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	<title>Cubadebate (Português) &#187; René González</title>
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		<title>Músicos latino-americanos dedicarão disco aos Cinco</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jul 2012 15:45:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Músicos do Uruguai, Argentina, Chile e Cuba unirão suas vozes e composições em um disco que chegará ao público no início do próximo ano, em solidariedade com os cinco antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos. Em entrevista à Prensa Latina, o cantor e compositor chileno Ismael Durán, autor do projeto, explicou que o álbum contempla]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2739" src="/files/2012/07/CubanFive.jpg" alt="" width="300" height="216" />Músicos do Uruguai, Argentina, Chile e Cuba unirão suas vozes e composições em um disco que chegará ao público no início do próximo ano, em solidariedade com os cinco antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos.</p>
<p>Em entrevista à Prensa Latina, o cantor e compositor chileno Ismael Durán, autor do projeto, explicou que o álbum contempla a participação de reconhecidos artistas da região, entre os quais se destacam Vicente Feliú, Andrés Ordaz Aguilera (Pepe), Isabel Parra, León Gieco e Daniel Viglietti, além dos grupos Manguaré e Inti Illimani, de Cuba e do Chile respectivamente.</p>
<p>Agregou que também se prevê a assistência de intérpretes e compositores espanhóis, estadunidenses e canadenses, como convidados, e a inclusão de poemas escritos por Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Fernando González, Antonio Guerrero e René González, presos desde 1998.</p>
<p>Convidado em maio último à Feira Internacional Cubadisco 2012, Durán qualificou o trabalho de bonito e difícil, já que cada músico gravará os temas em seu país de origem para depois enviá-los a Havana, onde será realizada a produção final sob gestão do selo discográfico Abdala.</p>
<p>Ainda que serão incluídos diferentes estilos musicais como o hip-hop, no disco predominará a música tradicional latino-americana, um gênero que segundo este trovador conseguiu sobreviver aos embates do mercado musical e sua comercialização, porque &#8220;a arte e as raízes culturais se mantêm vivas graças aos povos&#8221;, enfatizou.</p>
<p>Sobre suas relações de trabalho com Manguaré, agrupamento junto ao qual já gravaram as duas primeiras músicas do trabalho, Durán apontou que datam de sua primeira visita a Cuba há alguns anos.</p>
<p>Ao lado deste grupo tive a oportunidade de gravar, em 2010, um par de canções: Mi sombrerito cubano e Guanabacoa bela, música com a qual conseguimos o prêmio de Melhor canção latina em 2011, entregue pela Fundação John Lennon nos Estados Unidos, indicou.</p>
<p>A ideia de produzir um disco em solidariedade aos antiterroristas cubanos surgiu em abril passado durante as atividades desenvolvidas na cidade estadunidense de Washington, como parte da campanha Cinco dias pelos cinco.</p>
<p>Naquela ocasião, foi proposto ao Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco a realização deste trabalho discográfico que já conta com uma música do compositor cubano Iván Pedroso, e outra de sua inspiração titulada Cinco almas, na qual exige liberdade para Gerardo, René, Antonio, Ramón e Fernando.</p>
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		<title>Rene Gonzalez: Nunca pensei ter que escrever-te esta carta</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 06:38:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nunca pensei ter que escrever-te esta carta. Partilhamos o mesmo desamor pela troca epistolar, coisa bem demonstrada durante nossas respectivas missões internacionalistas ou – mais especificamente – na experiência única dos últimos vinte anos. Noutras palavras, só condições extraordinárias como as atuais me obrigariam a escrevê-la.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2511" src="/files/2012/03/rene-gonzalez.jpg" alt="" width="300" height="250" />24 de fevereiro de 2012.</p>
<p>Meu irmão de toda a vida:</p>
<p>Nunca pensei ter que escrever-te esta carta. Partilhamos o mesmo desamor pela troca epistolar, coisa bem demonstrada durante nossas respectivas missões internacionalistas ou – mais especificamente – na experiência única dos últimos vinte anos. Noutras palavras, só condições extraordinárias como as atuais me obrigariam a escrevê-la.</p>
<p>Se as condições fossem ordinárias estas coisas deveria dizer-te-as pessoalmente  e muitas nem sequer teria que dizê-las. Deveria de ser suficiente para ti com essa luta incansável contra uma doença que procura devorar-te, mas é preciso acrescentar a isso o enfrentamento contra uma doença muito mais letal: o ódio.</p>
<p>O ódio que não me permite retribuir-te todos teus esforços com esse merecido abraço que quiséssemos dar-te os Cinco.</p>
<p>O ódio que não me deixa unir meu riso a cada bom sentido do humor que emanam de tua imensa coragem.</p>
<p>O ódio que me obriga a adivinhar pela força do teu alento, através do telefone, o acidentado deslocamento das linhas da frente nesta batalha que travas.</p>
<p>O ódio que me impõe a angustia de não poder acompanhar durante teu cuidado a todos os que te querem; e que me impede estar aí para apoiar Sary y os filhos.</p>
<p>O ódio que me nega ver como os nossos sobrinhos encaram esta situação, que viraram homens e mulheres durante estes anos. Quanto orgulho podes sentir de teus filhos!</p>
<p>O ódio que não me permite simplesmente abraçar meu irmão. Que me obriga a continuar desde um absurdo e afastado enclaustramento um processo do qual deveria fazer parte, como qualquer outra pessoa que cumpriu uma sentença de prisão, já de por si suficientemente longa, ditada precisamente pelo ódio; mas ainda insuficiente para ele.</p>
