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	<title>Cubadebate (Português) &#187; President</title>
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		<title>Tomada de posse sem precedentes nos Estados Unidos</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2021 21:10:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A cerimônia, além de não contar com o auxílio do presidente cessante, o que não acontecia desde 1869, será muito limitada em termos de participantes, devido à pandemia e às ameaças e atos violentos dos últimos dias, instigados por Trump A posse de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos ocorrerá hoje, 20 de janeiro, em meio à implantação de um dispositivo de segurança nunca antes visto. Mais de 25 mil soldados garantirão a tranquilidade e a ordem no dia da posse, após o assalto ao Congresso motivado pela retórica inflamada de Donald Trump.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-6234" alt="capitolio usa" src="/files/2021/01/capitolio-usa.jpg" width="300" height="250" />A cerimônia, além de não contar com o auxílio do presidente cessante, o que não acontecia desde 1869, será muito limitada em termos de participantes, devido à pandemia e às ameaças e atos violentos dos últimos dias, instigados por Trump</p>
<p>A posse de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos ocorrerá hoje, 20 de janeiro, em meio à implantação de um dispositivo de segurança nunca antes visto. Mais de 25 mil soldados garantirão a tranquilidade e a ordem no dia da posse, após o assalto ao Congresso motivado pela retórica inflamada de Donald Trump.</p>
<p>A cerimónia, além de não contar com a presença do presidente cessante, o que não acontecia desde 1869 naquele país, será muito limitada em termos de participantes, devido à pandemia e às ameaças e violências dos últimos dias, incitadas por Trump. Das 200.000 pessoas convidadas, em geral, para este tipo de cerimônia, desta vez cerca de mil comparecerão, entre deputados do Congresso, ex-presidentes e dignitários.</p>
<p>Nesta quarta-feira, 20, Trump viaja para a Flórida, onde pretende fixar residência permanente em uma de suas grandes propriedades, o resort Mar-a-Lago, em Palm Beach.</p>
<p>Trump sabe que foi derrotado – embora não quisesse aceitá-lo publicamente – não apenas nas eleições de 3 de novembro, mas também em todos os litígios legais e ilegais que articulou na ânsia de reverter os votos, em sua maioria a favor do vencedor, Joe Biden, e tornar realidade seus esforços para declarar a fraude uma realidade onde não houve nenhuma.</p>
<p>Sua credibilidade no governo e até no seio do Partido Republicano também foi derrotada, onde ocorreram deserções e há quem o acuse por tudo o que fez. Um grande revés, o da ética, atingiu o magnata do presidente, por ignorar uma pandemia cujas consequências devastadoras se manifestam nos quase 24 milhões de infectados e quase 400.000 mortes.</p>
<p>Ele deixa seu país mais isolado do que nunca e desacreditado internacionalmente, com suas decisões arbitrárias de descartar acordos internacionais de extraordinário valor, tanto sobre mudanças climáticas quanto sobre controle de armas, ou uma de suas últimas aberrações: a de tirar os Estados Unidos da OMS em meio da pandemia.</p>
<p>Além do rosário de ações lamentáveis, subsistem males como a oposição ao multiculturalismo, a criminalização dos imigrantes, a naturalização das notícias falsas e outras formas de manipulação da mídia, o silêncio diante das formas de neofascismo, a extensão e fortalecimento da Doutrina Monroe, as políticas de estrangulamento econômico e cultural para qualquer governo considerado «inimigo».</p>
<p>No caso de Cuba, conforme afirmou o chanceler Bruno Rodríguez Parrilla, o governo Trump atacou nosso povo com crueldade e com o apoio de uma feroz campanha de difamação. No entanto, «240 medidas de hostilidade falharam na tentativa de subjugar os cubanos», disse o também membro do Bureau Político do Partido Comunista.</p>
