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Cuba denuncia na ONU recrudescimento do bloqueio dos EUA

Cuba-bloqueoCuba denunciou aqui que apesar do novo cenário nas relações entre a ilha e Estados Unidos, se mantém o recrudescimento do bloqueio em sua dimensão financeira e extraterritorial.

Isso se evidencia na imposição de multas milionárias contra bancos e instituições financeiras, como resultado da perseguição das transações financeiras internacionais cubanas, ressaltou Anayansi Rodríguez, representante permanente da nação caribenha ante a sede da ONU nesta cidade.

Ao intervir no painel sobre as medidas coercitivas unilaterais e os direitos humanos, enfatizou que “ao mesmo tempo em que reconhecemos a vontade expressada pelo presidente estadunidense Barack Obama, de trabalhar pela eliminação do bloqueio, reiteramos que muitas das limitações que impõe esta política contra Cuba poderiam desaparecer”.

Tal cenário seria possível se Obama aplicasse com determinação as amplas faculdades executivas que tem para isso, ainda mais quando o desmantelamento total desta política requer uma decisão do congresso, destacou Rodríguez.

Sublinhou que o cerco contra Cuba jamais deveria existir e deve cessar de uma vez por todas. É o sistema de sanções unilaterais mais injusto, severo e prolongado que se aplicou contra um país. Continua sendo uma política absurda e moralmente insustentável, acrescentou.

Cuba, cujo povo tem sofrido por mais de 55 anos um bloqueio econômico, comercial e financeiro, conhece bem os danos e prejuízos que as medidas coercitivas unilaterais provocam. Somente o dano econômico pela tal disposição ascende a 833.755 bilhões de dólares, detalhou a diplomata.

Apontou que muitos têm sido os pronunciamentos nas Nações Unidas e em outros foros internacionais contrários ao bloqueio. Exemplo disso é o pronunciamento inequívoco realizado pelos chefes de Estado ou de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos nas cimeiras realizadas na Venezuela, Chile, Cuba e Costa Rica, entre os anos 2011 e 2015, recordou.

(Prensa Latina)

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