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	<title>Cubadebate (Português) &#187; URSS</title>
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		<title>O retorno da guerra fria?</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2018 22:29:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O tratado Molotov-Ribbentrop, assinado entre a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e a Alemanha nazista, em 23 de agosto de 1939, é frequentemente mencionado. Com o tal do tratado, Moscou tentava evitar ou, pelo menos, retardar a agressão ao seu território, mas pouco se fala que em 29 e 30 de setembro de 1938, na cidade alemã de Munique, os primeiros-ministros da Grã-Bretanha e França se reuniram com o Führer e o Duce para aprovar o desmembramento da Tchecoslováquia, a rendição da Polônia e o ataque alemão à URSS.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5199" alt="EEUU URSSS" src="/files/2018/09/EEUU-URSSS.jpg" width="300" height="276" />O tratado Molotov-Ribbentrop, assinado entre a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e a Alemanha nazista, em 23 de agosto de 1939, é frequentemente mencionado. Com o tal do tratado, Moscou tentava evitar ou, pelo menos, retardar a agressão ao seu território, mas pouco se fala que em 29 e 30 de setembro de 1938, na cidade alemã de Munique, os primeiros-ministros da Grã-Bretanha e França se reuniram com o Führer e o Duce para aprovar o desmembramento da Tchecoslováquia, a rendição da Polônia e o ataque alemão à URSS.</p>
<p>A União Soviética, que já havia proposto um acordo para o desarmamento geral, na Conferência sobre Desarmamento realizada em Genebra, em 1932, propôs em 1938 aos principais círculos de liderança da França e da Grã-Bretanha uma aliança, que foi rejeitada de imediato. As grandes potências capitalistas sonhavam então ver desfilar com júbilo os tanques alemães Panzer pelas ruas das cidades soviéticas.</p>
<p>Todas as tentativas da URSS de criar um front comum para evitar a guerra fracassaram, diante do interesse prioritário das potências ocidentais de pôr fim ao primeiro Estado socialista do mundo.</p>
<p>O curso da guerra, que se tornou global, levou os Estados Unidos e a Inglaterra a tomar partido do lado da URSS. Assim os antigos inimigos se aliaram em face de um perigo maior.</p>
<p>O fascismo foi derrotado e o prestígio conquistado pelo primeiro Estado socialista foi imenso, os comunistas por toda a Europa desempenharam um papel proeminente na resistência antifascista e tiveram uma crescente simpatia entre o povo, inclusive nos próprios Estados Unidos.</p>
<p>O aliado circunstancial era desconfortável e voltou a ser o inimigo, as potências capitalistas deviam colocar um «muro de contenção à influência comunista». E a «contenção» acabou, se tornando o princípio orientador da política ocidental e permaneceu assim pelos próximos 40 anos.</p>
<p>Embora o termo tenha sido usado pelo escritor George Orwell em seu ensaio You and the Atomic Bomb (Você e a Bomba Atômica), em outubro de 1945, o primeiro uso político da expressão é atribuído a Bernard Baruch, assessor presidencial dos EUA, em 16 de abril de 1947, e foi popularizado pelo colunista Walter Lippmann em seu livro The Cold War (A Guerra Fria).</p>
<p>A Guerra Fria foi um confronto que cobriu um amplo espectro: político, econômico, social, militar, informativo, científico e até mesmo esportivo, e durou — pelo menos aparentemente — até a dissolução da URSS.</p>
<p>O acordo tácito das superpotências de não usar armas nucleares em face do perigo do extermínio mútuo em massa, o fato de que nenhum dos dois blocos tomasse ação direta contra o outro, definiu o termo, o que não significa que os confrontos fossem escassos, porque a guerra fria foi marcada por ações muito quentes em muitas partes do mundo, que geraram milhões de mortes: a Guerra da Coreia, a Guerra do Vietnã, os golpes militares na América Latina, intervenções militares, operações de extermínio como a Fénix e a Condor, entre outras.</p>
