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Presidenta brasileira participa do Fórum Social Temático

A presidenta brasileira, Dilma Rousseff, participará hoje do Fórum Social Temático (FST) 2012, que sessiona desde a terça-feira passada em várias cidades do estado do Rio Grande do Sul e concluirá no próximo domingo.

A presidenta fará intervenção na plenária “Diálogos entre Sociedade Civil e Governo”, a efetuar-se no início desta noite no Ginásio Gigantinho de Porto Alegre, capital gaúcha. Nessa atividade estará também o presidente do Uruguai, José Mujica.

Segundo a Agência Brasil, Rousseff tratará sobre a crise financeira internacional e seus impactos na vida dos mais pobres, as políticas públicas de seu governo para combater a pobreza e sobre a proposta nacional à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, que se realizará em junho deste ano.

Sob o lema “Crise capitalista, justiça social e ambiental”, o FST-2012 começou na terça-feira com uma caminhada de aproximadamente 20 mil participantes e já realizou centenas de debates sobre os mais variados assuntos vinculados ao tema central, com destaque para os aspectos relacionados ao desenvolvimento sustentável.

Nesta quarta-feira foi a vez de “Cidades sustentáveis”, uma mesa integrada por destacadas personalidades brasileiras como os teólogos da libertação Frei Betto e Leonardo Boff e o ideólogo e fundador do Fórum Social Mundial, Oded Grajew.

Citado pela Agência Brasil, o sociólogo brasileiro Emir Sader expressou que o Rio+20 deve ser uma reunião altamente importante, mas há riscos de que essa possibilidade não se torne realidade, principalmente pela crise financeira global, já que os países desenvolvidos vão recusar fazer concessões ecológicas.

“É uma batalha fundamental da humanidade, mas é uma batalha na qual golpeamos contra um vendaval, contra os países do centro do capitalismo que não mostraram disposição para cumprir os compromissos estabelecidos há 20 anos”, disse.

Depois de indicar que o fator que mais preocupa na atual crise econômica são as taxas de desemprego em todo o mundo, Sader sustentou que podem chegar a 200 milhões o exército de desempregados, o que incidirá fundamentalmente sobre os setores mais pobres, os trabalhadores emigrantes, com menor proteção social.

Para o sociólogo, o Brasil, junto a outras nações da América Latina, pode contribuir a reverter a situação atual difundindo o modelo de desenvolvimento econômico com distribuição de renda, com expansão do mercado interno, com integração Sul-Sul e com intercâmbio econômico.

Sobre o FST-2012, Sader considerou que o tema central e para o mundo é como superar o neoliberalismo, como construir uma sociedade pós-neoliberal, justa, humana e solidária.

od  www.prensa-latina.cu

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