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Salvoconduto para Assange é necessário e justo, afirma Patiño na ONU

Nações Unidas, 27 set (Prensa Latina) O salvoconduto para que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, seja acolhido pelo asilo político concedido pelo Equador é necessário e justo, afirmou o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, na sede da Organização das Nações Unidas.

“Agora a única possibilidade para poder resolver de forma legal, justa e humana o caso é que o Reino Unido entregue o salvoconduto”, explicou.

Patiño discursou sobre o caso ante os participantes no foro “O asilo diplomático, fortalecendo o sistema internacional de direitos humanos”, no qual expôs os argumentos de seu país para aceitar a petição do jornalista australiano.

O chefe da diplomacia equatoriana assinalou que Assange é um sujeito de direito e seu país tem obrigações como Estado de protegê-lo, ao considerar que existem indícios de uma perseguição política nos Estados Unidos contra ele depois que o WikiLeaks publicou os cabos.

Expôs que talvez surja alguma outra alternativa para dar uma saída ao caso, ainda que recordou que até agora só o Equador ofereceu possibilidades.

Por outra parte, manifestou que durante o diálogo com as partes implicadas, o Reino Unido e a Suécia, foram solicitadas garantias de que Assange não fosse extraditado a um terceiro país, no entanto, não foram atendidos esses pedidos.

Quando o Equador tomou a decisão de conceder o asilo – explicou – sabia das implicações da defesa dos princípios humanos, que colocou acima de outros elementos, pelo qual está absolutamente preparado para o que possa ocorrer.

Assange, supomos, também quando tomou essa decisão sabia as consequências; de tal maneira, os riscos acho que são maiores para aqueles que não aceitam a necessidade histórica de deixá-lo em liberdade, indicou.

Enfatizou que o fundador do WikiLeaks está confinado, mas não por responsabilidade do Equador, e se alguém pôs em dúvida a decisão inquebrantável de proteger a vida de Assange e sua integridade, está equivocado.

“O Governo do Equador não voltará atrás em sua decisão”, reafirmou Patiño poucos minutos depois de expor as razões pelas quais seu país outorgou proteção ao ativista australiano e de fazer referência à posição de vários organismos internacionais contra a ameaça britânica de invadir a Embaixada de Quito em Londres para prender o jornalista.

Reiterou, também, que o Equador foi o único em propor soluções ao problema, que envolve três países e negou que tenha pretendido obstruir a investigação na Suécia contra Assange por supostos delitos sexuais.

O criador do WikiLeaks também se dirigiu aos presentes na sala da ONU por teleconferência, na qual denunciou as investigações contra sua fundação por parte da Agência Central de Inteligência (CIA) e do Departamento de Estado.

Patiño agradeceu o governo australiano por ter expressado seu interesse em atender à saúde de seu cidadão, o que considerou um gesto importante neste processo.

 

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