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Em reta final segundo ciclo de diálogo de paz colombiano

Havana, 19 dez (Prensa Latina) Há um mês de sua inauguração aqui, a mesa de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) está perto de finalizar seu segundo ciclo, focada no desenvolvimento agrário integral nesse país.

O tema da terra continua como prioridade nos diálogos, com milhares de propostas recolhidas nas mesas regionais que sessionaram nessa nação nos últimos meses e que chegam pelo site www.mesadeconversaciones.com.co. A mesa terá recesso da próxima sexta-feira até 2013.

Enquanto no capitalino Palácio de Convenções, sede das conversas, as partes continuam debatendo a portas fechadas, em Bogotá 1.200 pessoas, muitas delas líderes sociais, concluirão hoje um fórum agrário, convocado por solicitação de um acordo conjunto entre governo e guerrilha.

Ao começar uma nova rodada, o comandante Iván Márquez, chefe da equipe das FARC-EP, saudou ontem os participantes do encontro.

“Nossa delegação levará em conta e defenderá na mesa os pontos de vistas que sejam da reflexão e consenso deste fórum, além disso insistirá em que o povo seja escutado diretamente através de suas organizações e porta-vozes em Havana”, afirmou o comandante.

Na opinião do insurgente, a estrutura latifundiária da posse de terra continua sendo a causa fundamental da miséria no campo e da confrontação que sangra esse país sul-americano.

“Nada mais fundamental do que a opinião do povo e de suas organizações sociais em torno do problema nodal do conflito, o da terra e do território, porque de sua solução depende o destino da Colômbia”, agregou.

Espera-se que as conclusões do fórum cheguem a esta capital no dia 8 de janeiro, quando começa o terceiro ciclo sobre este ponto, indispensável para avançar nos outros quatro temas da agenda: a participação política, o fim do conflito em si, as drogas ilícitas e a atenção às vítimas.

Cuba e Noruega participam como garantidores no processo, com o qual o Governo de Juan Manuel Santos e as FARC-EP esperam assinar um acordo pacífico que ponha fim a um confronto de quase 60 anos.

 

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