<p>O que fazer perante tanto ódio? Suponho que o que temos feito sempre: Amar a vida e lutar por ela, tanto a nossa quanto a dos outros. Encarar todos os obstáculos com um sorriso nos lábios, com uma brincadeira oportuna, com esse otimismo que nos inculcaram desde a infância. Ir para frente e não fraquejar, não render-nos nunca; sempre juntos e bem perto, por mais que insistam em afastar-me de meus afetos para castigar-nos assim a todos.</p>
<p>Hoje me lembro daqueles bonitos dias de tua época de atleta. Você na piscina e nós nas arquibancadas gritando teu nome enquanto você bracejava e o som de nossas vozes que te chegava intermitente cada vez que assomavas a cabeça para respirar. Depois nos contavas como por vezes escutavas teu nome completo, por vezes apenas o princípio e outras vezes o final. Então nos treinamos para esperar que sacaras a cabeça da água e nesse instante todos, ao uníssono, gritávamos teu nome. Não podias ver-nos, mas o clamor de nossa presença chegava a ti e sabias que estávamos contigo embora não pudéssemos intervir diretamente na lide que se desenvolvia na piscina.</p>
<p>Hoje a história se repete. Enquanto te enfrentas com todas tuas forças a este desafio, sigo-te animando, agora somado à família que então não tinhas construído. Embora que não podes ver-me sabes que estou aí, junto da tua família que é a minha. Sabes que este irmão, desde o seu insólito desterro, desde a angústia da desesperação forçada, nas condições de liberdade supervisionada mais absurda, desde a digna condição de patriota cubano que você também possui e desde o carinho semeado com o sangue e pelas vivências que nos unem  está e estará sempre contigo. Cada vez que assomes a cabeça poderás sentir meu clamor junto ao dos meus sobrinhos.</p>
<p>Respira irmão, respira!</p>
<p>Te quere teu irmão,</p>
<p>René</p>
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		<title>Cubanos exigem liberdade dos Cinco em dia mundial</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 15:22:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Antonio Guerrero]]></category>
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		<category><![CDATA[Ramón Labañino]]></category>
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		<description><![CDATA[Como parte do Dia Mundial Cinco pelos Cinco, trabalhadores, estudantes e outros setores exigem hoje nesta capital a total libertação dos antiterroristas cubanos condenados a longas penas nos Estados Unidos. Encontros musicais, intercâmbios com os familiares dos Cinco -como se conhecem internacionalmente- e apresentação de livros fazem parte das atividades de hoje. A propósito do Dia do Construtor; várias obras, fábricas e oficinas acolherão mostras de solidariedade com os antiterroristas, segundo adiantou o sindicato nacional dessa área.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2380" src="/files/2011/12/Free-the-Cuban-Five.jpg" alt="" width="300" height="250" />Como parte do Dia Mundial Cinco pelos Cinco,  trabalhadores, estudantes e outros setores exigem hoje nesta capital a  total libertação dos antiterroristas cubanos condenados a longas penas  nos Estados Unidos.</p>
<p>Encontros musicais, intercâmbios com os familiares dos Cinco -como se  conhecem internacionalmente- e apresentação de livros fazem parte das  atividades de hoje.</p>
<p>A propósito do Dia do Construtor; várias  obras, fábricas e oficinas acolherão mostras de solidariedade com os  antiterroristas, segundo adiantou o sindicato nacional dessa área.</p>
<p>Todo dia cinco de cada mês, ativistas em diversas partes do planeta  exigem aos Estados Unidos o fim do que qualificam de injustiça no caso  de Gerardo Hernández, René González, Antonio Guerrero, Ramón Labañino e  Fernando González, sentenciados após infiltrar grupos violentos que de  Miami atuam com impunidade contra Cuba.</p>
<p>Recentemente, na  oriental cidade de Holguín, localizada a 750 quilômetros desta capital,  mais de 300 delegados de 50 países acordaram em um colóquio incrementar  ações para dar a conhecer a situação dos Cinco e demandar a Washington  sua total libertação e o regresso junto a seus familiares na ilha.</p>
<p>Entre as medidas propostas sobressai um maior uso das redes sociais  para romper a barreira de silêncio imposta pelos grandes meios no caso  dos antiterroristas detidos em 1998.</p>
<p><strong>(Prensa Latina)</strong></p>
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		<title>A vontade de aço (Segunda parte &#8211; final)</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 13:52:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reflexões de Fidel]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando em 1976 aconteceram os mais graves atos de terrorismo contra Cuba e, de maneira especial, a destruição em pleno vôo da aeronave cubana que decolou de Barbados levando 73 pessoas a bordo - dentre eles, pilotos, comissárias de bordo e pessoal auxiliar que prestava seus nobres serviços nessa linha, toda a equipe juvenil que tinha conseguido todas as medalhas de ouro que eram disputadas no Campeonato Centro-americano e do Caribe de Esgrima; os passageiros cubanos e de outros países que viajavam confiados naquele avião -, os fatos provocaram tal indignação, que na Praça da Revolução reuniu-se por ocasião das honras fúnebres, a mais extraordinária e multitudinária concentração que eu jamais tinha visto e da qual existe testemunho gráfico.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Quando em 1976 aconteceram os mais graves atos de terrorismo contra Cuba e, de maneira especial, a destruição em pleno vôo da aeronave cubana que decolou de Barbados levando 73 pessoas a bordo &#8211; dentre eles, pilotos, comissárias de bordo e pessoal auxiliar que prestava seus nobres serviços nessa linha, toda a equipe juvenil que tinha conseguido todas as medalhas de ouro que eram disputadas no Campeonato Centro-americano e do Caribe de Esgrima; os passageiros cubanos e de outros países que viajavam confiados naquele avião -, os fatos provocaram tal indignação, que na Praça da Revolução reuniu-se por ocasião das honras fúnebres, a mais extraordinária e multitudinária concentração que eu jamais tinha visto e da qual existe testemunho gráfico. As cenas de dor foram e ainda são inesquecíveis. Talvez nenhum dirigente dos Estados Unidos, e muitos no mundo não tiveram a possibilidades de vê-las. Seria ilustrativo que essas cenas fossem divulgadas pela mídia para perceber bem as motivações de nossos heróicos combatentes antiterroristas.</p>
