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Políticas aplicadas na Europa agravaram recessão

Paris, 11 dez (Prensa Latina) A presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, afirmou hoje na França que as políticas aplicadas por vários países europeus para enfrentar a crise agravaram a recessão, o desemprego, a desesperanza e o desalento.

“A opção preferencial a favor de políticas ortodoxas na maioria dos países ocidentais não tem solucionado a crise, nem desde o ponto de vista fiscal nem financeiro”, acrescentou Rousseff.

A mandatária inaugurou nesta terça-feira junta a seu homólogo François Hollande o Foro para o Progresso Social, convocado pela Fundação Jean Jaurés, deste país, e o Instituto Lula, do Brasil, com o propósito de “reinstalar o crescimento no centro do debate público mundial”.

Os países da América Latina, agregou a chefa de Estado, sofreram durante décadas por planos de ajuste econômico e sabem que os recortes radicais comprometem o futuro da gente.

De acordo com Rousseff, na Europa essas práticas também estragaram os pilares do estado social.

A crise iniciada em 2008 “tem atingido uma fase crônica” e não parece chegar a seu fim, precisou.

A presidenta brasileira coincidiu com Hollande na necessidade de criar um Conselho Econômico e Social, igual que existe o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

O mandatário galo assinalou, por sua vez, que a crise fez surgir uma nova consciência sobre a necessidade de estar mais unidos e propôs como prioridades o crescimento, a luta contra o desemprego juvenil, a transição energética e o confronto às desigualdades.

Hollande reconheceu que os países emergentes tiveram sucesso em conseguir uma melhoria econômica e diminuir as desigualdades sociais.

Depois de inaugurar o foro, ambos presidentes se transladaram ao Palácio do Elíseo para uma reunião bilateral em cuja agenda estão temas de interesse comum e outros aspectos da situação internacional.

Em seu primeiro dia de visita oficial a França, Dilma Rousseff foi recebida com honras no Palácio de Lhes Invalides e depois entrevistou-se com o presidente da Assembléia Nacional, Claude Bartolone.

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