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Papa Bento XVI viaja ao Levante, zona de conflito

Beirute, 14 set (Prensa Latina) O Sumo Pontífice Bento XVI chegará hoje ao Líbano, onde reside uma das mais influentes comunidades católicas do Oriente Médio, em momentos de uma crise regional cujas repercussões são causa de inquietude política.

Uma visita papal a este pequeno país árabe tem sido esperada por gerações, mas nunca tinha se concretizado, sendo desta vez objeto de dúvidas ao redor de sua viabilidade, depois de violentos protestos contra os Estados Unidos em estados do norte da África e no Levante devido a um filme insultante para o Islã, o credo mais difundido nesta zona.

Apesar desse clima de tensão, o Vaticano enfatizou que não existem razões para Bento XVI descartar sua intenção de viajar ao Líbano, onde duas semanas atrás membros de duas comunidades muçulmanas, sunitas e alawitas, se enfrentaram por diferenças em relação à crise síria.

O enunciado implica que o Vaticano se afasta da tendência a identificar islamismo com terrorismo.

O chefe da Igreja católica será recebido pelo presidente libanês, Michel Sleiman, cristão maronita, e tem em agenda reuniões com líderes religiosos de diversas crenças, assinatura e entrega do documento final do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio e, no domingo, uma missa ao ar livre na localidade de Harisa, no leste desta capital.

Neste país, os primeiros cargos do Estado são distribuídos sobre bases religiosas: a presidência corresponde a um cristão maronita, assim como o comando do Exército; um muçulmano sunita é o chefe do Governo e a presidência do parlamento está a cargo de um islâmico xiita, segundo o chamado acordo nacional, objeto de enfrentamento entre as diversas comunidades.

Horas atrás, fontes palestinas nos territórios ocupados pediram a Bento XVI que considerasse os milhares de refugiados palestinos no Líbano, a maioria dos quais vivem encurralados em paupérrimos acampamentos nesta capital e localidades meridionais, com frequência sujeitos a bombardeios da aviação israelense.

Até o presente, nenhuma força política das dezenas que existem neste pequeno país levantino se manifestou contra a visita papal, a viagem de número 24 realizada por Sua Santidad desde que tomou em suas mãos o báculo que João Paulo II carregou até sua morte.

 

 

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