<p>Bush pai era já um importante oficial dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, quando estes receberam a missão de organizar a contra-revolução  em Cuba. A CIA criou na Flórida sua maior base de operações no hemisfério ocidental. Ela responsabilizou-se por todas as ações subversivas realizadas em Cuba, incluindo as tentativas de assassinato contra os líderes da Revolução e também pelos planos e cálculos que, de terem sido bem sucedidos houvessem significado um enorme número de baixas por ambas as partes devido a decisão de nosso povo, demonstrada em Girón, de lutar até a última gota de sangue. Bush nunca percebeu que a vitória de Cuba salvou muitas vidas tanto cubanas quanto norte-americanas.</p>
<p>O crime monstruoso de Barbados aconteceu quando já ele era chefe da CIA, quase com tanta autoridade como o Presidente Ford.</p>
<p>No mês de junho desse próprio ano convocou em Bonao, na República Dominicana, uma reunião para criar a Coordenação de Organizações Revolucionárias Unidas sob a supervisão pessoal de Vernon Walters, naquela altura Diretor adjunto da CIA. Observe-se bem: “Organizações Revolucionárias Unidas”.</p>
<p>Orlando Bosch e Posada Carriles, agentes ativos dessa instituição foram nomeados como líderes dessa organização. Iniciou-se assim uma nova etapa de atos terroristas contra Cuba. No dia 6 de outubro de 1976, Orlando Bosch e Posada Carriles dirigem pessoalmente a sabotagem no intuito de fazer explodir durante o vôo o avião de <em>Cubana</em>.</p>
<p>As autoridades prenderam os envolvidos, os quais foram levados para a Venezuela.</p>
<p>O escândalo foi tão grande que o governo desse país, então aliado dos Estados Unidos e cúmplice de seus crimes dentro e fora da Venezuela viu-se obrigado a colocá-los a disposição dos tribunais venezuelanos.</p>
<p>No mês de julho de 1979 triunfou a Revolução Sandinista. A sangrenta guerra suja promovida pelos Estados Unidos estourou nesse país. Reagan era já Presidente dos Estados Unidos.</p>
<p>Quando Gerald Ford substituiu Nixon, o escândalo provocado pelas tentativas para assassinar líderes estrangeiros era tão grande que proibiu a participação de funcionários norte-americanos nessas ações. O Congresso negou os fundos para a guerra suja na Nicarágua. Fazia falta Posada Carriles. A CIA, através da chamada Fundação Nacional Cubano Americana, subornou com abundantes somas de dinheiro os carcereiros correspondentes e o terrorista saiu da prisão como um visitante qualquer. Deslocado urgentemente para Ilopango, em El Salvador, não apenas dirigiu os fornecimentos de armas que provocaram milhares de mortes e mutilações aos patriotas nicaragüenses, senão que também, com a cooperação da CIA, adquiriu drogas na América Central, introduziu-as nos Estados Unidos e comprou armas norte-americanas para os contra-revolucionários nicaragüenses.</p>
<p>Por razões de espaço, omito numerosos dados sobre a brutal história.</p>
<p>É impossível compreender por que o ilustre Prêmio Nobel que preside o Governo dos Estados Unidos,  compraze-se em reiterar a estúpida idéia de que Cuba é um país terrorista, mantém nos cárceres isolados e em condições inumanas os quatro antiterroristas cubanos, punição que hoje não é aplicada a nenhum cidadão de outro país adversário dos Estados Unidos, ainda menos se nenhuma força militar norte-americana admite ter corrido algum risco por eles  e proíbe René retornar à sua Pátria e ao seio da sua família.</p>
<p>No próprio domingo 9 de outubro, dia em que René transmitiu a sua corajosa mensagem encaminhada ao povo de Cuba, gravou e filmou outra fraterna “Mensagem a Fidel e Raúl”. Por indicação de Ricardo Alarcón, Presidente da Assembléia Nacional, não foram publicadas nenhuma destas mensagens até que o Oficial de Provatória da Corte Federal da Flórida, lhe comunicasse formalmente as condições que lhe eram impostas durante os três anos de “liberdade supervisionada”.</p>
<p>Cumprido já esse requisito me compraz informar o nosso povo o conteúdo do texto dessa mensagem que tanto honra a nossos heróis e exprime o seu comportamento exemplar e a vontade de aço:</p>
<p><strong>Querido Comandante:</strong></p>
<p>Antes de mais, um abraço, o meu agradecimento, o sentimento de apreço não só por</p>
<p>todo o apoio que você tem-nos demonstrado, pela forma como você tem mobilizado não apenas o povo todo e a solidariedade internacional em favor do nosso caso, senão, em primeiro lugar, por ter-nos servido de inspiração, por ter sido o exemplo que seguimos ao longo destes 13 anos  e por ter sido para nós uma bandeira que sempre seguiríamos.</p>
<p>Para nós esta missão não é mais do que a continuidade de tudo o que vocês fizeram, daquilo que a sua geração fez pelo povo cubano e pela humanidade.</p>
<p>Para mim é um prazer enorme enviar-lhe esta mensagem, enviar-lhe o abraço temporário, que vai por essa via, porque sei que nos abraçaremos finalmente; apesar das inúmeras tentativas de nossos adversários por impedi-lo, sei que nos daremos  esse abraço. Sei que os Cinco retornaremos porque você o prometeu e porque tem mobilizado a energia, o melhor da humanidade, a vontade de todos para que isso aconteça.</p>
