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Sociólogo brasileiro: Bloqueio dos EUA fracassou, Cuba continua aí

Quito, 25 set (Prensa Latina) O bloqueio dos Estados Unidos fracassou porque Cuba continua aí e agora faz uma segunda revolução, com os novos lineamentos econômicos em andamento, afirmou aqui o sociólogo brasileiro José de Souza.

“Ainda que as medidas coercivas deterioraram sim a dimensão material da existência na ilha, não se concretizou seu objetivo explícito de derrocar o governo cubano por mais de meio século”, argumentou o reconhecido especialista em uma entrevista à Prensa Latina.

Em sua opinião, o bloqueio estadunidense teve a intenção não declarada de impedir que Cuba fosse bem-sucedida, mas o país caribenho saiu adiante, sem o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.

Explicou que quando triunfa a Revolução, a administração estadunidense de turno bloqueou Cuba, enquanto por outra parte criou de maneira artificial um modelo de país em Costa Rica como contraste.

No entanto – se pergunta o intelectual brasileiro -, por que então o cerco estadunidens? Se o que está tão mau vai cair por seu próprio peso? Argumentou que se supunha que o novo projeto social poderia ter sucesso e consequentemente ser um mau exemplo para a região e o mundo.

Por isso, comentou, Washington incentivou as guerras internas na região e fez que os latino-americanos se matassem entre si, como uma forma de tentar amputar o espírito dessas sociedades.

Com respeito às transformações econômicas sendo realizadas em Cuba, manifestou que cada um dos preceitos estão propostos para o sucesso e contêm em si micro revoluções em coerência com o mundo contemporâneo.

Manifestou que todo o marco jurídico na ilha está sendo reconstruído, com o propósito “não de crescer e acumular, senão de incrementar a eficiência, a competitividade e a produtividade, mas com uma direção já estabelecida para o benefício comum”.

Citou as palavras do presidente cubano, Raúl Castro, com respeito a que agora um dos obstáculos é a mudança de mentalidade para assumir os novos desafios.

De Souza afirmou que os projetos cubanos apontam a preservar as conquistas, com um sistema econômico ordenado para servir a sociedade e não o mercado.

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