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Correa reúne-se com Heróis cubanos de visita no Equador

correa con cincoO presidente do Equador, Rafael Correa, reuniu-se em 1º de outubro com os Cinco lutadores antiterroristas que cumpriram longas condenações em cárceres estadunidenses, e com o coronel Orlando Cardoso, quem esteve confinado em um cárcere somaliano durante quase 11 anos.

“Que sorte ter vocês aqui, os esperávamos há muito tempo!”, expressou o presidente a Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, René González, Ramón Labañino e Fernando González, conhecidos internacionalmente como os Cinco, e ao militar cubano, ao recebê-los em seu gabinete.

Após dar um abraço a cada um deles e a suas esposas, Correa agradeceu aos heróis cubanos em nome da Pátria Grande pelo exemplo de dignidade e de patriotismo que deram durante os anos de prisão.

A esse respeito, lembrou que os Cinco cumpriram injustas penas de cárcere após terem sido condenados em um julgamento sem garantias nem respeito ao devido processo.

Correa, quem foi dos primeiros presidentes do mundo a exigir a libertação dos lutadores antiterroristas cubanos, reiterou aos seus convidados o carinho e admiração que disse sentir pelo povo da Ilha caribenha, e por seus dirigentes.

“Eu jamais teria imaginado, quando era jovem, que acabaria sendo amigo de Fidel”, comentou o líder equatoriano durante o fraternal encontro que se estendeu durante mais de uma hora.

Em agradecimento, os heróis cubanos entregaram ao presidente vários presentes, entre eles um quadro do líder da Revolução Cubana pintado por Antonio na prisão.

Ramón colocou na lapela do presidente o selo que se converteu em símbolo da luta por sua liberdade, enquanto Gerardo e Cardoso lhe entregaram vários livros.

“Saiba, senhor presidente que aqui tem seis soldados dispostos a defender a Revolução Cidadã”, expressou Antonio.

No encontro participou também o chanceler Ricardo Patiño, quem em declarações à Prensa Latina ressaltou o privilégio que representa ter de visita aos seis heróis cubanos no Equador.

“É um enorme privilégio ter aqui pessoas que sacrificaram suas vidas por defender, não só a Cuba, mas também aos Estados Unidos do terrorismo”, afirmou.

Os Cinco foram presos em setembro de 1998, em Miami, onde se dedicavam a monitorizar as organizações terroristas anticubanas com sede no sul da Flórida, e depois foram condenados a longas penas de cárcere em um julgamento efetuado em meio de um ambiente politizado.

René e Fernando saíram em liberdade em 2013 e 2014, respectivamente, após cumprirem suas sentenças, enquanto Gerardo, Ramón e Antonio foram liberados em 17 de dezembro passado, como parte das negociações entre Cuba e os Estados Unidos que depois permitiram o início do processo de restabelecimento das relações bilaterais.

Cardoso esteve retido em uma prisão somaliana durante quase 11 anos depois de ser apreendido quando combatia como internacionalista na Etiópia, nos anos 70 do século passado.

Os seis heróis cubanos chegaram ao Equador, em 24 de setembro, convidados pelo presidente Correa, e desde então cumpriram uma agenda que incluiu encontros com autoridades locais e membros dos grupos de solidariedade com a Ilha caribenha.

Também têm previsto visitar a Amazônia para constatar o dano ambiental que provocou a transnacional petroleira estadunidense Chevron, antes de continuar viagem para a Bolívia no domingo próximo.

(Granma)

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