<p>Para nós é uma grande honra servir à causa que você inspirou no povo de Cuba, ser seus seguidores, seguidores do caminho que você e Raúl abriram, e nunca deixaremos de ser merecedores dessa confiança que vocês depositaram em nós.</p>
<p>Aos dois, a você, Fidel, a Raúl, que agora nos guia nesta nova etapa difícil, complexa, mas gloriosa em que estamos envolvidos para acabar com a dependência econômica que ainda nos ata e que impede que possamos construir a sociedade que queremos, enviou-lhes um abraço de parte dos Cinco, digo-lhes que sempre tivemos confiança em vocês. Quando estávamos sozinhos no beco, quando estávamos incomunicados, quando não recebíamos notícias, quando os meus quatro irmãos não sabiam nada de suas famílias porque não se lhes podia dizer, sempre tivemos confiança em vocês, sempre soubemos que vocês não abandonariam os seus filhos, porque sempre soubemos que a Revolução nunca abandonava aqueles que a defendiam. Por isso é que merece ser defendida e por isso é que sempre o faremos.</p>
<p>E embora não tenha a certeza de que mereçamos todas as honras que nos foram feitas, sim posso dizer-lhe que dedicaremos o resto das nossas vidas a merecê-lo, porque vocês inspiram-nos, porque vocês são a bandeira que nos ensinou como comportar-nos  e até o fim dos nossos dias tentaremos ser merecedores da confiança que vocês depositaram em nós.</p>
<p>Para mim agora isto é uma trincheira na qual continuarei no mesmo combate ao qual vocês me convocaram e vou até o fim, até que impere a justiça, a cumprir suas ordens, a fazer aquilo que seja preciso fazer.</p>
<p>E digo a Fidel e a Raúl: Comandantes, os dois, ordenem!</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/10/firma-111018-las-dos-venezuela-300x206.jpg" alt="" width="300" height="206" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>17 de outubro de 2011</strong></p>
<p><strong> 22h35</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Obama tem oportunidade de mostrar uma mudança, Ricardo Alarcón</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 19:29:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem a oportunidade de seguir fazendo o mesmo que fez seu antecessor, George W. Bush, ou mostrar que ele representa a mudança, afirmou o chefe do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón. Este 7 de outubro supõe-se que saia em liberdade muito condicionada o antiterrorista cubano René González, e este fato colocará em cheque a verdadeira vontade do mandatário norte-americano, declarou à imprensa o presidente da Assembléia Nacional do Poder Popular de Cuba.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2305" src="/files/2011/10/vigilia-cubana.gif" alt="" width="300" height="250" />O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem a  oportunidade de seguir fazendo o mesmo que fez seu antecessor, George W.  Bush, ou mostrar que ele representa a mudança, afirmou o chefe do  Parlamento cubano, Ricardo Alarcón.<strong></strong><strong><a title="FotosPL.com" href="http://www.fotospl.com/taxonomy/term/4505"><br />
</a></strong></p>
<p>Este 7 de outubro supõe-se que saia em liberdade muito condicionada o  antiterrorista cubano René González, e este fato colocará em cheque a  verdadeira vontade do mandatário norte-americano, declarou à imprensa o  presidente da Assembléia Nacional do Poder Popular de Cuba.</p>
<p>González, assim como Fernando González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero  e Gerardo Hernández, foi condenado com severidade por informar sobre  planos de ações violentas contra Cuba planejadas por grupos terroristas  residentes do território estadunidense.</p>
<p>O mínimo que pode fazer  Obama é enviar René para sua casa em Havana e assim se evita a pergunta  nossa de todos os dias, se está com os terroristas ou contra o  terrorismo, disse Alarcón ao assistir a uma vigília pelo 35 Aniversário  do Crime de Barbados efetuada no Bosque das Bandeiras nesta capital.</p>
<p>Espero que a saída da prisão de René González seja com normalidade, que  não existam nem incidentes, nem provocações, disse o máximo responsável  pelo Parlamento da nação caribenha.</p>
<p>Recordou que a imensa  maioria das pessoas que participaram na vigília -em frente à sede da  Sessão de Interesses dos Estados Unidos- não tinham nascido quando em 6  de outubro de 1976 uma nave de Cubana de Aviação explodiu em pleno vôo  em frente à costa de Barbados com 73 pessoas a bordo.</p>
<p>Esse fato a  humanidade não deve esquecer, e um de seus autores, Luis Posada  Carriles, está livre e desfruta em liberdade a hospitalidade que lhe  brinda o governo norte-americano, o qual nem o acusou, nem o extraditou à  Venezuela como estão obrigados ao fazer, nem o julgou como terrorista,  afirmou.</p>
<p>Orlando Bosch, a quem foram rendidas todas as honras em  Miami depois de morrer, se gabou em frente às câmeras e microfones de  participar nesse horrendo crime com conhecimento prévio de Washington,  indicou Alarcón.</p>
<p>Este 6 de outubro nos lembra que, 35 anos depois, os Estados Unidos seguem sendo culpados de terrorismo internacional.</p>
<p>À vigília assistiram membros do corpo diplomático acreditado em Havana,  dirigentes juvenis e estudantes de diferente tipos de ensino.</p>
<p><strong>(Prensa Latina)</strong></p>
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		<title>Liberdade de antiterrorista e regresso a Cuba são exigidos</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 01:28:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[René González]]></category>

