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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Salvador Allende</title>
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		<title>O socialismo como esperança perante a investida imperial</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2020 22:03:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mobilizado a partir de plataformas virtuais, o Foro de São Paulo lembrou o 50º aniversário do triunfo da Unidade Popular no Chile, que levou Salvador Allende à presidência desse país, a fim de lembrar quanto pode fazer a unidade das forças progressistas, às aspirações socialistas mas também os perigos que significa, tal como na atualidade, a ofensiva implacável do capitalismo sobre toda aquela alternativa que queira defender os direitos dos povos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-6083" alt="Allende" src="/files/2020/10/Allende.jpg" width="300" height="257" />Mobilizado a partir de plataformas virtuais, o Foro de São Paulo lembrou o 50º aniversário do triunfo da Unidade Popular no Chile, que levou Salvador Allende à presidência desse país, a fim de lembrar quanto pode fazer a unidade das forças progressistas, às aspirações socialistas mas também os perigos que significa, tal como na atualidade, a ofensiva implacável do capitalismo sobre toda aquela alternativa que queira defender os direitos dos povos.</p>
<p>Ao intervir na sessão do dia, o presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, convocou a reivindicar o socialismo como mecanismo de esperança para os povos, principal legado do presidente chileno, cujas lições devem ser examinadas, a fim de enfrentar o sistema neoliberal no continente.</p>
<p>«É um dever e uma chance parar, embora seja uns minutos, e à distância, naquilo que significou aquele Governo, o que significou a Unidade Popular, o que significou a articulação das forças da esquerda em torno de um ideal socialista, e quais foram as vias e os métodos que o imperialismo utilizou para quebrá-la, impondo com sangue e fogo um modelo econômico que exclui as maiorias e as reprime, inclusive em seu chamados períodos democráticos», precisou.</p>
<p>A essas reflexões do dia, convocadas pelo Foro de São Paulo, juntaram-se outros líderes latino-americanos, como os ex-presidentes brasileiros Luiz Inácio Lula da Silva (mediante uma carta ao evento) e Dilma Rousseff, quem declarou que aquele sucesso significou a unidade das classes populares na procura da igualdade dentro de um projeto social chamado socialismo, concretizado no continente com a Revolução Cubana, primeiramente, e depois com a vitória de Allende.</p>
<p>Essa tese também foi defendida pelo presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, o qual ressaltou que, «ao ser derrubado o Governo chileno, em 1973, nasceu um período de resistência social em prol da democracia», disse. E pôs como exemplo como com os cruéis bloqueios padecidos pelos povos da Venezuela, Cuba e a Nicarágua, o império pretendeu esmagar a força desse exemplo.</p>
<p>O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reconheceu que o legado de Allende nos fez compreender como assumir o mandado popular na condução das massas populares rumo a um trinfo eleitoral, e parabenizou que fosse justo que o Foro de São Paulo lembrasse essa efeméride, pois, atualmente, «esta força de integração progressista e de esquerda, é a esperança antineoliberal dos povos».</p>
<p><strong>(Fonte: Granma)</strong></p>
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		<title>A morte de um presidente que vive</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2018 22:25:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[«UMA grande nuvem negra sobe do Palácio em chamas. O presidente Allende morre em seu lugar. Os militares matam milhares em todo o Chile. (...) a senhora Pinochet declara que as lágrimas das mães vão resgatar o país. Ocupa o poder, todo o poder, uma Junta Militar de quatro membros, formados na Escola das Américas no Panamá. A Junta é liderada pelo general Augusto Pinochet».]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5197" alt="Allende" src="/files/2018/09/Allende.jpg" width="300" height="258" />«UMA grande nuvem negra sobe do Palácio em chamas. O presidente Allende morre em seu lugar. Os militares matam milhares em todo o Chile. (&#8230;) a senhora Pinochet declara que as lágrimas das mães vão resgatar o país. Ocupa o poder, todo o poder, uma Junta Militar de quatro membros, formados na Escola das Américas no Panamá. A Junta é liderada pelo general Augusto Pinochet».</p>