<p>A existência da URSS tornou possível o triunfo dos processos democráticos e revolucionários em muitas partes do mundo. O imperialismo não podia agir com total liberdade para dominar e derrotar os processos progressistas, e o equilíbrio de forças nas relações internacionais permitiu, fundamentalmente, realizar processos de descolonização na Ásia e na África.</p>
<p>Com a queda da URSS e o desaparecimento do bloco socialista, o poder global capitalista mundial teve as mãos livres, agora, aparentemente, era o proprietário absoluto dos destinos do mundo.</p>
<p>A hegemonia mundial dos EUA chegou ao seu apogeu: a roubalheira «à mão armada» dos recursos de países como o Iraque, a Líbia, o Afeganistão, o saque das riquezas dos países dependentes, marcou os anos após o fim da Guerra Fria. Assim, aumentaram os ataques para se apropriar dos recursos e mercados naturais.</p>
<p>Eufóricos, os defensores do capitalismo proclamaram o fim da história, o triunfo total do egoísmo, da predação, mas o agressor ficou estagnado nas novas guerras coloniais.</p>
<p>A América Latina e o Caribe se recusaram a aceitar a imposição. Cuba se tornou um paradoxo político, segundo os especialistas da CIA, enquanto Venezuela, Bolívia, Argentina, Equador, Brasil e Nicarágua começaram a traçar um curso continental independente e soberano, com a Aliança Bolivariana para os Povos da América (ALBA-TCP), a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e outros mecanismos de integração e colaboração.</p>
<p>A Rússia capitalista não deveria ser o inimigo mas, sob o pretexto da luta contra o terrorismo, foi cercada de bases militares, apoiaram processos secessionistas em seu território, geraram e promoveram conflitos nas antigas repúblicas soviéticas e no território russo.</p>
<p>Apesar dos saque gerado naquela grande nação pelo capitalismo selvagem, nos anos que se seguiram à queda do socialismo, e da conspiração ocidental-norte-americana para destruir sua economia e transformá-la em um país dependente, eliminando um possível concorrente poderoso para os mercados, a Rússia continuou seu caminho sem hesitação com uma política externa soberana, enquanto as enormes riquezas materiais e humanas do imenso país mais uma vez o colocaram em uma posição de liderança mundial.</p>
<p>Por outro lado, a República Popular da China emergiu como um forte opositor dos interesses geopolíticos e econômicos dos Estados Unidos. A influência chinesa-russa — aliados estratégicos — começou a ser vista como um perigo real pelos supostos senhores do mundo, especialmente na América Latina.</p>
<p>Na América Latina, para pôr fim aos processos e governos progressistas, tentam-se variantes de golpes de Estado, guerras não convencionais, onde a aliança da grande mídia privada com os políticos da direita, o poder judicial, a oligarquia entreguista, a CIA e o governo dos Estados Unidos articulam um front comum que foi bem sucedido nos últimos tempos.</p>
<p>Em nome da luta contra o terrorismo e o tráfico de drogas, novas bases militares estão sendo estabelecidas no continente, as existentes são modernizadas e a presença dos militares dos EUA é significativamente aumentada.</p>
<p>O RISCO NUCLEAR</p>
<p>A administração de Donald Trump anunciou, em 2 de fevereiro deste ano, a «Revisão de sua posição nuclear», um documento desenvolvido pelo Pentágono, que estabelece o papel das armas nucleares nas necessidades geoestratégicas e de segurança dos EUA.</p>
<p>A porta-voz oficial da diplomacia russa, Maria Zakhárova, durante uma entrevista coletiva, em 15 de agosto estimou que o aumento «sem precedentes» dos gastos militares dos EUA «exerce um efeito destrutivo sobre o sistema de segurança internacional existente e constitui um renascimento da corrida armamentista, de consequências desastrosas».</p>
<p>Donald Trump assinou a Lei de Autorização de Defesa Nacional, em 13 de agosto, para o ano fiscal de 2019, que aloca mais de US$ 716 bilhões para o setor militar.</p>
<p>Muitos analistas acham que é o retorno da Guerra Fria, levando em conta o ressurgimento de um cenário de confronto entre as duas maiores potências nucleares: a Rússia e os Estados Unidos, cenário em que a China deve ser levada em conta.</p>
<p>«A Guerra Fria voltou», advertiu o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ao inaugurar uma sessão extraordinária do Conselho de Segurança, convocada pela Rússia em abril.</p>
