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Lugo denuncia na Rússia golpe de estado contra presidente paraguaio

O ex-presidente paraguaio Fernando Lugo denunciou novamente a realização de um golpe de Estado parlamentar e a frágil democracia existente em seu país em uma entrevista divulgada hoje pela imprensa russa.

Houve um golpe parlamentar que excluiu da noite para o dia um presidente eleito constitucionalmente pela grande maioria do país, denunciou Lugo em uma entrevista ao canal Russia Today (RT).

Grande parte dos meios de imprensa paraguaios afirma “que aqui [Paraguai] não aconteceu nada, que tudo continua tranquilo, que não há manifestações nem mortos, nem sangue”, assinalou o estadista.

Não há nada disso porque este presidente e seu governo eleitos limpamente não querem violência, nem sangue, esclareceu o político.

De nenhuma forma pode-se dizer que não acontece nada, porque caso contrário, como é que o MERCOSUL e a Unasul excluem o Paraguai e a União Europeia envia uma missão à OEA? – perguntou-se.

O povo paraguaio não esquecerá jamais a ruptura do dia 22 de junho, declarou Lugo, que se referiu à perseguição política e ideológica em seu país.

Organismos como a Unasul e o Mercosul devem pôr os olhos no processo de restituição da democracia no Paraguai, estimou.

A democracia passa pela participação, igualdade de oportunidades, pela não censura nos critérios, pela não exclusão por motivos ideológicos, ao contrário do que ocorre agora no Paraguai, destacou.

Também não queremos um bloqueio econômico, mas sim uma sanção a uma grave irregularidade, declarou Lugo ao RT.

A exclusão do Paraguai do Mercosul e da Unasul foi uma sanção dirigida contra a classe política paraguaia que gestou e realizou o golpe de Estado, considerou.

No dia 22 de junho, a maioria de direita do Congresso desse estado sul-americano impôs ao presidente um julgamento político por suposta incapacidade para dirigir o país e tirou do poder um presidente democraticamente eleito.

De imediato, o legislativo golpista aprovou o vice-presidente Federico Franco como presidente provisório da nação até abril de 2013. Por sua vez, este destituiu o governo e impôs um forte controle sobre os meios de imprensa para silenciar os protestos.

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