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		<description><![CDATA[Familiares e amigos do mundo inteiro esperam a libertação, prevista para depois de amanhã, de um dos cinco antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos e exigem seu regresso à nação caribenha. O pai e o irmão do lutador já estão em território norte-americano, enquanto suas duas filhas partirão logo para lá, segundo confirmou ontem sua mãe, Irma Sehwerert, que aguarda a emissão de visto para viajar ao encontro de seu primogênito.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2302" alt="" src="/files/2011/10/rene-gonzales.gif" width="300" height="250" />Familiares e amigos do mundo inteiro esperam a libertação, prevista para depois de amanhã, de um dos cinco antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos e exigem seu regresso à nação caribenha.</p>
<p>O pai e o irmão do lutador já estão em território norte-americano, enquanto suas duas filhas partirão logo para lá, segundo confirmou ontem sua mãe, Irma Sehwerert, que aguarda a emissão de visto para viajar ao encontro de seu primogênito.</p>
<p>René sairá da prisão mas será obrigado a permanecer nos Estados Unidos para cumprir três anos de liberdade condicional, segundo estabelecido por sua sentença há quase 10 anos.</p>
<p>A juíza Joan Lenard, do Distrito Sul da Flórida, recusou no dia 16 de setembro a moção apresentada pelo antiterrorista, na qual solicita viajar a Cuba e residir aqui em vez de cumprir uma condenação considerada por juristas como um castigo adicional.</p>
<p>Na opinião do advogado Richard Klugh, negar a René o direito de reunir-se com sua família após cumprir o encarceramento é uma &#8220;decisão sem precedentes&#8221; na história estadunidense.</p>
<p>Para Gloria la Riva, coordenadora do estadunidense Comitê Nacional para a Liberdade dos Cinco, como são conhecidos René, Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Fernando González e Ramón Labañino, a partir do dia 7 de outubro conheceremos mais sobre o caso.</p>
<p>A ativista manifestou que a libertação do antiterrorista cubano multiplicará nos Estados Unidos as ações a favor desses lutadores, que foram detidos no dia 12 de setembro de 1998, quando monitoravam as ações de grupos anticubanos radicados na Flórida.</p>
<p>Em um julgamento na cidade de Miami há quase uma década, e apesar da declaração de inocência apoiada pelo depoimento em favor dos Cinco por parte de altos servidores públicos e oficiais norte-americanos, os cubanos foram condenados a sentenças que chegam até a &#8216;dupla prisão perpétua e mais 15 anos&#8217;.</p>
<p>Diversas vozes no mundo todo têm alertado sobre o perigo que permanecer em solo estadunidense representa para René, devido à presença, neste território, de terroristas como Luis Posada Carrilles, responsável pela explosão de um avião cubano em 1976, na qual morreram 73 pessoas.</p>
<p><strong>(Prensa Latina)</strong></p>
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		<title>A Vergonha Supervisionada De Obama</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 14:20:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fidel Castro Ruz]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões de Fidel]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
		<category><![CDATA[CIA]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[René González]]></category>
		<category><![CDATA[Terrorismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Após 13 anos de cruel e imerecida prisão, o governo dos Estados Unidos —que engendrou monstros como Posada Carriles e Orlando Bosch, quem como agentes da Central de Inteligência ianque fizeram estourar em pleno vôo um avião cubano lotado de passageiros— obriga a René a permanecer nessa nação, onde ficará à mercê de assassinos impunes durante três longos anos sob um regime qualificado de “liberdade” supervisionada. Na cadeia injusta e vingativa continuarão por longos anos de confinamento outros três heróis cubanos, e mais outro condenado a cadeia perpetua por duas vezes. Assim responde o império ao crescente reclamo mundial pela liberdade dos mesmos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Não por brutal, torpe e esperada deixou de indignar a notícia de que uma juíza ianque do Distrito Sul da Flórida, denegou a René González, herói antiterrorista cubano, depois de cumprir a sentença injusta que lhe impuseram, o direito a regressar ao seio de sua família em Cuba.</p>
<p>Após 13 anos de cruel e imerecida prisão, o governo dos Estados Unidos —que engendrou monstros como Posada Carriles e Orlando Bosch, quem como agentes da Central de Inteligência ianque fizeram estourar em pleno vôo um avião cubano lotado de passageiros— obriga a René a permanecer nessa nação, onde ficará à mercê de assassinos impunes durante três longos anos sob um regime qualificado de “liberdade” supervisionada. Na cadeia injusta e vingativa continuarão por longos anos de confinamento outros três heróis cubanos, e mais outro condenado a cadeia perpetua por duas vezes. Assim responde o império ao crescente reclamo mundial pela liberdade dos mesmos.</p>
<p>Se assim não fosse, o império deixaria de ser império; e Obama, deixaria de ser tonto.</p>
<p>Contudo, os heróis cubanos não estarão ali eternamente. Sobre os alicerces de insuperável exemplo de dignidade e firmeza crescerá a solidariedade no mundo e no seio do próprio povo norte-americano, que colocará fim à estúpida e insustentável injustiça.</p>
<p>A torpe decisão acontece quanto na Assembléia-Geral das Nações Unidas se desenvolve um profundo debate sobre a necessidade de refundar essa instituição. Jamais se escutaram críticas tão sólidas e enérgicas.</p>
