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Dia Mundial do Meio ambiente: o desafio de salvar os solos

dia-mundial-ambiente-manosA degradação dos solos do planeta poderia acabar com a humanidade antes que a mudança climática provocado pelo homem, advertem científicos que reclamam um uso mais sustentável do vital recurso.

A civilização consome muitos mais recursos naturais dos que a Terra pode proporcionar de modo sustentável, advertiu uma mensagem do Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, ao se celebrar hoje no Dia Mundial do Meio ambiente.

O tema deste 2015, declarado “Ano Internacional dos Solos” pela 68 Assembleia Geral da ONU, é “Sete bilhão de sonhos. Um só planeta. Consome com moderação”.

Atualmente, muitos ecossistemas da Terra, entre eles os solos, estão chegando a um ponto de inflexão crítica.

A degradação dos solos a escala global aumenta de maneira alarmante com uma perda de seis milhões de hectares anuais, a causa sobretudo da atividade humana.

Com urgência, a Organização de Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) pediu a promoção de estratégias de manejo sustentável dos solos, devido à demanda de maior disponibilidade de alimentos, enquanto persistem 795 milhões de pessoas famintas e espera-se um ostensivo crescimento demográfico.

Numerosos especialistas asseguram que 60 por cento das terras do mundo estão degradadas, enquanto outros opinam que já todas os terrenos de cultivos têm determinado nível de degradação.

Para 2050, quando a população mundial supere os nove bilhões de habitantes, a produção agrícola deverá crescer um 60 por cento em nível mundial, e 100 por cento nos países em desenvolvimento, para satisfazer a enorme demanda de alimentos sãos e nutritivos.

95 por cento dos alimentos que a humanidade consome prove/provem desse meio natural qualificado pelos cientistas como um recurso não renovável.

No entanto, os degradados solos continuam muito ameaçados pela intensificação e o uso competitivo com fins florestais, agrícolas, pastorais e de urbanização.

A erosão, salinização, acidificação, contaminação química e o esgotamento de nutrientes obstaculizam as funções dos solos e afetam a produção alimentar.

Por tais motivos, a necessidade de uma Convenção Internacional do Solo e a importância deste recurso ante a atual mudança climática foram destacados na Oficina da Aliança Regional pelo Solo, realizada em Havana.

O foro é uma iniciativa da FAO dirigida a implementar ações em pró do manejo sustentável do solo na América Central, México e Caribe até 2019.

“Apesar de sua importância para a vida, o solo não possui uma convenção internacional como o clima”, apontou Theodor Friedrich, representante da FAO em Cuba.

O secretário da Aliança Mundial pelo Solo, Ronald Vargas, realçou também que esses ecossistemas não só são imprescindíveis para a agricultura.

“Realizam uma série de funções ambientais ao reciclar todos os nutrientes, regularizar o clima e as inundações, e sequestrar em suas profundidades dióxido de carbono (CO2), gás causador do aquecimento global”.

A FAO propõe aumentar o conteúdo de matéria orgânica dos solos, manter a superfície com vegetação, usar sabiamente os nutrientes, rotacionar os cultivos e reduzir a erosão, para aumentar em 58 por cento o rendimento agrícola para 2050.

(Granma)

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