<p>Diante de uma nova administração do país que mais tem feito para fazer render à Revolução, a Ilha maior das Antilhas, sem expectativas ingênuas, e colocando na frente a posição inflexível de que princípios não são negociados, acredita na possibilidade de um relacionamento bilateral construtivo e respeitoso das diferenças.</p>
<p><strong>(Tirado de Granma)</strong></p>
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		<title>Díaz-Canel: Convido você, com forças renovadas, a defender Cuba</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Dec 2019 19:59:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A palavra cativante, de uso recorrente, ficou curta na noite desta terça-feira, 10 de dezembro, quando o presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, participou do encontro nesta cidade com parte da comunidade dos cubanos residentes na Argentina, um diálogo já comum em todas as viagens do chefe de Estado.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5724" alt="canel arg" src="/files/2019/12/canel-arg.jpg" width="300" height="252" />A palavra cativante, de uso recorrente, ficou curta na noite desta terça-feira, 10 de dezembro, quando o presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, participou do encontro nesta cidade com parte da comunidade dos cubanos residentes na Argentina, um diálogo já comum em todas as viagens do chefe de Estado.</p>
<p>O encontro começou com as notas do hino de Bayamo, e continuou com a música Me dicen Cuba, de Alexander Abreu, terminando em um encontro entre irmãos que — dentro e fora da Ilha maior das Antilhas — confirmam o tecido sensível dos cubanos: o amor pela sua Pátria. Dessa forma disse Diaz-Canel: «Convido vocês, com forças renovadas, a defender Cuba, porque nós todos somos a Pátria».</p>
<p>Díaz-Canel compartilhou com eles a certeza de que o fortalecimento dos laços entre a Ilha e os cubanos residentes no exterior é contínuo e irreversível, «um espírito que acompanhou as sucessivas atualizações de nossa política de migração em 2013, 2016 e 2018», reafirmou.</p>
<p>«As medidas tomadas durante a presidência do general-de-exército Raúl Castro Ruz e hoje confirmam a continuidade desse processo», confirmou.</p>
<p>Então comentou acerca do aumento anual de cubanos que viajam para o exterior e retornam ao país; como também tem aumentado sistematicamente o número de residentes permanentes cubanos no exterior que solicitam a recuperação de residência permanente no território cubano.</p>
<p>Como exemplo dos laços estreitos que a Ilha maior das Antilhas mantém com os cubanos residentes no exterior, mencionou o bem-sucedido programa de bolsas de estudo para a comunidade cubana no exterior, através do qual seus filhos também se beneficiam. «Até o momento, 124 bolsas foram concedidas em 41 países e 61 estudantes se formaram», disse.</p>
<p>E como a defesa da Pátria também é um compromisso nas reuniões regionais e nacionais de cubanos no exterior, também lhes falou sobre o 4º Encontro Regional de Cubanos residentes na América Latina e no Caribe, realizado nos dias 19 e 20 de outubro na Cidade do México, onde participaram 75 delegados de 13 países.</p>
<p>De maneira especial, significou o que aconteceu «em 2018, quando, pela primeira vez na história da Revolução, ocorreu a participação de cubanos residentes no exterior no debate sobre o esboço da nova Constituição».</p>
<p>«Os 40% das propostas recebidas» — explicou o presidente — foram incluídas no texto aprovado em 24 de fevereiro, que mostra que «o seu pensamento também está presente na Magna Carta».</p>
