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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Reino Unido</title>
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		<title>O Príncipe de Gales e a Duquesa Camilla sob o sol de Havana</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Apr 2019 18:22:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<description><![CDATA[A visita oficial do príncipe Charles de Gales e da duquesa Camilla da Cornualha a Cuba, de 24 a 27 de março, foi notícia nos dias de hoje. O casal real percorreu no dia 26 de março, o Centro Histórico de Havana, acompanhado por seu historiador dr. Eusebio Leal Spengler, bem como outros locais da geografia da cidade.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5458" alt="Principe Reino Unido" src="/files/2019/04/Principe-Reino-Unido.jpg" width="300" height="257" />A visita oficial do príncipe Charles de Gales e da duquesa Camilla da Cornualha a Cuba, de 24 a 27 de março, foi notícia nos dias de hoje. O casal real percorreu no dia 26 de março, o Centro Histórico de Havana, acompanhado por seu historiador dr. Eusebio Leal Spengler, bem como outros locais da geografia da cidade.</p>
<p>O Príncipe Britânico e a Duquesa chegaram ao parque de John Lennon, situado nas ruas 17 e 8, na área residencial de Vedado, para apreciar a escultura do músico que fez parte de Os Beattles, uma obra de artista cubano José Villa Soberón, inaugurada em 8 de dezembro de 2000, na presença do Comandante-em-Chefe Fidel Castro Ruz, como parte de atividades de lembrança, que tiveram lugar na Ilha para honrar a memória de Lennon, no 20º aniversário de seu assassinato.</p>
<p>Ao local visitado, o Príncipe e sua esposa chegaram em um carro MG TD, de 1953, dirigido pelo herdeiro da coroa do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte. Lá, moradores da comunidade e colegas residentes em Cuba desses ilustres convidados, testemunharam a admiração de ambas as figuras diante da estátua de Lennon, onde estivevam sentados alguns minutos.</p>
<p>Tudo isso aconteceu depois que o casal teve uma reunião com membros do Clube de Carros Clássicos Britânicos na Ilha, coordenado por Lupe Fuentes.</p>
<p>A ocasião foi propícia para o Príncipe de Gales e a duquesa conversarem com o artista visual Alejandro Sautié Viera, que desenvolve um projeto artístico relacionado com a presença britânica em Cuba, que foi do interesse dos visitantes.</p>
<p>«A Duquesa Camilla aproximou-se do meu carro e ficou impressionada com as transformações que lhe fiz. Perguntou sobre o carro e esteve interessada em meu projeto chamado The Beatles Car», disse ao Granma Internacional o artista, que terá uma participação performativa, também associada com a famosa banda (Listening to the Beatles, creating my beetles) na 13ª Bienal de Havana (de 12 a 12 de maio), na qual o carro desempenha um papel essencial.</p>
<p>Mais tarde, os membros da família real dessa nação europeia chegaram ao Centro Cultural Submarino Amarillo, da empresa Artex, nomeado em referência a uma das músicas mais famosas da banda inglesa, onde foram recebidos pelo grupo de Eddy Escobar e Guille Vilar, destacado jornalista e promotor cultural e diretor daquela instituição.</p>
<p>Por outro lado, a Duquesa Camilla teve uma reunião frutífera na sede da Federação das Mulheres Cubanas (FMC). Lá, a esposa do Príncipe de Gales foi recebida por Teresa Amarelle, secretária geral da organização, e conversou com funcionários de várias instituições sobre questões relacionadas à igualdade das mulheres e à violência de gênero.</p>
<p>Entre outros referentes, a líder cubana explicou sobre a missão da FMC, um espaço em que todas as mulheres da Ilha têm um lugar, e abundou em temas em que a visitante mostrava interesse. Para a Duquesa, a organização desempenha um papel muito importante na sociedade, e é por isso que ela a parabenizou.</p>
<p>Na presença do Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez, vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, também o príncipe participou da cerimônia de colocação da primeira pedra do Parque Fotovoltaico, da empresa Mariel Solar SA, na Zona de Desenvolvimento Especial Mariel, capaz de gerar 50 megawatts e que é executado com investimento britânico.</p>