<p>As letras do escritor Eduardo Galeano descrevem o que aconteceu em 11 de setembro de 1973, uma das datas mais profundamente gravadas na história do Chile e da Nossa América. Naquele dia, após várias horas de cerco e bombardeio no Palácio Presidencial de La Moneda, o presidente chileno Salvador Allende morreu sob o fogo dos golpistas.</p>
<p>Como Allende morreu? Cometendo suicídio, declarou a Junta Militar no dia seguinte, 12 de setembro de 1973.</p>
<p>Como uma «figura gloriosa&#8230; crivada e rasgada pelas balas das metralhadoras dos soldados do Chile», escreveu Pablo Neruda, em 14 de setembro em seu leito de morte.</p>
<p>«Sob as balas inimigas como um soldado da Revolução», disse sua viúva Hortensia Bussi, quatro dias depois, no México.</p>
<p>Se o presidente morreu nas mãos do exército golpista liderado por Pinochet ou se suicidou antes de se render no Palácio de La Moneda, em Santiago do Chile, em 11 de setembro de 1973, as balas que o mataram — viessem de onde viessem — perpetraram um dos assassinatos mais ultrajantes da história da América Latina.</p>
<p>Seu assassinato permaneceu em silêncio; ele foi secretamente enterrado; apenas a sua viúva foi autorizada a acompanhar aquele cadáver imortal. Dizem que aquele bravo e digno homem resistiu por seis horas com um fuzil que o líder da Revolução Cubana de Fidel Castro lhe deu e que foi a primeira arma de fogo com que Salvador Allende disparou.</p>
<p>Hoje, completam-se 45 anos após a morte de Allende. Naquela noite, as forças do golpe entregaram um breve relato ao general Augusto Pinochet: «Missão cumprida. La Moneda tomada, presidente morto». A Unidade Popular e seu presidente foram aniquilados, iniciando 17 anos de ditadura militar.</p>
<p>Líder da esquerda política chilena, Salvador Allende venceu as eleições em 1970, desenvolvendo uma intensa política de nacionalização do setor industrial e da mineração. No meio da crise econômica, em 1973, ele revalidou seu triunfo eleitoral, o que acabaria provocando a intervenção violenta do exército na vida política do país.</p>
<p>Durante seu primeiro ano de gestão, 47 empresas industriais e mais da metade do sistema de crédito foram nacionalizadas. Com a reforma agrária, expropriou e incorporou cerca de dois milhões e quatrocentos mil hectares de terras produtivas à propriedade social.</p>
<p>Salvador Allende foi o primeiro político chileno de orientação marxista no Ocidente, que chegou ao poder por meio de eleições gerais em um Estado de Direito.</p>
<p>«A contradição mais dramática de sua vida foi ter sido, ao mesmo tempo, inimigo congênito da violência e revolucionário apaixonado, e ele acreditava tê-la resolvido com a hipótese de que as condições do Chile permitiam uma evolução pacífica em direção ao socialismo, dentro da legalidade burguesa», lembrou Gabriel García Márquez em sua crônica A Verdadeira Morte de um presidente.</p>
<p>Estes foram, em poucas palavras, seus verdadeiros crimes, aqueles que o imperialismo e a extrema direita mais reacionária no Chile e na região, não puderam perdoar ao líder carismático que se tornou um povo, a maioria.</p>
<p>AS GUERRAS MAIS CONVENCIONAIS</p>
<p>Golpe de Estado, mortes, um golpe à democracia, ameaça à soberania, um governo vendido, fantoche, um povo que sofre&#8230; tudo aconteceu no Chile, há mais de quatro décadas. E hoje, estamos cada vez mais no limiar dessas ameaças?</p>
<p>A realidade é mais do que óbvia: os países progressistas do continente são vítimas de tentativas desestabilizadoras que buscam aquecer as ruas, gerar caos e desestabilizar sem respirar, a ponto de gerar um golpe, dois, seja o que for.</p>
<p>Os Golpes Suaves e a Guerra Não Convencional (GNC) na América Latina permanecem como o atual Plano Condor, apesar de não perseguirem um Chile cheio de cobre, mas atacam consciências, vontades, manipulam a falsidade e a mentira.</p>
<p>Nos documentos que regem a vida política dos Estados Unidos, a GNC é definida como o «conjunto de atividades destinadas a possibilitar o desenvolvimento de um movimento de resistência ou insurgência, coagir, alterar ou derrubar um governo, ou tomar o poder através do uso de uma força de guerrilha, auxiliar e clandestina, em um território inimigo», como explica o doutor em Ciências Jurídicas e pesquisador de Assuntos relacionados à Segurança Nacional, Hugo Morales Karell,</p>
