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Organizações bolivianas recebem informação sobre alegações na CIJ

mar-bolivia-600x330Organizações sociais bolivianas receberão hoje na sede da Câmara de Senadores uma explicação sobre a objeção de incompetência que propôs o Chile ante a Corte Internacional de Justiça de Haia.

O objetivo, segundo José Luis Delgado, secretário de Integração e Desenvolvimento da Central Operária Boliviana (COB), é dar às diretorias das organizações sociais uma explicação pormenorizada das alegações, para que possam socializá-las com suas bases.

É um convite que chegou à COB, e seguramente às diferentes organizações sociais, no qual nos informa que será o doutor Héctor Arce, como Procurador Geral do Estado, quem poderá nos dar detalhes e explicar o significado das alegações em Haia, destacou.

Depois teremos argumentos para chegar até nossas bases e explicar com detalhes o ocorrido no tribunal da Holanda e conseguir que nossos filiados entendam a posição boliviana e o que persegue o Chile ao tentar impugnar a jurisdição da Corte, enfatizou Delgado.

José Domingo Vázquez, secretário executivo da Federação de Trabalhadores Petroleiros da Bolívia, assegurou a participação de seu setor na exposição do Procurador Geral do Estado e acrescentou “que será fundamental para explicar às bases o avanço do tema marítimo da Bolívia”.

“Estaremos todas as organizações sociais convidadas para esta reunião, já que o setor petroleiro se encontra entusiasmado porque sabemos que a comissão que viajou à Holanda fez um bom trabalho”, destacou Vázquez.

Na semana anterior, equipes jurídicas da Bolívia e do Chile expuseram seus argumentos ante à CIJ sobre a impugnação chilena à jurisdição do referido tribunal. Santiago alega que o diferendo é bilateral e, em consequência, incumbe exclusivamente a ambos países. A Corte se pronunciará a esse respeito no final do ano.

Bolívia processou o Chile com a intenção de obrigá-lo a negociar uma saída soberana ao oceano Pacífico, depois que uma invasão chilena, em fevereiro de 1879, lhe tirou 400 quilômetros de litoral e 120 mil quilômetros quadrados de territórios ricos em minerais.

(Prensa Latina)

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