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Encerra ciclo 37 para paz na Colômbia: por uma Comissão da Verdade

rodolfo-benitez-garante-cuba-dialogo-pazAs FARC-EP e o governo colombiano encerraram o ciclo 37 de diálogos de paz com a decisão de estabelecer uma Comissão para o Esclarecimento da Verdade, a Convivência e Não repetição.

Tal Comissão, que se constituirá uma vez se atinja o Acordo Final de Paz, terá três objetivos fundamentais, informou ontem em coletiva de imprensa Rodolfo Benítez, garante de Cuba na Mesa de Diálogo estabelecida nesta capital desde 2012.

A dita mesa de diálogo sentam-se representantes das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) e do Governo do presidente Juan Manuel Santos.

O primeiro destes objetivos é contribuir ao esclarecimento do ocorrido (…) e oferecer uma explicação ampla da complexidade do conflito, explicou Benítez, acompanhado pelas delegações de paz governamental e insurgente.

A Comissão, agregou, deverá contribuir ao reconhecimento das vítimas como cidadãos que viram seus direitos atingidos e o reconhecimento voluntário de responsabilidades individuais e coletivas.

De igual forma, disse, deverá promover a convivência nos territórios, por meio de um ambiente de diálogo e a criação de espaços nos que as vítimas se vejam dignificadas.

Segundo Benítez, a Comissão será um mecanismo independente, imparcial, de caráter extrajudicial, que fará parte do sistema integral para valer, justiça, reparo e não repetição que se tem de acordar para satisfazer os direitos das vítimas, terminar o conflito e atingir a paz.

O negociador cubano nestes diálogos recordou que “o acordo conseguido sobre esta comissão não pode ser entendido nem definitivamente encerrado nem isolado do sistema que estamos comprometidos a construir e que ainda não se concluiu”.

Também referiu que se continuará trabalhando para lembrar “outros mecanismos que permitam garantir os direitos das vítimas à verdade, a justiça e o reparo, além de contribuir a garantir aos colombianos a não repetição do conflito”.

Por sua vez, o chefe da delegação guerrilheira, Iván Márquez, celebrou a criação da Comissão da Verdade como mecanismo de justiça e reparo, e pediu a abertura dos arquivos do Estado sobre o conflito para o esclarecimento do acontecido em torno deste longo confronto.

Igualmente, o chefe da equipe governamental nestas conversas, Humberto da Rua, acolheu com beneplácito o acordo sobre a futura conformação dessa instância, ao considerar que se deu “um passo certeiro para a paz, porque a paz passa pela verdade”, ponderou.

(Granma)

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