<p>«Na última década, a GNC surgiu como a modalidade mais viável a ser usada pelos Estados Unidos e seus aliados para derrubar governos contrários aos seus interesses», diz Morales Karell. Muitas têm sido as variantes: pretextos para gerar manifestações contra o governo, argumentando descontentamento popular pela situação econômica, política e social da nação, intervenção nos assuntos internos de países por terceiros, alegando uma suposta crise humanitária ou violação de direitos seres humanos, até o suposto desempenho de uma oposição interna.</p>
<p>Há muitos exemplos, até mesmo reconhecidos e declarados pelos Estados Unidos em seus documentos doutrinários: Albânia e Letônia (1951-1955); Tibete (1955-1970); Indonésia (1957-1958); a invasão de Cuba pela Baía dos Porcos (abril de 1961); Laos (1959-1962); Vietnã do Norte (1961-1964); Nicarágua e Honduras (1980-1988); Paquistão e Afeganistão (1980-1991) e Iraque (2002-2003). A estes já confessados, vamos acrescentar o caso da Venezuela, Brasil, Bolívia, em que o objetivo marcante de deter o avanço da esquerda progressista na região é evidente.</p>
<p>Essas são as realidades de hoje, as canhoneiras não estão presentes fisicamente, nem os drones jogam bombas e as nações não são intervencionadas militarmente, mas as agressões continuam; agora há uma boa manipulação para conseguir a participação dos jovens, o uso dos benefícios proporcionados pelas tecnologias de computador e comunicações e intensas campanhas de mídia para exercer pressão política e alcançar, como o Professor Karell afirma, «a mais convencional das guerras».</p>
<p>Mas não duvidem disso, o império retornará, repetidas vezes, ao uso de força brutal e ao cruel assassinato de líderes como Salvador Allende, sempre que for conveniente para seus interesses e não disponham das ferramentas para oprimir os povos e governos que sejam «desconfortáveis» e tentem subverter sua hegemonia.</p>
<p>CRONOLOGIA DO GOLPE: CHILE, 11 DE SETEMBRO DE 1973</p>
<p>5H00 – Operação «Silencio». As Forças Armadas ocupam Valparaíso e Viña del Mar.</p>
<p>7h40 – Allende chega ao Palácio de La Moneda. Pinochet corta as comunicações.</p>
<p>8h42 – Allende recebe o ultimato: «Se não sai de La Moneda será atacado por terra e ar».</p>
<p>9h03 – Segunda mensagem de Allende: «Neste momento passam os aviões, é possível que nos crivem (&#8230;) Este é um momento muito duro e difícil, é possível que eles nos esmaguem»</p>
<p>9h10 – 9h15 – Última alocução de Allende: «Com certeza está será a última ocasião em que possa dirigir-me a vocês (&#8230;) Perante estes fatos só me resta dizer aos trabalhadores: Eu não vou demitir! Estas são minhas últimas palavras e tenho certeza de que meu sacrifício não será em vão&#8230;»</p>
<p>11h50 – Bombardeio aéreo contra La Moneda. Duas aeronaves Hawker Hunter arremetem contra o Palácio.</p>
<p>14h00 – Os golpistas ocupam La Moneda com gases lacrimogêneos.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Homenagem a Salvador Allende em um Chile diferente</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 21:21:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Chile]]></category>
		<category><![CDATA[Salvador Allende]]></category>

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		<description><![CDATA["Este 11 de setembro vai ser diferente porque o Chile já não é o mesmo", afirmaram os organizadores da grande marcha deste domingo em homenagem ao ex-presidente Salvador Allende e às vítimas do pinochetismo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2215" src="/files/2011/09/Salvador-Allende.jpg" alt="" width="300" height="250" />&#8220;Este 11 de setembro vai ser diferente porque o Chile já não é o mesmo&#8221;,  afirmaram os organizadores da grande marcha deste domingo em homenagem  ao ex-presidente Salvador Allende e às vítimas do pinochetismo.</p>
<p>Na convocação ao tradicional tributo, a Associação de Familiares de  Detentos e Desaparecidos (AFDD) e o Grupo de Familiares de Executados  Políticos ressaltaram a singularidade desta comemoração neste ano,  inscrita em um clima de mobilizações sociais com características  anti-neoliberais.</p>
<p>Esperamos que esta seja uma homenagem massiva,  destacou Lorena Pizarro, presidenta da AFDD, que reflexionou a respeito  do significado da mobilização deste dia, convocada para render tributo e  também para demandar a construção de uma verdadeira democracia no  Chile, sublinhou.</p>
<p>Convidamos as famílias a unir-se a esta manifestação para que ganhemos o direito de manifestar nas ruas, destacou Pizarro.</p>