<p>Acerca das particularidades da empresa, seu diretor Andrew MacDonald explicou que o projeto consiste em três áreas: Habana Libre, Trebol e Herradura e que em setembro próximo poderá iniciar a geração de energia. O líder do projeto disse que o setor de energia renovável tem um grande futuro no país caribenho.</p>
<p>Também esteve presente Anthony Stokes, embaixador britânico em Cuba, que disse sobre este evento econômico que é um exemplo da contribuição da Grã-Bretanha para o desenvolvimento econômico cubano.</p>
<p>Para Rodrigo Malmierca, ministro do Comércio Exterior e o Investimento Estrangeiro, essa abertura significa mais um momento positivo de relacionamento entre as duas nações.</p>
<p>NO CENTRO DE IMUNOLOGIA MOLECULAR</p>
<p>Em 27 de março, o herdeiro da Coroa britânica recebeu informações sobre o progresso da indústria cubana de biotecnologia, durante uma visita às instalações do Centro de Imunologia Molecular (CIM).</p>
<p>A esse respeito, o presidente da BioCubaFarma, Eduardo Martínez, recebeu o Príncipe de Gales nas instalações do CIM, localizado em Havana.</p>
<p>Carlos conheceu três pacientes tratados com a vacina terapêutica cubana contra o câncer de pulmão, Cimavax, um dos principais produtos mundiais para o tratamento desta doença.</p>
<p>O visitante também visitou um laboratório de pesquisa e desenvolvimento do CIM, uma das instalações de maior prestígio do polo científico da Ilha maior das Antilhas.</p>
<p>O Centro de Imunologia Molecular é uma instituição biotecnológica de ciclo fechado (pesquisa e desenvolvimento, produção e marketing), que a partir da cultura de células superiores orienta a sua pesquisa fundamental, o desenvolvimento e a fabricação de produtos para o tratamento de câncer e de outras doenças autoimunes, de acordo com o site Cubadebate.</p>
<p>No percurso também estavam presentes o diretor do CIM, Eduardo Ojito e outros cientistas do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia e do Centro Nacional de Pesquisa Científica.</p>
<p>O Príncipe de Gales e sua esposa também cumpriram um programa rigoroso de atividades na Ilha, entre as quais se incluiu a visita ao Grande Teatro de Havana Alicia Alonso para testemunhar uma função de balé, bem como visitas ao ginásio Rafael Trejo, de antiga Havana, sede da Companhia Acosta Danza, à Fábrica de arte cubana, o projeto da <strong>comunidade Muraleando e os estúdios Areito, da Empresa de Gravações e Edições Musicais (Egrem), entre outros. </strong></p>
<p><strong>(Redação Granma Internacional)</strong></p>
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		<title>Cinismo genocida (Segunda parte e final)</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/reflexoes-fidel/2011/11/15/cinismo-genocida-segunda-parte-e-final/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 00:23:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fidel Castro Ruz]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões de Fidel]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
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		<description><![CDATA[Insistiu em que a administração norte-americana está chegando à conclusão de que será necessário acabar com o atual regime do Irão para evitar que este crie um arsenal nuclear. “Sou uma convencida de que a mudança de regime vai ser nossa única opção aqui”, reconheceu Rice. Não é preciso mais uma palavra.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para dar uma idéia do potencial da URSS em seus esforços por manter a paridade com os Estados Unidos da América nesta esfera, basta assinalar que quando ocorreu sua desintegração em 1991, na Bielo-Rússia tinham 81 cabeças nucleares, no Cazaquistão 1400 e na Ucrânia aproximadamente 5000, as quais passaram à Federação Russa, único Estado capaz de sustentar seu imenso custo, para manter a independência.</p>
<p>Em virtude dos tratados START e SORT, sobre redução de armas ofensivas subscritos entre as duas grandes potências nucleares, o número delas ficou reduzido a vários milhares.</p>
<p>Em 2010 foi assinado um novo Tratado desse tipo entre ambas as potências.</p>
<p>Desde então os maiores esforços se consagraram ao aprimoramento dos meios de direção, alcance, precisão e engano da defesa adversária. Imensas cifras são investidas na esfera militar.</p>