<p>O líder bolivariano Hugo Chávez o abriu com a primeira mensagem à Assembléia publicada na noite de 21 de setembro. A segunda carta de Chávez, transmitida em tom enérgico e vibrante pelo chanceler Nicolás Maduro foi lapidária. Nessa mensagem também denunciou o criminoso bloqueio imperialista contra nossa Pátria e a bochornosa e cruel vingança contra os 5 Heróis antiterroristas cubanos.</p>
<p>Tais circunstâncias me obrigaram a escrever uma terceira Reflexão. Transmitirei as idéias essenciais da contundente mensagem, utilizando as próprias palavras do autor:</p>
<p>“[…] Não procuramos a paz dos cemitérios, como dizia Kant com ironia, mas uma paz assente no mais zeloso respeito ao direito internacional. Infelizmente, a ONU, ao longo de toda sua história, em vez de somar e multiplicar esforços pela paz entre as Nações, termina avaliando –umas vezes, por ação, e outras, por omissão- as injustiças mais despiedosas.”</p>
<p>“Desde 1945 até a data, as guerras não fizeram outra coisa do que crescer e se multiplicar inexoravelmente.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Desejo fazer um apelo aos governos do mundo à reflexão: desde 11 de setembro de 2001, começou uma nova guerra imperialista que não tem precedentes históricos: uma guerra permanente, a perpetuidade.</p>
<p>“Devemos olhar de frente a aterradora realidade do mundo em que vivemos. […] Por que Estados Unidos é o único país que planta bases militares no planeta?; A quê lhe teme para ter tão arrepiante orçamento destinado a aumentar cada vez mais seu poderio militar?; Por que tem desencadeado tantas guerras, violando a soberania de outras nações que têm os mesmos direitos sobre seus destinos?; Como fazer valer o direito internacional contra sua insensata aspiração de hegemonizar militarmente o mundo em garantia de fontes energéticas para sustentar seu modelo depredador e consumista?; Por que a ONU nada faz para deter Washington? […] o império se adjudicou o papel de juiz do mundo, sem que ninguém lhe tenha outorgado tal responsabilidade […] portanto, a guerra imperialista nos ameaça a todos.</p>
<p>“Washington sabe que o mundo multipolar é já uma realidade irreversível. Sua estratégia consiste em deter, custe o que custar, o ascenso sustentável de um conjunto de países emergentes […] trata-se de uma reconfiguração do mundo que se sustenta na hegemonia militar ianque.”</p>
<p>“O quê tem por trás deste novo Armagedon?: o poder onímodo da cúpula militar-financeira que está destruindo o mundo para acumular cada vez mais lucros; a cúpula militar-financeira que está subordinando, de fato, um conjunto, cada vez maior, de Estados. Leve-se em conta que o modo de existir do capital financeiro é a guerra: a guerra que arruína os mais, enriquece, até o impensável, uns poucos.</p>
<p>“No imediato existe uma gravíssima ameaça para a paz mundial: o desencadeamento de um novo ciclo de guerras coloniais, que começou na Líbia, com o sinistro objetivo de dar-lhe um segundo ar ao sistema-mundo capitalista, hoje em crise estrutural, mas sem colocar-lhe nenhuma classe de limites a sua voracidade consumista e destruidora.”</p>
<p>“A humanidade está à beira de uma catástrofe inimaginável: o planeta marcha inexoravelmente rumo ao ecocídio mais devastador; o aquecimento global o anuncia, através de suas pavorosas conseqüências, mas a ideologia dos Corteses e dos Pizarros relativamente ao ecossistema, como bem diz o notável pensador francês Edgar Morin […] A crise energética e a crise alimentar se agudizam, mas o capitalismo continua traspassando impunemente todos os limites.”</p>
<p>“…o grande cientista estadunidense Linus Pauling, galardoado em duas ocasiões com o Prêmio Nobel, continua  nos iluminando o caminho: Acho que existe no mundo um poder maior do que o poder negativo da força militar e das bombas nucleares: o poder do bem, da moralidade, do humanitarismo. Acredito no poder do espírito humano. Mobilizemos, então, todo o poder do espírito humano: já é hora. Impõe-se desatar uma grande contra-ofensiva política para impedir que os poderes das trevas encontrem justificações para ir à guerra: para desatar a guerra global generalizada com a que pretendem salvar o capital de Ocidente.”</p>
<p>“É preciso derrotar politicamente os belicistas e, ainda mais, à cúpula militar-financeira que os auspicia e comanda.</p>
<p>“Construamos o equilíbrio do universo que enxergou o Libertador Simón Bolívar: o equilíbrio que, segundo suas palavras, não pode ser achado no seio da guerra; o equilíbrio que nasce da paz.”</p>
<p>“…A Venezuela, junto dos países membros da Aliança Bolivariana para os povos de Nossa América (ALBA), esteve advogando ativamente por uma solução pacífica e negociada do conflito líbio. Assim o fez também a União Africana. Mas, afinal, impôs-se a lógica bélica decretada desde o Conselho de Segurança da ONU e colocada em prática pela NATO, esse braço armado do império ianque. […] o “caso Líbia” foi levado ao Conselho de Segurança na base da intensa propaganda de meios de comunicação, que mentiram ao afirmar que a aviação líbia bombardeava civis inocentes, por não mencionar a grotesca encenação mediática na Praça Verde de Trípoli. Esta campanha premeditada de mentiras, justificou medidas urgentes e irresponsáveis do Conselho de Segurança da ONU, que abriram o caminho para que a NATO implementasse, pela via militar, sua política de mudança de regime nesse país.”</p>
<p>“…Em quê se converteu a zona de exclusão aérea estabelecida pela resolução 1973 do Conselho de Segurança? Acaso as mais de 20.000 missões aéreas da NATO contra Líbia, muitas delas com o propósito de bombardear o povo líbio, não são a negação mesma dessa Zona de Exclusão? Aniquilada completamente a força aérea líbia, a continuidade dos bombardeamentos “humanitários” demonstra que Ocidente, através da NATO, impõe seus interesses no Norte da África, convertendo Líbia num protetorado colonial.”</p>