<p>Para hoje está prevista a habitual peregrinação de cada 11 de setembro  no Chile, que vai até o Cemitério Geral, partindo desta vez da central  Praça dos Heróis de Santiago.</p>
<p>O Museu da Memória programa além  disso &#8220;uma homenagem audiovisual para os homens e mulheres mortos pela  violência de Estado entre 11 de setembro de 1973 e 10 de março de 1990&#8243;.</p>
<p>A iniciativa consiste em projetar em uma tela gigante umas duas mil  fotografias de pessoas que foram assassinadas ou desaparecidas durante o  regime de terror imposto pela ditadura militar de Augusto Pinochet  (1973-1990).</p>
<p>Como parte do tributo ao líder da Unidade Popular,  foi realizado ontem um emotivo ato político e cultural na praça da  Constituição desta cidade, do qual participaram destacadas bandas  musicais chilenas como Legua York e Los Rockers, além de cantores  populares, poetas e atores.</p>
<p>&#8220;Salvador Allende inspira e é parte  da reconstituição hoje do povo chileno que luta&#8221;, destacou na ocasião o  presidente do Comitê Executivo do Socialismo Allendista, Esteban Silva.</p>
<p>&#8220;Allende, acrescentou, está mais vivo que nunca hoje na luta dos  estudantes por uma educação estatal e laica, e na demanda por uma  Assembleia Constituinte por uma nova Constituição&#8221;.</p>
<p>Enfatizou  também o legado do ex-presidente seu próprio neto Pablo Sepúlveda  Allende, quem mencionou a efervescência social que vive o país  sul-americano e a vigência do pensamento allendista nas lutas atuais do  povo de Chile.</p>
<p>Marcaram presença também no ato um grupo de  parlamentares da Argentina, Brasil e Uruguai que assistem como delegados  ao Terceiro Encontro Latino-americano pela Verdade e a Justiça,  inaugurado na última sexta-feira na Universidade de Santiago.</p>
<p>Que estranho paradoxo sobre Allende, apontou dias atrás o escritor  chileno Antonio Skármeta: &#8220;Um homem que teve três funerais e se mantém  muito vivo no coração de seu povo&#8221;.</p>
<p><strong>(Prensa Latina)</strong></p>
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		<title>As Verdadeiras Intenções Da “Aliança Igualitária”</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Mar 2011 01:58:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fidel Castro Ruz]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões de Fidel]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem foi um dia longo. Desde o meio-dia estive atendendo as peripécias de Obama no Chile, como tinha feito no dia anterior com suas aventuras na urbe do Rio de Janeiro. Essa cidade, em brilhante desafio, derrotara Chicago em sua aspiração de ser sede da Olimpíada de 2016, quando o novo Presidente dos Estados Unidos e Prêmio Nobel da Paz parecia um êmulo de Martin Luther King.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem foi um dia longo. Desde o meio-dia estive atendendo as peripécias de Obama no Chile, como tinha feito no dia anterior com suas aventuras na urbe do Rio de Janeiro. Essa cidade, em brilhante desafio, derrotara Chicago em sua aspiração de ser sede da<strong> </strong>Olimpíada de 2016, quando o novo Presidente dos Estados Unidos e Prêmio Nobel da Paz parecia um êmulo de Martin Luther King.</p>
<p>Ninguém sabia quando chegava a Santiago de Chile e o quê faria ali um Presidente dos Estados Unidos, onde um dos seus antecessores tinha cometido o doloroso crime de promover o derrocamento e a morte física do seu heróico Presidente, torturas horríveis e o assassinato de milhares de chilenos.</p>
<p>Tentava por minha parte, ao mesmo tempo, de acompanhar as notícias que chegavam da tragédia do Japão e da brutal guerra desencadeada contra a Líbia, enquanto o ilustre visitante proclamava a “Aliança Igualitária” na região do mundo onde pior está distribuída a riqueza.</p>
<p>Entre tantas coisas, fiquei um tanto descuidado e não assisti nada do opíparo banquete de centenas de pessoas com as iguarias com que a natureza dotou os mares, que de ter-se realizado num restaurante de Tóquio, cidade onde se paga até 300 mil dólares por um atum fresco de barbatana azul, seriam arrecadados até 10 milhões de dólares.</p>
<p>Era demasiado trabalho para um jovem da minha idade. Escrevi uma breve Reflexão e dormi depois longas horas.</p>
<p>Hoje de manhã eu estava fresco. Meu amigo não chegaria a El Salvador até depois do meio-dia. Solicitei telexes, artigos da Internet e outros materiais recém-chegados.</p>