<p>Muito poucos no mundo, salvo contados pensadores e cientistas, percebem e advertem que bastaria o estalido de 100 armas nucleares estratégicas para pôr término à existência humana no planeta. A maioria esmagadora teria um fim tão inexorável como horrível a conseqüência do Inverno Nuclear que seria gerado.</p>
<p>O número de países que possuem armas nucleares neste momento se eleva a oito, cinco deles são membros do Conselho de Segurança: os Estados Unidos da América, a Rússia, o Reino Unido, a França, e a China. A Índia e o Paquistão adquiriram o caráter de países possuidores de armas nucleares em 1974 e 1998 respectivamente. Os sete mencionados reconhecem esse caráter.</p>
<p>O Israel, no entanto, nunca tem reconhecido seu caráter de país nuclear. Contudo, calcula-se que possui entre 200 e 500 armas desse tipo, sem se dar por aludido quando o mundo fica inquieto pelos gravíssimos problemas que traria o estalido de uma guerra na região onde é produzida grande parte da energia que movimenta a indústria e a agricultura do planeta.</p>
<p>Graças à posse das armas de destruição em massa é que o Israel tem podido desempenhar seu papel como instrumento do imperialismo e do colonialismo nessa região do Oriente Médio.</p>
<p>Não se trata do direito legítimo do povo israelita a viver e trabalhar em paz e liberdade, trata-se precisamente do direito dos demais povos da região à liberdade e à paz.</p>
<p>Enquanto o Israel criava aceleradamente um arsenal nuclear, atacou e destruiu, em 1981, o reator nuclear iraquiano em Osirak. Fez exatamente a mesma coisa com o reator sírio em Dayr az-Zawr no ano 2007, um fato do qual estranhamente a opinião mundial não foi informada. As Nações Unidas e a OIEA conheciam perfeitamente o acontecido. Tais ações contavam com o apoio dos Estados Unidos da América e da Aliança Atlântica.</p>
<p>Nada tem de esquisito que as mais altas autoridades do Israel proclamem agora sua intenção de fazer a mesma coisa com o Irão. Esse país, imensamente rico em petróleo e gás, fora vítima das conspirações da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos da América, cujas empresas petroleiras pilhavam seus recursos. Suas forças armadas foram equipadas com o armamento mais moderno da indústria bélica dos Estados Unidos da América.</p>
<p>O Xá Reza Pahlevi também aspirava a dotar-se de armas nucleares. Ninguém atacava seus centros de investigação. A guerra do Israel era contra os muçulmanos árabes. Os do Irão não porque se tinham convertido em um baluarte da NATO que apontava ao coração da URSS.</p>
<p>As massas dessa nação, profundamente religiosas, sob a direção do Ayatollah Khomeini, desafiando o poder daquelas armas, desalojaram o Xá do trono e desarmaram um dos exércitos mais bem equipados do mundo sem disparar um tiro.</p>
<p>Por sua capacidade de luta, o número de habitantes e a extensão do país, uma agressão ao Irão, não guarda similitude com as aventuras bélicas do Israel no Iraque e na Síria. Inevitavelmente seria desatada uma guerra sanguenta. Sobre isso não deve haver dúvida alguma.</p>
<p>O Israel dispõe de um elevado número de armas nucleares e a capacidade de fazê-las chegar a qualquer ponto da Europa, Ásia, África e Oceania. Pergunto-me: A OIEA tem direito moral para sancionar e asfixiar um país se tenta fazer em sua própria defesa o que o Israel fez no coração do Oriente Médio?</p>
<p>Acho realmente que nenhum país do mundo deve possuir armas nucleares, e que essa energia deve ser colocada ao serviço da espécie humana. Sem esse espírito de cooperação a humanidade marcha inexoravelmente rumo à sua própria destruição. Entre os próprios cidadãos do Israel, um povo sem dúvida laborioso e inteligente, muitos não concordarão com essa disparatada e absurda política que os leva também ao desastre total.</p>
<p>O quê se fala hoje no mundo sobre a situação econômica?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As agências internacionais de notícias informam que “o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, e seu par chinês, Hu Jintao, apresentaram agendas comerciais divergentes […] salientando as crescentes tensões entre as duas maiores economias do mundo.”</p>
<p>“Obama usou seu discurso ―afirma Reuters― para ameaçar com sanções econômicas a China a menos que comece a ‘jogar segundo as regras’…”. Tais regras são sem dúvida, os interesses dos Estados Unidos da América.</p>