<p>Em seu discurso, Guterres advertiu que a disputa entre os países envolvidos no conflito (Estados Unidos e seus aliados: Reino Unido e França) e o governo sírio de Bashar al-Assad, apoiado pela Rússia «é o maior perigo atual para a segurança e a paz internacional».</p>
<p>A grande questão é: a China e a Rússia assumirão o papel de nivelar as forças, de tal forma que os tambores, que hoje batem pela guerra, parem de rufar?</p>
<p>O multilateralismo, a luta determinada e unida dos povos do mundo pela paz, a paz que não pode ser alcançada com mais armas, pode construir o equilíbrio necessário. Vamos apelar, pelo menos, ao instinto de sobrevivência, ao senso comum, para que os canhões se acalmem, de modo que a excessiva ambição, típica do sistema que hoje domina o mundo, não possa triunfar.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>A FRUTA QUE NÃO CAIU</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 14:02:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cuba se viu forçada a lutar por sua existência face a uma potência expansionista, situada a poucas milhas de suas costas, que proclamava a anexação de nossa ilha, cujo único destino era cair em seu seio como fruta madura. Estávamos condenados a não existir como nação.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Cuba se viu forçada a lutar por sua existência face a uma potência expansionista, situada a poucas milhas de suas costas, que proclamava a anexação de nossa ilha, cujo único destino era cair em seu seio como fruta madura. Estávamos condenados a não existir como nação.</p>
<p>Na gloriosa legião de patriotas que durante a segunda metade do século XIX lutou contra o detestável colonialismo imposto por Espanha ao longo de 300 anos, José Martí foi quem com mais clareza se apercebeu de tão dramático destino. Assim o fez constar nas últimas linhas que escreveu quando, nas vésperas do rude combate previsto contra uma aguerrida e bem munida coluna espanhola, declarou que o objetivo fundamental de suas lutas era: “… impedir a tempo com a independência de Cuba que se espalhem pelas Antilhas os Estados Unidos e caiam, com essa força a mais, sobre nossas terras da América. Quanto fiz até hoje, e farei, é para isso&#8221;.</p>
<p>Sem compreender esta profunda verdade, hoje não se poderia ser nem patriota, nem revolucionário.</p>
<p>A mídia, o monopólio de muitos recursos técnicos, e os quantiosos fundos destinados a enganar e embrutecer as massas constituem, sem dúvida, entraves consideráveis, mas não invencíveis.</p>
<p>Cuba demonstrou que -a partir de sua condição de feitoria colonial ianque, junto do analfabetismo e da pobreza generalizada de seu povo-, era possível enfrentar o país que ameaçava com a absorção definitiva da nação cubana. Ninguém pode sequer afirmar que existia uma burguesia nacional oposta ao império, tão próxima dele se desenvolveu que inclusive pouco depois do triunfo da Revolução enviou catorze mil crianças sem proteção alguma para os Estados Unidos, embora tal ação estivesse ligada à pérfida mentira de que seria suprimido o Pátrio Poder, que a história registrou como Operação Peter Pan e foi qualificada como a maior manobra de manipulação de crianças com fins políticos que se recorde no hemisfério ocidental.</p>
<p>O território nacional foi invadido, apenas dois anos depois do triunfo revolucionário, por forças mercenárias, -integradas por antigos soldados do regime de Batista e filhos de terratenentes e burgueses- armados e escoltados pelos Estados Unidos com navios de sua frota naval, incluídos porta-aviões com equipamentos prontos para entrar em ação, que acompanharam os invasores até nossa ilha. A derrota e a captura de quase a totalidade dos mercenários em menos de 72 horas e a destruição de seus aviões que operavam desde bases na Nicarágua e seus meios de transporte naval, constituiu uma derrota humilhante para o império e seus aliados latino-americanos que subestimaram a capacidade de luta do povo cubano.<strong> </strong></p>