<p>Díaz-Canel denunciou que entre os principais obstáculos ao fortalecimento dos laços com os cubanos residentes no exterior persiste «a intensificação do bloqueio e as medidas adotadas pelas sucessivas administrações norte-americanas, que dificultam os laços das famílias cubanas e afetam não apenas aos cubanos residentes nos Estados Unidos, mas também aos residentes em países terceiros, como é o caso da Argentina».</p>
<p>Como parte do processo de fortalecimento das relações com os residentes no exterior, o Chefe de Estado aproveitou a reunião para anunciar a celebração da 4ª Conferência da Nação e a Emigração, de 8 a 10 de abril de 2020, em Havana.</p>
<p>Desse modo, disse, «daremos um novo e importante passo em frente em termos de continuar fortalecendo os laços entre Cuba e vocês, continuando com os encontros anteriores que ocorreram em 1994, 1995 e 2004, bem como outras reuniões que também ratificam o compromisso de nossos compatriotas no exterior com a defesa dos princípios da Pátria».</p>
<p>Quando chegou a hora de falar com os cubanos que residem na nação sul-americana, as mãos foram se levantando gradualmente, para superar a inibição e houve momentos tremendamente emocionantes. Lá falou a jovem que lidera o projeto La Colmenita; a garota que dirige uma orquestra de crianças cujo título — não por coincidência — Senso de pertencer; o pedreiro que trouxe poesia nascida de suas mãos ásperas na noite anterior; o cubano que mora em Ushuia, capital da província da Terra do Fogo, conhecida como o fim do mundo, que convidou Díaz-Canel para visitá-lo; a menina natural de Villa Clara, que despertou aplausos quando disse que «Cuba é mestiça e mulher, porque é a mãe de todos nós».</p>
<p>Houve muita conversa no encontro, como nos encontros mais típicos dos cubanos: baile, música, Martí, dança, culinária crioula, economia, o recente programa do governo contra o racismo e discriminação e empoderamento racial das mulheres, duas questões em que Cuba tem muito a mostrar e o mesmo a fazer.</p>
<p>Quando as emoções pareciam intermináveis, o presidente Díaz-Canel terminou a noite com os membros da embaixada cubana na Argentina, aqueles que tornaram isso possível e trabalharam incansavelmente para tornar a visita da delegação da Ilha um sucesso. O presidente afirmou que a visita tem conotação paralela, porque o embaixador Orestes Pérez Pérez encerrou sua missão e iniciou o diplomata Pedro Pablo Prada.</p>
<p>Na reunião, aqueles que trabalham para Cuba a quase 7.000 quilômetros de Havana foram informados sobre a vida na Ilha, aquele pedaço de terra que não entende distâncias quando se trata de amor.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Díaz-Canel: Vamos lutar juntos por um mundo melhor que é possível, justo e necessário!</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2019/12/10/diaz-canel-vamos-lutar-juntos-por-um-mundo-melhor-que-e-possivel-justo-e-necessario/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Dec 2019 19:40:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Discurso proferido por Miguel Mario Díaz-Canel Bermúdez, presidente da República de Cuba, no ato de solidariedade a Cuba, realizado na Argentina, em 9 de dezembro de 2019, “Ano 61º da Revolução”. (Versões estenográficas - Presidência da República)
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5722" alt="canel Argentina" src="/files/2019/12/canel-Argentina.jpg" width="300" height="250" />Discurso proferido por Miguel Mario Díaz-Canel Bermúdez, presidente da República de Cuba, no ato de solidariedade a Cuba, realizado na Argentina, em 9 de dezembro de 2019, “Ano 61º da Revolução”. (Versões estenográficas &#8211; Presidência da República)</p>
<p>Viva a Argentina! (Aplausos e exclamações de: «Viva!»)</p>
<p>Viva Cuba! (Aplausos e exclamações de: «Viva!»)</p>
<p>Viva Fidel! (Exclamações de: «Viva!»)</p>
<p>Viva Che! (Exclamações de: «Viva!»)</p>