<p>Vi, em primeiro lugar, que por minha culpa os telexes lhe tinham dado importância àquilo que eu disse relativamente ao meu cargo de Primeiro Secretário do Partido, e o explicarei com a maior brevidade possível. Concentrado na “Aliança Igualitária” de Barack Obama, um assunto de tanta relevância histórica ―falo a sério―,  nem sequer me lembrei que no próximo mês será realizado o Congresso do Partido.</p>
<p>Minha atitude com relação ao tema foi elementarmente lógica. Ao compreender a gravidade da minha saúde, fiz o que ao meu ver não foi necessário quando tive o doloroso acidente em Santa Clara; após a queda o tratamento foi duro, mas a vida não estava em perigo.</p>
<p>Todavia, quando escrevi a Proclama de 31 de julho foi evidente para mim que o estado de saúde era sumamente crítico.</p>
<p>Depus logo todas minhas funções públicas, acrescentando-lhe à Proclama algumas instruções para oferecer segurança e tranqüilidade à população.</p>
<p>Não era necessária a renúncia, em concreto, de cada um dos meus cargos.</p>
<p>A função mais importante para mim era a de Primeiro Secretário do Partido. Por ideologia e por princípio, em uma etapa revolucionária, a esse cargo político corresponde a máxima autoridade. O outro cargo que exercia era o de Presidente do Conselho de Estado e do Governo, eleito pela Assembléia Nacional. Para ambos cargos existia um substituto, e não em virtude de vínculo familiar, que jamais considerei fonte de direito, mas por experiência e méritos.</p>
<p>A patente de Comandante-em-Chefe me fora outorgada pela própria luta, uma questão de casualidade mais do que de méritos pessoais. A própria Revolução, em ulterior etapa, destinou corretamente a chefia de todas as instituições armadas ao Presidente, uma função que em minha opinião deve corresponder-se com a de Primeiro Secretário do Partido. Entendo que assim deve ser num país que, como Cuba, tem tido que encarar um obstáculo tão considerável como o império criado pelos Estados Unidos.</p>
<p>Decorreram quase 14 anos desde o anterior Congresso do Partido, que coincidiram com o desaparecimento da URSS e do Campo Socialista, o Período Especial e minha própria doença.</p>
<p>Quando progressiva e parcialmente recuperei a saúde, nem sequer me passou pela mente a idéia ou a necessidade de proceder ao formalismo de fazer renúncia expressa de cargo algum. Aceitei nesse período a honra da eleição como Deputado à Assembléia Nacional, que não exigia da presença física, e com a que podia partilhar idéias.</p>
<p>Como disponho de mais tempo do que nunca antes para observar, informar-me, e expor determinados pontos de vista, cumprirei modestamente meu dever de lutar pelas idéias que tenho defendido ao longo da minha modesta vida.</p>
<p>Peço aos leitores me desculpem pelo tempo consumido nesta explanação, que as circunstâncias mencionadas me obrigaram a levar a cabo.</p>
<p>O assunto mais importante, não o esqueço, é a insólita aliança entre milionários e esfomeados que propõe o ilustre Presidente dos Estados Unidos.</p>
<p>Os bem informados -aqueles que conhecem, por exemplo, da história deste hemisfério, suas lutas, ou inclusive, só a do povo de Cuba defendendo a Revolução contra o império que, como o próprio Obama reconhece, tem durado mais tempo do que “sua própria existência”-, com certeza ficarão espantados com a proposta dele.</p>
<p>Sabe-se que o atual Presidente consegue alinhavar bem as palavras, circunstâncias que, unidas à crise econômica, ao crescente desemprego, às perdas de moradias, e à morte de soldados norte-americanos nas guerras estúpidas de Bush, ajudaram-no a obter a vitória.</p>
<p>Depois de observá-lo bem, não me surpreenderia que fosse o autor do ridículo título com que foi batizada a chacina na Líbia: “Odisséia do Amanhecer”, que fez tremer a poeira dos restos de Homero e dos que contribuíram a fraguar a lenda dos famosos poemas gregos, embora admito que, talvez, o título fosse uma criação dos chefes militares que manipulam os milhares de armas nucleares com as quais uma simples ordem do Prêmio Nobel da Paz pode determinar o fim da nossa espécie.</p>
<p>Do seu discurso aos brancos, pretos, índios, mestiços e não mestiços, crentes e não crentes das Américas, pronunciado no Centro Cultural Palácio da Moeda, as embaixadas dos Estados Unidos distribuíram cópia fiel em todas partes, e foi traduzido e divulgado por Chile TV, CNN, e imagino que por outras emissoras em outras línguas.</p>