<p>A URSS face à interrupção do abastecimento de petróleo por parte dos Estados Unidos, a ulterior suspensão total da quota histórica de açúcar no mercado desse país, e a proibição do comércio criado ao longo de mais de cem anos, respondeu a cada uma dessas medidas abastecendo combustível, adquirindo nosso açúcar, comerciando com nosso país e finalmente fornecendo as armas que Cuba não podia adquirir em outros mercados.</p>
<p>A idéia duma campanha sistemática de ataques piratas organizados pela CIA, as sabotagens e as ações militares de bandos criados e armados por eles, antes e depois do ataque mercenário, que culminariam numa invasão militar dos Estados Unidos em Cuba, deram origem aos acontecimentos que colocaram o mundo à beira de uma guerra nuclear total, da qual nenhuma de suas partes e nem a própria humanidade haveria conseguido sobreviver.</p>
<p>Aqueles acontecimentos sem dúvida custaram o cargo a Nikita Jruschov, que subestimou o adversário, não ouviu os critérios que lhe foram informados e não consultou sua decisão final com os que estávamos na primeira linha. O que pôde ser uma importante vitória moral se tornou assim num custoso revés político para a URSS. Durante muitos anos os piores desmandos continuaram se realizando contra Cuba e não poucas, como seu criminoso bloqueio, são ainda cometidos.</p>
<p>Jruschov teve gestos extraordinários com nosso país. Naquela ocasião critiquei sem hesitação o acordo inconsulto com os Estados Unidos, mas seria ingrato e injusto deixar de reconhecer sua extraordinária solidariedade em momentos difíceis e decisivos para nosso povo em sua histórica batalha pela independência e a revolução frente ao poderoso império dos Estados Unidos. Compreendo que a situação era sumamente tensa e ele não desejava perder um minuto quando tomou a decisão de retirar os mísseis e os ianques se comprometeram, muito secretamente, a renunciar à invasão.</p>
<p>Apesar das décadas decorridas que somam já meio século, a fruta cubana não tem caído em mãos ianques.</p>
<p>As notícias que na atualidade chegam da Espanha, da França, do Iraque, do Afeganistão, do Paquistão, do Irã, da Síria, da Inglaterra, das Malvinas e de outros numerosos pontos do planeta, são sérias, e todas auguram um desastre político e econômico pela insensatez dos Estados Unidos e seus aliados.</p>
<p>Limitar-me-ei a uns poucos temas. Devo assinalar segundo contam todos, que a seleção de um candidato republicano para aspirar à presidência desse globalizado e abrangedor império, é por sua vez, –digo-o a sério– a maior competição de tolices e ignorância que alguma vez se ouviu. Como tenho coisas a fazer, não posso dedicar-lhe tempo ao assunto. De sobra sabia que seria assim.</p>
<p>Ilustram mais alguns telexes que desejo analisar, porque mostram o incrível cinismo que gera a decadência de Ocidente. Um deles, com pasmosa tranqüilidade, fala dum preso político cubano que, segundo se afirma, morreu após uma greve de FOME que durou 50 dias. Um jornalista de Granma, Juventude Rebelde, noticiário radial, ou qualquer outro órgão revolucionário, pode se enganar em qualquer apreciação sobre qualquer tema, porém jamais fabrica uma notícia ou inventa uma mentira.</p>
<p>Na nota de Granma se afirma que não houve tal greve de fome; era um recluso por delito comum, sancionado a 4 anos por agressão que provocou lesões no rosto de sua esposa; que a própria sogra solicitou a intervenção das autoridades; os familiares mais próximos dele estiveram ao par de todos os procedimentos que foram empregues em seu atendimento médico e estavam agradecidos pelo esforço dos especialistas médicos que o atenderam. Foi assistido, afirma a nota, no melhor hospital da região oriental como se faz com todos os cidadãos. Morrera por causa de falha multi-orgânica secundária ligada a um processo respiratório séptico severo.</p>
<p>O paciente tinha recebido todos os atendimentos que são aplicados em um país que possui um dos melhores serviços médicos do mundo, os quais se oferecem gratuitamente, apesar do bloqueio imposto pelo imperialismo a nossa Pátria. É simplesmente um dever que se cumpre em um país onde a Revolução tem o orgulho de ter respeitado sempre, durante mais de 50 anos, os princípios que lhe deram sua invencível força.</p>