<p>Queridas amigas, queridos amigos;</p>
<p>Irmãos argentinos:</p>
<p>Antes de tudo, quero agradecer ao povo argentino. Estamos aqui há algumas horas, que eu acho que já quase completa um dia da visita, pela primeira vez, a esta terra linda e irmã, e nas reuniões que tivemos com representantes do povo argentino: artistas, escritores, sociólogos, intelectuais, empresários e com as pessoas na rua, posso dizer que aprendemos muito e que recebemos muito amor.</p>
<p>Também gostaríamos de agradecer ao movimento de solidariedade com Cuba na Argentina, às autoridades da Universidade de Buenos Aires e à Faculdade de Ciências Exatas pela oportunidade de ter essa reunião neste ato emocional e também combativo.</p>
<p>Quero agradecer as palavras de Eugenia, pela sensibilidade de um médico formado em Cuba.</p>
<p>A entrega de Leonel com a música de seu bandônio. Eu conheci Leonel na casa de um amigo argentino que morava em Cuba há muitos anos. No pátio daquela casa, uma noite, Leonel nos encantou com suas músicas, com o tango argentino, com músicas de Silvio e também com músicas de Fito. E Leonel estava viajando por Cuba, viajava de mochila para viajar pelo país, e foi tanta humildade que ele nos disse que iria percorrer o país, que assumimos a tarefa todos os dias de chamar os camaradas dos Partido em cada província onde Leonel passaria para que também, como dizemos os cubanos, «lhe jogassem uma corda» e o ajudassem (risos e aplausos).</p>
<p>Agradeço a Hugo por suas palavras, representando os trabalhadores argentinos.</p>
<p>Agradeço a Paula pela música de seu violão e pela música. Paula esteve conosco hoje no encontro com artistas, foi com o violão e não teve tempo de cantar, mas, bem, ela já cantou aqui.</p>
<p>E obrigado a todos vocês.</p>
<p>Uma das impressões mais imediatas que temos desta viagem, desta reunião, é que concordamos com muitas ideias que devem ser defendidas e que devem ser defendidas até as últimas consequências.</p>
<p>Eu também quero expressar um sentimento pessoal com o que está acontecendo neste ato, com o que está acontecendo nesta reunião: estou convencido de que Fidel e Che Guevara estão presentes aqui (Aplausos).</p>
<p>Estou muito animado por finalmente estar, pela primeira vez, na Argentina e com amigos e irmãos argentinos. Penso que os motivos vocês os conhecem tão bem quanto eu: para os cubanos esta é uma nação pela qual professamos afeto especial, praticamente desde que nascemos. Talvez essa primeira empatia venha dos sons do tango, que sempre tiveram lugar em quase todas as estações radiofônicas de Cuba.</p>
<p>Mas há uma razão mais profunda: Che Guevara nasceu aqui, que também foi declarado cubano por nascimento, uma exceção que ele apenas compartilha em nossa história com o generalíssimo Máximo Gómez, um extraordinário militar dominicano que se tornou general-chefe das tropas mambisas em nossas guerras pela independência.</p>
<p>Além disso, a cidade onde eu nasci, cresci e me tornei líder revolucionário é Santa Clara, que foi proclamada orgulhosamente como a cidade de Che Guevara, porque ali foi travada com grande sucesso, sob suas ordens, uma das batalhas decisivas para o triunfo de 1º de janeiro de 1959. Além disso, nessa cidade repousam seus restos imortais.</p>
<p>Amigos e emoções que já eram inseparáveis ​​de nossos sentimentos se juntaram a essa história, incluindo todos os companheiros que Che Guevara arrastou com ele na construção de nossos sonhos de justiça social nos anos fundamentais, tendo presente também a dor compartilhada pelos 30 mol desaparecidos em Argentina (Aplausos), as lutas das avós e mães da Praça de Maio (Aplausos); a paixão pelo futebol, Maradona e sua amizade pessoal com Fidel (Aplausos); o melhor do cinema latino-americano e do rock argentino até chegar a Nestor e Cristina (Aplausos), cujo legado agora se cristaliza no triunfo de Alberto, e amanhã, quando o amanhecer na Argentina estiver mais intenso, mais brilhante, Cuba estará com vocês (Aplausos)</p>