<p>Foi ao estilo daquele que proferiu no primeiro ano de seu mandato, em El Cairo, a capital de seu amigo e aliado Hosni Mubarak, cujas dezenas de milhares de milhões de dólares subtraídos ao povo é de supor que era do conhecimento do Presidente dos Estados Unidos.</p>
<p>“… O Chile tem demonstrado que não temos porquê ficar divididos por raças […] ou conflitos étnicos”, assegurou; deste modo o problema americano foi apagado do mapa.</p>
<p>Quase logo insiste obsessivamente em que “…este maravilhoso lugar onde nos encontramos, a poucos passos do lugar em que o Chile perdeu sua democracia há várias décadas…” Tudo menos pronunciar o golpe de Estado, o assassinato do pundonoroso general Schneider, ou o nome glorioso de Salvador Allende, como se o governo dos Estados Unidos não tivesse absolutamente nada a ver.</p>
<p>O grande poeta Pablo Neruda, cuja morte foi acelerada pelo golpe traiçoeiro, foi sim pronunciado em mais de uma ocasião, neste caso para afirmar de forma belamente poética nossas “estrelas” primordiais são a “luta” e a “esperança”. Ignora Obama que Pablo Neruda era comunista, amigo da Revolução Cubana, grande admirador de Simón Bolivar que renasce cada cem anos, e inspirador do Guerrilheiro Heróico Ernesto Guevara?</p>
<p>Fiquei admirado quase desde o começo da sua mensagem, dos profundos conhecimentos históricos de Barack Obama. Algum assessor irresponsável esqueceu explicar-lhe que Neruda era militante do Partido Comunista do Chile. Depois doutros parágrafos insignificantes reconhece que: “Sei que não sou o primeiro presidente dos Estados Unidos em prometer um novo espírito de cooperação com os nossos vizinhos latino-americanos. Sei que às vezes, os Estados Unidos têm tomado por descontada esta região.”</p>
<p>“… A América Latina não é o velho estereótipo de uma região em conflito perpétuo nem apanhada por ciclos intermináveis de pobreza.”</p>
<p>“Na Colômbia, grandes sacrifícios por cidadãos e forças da segurança têm restaurado um nível de segurança que não se via há décadas.” Ali jamais houve narcotráfico, paramilitares nem cemitérios clandestinos.</p>
<p>No seu discurso a classe operária não existe, nem camponeses sem terras, também não os analfabetos, a mortalidade infantil ou materna, os que perdem a vista, ou são vítimas de parasitas como a doença de chagas ou de enfermidades bacterianas como o cólera.</p>
<p>“Desde Guadalajara até Santiago e São Paulo, uma CLASSE MÉDIA está exigindo mais de si própria e mais do seu governo”, expressa.</p>
<p>“Quando um golpe de Estado em Honduras ameaçou o progresso democrático, os países do hemisfério invocaram unanimemente a Carta Democrática Inter-americana, o que ajudou a sentar as bases do retorno ao estado de direito.”</p>
<p>A verdadeira razão do maravilhoso discurso de Obama se explica de forma indiscutível a meados da sua mensagem e com suas próprias palavras: “A América Latina só se tornará mais importante para os Estados Unidos, especialmente para nossa economia. […] Compramos mais dos seus produtos e serviços do que nenhum outro país, e investimos mais nesta região do que nenhum outro país. […] exportamos mais de três vezes para a América Latina do que exportamos para a China. Nossas exportações para esta região… aumentam mais rápido do que nossas exportações para o resto do mundo…”. Pode-se talvez deduzir disto que “quanto mais próspera for a América Latina, mais prósperos serão os Estados Unidos.”</p>
<p>Dedica mais adiante insípidas palavras aos fatos reais:</p>
<p>“Mas sejamos francos e admitamos também […] que o progresso do continente americano não é suficientemente rápido. Não para os milhões que sofrem a injustiça da extrema pobreza. Não para as crianças nos bairros e nas favelas, que só querem as mesmas oportunidades que têm as outras.”</p>
<p>“O poder político e econômico com demasiada freqüência está concentrado nas mãos de poucos, em lugar de servir à maioria”, expressou textualmente.</p>
<p>“Não somos a primeira geração que encara esses desafios. Há exatamente 50 anos, o Presidente John F. Kennedy propôs uma ambiciosa Aliança para o Progresso.”</p>
<p>“O desafio perante o Presidente Kennedy persiste: ‘construir um hemisfério em que todos [os povos] possam ter a esperança de um padrão de vida apropriado, em que todos possam viver sua vida com dignidade e liberdade.”</p>
<p>Resulta incrível que venha agora com essa história tão burda que constitui um insulto à inteligência humana.</p>
