Artigos de Fidel Castro Ruz
O QUE NÃO FOI DITO SOBRE CUBA
Observei atenciosamente as reacções mediáticas do Ocidente sobre a
minha reflexão do domingo sobre os Jogos Olímpicos na China. Factos
sensíveis incluídos nela foram totalmente ignorados; outros aspectos
eram exaltados ad líbitum pelos defensores da exploração e o saque do
mundo.
PARA A HONRA, MEDALHA DE OURO
Se fizermos uma estatística sobre o número de instalações, campos desportivos e equipamentos sofisticados que acabamos de ver nos últimos Jogos Olímpicos por cada milhão de habitantes: piscinas de natação, de saltos ornamentais e de pólo aquático; solos artificiais para competições de campo e pista, hóquei em campo; instalações para basquete, para vôlei; de águas rápidas para caiaque; velódromos para bicicletas de velocidade, polígonos de tiro, et cetera, et cetera, poderia afirmar-se que não estão ao alcance de 80 por cento dos países representados em Pequim, equivalente aos bilhões de pessoas que habitam no planeta. A China, imenso e milenário país de mais de 1,200 milhões de habitantes, investiu 40 bilhões de dólares nas instalações olímpicas e precisará ainda de tempo para satisfazer as necessidades desportivas de uma sociedade em pleno desenvolvimento.
Carne para canhão para o mercado
Talvez alguns governos desconheçam os dados concretos, por isso, consideramos muito oportuno a mensagem de Raúl indicando a posição de Cuba. Abordarei aspectos que não podem ser tratados em uma declaração oficial, precisa e breve.
A EQUIPA ASSEDIADA
Os Jogos Olímpicos estão quase a ponto de se iniciarem na China. Há uns dias atrás escrevi a respeito da nossa equipa de basebol. Disse que os nossos atletas tinham uma prova muito difícil e não eram eles os que mereciam as maiores críticas se alguma coisa não corria bem. Reconheci a sua qualidade e
A MENSAGEM DE CHÁVEZ
Regressou na sexta-feira de sua viagem à Europa. Fê-la em apenas quatro
dias. Voando para o Oeste, chegou às 23h00 a Caracas, quando no ponto
de partida, Madrid, estava amanhecendo. No sábado, ligaram cedo da
Venezuela. Comunicaram-me que desejava conversar por telefone nesse
dia. Respondi que seria às 13h45.
AS DUAS CORÉIAS (Parte II)
Em 19 de Outubro de 1950 mais de 400 mil combatentes voluntários
chineses, cumprindo as instruções de Mao Zedong, cruzaram o Yalu e
enfrentaram as tropas dos Estados Unidos que avançavam para a fronteira
chinesa. As unidades norte-americanas, surpreendidas pela enérgica
acção do país, o qual tinham subestimado, viram-se obrigadas a recuar
até as proximidades da costa sul, sob o pressão das forças combinadas
dos chineses e os coreanos do Norte. Stalin, que era extremamente
cauteloso, deu uma cooperação muito menor que aquela que esperava Mao,
embora valiosa, através do envio de aviões MiG-15 com pilotos
soviéticos, numa frente limitada de 98 quilómetros, que na etapa
inicial protegeram as forças de terra no seu intrépido avanço.
Pyongyang foi novamente recuperado e Seúl ocupado mais uma vez,
desafiando o incessante ataque da força aérea dos Estados Unidos, a
mais poderosa que havia existido.
A ESTRATÉGIA DE MAQUIAVELO
Raúl fez muito bem em guardar um digno silêncio sobre as declarações
publicadas na passada segunda-feira 21 de Julho por Izvestia,
relacionadas com a eventual instalação de bases para os bombardeiros
estratégicos russos no nosso país. A notícia se oferecia a partir das
hipóteses elaboradas na Rússia, pela teimosia ianque com a ideia de
montar radares e plataformas de lançamento do escudo nuclear nas
proximidades da fronteira dessa grande potência.
AS DUAS CORÉIAS PARTE I
A nação coreana, com a sua peculiar cultura que a diferencia dos seus
vizinhos chineses e japoneses, existe há três mil anos. São
características típicas das sociedades dessa região asiática, incluídas
a chinesa, a vietnamita e outras. Nada parecido é observado nas
culturas ocidentais, algumas com menos de 250 anos.
A EDUCAÇÃO EM CUBA
Parece ser que no mundo nosso país é o de maiores problemas na educação. Todos os cabogramas que chegam divulgam informação sobre muitos e difíceis desafios: déficit de mais de 8.000 professores, grosserias e maus hábitos de estudantes, insuficiente preparação; problemas, enfim, de todo tipo.
A sinceridade e o valor de serMOS humildes
Qualquer trabalho de matiz autobiográfico obriga-me a esclarecer
dúvidas sobre decisões que tomei há mais de meio século. Refiro-me a
detalhes subtis, visto que o essencial jamais é esquecido. Esse é o
caso daquilo que fiz em 1948, há sessenta anos.