<p>Mais valeria realmente que o Governo espanhol, dadas suas excelentes relações com Washington, viaje aos Estados Unidos e se informe do que acontece nos cárceres ianques, a conduta despiedosa que aplica aos milhões de presos, a política que se pratica com a cadeira elétrica e os horrores que se cometem com os detidos nos cárceres e os que protestam nas ruas.</p>
<p>Ontem, segunda-feira 23 de janeiro, um duro editorial de Granma titulado “As verdades de Cuba” em uma página completa desse órgão de imprensa explicou pormenorizadamente o insólito descaramento da campanha mentirosa desatada contra nossa Revolução por alguns governos “tradicionalmente comprometidos com a subversão contra Cuba”.</p>
<p>Nosso povo conhece bem as normas que têm regido a conduta imaculada de nossa Revolução desde o primeiro combate e jamais ultrajada ao longo de mais de meio século. Sabe também que não poderá ser jamais pressionado nem chantageado pelos inimigos. Nossas leis e normas serão cumpridas indefectivelmente.</p>
<p>É bom sublinhá-lo com toda clareza e franqueza. O Governo espanhol e a desconjuntada União Européia, submersa numa profunda crise econômica, devem saber ao que se ater. Produz lástima ler em agências de notícias as declarações de ambas quando utilizam suas descaradas mentiras para atacar Cuba. Ocupem-se primeiro de salvar o Euro se puderem, resolvam o desemprego crônico que em número crescente padecem os jovens, e respondam aos indignados sobre os quais a polícia arremete e bate constantemente.</p>
<p>Não ignoramos que agora na Espanha governam os admiradores de Franco, quem enviou a membros da Divisão Azul junto das SS e as SA nazis para matarem soviéticos. Quase 50 mil deles participaram na cruenta agressão. Na operação mais cruel e dolorosa daquela guerra: o cerco de Leninegrado, onde morreu um milhão de cidadãos russos, a Divisão Azul fez parte das forças que tentaram estrangular a heróica cidade. O povo russo não perdoará nunca aquele horrendo crime.</p>
<p>A direita fascista de Aznar, Rajoy e outros servidores do império, deve conhecer algo das 16 mil baixas que tiveram seus antecessores da Divisão Azul e as Cruzes de Ferro com as quais Hitler premiou os oficiais e soldados dessa divisão. Nada tem de estranho o que faz hoje a polícia gestapo com os homens e mulheres que demandam o direito ao trabalho e ao pão no país com mais desemprego da Europa.</p>
<p>Por que a mídia do império mente tão descaradamente?</p>
<p>Os que manipulam essa mídia se empenham em enganar e embrutecer ao mundo com suas grosseiras mentiras, pensando se calhar que constitui o recurso principal para manter o sistema global de dominação e pilhagem imposto, e de modo particular às vítimas próximas à sede da metrópole, os quase seiscentos milhões de latino-americanos e caribenhos que vivem neste hemisfério.</p>
<p>A irmã república da Venezuela se converteu no alvo fundamental dessa política. A razão resulta óbvia. Sem a Venezuela, o império teria imposto o Tratado de Livre Comércio a todos os povos do continente que o habitam desde o sul dos Estados Unidos, onde se encontram as maiores reservas de terra, água doce e minerais do planeta, bem como grandes recursos energéticos que, administrados com espírito solidário para com os demais povos do mundo, constituem recursos que não podem nem devem cair nas mãos das transnacionais que lhe impõem um sistema suicida e infame.</p>
<p>Basta, por exemplo, olhar o mapa para compreender o criminoso despojo que significou para Argentina arrebatar-lhe um pedaço de seu território no extremo sul do continente. Ali os britânicos utilizaram seu decadente aparelho militar para assassinar bisonhos recrutas argentinos vestidos com roupas de verão quando já estavam em pleno inverno. Os Estados Unidos e seu aliado Augusto Pinochet lhe deram a Inglaterra um apoio desavergonhado. Agora, nas vésperas das Olimpíadas de Londres, seu Primeiro-ministro David Cameron também proclama, como já o fez Margaret Thatcher, seu direito a usar os submarinos nucleares para matar argentinos. O governo desse país desconhece que o mundo está mudando, e o desprezo de nosso hemisfério e da maioria dos povos para com os opressores se incrementa a cada dia.</p>