<p>Não tem mais alternativa do que mencionar entre as grandes calamidades um problema que se origina no colossal mercado dos Estados Unidos e com armas homicidas desse país: “As gangues de criminosos e narcotraficantes não são apenas uma ameaça contra a segurança dos cidadãos. São uma ameaça contra o desenvolvimento porque afugentam o investimento de que precisa a economia para prosperar. E são uma ameaça direta contra a democracia porque alentam a corrupção que socava as instituições desde dentro.”</p>
<p>Mais adiante acrescenta a contragosto: “Porém nunca eliminaremos o atrativo dos cartéis e das gangues a não ser que também encaremos as forças sociais e econômicas que alimentam a criminalidade. Precisamos de chegar aos jovens vulneráveis antes que recorram às drogas e ao crime.”</p>
<p>“Como Presidente, tenho deixado em claro que nos Estados Unidos aceitamos nossa responsabilidade pela violência gerada pelas drogas. A demanda de drogas, incluída aquela nos Estados Unidos, impulsiona esta crise. Por isso formulamos uma nova estratégia para o controle de drogas que está focada na redução da demanda de drogas através da educação, da prevenção e do tratamento.”</p>
<p>O que ele não disse é que em Honduras 76 pessoas por cada 100 mil habitantes morrem por causa da violência, 19 vezes mais do que em Cuba, onde praticamente, apesar da proximidade dos Estados Unidos, tal problema apenas existe.</p>
<p>Após umas quantas tolices pelo estilo, sobre as armas com destino ao México que estão confiscando, um Acordo Trans-pacífico, o Banco Inter-americano de Desenvolvimento, com o qual ele diz que se esmeram para aumentar o “Fundo de Crescimento com micro financiamento para as Américas” e prometer a criação de novas “Vias à Prosperidade” e outros termos altissonantes que pronuncia em inglês e espanhol, volta às suas peregrinas promessas de unidade hemisférica e tenta impressionar os ouvintes com os riscos da mudança climática.</p>
<p>Obama acrescenta: “E se alguém duvida da urgência da mudança climática, basta que olhem dentro do continente americano, desde as fortes tormentas do Caribe até o descongelamento de geleiras nos Andes e a perda de florestas e terras de cultura em toda a região.” Sem o valor de reconhecer que seu país é o máximo responsável dessa tragédia.</p>
<p>Explica que se orgulha de anunciar que “…os Estados Unidos estão trabalhando com parceiros na região, entre eles o setor privado, para aumentar em 100,000 o número de estudantes dos Estados Unidos na América Latina, e em 100,000 o número de estudantes da América Latina que estudam nos Estados Unidos.” Já se sabe o que custa estudar Medicina ou outra carreira naquele país, e o roubo descarado de cérebros que praticam os Estados Unidos.</p>
<p>Todo seu palavreado para concluir com um louvor à OEA, a qual Roa qualificou como “Ministério de Colônias Ianque”, quando em memorável denúncia por parte de nossa Pátria nas Nações Unidas, informou que o governo dos Estados Unidos tinha atacado nosso território a 15 de abril de 1961 com bombardeiros B-26 pintados com insígnias cubanas; um fato desvergonhado que dentro de 23 dias completará 50 anos.</p>
<p>Dessa forma acreditou que tudo estava plenamente prestes para proclamar o direito a subverter a ordem no nosso país.</p>
<p>Confessa paladinamente que estão “permitindo que os estadunidenses enviem remessas para dar-lhes certa esperança econômica a pessoas em toda Cuba, como também mais independência das autoridades.”</p>
<p>“…continuaremos procurando maneiras de aumentar a independência do povo cubano, que tem direito à mesma liberdade que têm todos os outros neste hemisfério.”</p>
<p>Depois reconhece que o bloqueio prejudica Cuba, priva a economia de recursos. Por que não reconhece que as intenções de Eisenhower, e o objetivo declarado dos Estados Unidos quando o aplicou, era render por fome o povo de Cuba?</p>
<p>Por que se mantém? A quantas centenas de milhares de milhões de dólares ascende a indenização que os Estados Unidos devem pagar ao nosso país? Por que mantêm em prisão os 5 Heróis antiterroristas cubanos? Por que não se aplica a Lei de Ajuste para todos os latino-americanos em vez de permitir que milhares deles resultem mortos ou feridos na fronteira imposta ao México depois de arrebatar-lhe mais da metade do seu território?</p>
<p>Peço-lhe ao Presidente dos Estados Unidos que me desculpe pela franqueza.</p>
<p>Não albergo sentimentos hostis para com ele ou seu povo.</p>
<p>Cumpro com o dever de expor aquilo que penso de sua “Aliança Igualitária”.</p>
