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Sem Foro de São Paulo destinos da América Latina seriam diferentes

foro_saupaulo_mexicoDurante as análises deste XXI Encontro do Foro de São Paulo (FSP) consideramos que sem a criação desse espaço os destinos da América Latina hoje seriam diferentes, disse no México o dirigente cubano José Ramón Balaguer.

Em entrevista exclusiva com Prensa Latina, o chefe do Departamento de Relações Internacionais do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC) acrescentou que ao falar do FSP, quando se cumprem 25 anos de sua criação, “um se pergunta de não existir como seria a situação”.

Balaguer assinalou que as esperanças da esquerda em um momento determinado estiveram praticamente desaparecidas e agora ao ver as atividades que se desenvolvem neste ano “nos percebemos da transcendência do Foro de São Paulo”.

O também chefe da delegação cubana ao XXI Encontro do FSP, que secionou na capital mexicana de 29 de julho a 1 de agosto, realçou que ao surgir o foro criou a possibilidade de que a esquerda comprovasse que qualquer pensamento negativo ou de frustração não tinha razão de ser.

Conseguiu-se ao discutir e analisar com um sentido de esquerda, de ação pelo povo, pelas massas humildes, pelos pobres e a gente precisada, produto daquele domínio absoluto do capitalismo sobre nossas nações, indicou. Quando falamos deste sistema algo inerente a ele é sua atitude imperial, de domínio sobre todos os seres humanos, apontou.

Recordou a “luta que o foro livrou contra o Tratado de Livre Comércio” e a falha da política neoliberal que demonstrou que o sistema capitalista não oferecia solução aos grandes problemas da população, às necessidades dos povos.

Este tratado representava o domínio absoluto das grandes empresas e o sistema financeiro internacional sobre a humanidade e impediu-se que se especificasse, agregou.

Isso foi determinante no destino histórico da América Latina, que não permanecesse eternamente subjugada ao capitalismo e ao sistema imperial, recalcou.

Não seremos mais o pátio dos Estados Unidos porque América Latina mudou, precisou.

Os partidos progressistas que hoje integram o foro estão no governo e criam a possibilidade real de conseguir o futuro verdadeiro que deve prevalecer que é a integração latino-americana, sublinhou.

Ao surgir a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) cria-lhe ao império uma situação nova, porque seria como a segunda e real independência pela potencialidade que têm nossos povos com quase 600 milhões de habitantes, com toda a capacidade energética que possuem.

Isto é seria uma integração política de governos com diferentes concepções políticas e demonstra que isso é possível, analisou.

Há uma organização de intercâmbio do desenvolvimento científico e sobretudo dos povos do Caribe, porque não pode ser esquecido que é América Latina e o Caribe, insistiu.

A direita acostuma agora a falar dos partidos que chegam ao poder e realizam benefícios a seus povos e os acusam de populistas e esse termo tem um sentido específico para eles, isto é que é pejorativo, disse.

O que realmente estão fazendo os governos progressistas, revolucionários, transformadores, é em benefício do povo, os chamarão de populista, mas o que se esconde detrás é o temor de que as riquezas que se creem se revertam em resolver as necessidades sociais e espirituais da gente, argumentou.

Quando se pensava que o império se perderia do mundo, hoje há uma situação totalmente diferente, por isso atua na contramão de Argentina, Venezuela e Equador, na contramão dos governos que estão fazendo pela primeira vez algo em favor das massas, dos trabalhadores, significou.

Nas sessões do Foro viu-se quanto apreço existe por Cuba e desejo de que se elimine o bloqueio econômico contra a ilha.

Assim mesmo, nos intercâmbios que temos tido prevaleceu o sentido de solidariedade com a pátria de José Martí e de que permaneça o foro coeso, para de forma conjunta defender o futuro que estamos procurando todos, manifestou.

Reunimo-nos, disse, com dirigentes dos partidos da Revolução Democrática (PRD) e do Trabalho (PT) México, também estivemos no Senado e trocamos com delegações de outros países.

Ao referir à restauração das relações entre Cuba e Estados Unidos propôs que só há que ler o discurso do presidente cubano Raúl Castro Ruz na Cimeira das Américas.

Ali, abundou Balaguer, define-se substancialmente quais são nossos princípios, concepções e objetivos para consolidar e fortalecer o socialismo, aos quais não renunciamos.

Os governos do mundo têm critérios e ideias políticas diversas, mas apesar disso se sustentam relações diplomáticas, assim sucederá com Estados Unidos e Cuba.

Sempre estaremos junto a América Latina, defendendo seus interesses e futuro, concluiu.

(Prensa Latina)

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