo dos EUA se mantém inalterável, só mudou sua estratégia!”

Lexy Davies-Jones, do UNITE, no Gales:

“Uma experiência única na vida, que me sinto muito grata de ter experimentado. Desde aprender acerca das lutas impostas a Cuba, devido ao bloqueio econômico ilegal dos Estados Unidos, até reunir-me com os trabalhadores e famílias, para conhecer como mantêm seus valores e prioridades da comunidade, apesar das grandes dificuldades que enfrentam”.

“Minha convicção acerca dos valores sindicais e do socialismo se fortaleceram ainda mais… A luta continua!“

Jack England, do Sindicato dos Trabalhadores das Comunicações (CWU):

“Viajar a Cuba como parte da delegação da Campanha de Solidariedade com Cuba (CSC) transformou-me. Permitiu-me ver que há uma forma de vida diferente, mais justa e tenho a intenção de fazer campanha a favor disto aqui agora que volto à casa”.

Ross Holden, do Sindicato Geral dos Trabalhadores (GMB):

“Viajar a Cuba com a CSC mostra à gente a Ilha mais além do percurso turístico”. Aqui me encontrei com as comunidades humildes e regularmente rurais, que com sua hospitalidade e generosidade me trataram como mais um amigo, em vez de um visitante.

“Estas comunidades têm sua própria conexão íntima com o socialismo cubano e estavam mais do que dispostas a responder as perguntas acerca da Cuba de hoje e dar suas opiniões em relação a temas de atualidade, como as relações com os EUA, depois da recente visita do presidente Barack Obama”.

“A brigada ensinou-me muito acerca da Ilha, a capacidade de resistência de seu povo e seu socialismo perante os desafios globais, e também me inspirou”.

“Para mim esta viagem é só o princípio. Vou voltar para minha entidade de base do GMB, a associação de membros jovens e o movimento sindical do Reino Unido em sua totalidade, com tudo aquilo que aprendi desta viagem, trabalhando com eles para mostrar plena solidariedade com Cuba e fazer campanha com a CSC”.

Bernadette Lafferty, do Sindicato dos Trabalhadores do Setor Público (UNISON), na Escócia:

“Visitar Cuba com a CSC foi a experiência mais incrível da minha vida”.

“É inspirador ver quão forte é o povo cubano e como resolve seus problemas, ainda com as limitações do bloqueio econômico”.

“O mais importante que registrei desta viagem é que o povo de Cuba ainda precisa da nossa ajuda e solidariedade, para pôr fim ao bloqueio, porque as pessoas pensam que a visita de Obama significou que tudo terminou”.

“O bloqueio é injusto e tem que acabar! O povo de Cuba precisa da nossa ajuda; e eu me propus fazer tudo aquilo que puder! Viva Cuba!”

(Granma)

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