<p>O caso das Malvinas não é único. Acaso alguém conhece como terminará o conflito no Afeganistão? Há muito poucos dias soldados norte-americanos ultrajavam os cadáveres de combatentes afegãos, assassinados pelos bombardeiros sem pilotos da NATO.</p>
<p>Há três dias uma agência européia publicou que “o presidente afegão Hamid Karzai, deu seu consentimento para uma negociação de paz com os talibães, sublinhando que esta questão deve ser resolvida pelos cidadãos de seu país”, depois acrescentou: “…o processo de paz e reconciliação pertence à nação afegã e nenhum país ou organização estrangeira pode tirar aos afegãos esse direito.”</p>
<p>Por seu lado, uma notícia publicada por nossa imprensa comunicava desde Paris que “França suspendeu hoje todas suas operações de formação e ajuda ao combate no Afeganistão e ameaçou com antecipar a retirada de suas tropas, depois que um soldado afegão matou quatro militares franceses no vale Taghab, da província de Kapisa [...] Sarkozy deu instruções ao Ministro de Defesa Gérard Longuet para se deslocar imediatamente a Kabul, e prognosticou a possibilidade de uma retirada antecipada do contingente.”</p>
<p>Desaparecida a URSS e o Campo Socialista, o Governo dos Estados Unidos concebia que Cuba não podia se sustentar. George W. Bush já tinha preparado um governo contra-revolucionário para presidir nosso país. No mesmo dia que Bush iniciou sua criminosa guerra contra o Iraque, solicitei às autoridades de nosso país o cessar da tolerância que era aplicada aos cabecilhas contra-revolucionários que nesses dias demandavam histericamente a invasão a Cuba. Na verdade, sua atitude constituía um ato de traição à Pátria.</p>
<p>Bush e suas estupidezes imperaram durante 8 anos e a Revolução Cubana tem perdurado já mais de meio século. A fruta madura não tem caído no seio do império. Cuba não será uma força a mais com a qual o império se espalhe sobre os povos da América. O sangue de Martí não terá sido derramado em vão.</p>
<p>Amanhã publicarei outra Reflexão que complementa esta.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2012/01/firma-120124-re-la-fruta-que-no-cayo-300x181.jpg" alt="" width="300" height="181" /></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong><strong> </strong></p>
<p><strong>24 de janeiro de 2012</strong><strong></strong></p>
<p><strong>19h12</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cinismo genocida (Segunda parte e final)</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/reflexoes-fidel/2011/11/15/cinismo-genocida-segunda-parte-e-final/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 00:23:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Insistiu em que a administração norte-americana está chegando à conclusão de que será necessário acabar com o atual regime do Irão para evitar que este crie um arsenal nuclear. “Sou uma convencida de que a mudança de regime vai ser nossa única opção aqui”, reconheceu Rice. Não é preciso mais uma palavra.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para dar uma idéia do potencial da URSS em seus esforços por manter a paridade com os Estados Unidos da América nesta esfera, basta assinalar que quando ocorreu sua desintegração em 1991, na Bielo-Rússia tinham 81 cabeças nucleares, no Cazaquistão 1400 e na Ucrânia aproximadamente 5000, as quais passaram à Federação Russa, único Estado capaz de sustentar seu imenso custo, para manter a independência.</p>
<p>Em virtude dos tratados START e SORT, sobre redução de armas ofensivas subscritos entre as duas grandes potências nucleares, o número delas ficou reduzido a vários milhares.</p>
<p>Em 2010 foi assinado um novo Tratado desse tipo entre ambas as potências.</p>
<p>Desde então os maiores esforços se consagraram ao aprimoramento dos meios de direção, alcance, precisão e engano da defesa adversária. Imensas cifras são investidas na esfera militar.</p>
<p>Muito poucos no mundo, salvo contados pensadores e cientistas, percebem e advertem que bastaria o estalido de 100 armas nucleares estratégicas para pôr término à existência humana no planeta. A maioria esmagadora teria um fim tão inexorável como horrível a conseqüência do Inverno Nuclear que seria gerado.</p>
