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Raul: “Estamos ao lado da Argélia e a apoiamos”

Raul ArgeliaNa segunda-feira, 4 de maio, à tarde, o presidente argelino, Abdelaziz Bouteflika recebeu em sua residência oficial o presidente de Cuba, general-de-exército Raúl Castro Ruz, quem em suas primeiras palavras transmitiu os cumprimentos do comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz e seus desejos de boa saúde ao amigo entranhável de Cuba.

Imediatamente, o líder cubano disse que nunca tinha esquecido quando, em 2006, e diante da doença grave do comandante-em-chefe, Bouteflika disse que estava disposto a dar seu sangue para o líder da Revolução Cubana.

Por mais de duas horas eles conversaram, primeiramente em um âmbito privado e, em seguida, com a participação das delegações que os acompanham. Após a reunião, Raul teve um diálogo vivo com a imprensa cubana e argelina que deu cobertura à visita a Argel, onde falou sobre suas impressões durante estes dias e a amizade entre os dois países.

Respondendo uma pergunta de uma jornalista argelina sobre o estado das relações bilaterais, o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba disse que “se encontram bem, como sempre.

O presidente e eu conversamos profundamente sobre diferentes questões, da situação internacional e das regiões em que atuamos, da política internacional da Argélia, bem como da nossa”.

“A coisa mais importante é que temos coincidência completa em nossos pontos de vista sobre esses assuntos”, disse. “Elogiei a política externa que ele e seu governo estão levando a termo. Estamos ao lado da Argélia e a apoiamos.

” O presidente da Ilha perguntou “o que aconteceria com esta parte do norte da África, sem a estabilidade que hoje tem a Argélia” e reconheceu o bom senso dos princípios argelinos na arena internacional.

“Quando eu olho para o quadro global, tenho a sensação de que todo mundo está enlouquecendo, guerras por aqui, bombardeios por lá, intervenções mais perto, destruindo países, é uma loucura, onde é que vamos parar? Portanto, acho, sem hesitação, e assim o compartilho com minha delegação, que a política externa da República da Argélia é muito positiva”.

“Com grande satisfação torno pública a nossa posição sobre a Argélia lutadora e heróica, como costuma qualificá-la Fidel”, disse Raúl. Depois, Raul declarou aos repórteres que em breve voltará a esta nação norte-africana, talvez neste próprio ano, e lembrou que esta é a terceira ocasião que veio aqui como presidente de Cuba.

“Agora, toda vez que eu passar por aqui tenho permissão de Bouteflika para pousar aqui, sem visto. Advirto isso”, brincou. Entre os temas discutidos durante estes encontros, Raul mencionou o interesse de ambas as partes na produção de vacinas e medicamentos, bem como a continuação da cooperação em matéria de saúde pública.

Por isso, ele lembrou que a primeira missão internacional da medicina cubana foi precisamente na Argélia, em 1963, liderada por quem é hoje o segundo-secretário do Partido Comunista de Cuba, José Ramón Machado Ventura.

Raúl fez questão de lembrar o trabalho heróico dos médicos cubanos em continentes como a África e a América Latina, destacando, ainda, o trabalho dos profissionais cubanos no enfrentamento ao Ébola, o que não se limita apenas ao tratamento direto nas áreas afetadas, mas incluiu a preparação de milhares de especialistas de muitas partes do mundo para conter essa epidemia.

Raul conversou com os repórteres sobre várias questões do dia a dia na Ilha, incluindo o papel crucial das mulheres cubanas no desenvolvimento do país e os desafios demográficos enfrentados pela nação.

Tudo isso como parte de uma animada troca que, como ele mesmo disse, o fez esquecer que estava em meio de uma entrevista coletiva.

Na conclusão, Raúl trocou piadas com os profissionais dos meios de comunicação e o momento foi gravado em fotografias tiradas com todos eles: mais uma prova da empatia que houve durante estes dias aqui.

(Leticia Martínez, Granma)

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