<p>Tal como disse Leon Gieco: tudo está armazenado na memória, e o que compartilhamos é imenso e atinge profundamente.</p>
<p>Outras razões para a emoção são um pouco mais particulares e vou lhe dizer hoje, publicamente, pela primeira vez.</p>
<p>Em julho de 2006, recém-chegado de sua última viagem ao exterior, precisamente da Argentina, onde participou de uma histórica Cúpula do Mercosul, o Comandante-em-chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz, ligou para Holguín, onde então eu liderava o Partido Comunista de Cuba, para me dizer que depois do ato de 26 de julho, que seria na província vizinha de Granma, ele iria para nossa província.</p>
<p>Ainda me lembro do entusiasmo com que Fidel chegou. Menos de um mês de ter completado seus 80 anos, ele não parecia exausto pelo voo muito longo ou pela intensidade das emoções vividas aqui e depois em Bayamo, capital da província de Granma.</p>
<p>Ato de solidariedade com Cuba na Universidade de Buenos Aires Photo: Estudios Revolución<br />
Na reunião do Mercosul, ele expôs e propôs compartilhar com os governos do bloco as experiências de Cuba no Programa de Eficiência Energética. Depois, ele e Chávez visitaram o museu da casa de Che Guevara em Altagracia, onde contaram à imprensa os sonhos de integração que ambos compartilhavam.</p>
<p>Na Internet, podem ser encontrados alguns vídeos da enorme recepção que nossos líderes tiveram naquela visita à casa de Che Guevara e o entusiasmo dos dois em dar, compartilhar, integrar recursos humanos e todos os tipos. Eles conversaram sobre o projeto conjunto de devolver a visão a milhões de pessoas: a Missão Milagre, que mais tarde teria seus próprios missionários, precisamente em Córdoba.</p>
<p>Na universidade histórica daquela província, cuja reforma afetou toda a América, Fidel e Chávez proferiram discursos ainda emocionantes. Ali, o Comandante-em-chefe descreveu como incrível que ainda existissem 50 milhões de analfabetos no hemisfério e mais de 200 milhões de semi-analfabetos ou analfabetos funcionais, e de lá promoveu o programa de alfabetização «Sim, eu posso», que já havia chegado à Bolívia com a colaboração de Cuba e da Venezuela e que também está presente hoje na Argentina.</p>
<p>Depois, em Holguín, ele me disse com sua energia e uma paixão que nunca esquecerei: «A ALBA está aqui». Ele se referia a um empreendimento de geração que distribuía a eletricidade que inauguramos, mas também a latino-americanos que estudavam medicina e outras carreiras na província: mil deles bolivianos que residiam em casas de famílias de Holguín e milhares de venezuelanos formados como assistentes sociais. Todos participaram desse ato memorável.</p>
<p>Precisamente, em alguns dias celebraremos em Havana o 15º aniversário das ideias de Fidel e Chávez que se cristalizaram na ALBA-TCP, uma aliança de solidariedade de vários países, que iniciou um dos períodos mais promissores e esperançosos da história da Nossa América. Tão promissor e esperançoso que os inimigos da integração regional estão determinados a quebrá-la, atacando sem piedade e com os métodos mais bárbaros governos progressistas e seus projetos de solidariedade.</p>
<p>Photo: Estudios Revolución<br />
De Honduras ao Paraguai, do Equador ao Brasil, da Nicarágua à Bolívia, da Venezuela a Cuba, colocaram em prática, na medida do possível, todas as modalidades de possíveis golpes e reativaram as piores experiências da OEA para executá-las.</p>
<p>É impossível ignorar que foi precisamente em Córdoba, em 2006, na Cúpula dos Povos, onde Hugo Chávez anunciou que o petróleo venezuelano tinha como prioridade os países do bloco regional.</p>