<p>O número de países que possuem armas nucleares neste momento se eleva a oito, cinco deles são membros do Conselho de Segurança: os Estados Unidos da América, a Rússia, o Reino Unido, a França, e a China. A Índia e o Paquistão adquiriram o caráter de países possuidores de armas nucleares em 1974 e 1998 respectivamente. Os sete mencionados reconhecem esse caráter.</p>
<p>O Israel, no entanto, nunca tem reconhecido seu caráter de país nuclear. Contudo, calcula-se que possui entre 200 e 500 armas desse tipo, sem se dar por aludido quando o mundo fica inquieto pelos gravíssimos problemas que traria o estalido de uma guerra na região onde é produzida grande parte da energia que movimenta a indústria e a agricultura do planeta.</p>
<p>Graças à posse das armas de destruição em massa é que o Israel tem podido desempenhar seu papel como instrumento do imperialismo e do colonialismo nessa região do Oriente Médio.</p>
<p>Não se trata do direito legítimo do povo israelita a viver e trabalhar em paz e liberdade, trata-se precisamente do direito dos demais povos da região à liberdade e à paz.</p>
<p>Enquanto o Israel criava aceleradamente um arsenal nuclear, atacou e destruiu, em 1981, o reator nuclear iraquiano em Osirak. Fez exatamente a mesma coisa com o reator sírio em Dayr az-Zawr no ano 2007, um fato do qual estranhamente a opinião mundial não foi informada. As Nações Unidas e a OIEA conheciam perfeitamente o acontecido. Tais ações contavam com o apoio dos Estados Unidos da América e da Aliança Atlântica.</p>
<p>Nada tem de esquisito que as mais altas autoridades do Israel proclamem agora sua intenção de fazer a mesma coisa com o Irão. Esse país, imensamente rico em petróleo e gás, fora vítima das conspirações da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos da América, cujas empresas petroleiras pilhavam seus recursos. Suas forças armadas foram equipadas com o armamento mais moderno da indústria bélica dos Estados Unidos da América.</p>
<p>O Xá Reza Pahlevi também aspirava a dotar-se de armas nucleares. Ninguém atacava seus centros de investigação. A guerra do Israel era contra os muçulmanos árabes. Os do Irão não porque se tinham convertido em um baluarte da NATO que apontava ao coração da URSS.</p>
<p>As massas dessa nação, profundamente religiosas, sob a direção do Ayatollah Khomeini, desafiando o poder daquelas armas, desalojaram o Xá do trono e desarmaram um dos exércitos mais bem equipados do mundo sem disparar um tiro.</p>
<p>Por sua capacidade de luta, o número de habitantes e a extensão do país, uma agressão ao Irão, não guarda similitude com as aventuras bélicas do Israel no Iraque e na Síria. Inevitavelmente seria desatada uma guerra sanguenta. Sobre isso não deve haver dúvida alguma.</p>
<p>O Israel dispõe de um elevado número de armas nucleares e a capacidade de fazê-las chegar a qualquer ponto da Europa, Ásia, África e Oceania. Pergunto-me: A OIEA tem direito moral para sancionar e asfixiar um país se tenta fazer em sua própria defesa o que o Israel fez no coração do Oriente Médio?</p>
<p>Acho realmente que nenhum país do mundo deve possuir armas nucleares, e que essa energia deve ser colocada ao serviço da espécie humana. Sem esse espírito de cooperação a humanidade marcha inexoravelmente rumo à sua própria destruição. Entre os próprios cidadãos do Israel, um povo sem dúvida laborioso e inteligente, muitos não concordarão com essa disparatada e absurda política que os leva também ao desastre total.</p>
<p>O quê se fala hoje no mundo sobre a situação econômica?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As agências internacionais de notícias informam que “o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, e seu par chinês, Hu Jintao, apresentaram agendas comerciais divergentes […] salientando as crescentes tensões entre as duas maiores economias do mundo.”</p>
<p>“Obama usou seu discurso ―afirma Reuters― para ameaçar com sanções econômicas a China a menos que comece a ‘jogar segundo as regras’…”. Tais regras são sem dúvida, os interesses dos Estados Unidos da América.</p>
<p>“Obama ―afirma a agência― está engajado na batalha pela reeleição no próximo ano e seus opositores republicanos o acusam de não ser o suficientemente severo com a China.”</p>
