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Pedem à OEA firmeza contra os EUA e apoio ao Equador

Quito, 24 ago (Prensa Latina) A Organização de Estados Americanos (OEA) deverá ser firme no debate de hoje e responsabilizar aos Estados Unidos do conflito entre Reino Unido e Equador, e respaldar a este último, opinou o acadêmico Germán Rodas.

O catedrático na Universidade Simón Bolívar disse em entrevista com Prensa Latina que, como nos velhos tempos, a perseguição e o seguimento a regimes latinoamericanos e do mundo geram situações complexas. Em particular referiu-se à ameaça britânica ao governo do Equador de uma eventual incursão em sua Embaixada em Londres para prender ao jornalista australiano Julian Assange, protegido do Estado sul-americano com a condição de asilado.

Para o também historiador, os impérios ao se sentir descobertos atuam da maneira que o fazem, sobretudo quando não fazem sentido e ameaçam à missão diplomática equatoriana de ser assaltada em seu próprio território.

Apontou que como nos séculos XV, XVI e XVII, os que se proclamam impérios na atualidade acham que podem invadir recintos diplomáticos como a de Equador, para retirar a Assange e levar a um tribunal estadunidense a fim de julgar nesse país, ainda que se assegure o contrário.

Rodas assinalou que a resposta equatoriana a favor do fundador de Wikileaks guarda relação com a proteção de sua vida em frente à jugarreta para prendê-lo, o extraditando primeiro a Suécia por supostos delitos sexuais, e depois poder o entregar a Washington.

Frente a isso, recordou como mecanismos integracionistas (União de Nações Sul-americanas (Unasul) e a Aliança Bolivariana para Nossos Povos da América (ALBA) deram uma resposta contundente destes espaços de união regional.

Com a rejeição desses blocos, apontou, os países membros deram a mensagem de que sim existem setores nesse hemisfério dispostos a defender a soberania.

Por outra parte, questionou os supostos ilícitos pelos quais é acusado a Assange, depois de considerar que uma das duas denunciantes possui um historial contrarrevolucionário, a qual vincula com a suposta intenção de fazer dano ao comunicador australiano pelos cabos diplomáticos estadunidenses divulgados.

O especialista assegurou que Assange revelou as manipulações das embaixadas estadunidenses pelo mundo, em estudo perene e em busca de informação para tratar de promover sua política mundialmente.

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