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Expectativa por medidas oficiais para impulsionar economia brasileira

Brasília, 2 abr (Prensa Latina) A expectativa domina hoje empresários brasileiros diante do anúncio pela presidenta Dilma Rousseff de um conjunto de medidas econômicas destinadas a assegurar maior capacidade de investimento para o setor privado.

Rousseff, que esteve toda a semana passada em Nova Déli, onde participou da IV Cúpula BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e realizou uma visita de Estado a essa nação asiática, afirmou a jornalistas que depois de seu regresso a Brasília pretendia divulgar um plano de medidas para estimular a economia nacional.

A presidenta absteve-se de revelar detalhes das ações que seriam aplicadas para impulsionar o crescimento econômico brasileiro, que mostrou um discreto 2,7 por cento de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 e que nos dois primeiros meses deste ano não dá sinais de uma decolagem.

Dilma Rousseff só revelou que as medidas buscarão assegurar -mediante questões tributárias e financeiras- uma maior capacidade de investimentos do setor privado para estimular ainda mais a economia.

Desde o início do ano, o governo brasileiro aplicou diferentes mecanismos para evitar uma valorização excessiva da moeda nacional frente ao dólar estadunidense, através da elevação dos impostos aos recursos estrangeiros para evitar a massiva entrada dos chamados capital especulativo.

Tanto Rousseff como as autoridades econômicas do gigante sul-americano denunciaram o que qualificaram de tsunami cambial, que é a guerra cambial desatada pelos países ricos para tentar sair da crise financeira em que estão afundados.

Frente a isso, o governo brasileiro assegurou que não fará papel de bobo e tomará todas as medidas necessárias para frear essa guerra cambial, como o demonstraram os países do BRICS em sua cúpula da semana passada, na qual reiteraram a necessidade de um redesenho da ordem econômica internacional atual.

Também expressaram a decisão de estudar a criação de um banco de desenvolvimento desse bloco de nações emergentes diante da ineficácia e inadaptação à nova realidade mundial das instituições financeiras internacionais do momento, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.

A expectativa sobre o anúncio oficial das medidas é ainda maior porque, depois de seu regresso a Brasília neste domingo, a primeira atividade de Rousseff será uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, esta tarde, onde se supõe que deem os toques finais ao pacote de ações.

Sendo assim, então é quase certo que após esse encontro o próprio Mantega -como o fez em ocasiões anteriores- revele os novos mecanismos para impulsionar a economia brasileira.

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