<p>Nada ganharão os Estados Unidos ao criar e encorajar o ofício de mercenários. Posso garantir-lhe que os melhores e mais preparados jovens do nosso país formados na Universidade de Ciências Informáticas conhecem muito mais de Internet e computação do que o Prêmio Nobel e Presidente dos Estados Unidos.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/03/firma-de-fidel-22-de-marzo-de-2011-300x184.png" alt="" width="300" height="184" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong><br />
<strong> 22 de março de 2011</strong><br />
<strong> 21h17</strong></p>
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		<title>História Para Boi Dormir</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Mar 2011 19:33:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Enquanto os reatores danificados despedem fumaça radioativa no Japão, e aviões de monstruosa estampa e submarinos nucleares lançam mortíferas cargas telecomandadas sobre a Líbia, um país norte-africano do Terceiro Mundo com apenas seis milhões de habitantes, Barack Obama lhe fazia aos chilenos uma história parecida às que eu escutava quando tinha 4 anos de idade:]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto os reatores danificados despedem fumaça radioativa no Japão, e aviões de monstruosa estampa e submarinos nucleares lançam mortíferas cargas telecomandadas sobre a Líbia, um país norte-africano do Terceiro Mundo com apenas seis milhões de habitantes, Barack Obama lhe fazia aos chilenos uma história parecida às que eu escutava quando tinha 4 anos de idade: “Os sapatinhos me apertam, as meias me dão calor e o beijinho que me deste, o levo no coração” (versos infantis).</p>
<p>Alguns dos seus ouvintes ficaram pasmos naquele “Centro Cultural” em Santiago do Chile.</p>
<p>Quando o Presidente olhou ansioso para o público após mencionar a pérfida Cuba, esperando uma explosão de aplausos, houve um silêncio glacial. Às suas costas, –ah, ditosa casualidade!– entre o conjunto de bandeiras latino-americanas, estava exatamente a de Cuba.</p>
<p>Se ele se tivesse virado um segundo sobre seu ombro direito haveria visto, como uma sombra, o símbolo da Revolução numa ilha rebelde que seu poderoso país quis, mas não conseguiu destruir.</p>
<p>Sem dúvida, qualquer pessoa seria extraordinariamente otimista se espera que os povos da Nossa América aplaudam o 50º aniversário da invasão mercenária de Girón (Baia dos Porcos), 50 anos de cruel bloqueio econômico de um país irmão, 50 anos de ameaças e atentados terroristas que custaram milhares de vidas, 50 anos de projetos de assassinato dos líderes do histórico processo.</p>
<p>Senti-me aludido em suas palavras.</p>
<p>Prestei, efetivamente, meus serviços à Revolução durante muito tempo, mas nunca eludi riscos nem violei princípios constitucionais, ideológicos ou éticos; lamento não ter disposto de mais saúde para continuar servindo-a.</p>
<p>Renunciei sem hesitar a todos meus cargos estatais e políticos quando adoeci, inclusive ao de Primeiro Secretário do Partido, e nunca tentei exercê-los depois da Proclama de 31 de julho de 2006, nem quando recuperei parcialmente minha saúde mais de um ano depois, embora todos continuassem chamando-me afetuosamente dessa forma.</p>
<p>Porém continuo e continuarei sendo como prometi: um soldado das idéias, desde que possa pensar ou respirar.</p>
<p>Quando a Obama o interrogaram sobre o golpe de Estado contra o heróico presidente Salvador Allende, promovido como muitos outros pelos Estados Unidos, e a misteriosa morte de Eduardo Frei Montalva, assassinado por agentes da DINA, uma criação do governo norte-americano, perdeu sua presença de ânimo e começou a gaguejar.</p>
<p>Foi certeiro, sem dúvida, o comentário da televisão do Chile no final do seu discurso, quando expressou que Obama já não tinha nada que oferecer ao hemisfério.</p>
<p>Eu, por minha parte, não quero dar a impressão de que experimento ódio para com sua pessoa, e muito menos para com o povo dos Estados Unidos, ao qual reconheço a contribuição de muitos dos seus filhos à cultura e à ciência.</p>
<p>Obama tem pela frente agora uma viagem a El Salvador amanhã terça-feira. Ali terá que inventar bastante, porque nessa nação irmã da América Central, as armas e os treinadores que recebeu dos governos do seu país, derramaram muito sangue.</p>
<p>Desejo-lhe uma boa viagem e um pouco mais de sensatez.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>21 de março de 2011</strong></p>
<p><strong>21h32</strong></p>
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