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Fidel Castro denuncia engano e mentiras de meios de informação

Havana, 22 out (Prensa Latina) O líder da Revolução cubana, Fidel Castro, afirmou hoje que ainda que muitas pessoas no mundo são enganadas por órgãos de informação, quase todos em mãos de privilegiados e ricos que publicam estupidezes, os povos acreditam cada vez menos nessas mentiras.

“Bastou uma mensagem aos formandos do primeiro curso do Instituto de Ciências Médicas ‘Vitória de Girón’, para que começasse o alvoroço no galinheiro da propaganda imperialista e as agências dessem seguimento à mentira de maneira voraz”, denuncia o líder cubano em um comentário titulado “Fidel Castro está agonizando”, que publica a página digital CubaDebate.

No texto, Fidel Castro afirma também que essas agências “em seus despachos atribuíram aos pacientes as mais insólitas idiotices”.

Do mesmo modo, agrega o líder cubano, o jornal ABC da Espanha publicou que um médico venezuelano, “que reside não se sabe onde”, revelou que ele tinha sofrido uma embolia massiva na artéria cerebral direita.

“Posso dizer que não vamos voltar a vê-lo publicamente”, indica o líder da Revolução cubana.

Em seu comentário, Fidel Castro assegura que “ninguém gosta de ser enganado; até o mais incorrigível mentiroso, espera que lhe digam a verdade”.

Como exemplo mencionou que “todo mundo acreditou, em abril de 1961, as notícias publicadas pelas agências a respeito dos invasores mercenários de Girón ou Baía dos Porcos, como quiserem chamar, que estavam chegando a Havana, quando em realidade algumas delas tentavam infrutiferamente chegar em botes aos navios de guerra yankis que as escoltavam”.

Para o líder cubano, “os povos aprendem e a resistência cresce frente às crises do capitalismo que se repetem cada vez com maior frequência; nenhuma mentira, repressão ou novas armas, poderão impedir a derrubada de um sistema de produção crescentemente desigual e injusto”.

Em outra parte de seu comentário, Fidel Castro faz referência à Crise de Outubro e como as agências apontaram a três culpados: “Kennedy, recém chegado à direção do império, Jruschov e Castro. Cuba não teve nada a ver com a arma nuclear, nem com a matança desnecessária em Hiroshima e Nagasaki perpetrada pelo presidente dos Estados Unidos Harry S. Truman, estabelecendo a tirania das armas nucleares. Cuba defendia seu direito à independência e à justiça social”, enfatiza o líder revolucionário.

Acrescenta que “quando aceitamos a ajuda soviética em armas, petróleo, alimentos e outros recursos, foi para nos defender dos planos yankis de invadir nossa Pátria, submetida a uma suja e sangrenta guerra que esse país capitalista nos impôs desde os primeiros meses, e custou milhares de vidas e mutilados cubanos”.

Fidel Castro explica que “quando Jruschov nos propôs instalar armas de alcance médio similares às que os Estados Unidos tinha na Turquia “mais perto ainda da URSS que Cuba dos Estados Unidos”, como uma necessidade solidária, Cuba não vacilou em aceder a tal risco”.

Ratifica que “nossa conduta foi eticamente inquestionável. Nunca pediremos desculpa a ninguém pelo que fizemos. A verdade é que já passou meio século, e ainda estamos aqui com a cabeça erguida”.

Em parágrafos finais de seu comentário, o líder cubano reconhece que gosta “de escrever e escrevo; gosto de estudar e estudo. Há muitas tarefas na área dos conhecimentos. Nunca as ciências, por exemplo, avançaram a tão espantosa velocidade”.

Fidel Castro explica que deixou de publicar Reflexões porque “certamente não é meu papel ocupar as páginas de nossa imprensa, consagrada a outras tarefas que requer o país”.

“Ai! Mania de prever desgraça! Não lembro nem sequer o que é uma dor de cabeça. Como prova do quanto são mentirosos, lhes peço as fotos que acompanham este artigo”, sentença.

 

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