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Conseguimos inverter a tendência à desaceleração econômica

Asamblea_RaulO presidente Raúl Castro afirmou que conseguimos inverter a tendência à desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB), que se manifestou nos últimos anos.

No encerramento do Quinto Período Ordinário de Sessões do Oitavo Parlamento, Raúl confirmou que até 30 de junho, o PIB cresceu 4,7% e se estima que após a conclusão deste ano ficará em torno desse número. “Isso é muito bom, considerando que no ano passado crescemos apenas 1%”, disse.

Ressaltou que para atingir um crescimento de 4% do PIB é preciso trabalhar duro e fez um chamado a fazê-lo com muita disciplina, especialmente na esfera econômica.

O presidente cubano disse que durante o ano 2015 continuaram as severas restrições financeiras externas ao país e apontou que continuou sistematicamente o pagamento aos credores e fornecedores estrangeiros, fato que promove a credibilidade da economia nacional em nível internacional, apesar de permanecer o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba.

“Mantém-se o equilibro monetário e financeiro e a inflação contida entre três e cinco por cento, como foi planejado, mas não ignoramos a preocupação da população pelos altos preços dos produtos agrícolas que crescem mais do que o salário médio”, disse ele.

Raul chamou a atenção acerca do uso racional da água e advertiu que no final de junho os reservatórios só acumulavam 38% da capacidade total e estão agora em 36,1, conforme o relatado pela presidente do Instituto dos Recursos Hidráulicos, Inés Maria Chapman, que assegurou que a situação pior está no oriente do país, em Ciego de Ávila, Sancti Spiritus e no ocidente, em Pinar del Río.

Em programas sociais para a população cubana, ele observou que durante 2015 foram mantidos e aperfeiçoados alguns e destacou o caso da situação epidemiológica no país que melhorou substancialmente.

Durante 2015, trabalhou-se na conceituação teórica do socialismo em Cuba, informou aos 544 deputados presentes no Palácio de Convenções e lembrou que esta é uma tarefa importante porque desde o triunfo da Revolução não se tinha trabalhado nesse sentido.

Disse que também se trabalha para o 7º Congresso do Partido, em abril de 2016, nas linhas e setores estratégicos que compõem o programa de desenvolvimento econômico até 2030.

EMPRESA ESTATAL SOCIALISTA

Raul falou sobre a importância do papel da empresa estatal socialista como uma figura-chave na economia e as medidas de ajustamento relativas ao seu funcionamento, bem como para a criação de sistemas de salário associados aos resultados.

“Efetuou-se uma transformação no processo de planejamento, em linha com o aperfeiçoamento do sistema empresarial, o que permitiu incorporar ao Plano da Economia as políticas relacionadas com as Diretrizes da Política Econômica e Social do Partido e da Revolução”, destacou.

Raúl disse que continua o progresso na implementação de medidas destinadas ao processo de unificação monetária, questão extremamente complexa e que é essencial para o desempenho eficiente da economia.

Reiterou a intenção de garantir os depósitos bancários em moeda estrangeira, em pesos cubanos conversíveis (CUCs) e pesos cubanos (CUPs), bem como o dinheiro nas mãos da população e pessoas jurídicas nacionais e estrangeiras.

O presidente cubano disse que se mantém o processo experimental de criação de cooperativas não agrícolas, a consolidação e funcionamento das existentes e o progresso na criação das novas, para evitar repetir as distorções já identificadas.

Lembrou que pouco mais de 0,5 milhão de cubanos trabalha como trabalhadores autônomos ou independentes em várias atividades, um número que cresce gradualmente.

“Vamos continuar com o processo de transformações da sociedade que temos decidido soberanamente, a favor da construção de um socialismo próspero e sustentável”, assinalou o presidente cubano.

POLÍTICA EXTERIOR

Raúl se referiu à intensa atividade internacional durante o primeiro semestre do ano marcado pela Terceira Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, realizada em janeiro, em que se expressou o firme reclamo de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro que os Estados Unidos impõem a Cuba.

De acordo com Raul, também os estados participantes da 25ª Cúpula da União Africana fizeram a mesma alegação.

Asseverou que na 7ª Cúpula das Américas, na qual Cuba participou pela primeira vez em mais de meio século, também houve espaço para que a região reiterasse sua recusa ao bloqueio.

O general-de-exército lembrou que nesse âmbito se reuniu com o presidente dos EUA, momento em que a posição invariável dos princípios da política externa cubana foi ratificada.

Em outro momento de seu discurso, Raúl reiterou a solidariedade com a Revolução Bolivariana da Venezuela e seu governo, liderada por Nicolas Maduro contra as tentativas de desestabilização e qualquer ato de interferência externa.

Ele denunciou também as campanhas de desestabilização contra o governo do presidente Rafael Correa e a Revolução cidadã no Equador.

(AIN)

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