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FARC-EP chama a avaliar resultados da Comissão Histórica

farc-epAs FARC-EP chamaram hoje a avaliar os resultados do relatório da Comissão Histórica do conflito e suas vítimas, a publicá-los e difundi-los.

Em um comunicado, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) insistiram em que sejam abertos os arquivos, solicitação que têm reiterado desde o início da análise do ponto quatro do diálogo, que aborda o tema das vítimas do conflito na Colômbia que se estende por mais de 50 anos.

O relatório da Comissão Histórica é um importante insumo para a discussão dos temas que a mesa de diálogo abordará nesta etapa que são discutidos assuntos cruciais para a conquista da paz, assegura a guerrilha.

Agrega que esse relatório não poderá ser ignorado ou trivializado por aqueles que pretendem tampar com terra o rastro histórico de uma tragédia humanitária que se prolonga por mais de meio século.

Não somos um povo sem história, afirma o comunicado e denuncia que há setores interessados em apagá-la e desaparecê-la porque têm medo da verdade histórica, de seu veredito inapelável.

Os insurgentes recordam que o comunicado conjunto de Havana, do dia 5 de agosto de 2014, propõe que esse relatório da Comissão deverá ser o insumo fundamental para o entendimento das complexidades do conflito e das responsabilidades dos que participaram ou incidiram no mesmo, e também para o esclarecimento da verdade. Esta essência não se perdeu, mas querem eliminá-la, afirmam.

O texto acrescenta que múltiplas circunstâncias não permitiram que o mundo se desse conta do ocorrido na Colômbia durante décadas.

Só o narcotráfico nos pôs no mapa, indica, mas até a data de seu aparecimento centenas de milhares de compatriotas já tinham caído mortos, a maior parte pelas mãos do Estado e da guerra fria.

Não podemos aceitar que, por falta de contexto ou por consenso midiático, nos coloquem como supremos responsáveis, sob a incitação dos inspiradores do paramilitarismo de Estado e dos verdadeiros determinantes da onda violenta que tem açoitado o país, expressa.

(Prensa Latina)

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