<p>As notícias publicadas na quinta e sexta-feira refletiam muito melhor as realidades que estamos vivendo.</p>
<p>AP, a agência dos Estados Unidos da América mais bem informada comunicou: “O líder supremo iraniano advirtiu os Estados Unidos da América e Israel que a resposta do Irão será enérgica se seus arquiinimigos lançarem um ataque militar contra o Irão…”</p>
<p>A agência noticiosa alemã informou que a China tinha declarado que, como sempre, acreditava que o diálogo e a cooperação era a única forma de aproximação ativa para a resolução do problema.</p>
<p>A Rússia se opôs igualmente às medidas punitivas contra o Irão.</p>
<p>A Alemanha rejeitou a opção militar mas se mostrou partidária de fortes sanções contra o Irão.</p>
<p>O Reino Unido e a França advogam por fortes e enérgicas sanções.</p>
<p>A Federação Russa assegurou que fará tudo o possível por evitar uma operação militar contra o Irão e criticou o relatório da OIEA.</p>
<p>“‘Uma operação militar contra o Irão pode acarretar conseqüências muitos graves e a Rússia terá que pôr tudo de sua parte para aplacar os ânimos’, afirmou Konstantín Kosachov, chefe do comitê de Exteriores da Duma” e criticou segundo EFE “as afirmações por parte dos Estados Unidos da América, da França e do Israel do possível uso da força e que o lançamento de uma operação militar contra o Irão está cada vez mais próximo”.</p>
<p>O editor da revista estadunidense EIR, Edward Spannaus declarou que o ataque contra o Irão terminará na III Guerra Mundial.</p>
<p>O próprio Secretário de Defesa dos Estados Unidos da América, depois de viajar ao Israel há uns dias, reconheceu que não pôde obter do governo israelita um compromisso de consultar previamente com os Estados Unidos da América um ataque contra o Irão. A esses extremos se tem chegado.</p>
<p>O Subsecretário de Assuntos Políticos e Militares dos Estados Unidos da América exteriorizou cruamente os obscuros propósitos do império:</p>
<p>“O Israel e os Estados Unidos da América se comprometerão nas manobras conjuntas ‘mais importantes’ e ‘de maior transcendência’ da história dos aliados, tem declarado no sábado Anrew Shapiro, subsecretário de Assuntos Políticos e Militares dos Estados Unidos da América”.</p>
<p>“…no […] Instituto Washington para a Política do Oriente Próximo, Shapiro anunciou que participarão nas manobras mais de 5.000 efetivos das forças armadas estadunidenses e israelitas e simulará a defesa de mísseis balísticos do Israel”.</p>
<p>“‘A tecnologia israelita está resultando essencial para melhorar nossa segurança nacional e proteger nossas tropas’, acrescentou…”</p>
<p>“Shapiro salientou o apoio do Governo de Obama ao Israel apesar dos comentários da sexta-feira por parte de um alto funcionário estadunidense que expressou sua preocupação de que o Israel não avisasse os Estados Unidos da América antes de levar a cabo uma ação militar contra as instalações nucleares do Irão.”</p>
<p>“Nossa relação com a segurança do Israel é mais ampla, mais profunda e mais intensa que nunca antes.”</p>
<p>“‘Apoiamos o Israel porque é em nosso interesse nacional fazê-lo’ […] É a pura força militar do Israel o que dissuade os possíveis agressores e ajuda a fomentar a paz e a estabilidade.”</p>
<p>Hoje 13 de novembro a embaixadora norte-americana na ONU, Susan Rice disse à cadeia BBC que a possibilidade de uma intervenção militar no Irão não só não está fora da mesa, senão que é uma opção real que está crescendo por causa do comportamento iraniano.</p>
<p>Insistiu em que a administração norte-americana está chegando à conclusão de que será necessário acabar com o atual regime do Irão para evitar que este crie um arsenal nuclear. “Sou uma convencida de que a mudança de regime vai ser nossa única opção aqui”, reconheceu Rice.</p>
<p>Não é preciso mais uma palavra.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/11/firma-de-fidel-13-de-noviembre-de-2011-300x166.jpg" alt="" width="300" height="166" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>13 de novembro de 2011</strong></p>
<p><strong> 20h17.</strong></p>
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