<p>“Qual é o motivo real desta intervenção militar?: recolonizar Líbia para se apoderar de suas riquezas. Tudo o restante se subordina a este objetivo.”</p>
<p>“…a residência de nosso Embaixador em Trípoli foi invadida e saqueada, mas a ONU calou-se pelo foro, guardando um silêncio ignominioso.”</p>
<p>“…Por que se lhe concede a bancada da Líbia na ONU ao autodenominado “Conselho Nacional de Transição”, enquanto é bloqueado o ingresso da Palestina, desconhecendo, não só sua legítima aspiração, mas o que é já vontade majoritária da Assembléia-Geral? A Venezuela ratifica aqui, com todas suas forças e com a autoridade moral que outorga a vontade majoritária dos povos do mundo, sua solidariedade incondicional com o povo palestino e seu apoio irrestrito à causa nacional palestina, incluindo, é claro, a admissão imediata de um Estado palestino de pleno direito no seio da Organização das Nações Unidas.</p>
<p>“E o mesmo formato imperialista se está repetindo no caso da Síria.”</p>
<p>“É intolerável que os poderosos deste mundo pretendam arrogar-se o direito de ordenar a governantes legítimos e soberanos que renunciem de imediato. Assim aconteceu com a Líbia, de igual forma querem proceder contra a Síria. Tais são as assimetrias existentes no cenário internacional e tais são os atropelos contra as Nações independentes.”</p>
<p>“Dirijamos nossa atenção agora ao Corno da África e termos um exemplo despedaçador do fracasso histórico da ONU: a maioria das agências de notícias sérias sustentam que entre 20 mil e 29 mil crianças menores de 5 anos morreram nos últimos três meses.”</p>
<p>“O que se precisa para fazer face a esta situação é um bilhão e 400 milhões de dólares, não para solucionar o problema, mas para atender a emergência em que se encontram a Somália, o Quênia, Djibouti e a Etiópia. Segundo todas as informações os próximos dois meses serão decisivos para evitar a morte de mais de 12 milhões de pessoas e a situação mais grave é a da Somália.</p>
<p>“Esta realidade não pode ser mais atroz, se ao mesmo tempo não nos perguntamos quanto se está gastando em destruir a Líbia. Assim responde o congressista estadunidense Dennis Kucinich: Esta nova Guerra nos custará 500 milhões de dólares só durante a primeira semana. É claro que não temos recursos financeiros para isso e acabaremos reduzindo o financiamento de outros importantes programas domésticos. Segundo o próprio Kucinich, com o gastado nas três primeiras semanas ao norte do continente africano, para massacrar o povo líbio, em muito se poderia ter ajudado a toda a região do Corno da África, salvando dezenas de milhares de vidas.”</p>
<p>“…é francamente lamentável que na mensagem de abertura da 66ª Assembléia-Geral da ONU não se fez um apelo à ação imediata para solucionar a crise humanitária que padece o Corno da África, enquanto se garante que “tem chegado o momento de atuar” sobre a Síria.”</p>
<p>“Clamamos, igualmente, pelo fim do bloqueio vergonhoso e criminoso contra a irmã República de Cuba: bloqueio que, há mais de cinqüenta anos, exerce o império, com crueldade e sevícias, contra o heróico povo de José Martí.</p>
<p>“Até 2010, já lá vão dezenove votações na Assembléia-Geral da ONU que confirmam a vontade universal de exigir aos Estados Unidos que cessem o bloqueio econômico e comercial contra Cuba. Esgotados todos os argumentos da sensatez internacional, só resta julgar que tal assanhamento contra a Revolução Cubana é conseqüência da soberba imperial perante a dignidade e a valentia que tem mostrado o insubmisso povo cubano na soberana decisão de reger seu destino e lutar por sua felicidade.</p>
<p>“Desde a Venezuela, acreditamos que chegou a hora de exigir aos Estados Unidos não apenas o fim imediato e sem condições do criminoso bloqueio imposto contra o povo cubano, mas que ponha em liberdade os 5 combatentes antiterroristas cubanos seqüestrados nos cárceres do Império, pelo único motivo de procurar impedir as ações ilegais que grupos terroristas preparam contra Cuba, ao abrigo do governo dos Estados Unidos.”</p>
<p>“Para nós, fica claro que as Nações Unidas não melhoram nem vão melhorar desde dentro. Se seu Secretário-Geral junto do Procurador da Corte Penal Internacional, participam num ato de guerra, como no caso da Líbia, não tem nada que esperar do atual formato desta organização.”</p>
<p>“Resulta intolerável que exista um Conselho de Segurança que lhe vire as costas, cada vez que o desejar, ao clamor majoritário das nações, desconhecendo deliberadamente a vontade da Assembléia-Geral. Se o Conselho de Segurança é uma sorte de clube com membros privilegiados, o quê pode fazer a Assembléia-Geral? qual é sua margem de manobra quando estes violem o direito internacional?</p>
<p>“Parafraseando Bolívar –quando se referia concretamente ao nascente imperialismo ianque em 1818- basta já de que as leis as pratique o fraco e os abusos os pratique o forte. Não podemos ser os Povos do Sul quem respeitemos o direito internacional, enquanto o Norte nos destrói e pilha, violando-o.</p>
<p>“Se não assumirmos, de uma boa vez, o compromisso de refundar as Nações Unidas, esta organização perderá definitivamente a pouca credibilidade que lhe resta. Sua crise de legitimidade se acelerará até a implosão final. De fato, assim aconteceu com o organismo que foi seu antecedente imediato: a Liga das Nações.”</p>
<p>“O futuro de um mundo multipolar em paz, reside em nós próprios. Na articulação dos povos majoritários do planeta para defender-nos do novo colonialismo e atingir o equilíbrio do universo que neutralize o imperialismo e a arrogância.</p>
<p>“Este apelo amplo, generoso, respeitoso, sem exclusões, vai encaminhado a todos os povos do mundo, mas muito especialmente às potências emergentes do Sul, que devem assumir com valentia o papel que estão chamadas a desempenhar de imediato.</p>