<p>Também lá, ele alertou sobre os riscos da hegemonia norte-americana que «deve terminar porque ameaça o mundo». Depois, Fidel comentou: «Esta integração tem inimigos de séculos e eles não ficam felizes quando ouvem notícias deste encontro». Eventos subsequentes estão provando que ambos os líderes estão certos todos os dias em Nossa América.</p>
<p>Amigos e amigas:</p>
<p>Lembrei com entusiasmo os dias inesquecíveis da visita de Fidel à Argentina, em 2006, mas não posso deixar de mencionar a visita que ele fez, três anos antes, em 2003, com o mesmo objetivo que nós hoje, de participar de uma histórica tomada de possa, nessa ocasião, a de Nestor Kirchner.</p>
<p>Aquela escadaria da Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires, transbordando de estudantes, professores, pessoas, mais de 50.000 pessoas atentas a um discurso de mais de duas horas — o meu não será assim (Risos) — em uma noite fria de Buenos Aires, faz parte de nossa percepção mais íntima do que significa ser e se sentir latino-americano e a conexão emocional entre nossos povos. As palavras de Fidel naquela noite receberam um eco extraordinário por seu conteúdo em denunciar o modelo neoliberal imposto na região com alto custo social, principalmente aqui, onde gerou grande instabilidade política devido às penalidades e sofrimentos que causou no povo argentino. Alguns amigos que organizaram aquela reunião também participam aqui hoje.</p>
<p>Esse foi um contexto muito semelhante ao que vivemos hoje. O povo argentino recebeu com alegria e esperança a chegada de Nestor à presidência. O país ainda estava muito endividado e mergulhado em uma profunda crise, enquanto Cuba era ameaçada pelo governo guerreirista do então presidente George W. Bush, determinado a atacar o que ele definiu como «recantos escuros do mundo», que nos incluía, ao mesmo tempo em que o bloqueio estava piorando. Vamos mudar os nomes e estamos vivendo os mesmos tempos.</p>
<p>Sirva essa lembrança para reiterar aqui que o povo cubano não será intimidado desta vez pelo atual governo dos EUA! (Aplausos).</p>
<p>O cenário novamente é a luta pelos direitos do povo, pela unidade e paz de nossa região, contra as ditaduras neoliberais e seus instrumentos militares, policiais, judiciais e da mídia, e pela preservação do planeta e dos seus recursos naturais cada vez mais ameaçados.</p>
<p>As oligarquias neoliberais, apoiadas pelo governo dos Estados Unidos, se apegam a não perder o controle de tudo o que assumiram nos últimos anos, enganando e usando métodos perversos.</p>
<p>Apoiados por juízes corruptos e pelo controle monopolista da mídia na era dinâmica das redes sociais, promovem e aplicam técnicas modernas de manipulação e processos judiciais com motivação política, quase sempre focados em perseguir, aprisionar e destruir a imagem de líderes políticos progressistas e sociais da esquerda.</p>
<p>O episódio mais recente desses confrontos foi o golpe de Estado contra o presidente constitucional da Bolívia, Evo Morales Ayma, a quem reiteramos daqui nossa solidariedade e apoio invariáveis, bem como a seu povo nobre (Aplausos).</p>
<p>Na Bolívia, tal como em outros países da América do Sul, a repressão brutal e as graves violações dos direitos humanos, com dezenas de mortos, centenas de feridos e milhares presos em protestos sociais contra o golpe, contra políticas e leis neoliberais e a violência social, ocorrem diante do olhar cúmplice dos Estados Unidos, dos governos oligárquicos e da desacreditada OEA.</p>
<p>Nem um único pronunciamento lemos ou ouvimos de nenhum deles em face da violação da institucionalidade e das violações flagrantes e em massa dos direitos de milhares de cidadãos em protesto, principalmente jovens na América Latina hoje.</p>
<p>É uma zombaria que eles tentem apresentar os protestos como uma ameaça à suposta ordem democrática.</p>