<p>“Obama ―afirma a agência― está engajado na batalha pela reeleição no próximo ano e seus opositores republicanos o acusam de não ser o suficientemente severo com a China.”</p>
<p>As notícias publicadas na quinta e sexta-feira refletiam muito melhor as realidades que estamos vivendo.</p>
<p>AP, a agência dos Estados Unidos da América mais bem informada comunicou: “O líder supremo iraniano advirtiu os Estados Unidos da América e Israel que a resposta do Irão será enérgica se seus arquiinimigos lançarem um ataque militar contra o Irão…”</p>
<p>A agência noticiosa alemã informou que a China tinha declarado que, como sempre, acreditava que o diálogo e a cooperação era a única forma de aproximação ativa para a resolução do problema.</p>
<p>A Rússia se opôs igualmente às medidas punitivas contra o Irão.</p>
<p>A Alemanha rejeitou a opção militar mas se mostrou partidária de fortes sanções contra o Irão.</p>
<p>O Reino Unido e a França advogam por fortes e enérgicas sanções.</p>
<p>A Federação Russa assegurou que fará tudo o possível por evitar uma operação militar contra o Irão e criticou o relatório da OIEA.</p>
<p>“‘Uma operação militar contra o Irão pode acarretar conseqüências muitos graves e a Rússia terá que pôr tudo de sua parte para aplacar os ânimos’, afirmou Konstantín Kosachov, chefe do comitê de Exteriores da Duma” e criticou segundo EFE “as afirmações por parte dos Estados Unidos da América, da França e do Israel do possível uso da força e que o lançamento de uma operação militar contra o Irão está cada vez mais próximo”.</p>
<p>O editor da revista estadunidense EIR, Edward Spannaus declarou que o ataque contra o Irão terminará na III Guerra Mundial.</p>
<p>O próprio Secretário de Defesa dos Estados Unidos da América, depois de viajar ao Israel há uns dias, reconheceu que não pôde obter do governo israelita um compromisso de consultar previamente com os Estados Unidos da América um ataque contra o Irão. A esses extremos se tem chegado.</p>
<p>O Subsecretário de Assuntos Políticos e Militares dos Estados Unidos da América exteriorizou cruamente os obscuros propósitos do império:</p>
<p>“O Israel e os Estados Unidos da América se comprometerão nas manobras conjuntas ‘mais importantes’ e ‘de maior transcendência’ da história dos aliados, tem declarado no sábado Anrew Shapiro, subsecretário de Assuntos Políticos e Militares dos Estados Unidos da América”.</p>
<p>“…no […] Instituto Washington para a Política do Oriente Próximo, Shapiro anunciou que participarão nas manobras mais de 5.000 efetivos das forças armadas estadunidenses e israelitas e simulará a defesa de mísseis balísticos do Israel”.</p>
<p>“‘A tecnologia israelita está resultando essencial para melhorar nossa segurança nacional e proteger nossas tropas’, acrescentou…”</p>
<p>“Shapiro salientou o apoio do Governo de Obama ao Israel apesar dos comentários da sexta-feira por parte de um alto funcionário estadunidense que expressou sua preocupação de que o Israel não avisasse os Estados Unidos da América antes de levar a cabo uma ação militar contra as instalações nucleares do Irão.”</p>
<p>“Nossa relação com a segurança do Israel é mais ampla, mais profunda e mais intensa que nunca antes.”</p>
<p>“‘Apoiamos o Israel porque é em nosso interesse nacional fazê-lo’ […] É a pura força militar do Israel o que dissuade os possíveis agressores e ajuda a fomentar a paz e a estabilidade.”</p>
<p>Hoje 13 de novembro a embaixadora norte-americana na ONU, Susan Rice disse à cadeia BBC que a possibilidade de uma intervenção militar no Irão não só não está fora da mesa, senão que é uma opção real que está crescendo por causa do comportamento iraniano.</p>
<p>Insistiu em que a administração norte-americana está chegando à conclusão de que será necessário acabar com o atual regime do Irão para evitar que este crie um arsenal nuclear. “Sou uma convencida de que a mudança de regime vai ser nossa única opção aqui”, reconheceu Rice.</p>
<p>Não é preciso mais uma palavra.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/11/firma-de-fidel-13-de-noviembre-de-2011-300x166.jpg" alt="" width="300" height="166" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>13 de novembro de 2011</strong></p>
<p><strong> 20h17.</strong></p>
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