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Governo colombiano e FARC-EP prosseguem com diálogos de paz

farc-epAs delegações das insurgentes FARC-EP e o governo colombiano continuam hoje aqui as conversas como parte do ciclo 36 do processo de paz, centrado atualmente no tema das vítimas do conflito nessa nação sul-americana.

No contexto dos diálogos de paz que se sustentam aqui desde 2012 com o governo colombiano, a guerrilha denunciou na véspera o aumento significativo no primeiro trimestre deste ano das ameaças e agressões contra defensores de direitos humanos na  FARC-EP a mando do Exército e os paramilitares.

Depois de aludir ao incremento notável de tais fatos atribui-lhes aos entes estatais, o comandante insurgente Pastor Alape referiu que o panorama nesse sentido tende a se agravar e recordou que a totalidade dos responsáveis pelos anteriores crimes (do Estado) permanecem na impunidade.

A respeito, afirmou que a responsabilidade do Estado, por ação algumas vezes e outras por omissão, em consequência da prática de graves crimes internacionais, segue sendo uma realidade insustentável.

O Estado na Colômbia, assegurou Alape, é um Estado infrator que, apesar de estar sentado na Mesa de Diálogos com o propósito de pôr fim a um conflito social político e armado de longa data, mantém o inveterado costume de não cumprir com a obrigação de respeitar seus compromissos e suas próprias leis.

Apesar dessa situação, o porta-voz assegurou que as FARC-EP estão empenhadas em assinar um acordo de paz estável e duradouro.

Mas isso só será possível se com o consenso do povo soberano, o Governo, -máximo responsável por garantir os direitos dos cidadãos-, abre passo à erradicação definitiva do Estado Infrator, e dá garantias plenas de não repetição, dimensionou.

(Prensa Latina)

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