<p>“Na América Latina e no Caribe têm surgido poderosas e dinâmicas alianças regionais que procuram configurar um espaço regional democrático, respeitoso das particularidades, e desejoso de colocar o ênfase na solidariedade e na complementaridade, potenciando o que nos junta e resolvendo politicamente o que nos divide. E este novo regionalismo admite a diversidade e respeita os ritmos de cada quem. […] a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA) avança como experimento de vanguarda de governos progressistas e antiimperialistas, procurando fórmulas de ruptura com a ordem internacional imperante e fortalecendo a capacidade dos povos de encarar, coletivamente, os poderes fáticos. Porém isso não impede que seus membros dêem um impulso decidido e entusiasta à consolidação da União de Nações Sul-americanas (UNASUL), bloque político que federa os 12 Estados soberanos da América do Sul, no intuito de agrupá-los naquilo que O Libertador Simón Bolívar chamou “uma Nação de Repúblicas”. E mais além, os 33 países da América Latina e do Caribe nos preparamos para dar o passo histórico de fundar uma grande entidade regional que nos agrupe a todos, sem exclusões, onde possamos desenhar juntos as políticas que haverão de garantir nosso bem-estar, nossa independência e nossa soberania, na base da igualdade, da solidariedade e da complementaridade. Caracas, a capital da República Bolivariana da Venezuela, orgulha-se desde já de albergar, nos próximos 2 e 3 de dezembro, a Reunião de Cúpula de Chefes de Estado e de Governo que fundará definitivamente nossa Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC).”</p>
<p>Com estas profundas idéias conclui a segunda mensagem do presidente bolivariano Hugo Chávez à Assembléia-Geral da ONU.</p>
<p>Segundo um despacho da AFP datado hoje em Washington: “O mandatário estadunidense, Barack Obama, declarou nesta quarta-feira que enquanto for presidente estará disposto a mudar a política para com Cuba, desde que se produzam mudanças políticas e sociais significativas.”</p>
<p>Que simpático! Que inteligente! Tanta bondade ainda não lhe permitiu compreender que 50 anos de bloqueio e de crimes contra nossa Pátria não conseguiram dobrar nosso povo. Muitas coisas mudarão em Cuba, mas mudarão por nosso esforço e apesar dos Estados Unidos. Talvez esse império se derrube antes.</p>
<p>A indomável resistência dos patriotas cubanos é simbolizada por nossos 5 Heróis. Eles jamais claudicarão! Jamais se renderão! Como sentenciou Martí, e tenho mencionado outras vezes: “Antes de fraquejar no empenho de tornar livre e próspera a Pátria, juntar-se-á o mar do norte ao mar do sul e nascerá uma serpente de um ovo de águia.”</p>
<p>É óbvio que a juíza do Distrito Sul da Flórida colocou em causa a “vergonha supervisionada de Obama”.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/09/firma110928-re-la-verguenza-supervisada-de-obama-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>28 de setembro de 2011</strong></p>
<p><strong> 19h37.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Juventude Cubana participa de nova jornada pela libertação dos Cinco</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 18:22:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Guerrero]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando González]]></category>
		<category><![CDATA[Gerardo Hernández]]></category>
		<category><![CDATA[Ramón Labañino]]></category>
		<category><![CDATA[René González]]></category>
		<category><![CDATA[Terrorismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A juventude cubana erguerá sua voz para reclamar liberdade e justiça negadas durante 13 anos aos Cinco compatriotas prisioneiros políticos em cárceres norte-americanos por combater o terrorismo. Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, René González, e Fernando González, foram detidos ilegal e arbitrariamente em Miami, a 12 de setembro de 1998, e, após processo manipulado, sentenciados a injustas penas. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2223" src="/files/2011/09/cinco-heroes-candado.jpg" alt="" width="300" height="250" />A juventude cubana erguerá sua voz para reclamar liberdade e justiça  negadas durante 13 anos aos Cinco compatriotas prisioneiros políticos em  cárceres norte-americanos por combater o terrorismo.</p>
<p>Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, René González, e  Fernando González, foram detidos ilegal e arbitrariamente em Miami, a  12 de setembro de 1998, e, após processo manipulado, sentenciados a  injustas penas.</p>
<p>“Mover montanhas, multiplicar iniciativas, combater em todas as frentes  é o que faremos nós, crianças e jovens cubanos, o povo todo e quantos  no mundo e nos próprios Estados Unidos exijam liberdade para os Cinco”,  declarou Osnay Miguel Colina, membro do Bureau Nacional da União de  Jovens Comunistas.</p>
<p>“Concertos, caminhadas, ações comunitárias, cantatas, escaladas, um  tribunal juvenil antiimperialista de estudantes cubanos e estrangeiros,  acontecerão nos próximos dias”, afirmou.</p>
<p>Um concerto dedicado aos Cinco ocorre hoje no Salão Bolivariano da embaixada venezuelana em Washington.</p>
<p>Na República Dominicana, a campanha de solidariedade à Ilha entrega  nesta segunda-feira carta endereçada ao presidente norte-americano  Barack Obama pedido que use suas faculdades presidenciais para libertar  os combatentes cubanos contra o terrorismo.</p>
<p>No âmbito da jornada pela libertação dos Cinco, ontem, na Venezuela,  Magali Llort, mãe de Fernando Gonzalez, e Olga Salanueva, esposa de René  Gonzalez assistiram a um ato de solidariedade com deputados do  Parlamento.</p>
<p><strong>(Radio Habana Cuba)</strong></p>
]]></content:encoded>
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