<p>Nós, latino-americanos, percebemos que os políticos neoliberais e a política a usar são impotentes para resolver nossos problemas e melhorar vidas e a América Latina se cansou.</p>
<p>A redução de salários, o enfraquecimento dos direitos trabalhistas, a privatização e o cancelamento de serviços públicos não estão presentes nos discursos eleitorais. São aplicados depois, em traição aos povos aos quais os políticos mentem. E como Abraham Lincoln disse uma vez: «Você pode enganar todo mundo por algum tempo. Você pode enganar alguns o tempo todo. Mas você não pode enganar todo mundo o tempo todo».</p>
<p>O neoliberalismo dirigido pelos Estados Unidos na América Latina tornou os cidadãos mais desiguais, mais pobres, menos protegidos e os levou a desconfiar dos políticos.</p>
<p>Na América Latina, o neoliberalismo enfraqueceu os benefícios sociais ao considerá-los «muito generosos» e reduziu o acesso à saúde universal, à educação e as pensões.</p>
<p>É fácil entender que agora os povos de Nossa América rejeitem o impacto do neoliberalismo, que aumentou a desigualdade, a pobreza, as taxas de violência e criminalidade. Não é verdade que eles desestabilizem. Eles apenas defendem seus direitos fundamentais.</p>
<p>Cuba pede para interromper os ataques a jovens e estudantes, aos que matam, deixam cegos, deficientes ou gravemente feridos por contar suas verdades.</p>
<p>Cuba pede a todas as forças políticas honestas do planeta que exijam que os ataques e a perseguição judicial contra a vice-presidenta Cristina Fernández e o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva cessem (Aplausos).</p>
<p>Cuba adverte, ao mesmo tempo, que a batalha contra o neoliberalismo e o imperialismo será mais difícil, pois eles conseguiram fazer proliferar acordos leoninos de livre comércio com os quais colocaram uma armadilha de submissão tão séria quanto a da Área de Livre Comércio Américas, que foi derrotada aqui, na Argentina, na inesquecível Cúpula de Mar del Plata de 2005, liderada por Nestor e Chávez.</p>
<p>Caros amigos e amigos:</p>
<p>Nosso Ministério das Relações Exteriores emitiu há alguns dias uma forte Declaração de denúncia sobre a guerra suja que o imperialismo e as oligarquias nacionais vêm travando contra os processos progressistas da região.</p>
<p>O documento explica as ações de desestabilização promovidas por Washington, cujos principais cabecilhas — não é possível chamá-los de outra maneira — já não usam mais eufemismos para nos tratar como seu «quintal», desenterrar o machado da Doutrina Monroe e estender as piores práticas do macartismo, sob fórmulas mais sofisticadas, como a chamada lei, que visa semear a matriz mentirosa de que os líderes da esquerda são corruptos.</p>
<p>Quando anos, meses e dias dolorosamente preocupantes foram vividos em Nossa América em relação à chamada Guerra da 4ª Geração, o recente confronto de Cristina com seus carrascos prova novamente o que Fidel disse tantas vezes: «não existe arma mais poderosa que a verdade». Até os meios de comunicação mais hostis tiveram que reconhecer a óbvia manobra e ilegalidade dos métodos usados ​​na tentativa de levar candidatos da Frente de Todos para fora do caminho da presidência.</p>
<p>O triunfo eleitoral, em meio a esta feroz campanha, é a melhor expressão das esperanças que esta cerimônia de posse abre, que temos a honra de assistir para testemunhar outro momento histórico neste país admirado e de parabenizar seus protagonistas (Aplausos).</p>
<p>Parabéns Alberto e Cristina pela coragem e pela unidade que mantiveram diante das tentativas de seus adversários políticos para quebrá-los. Parabéns Argentina! (Aplausos.)</p>
<p>Como diz a música: Quem disse que tudo está perdido, Cuba vem oferecer-lhes o coração (Aplausos e exclamações de: «Cuba, Cuba, Cuba, o povo te saúda!»).</p>
<p>Cuba chegou a expressar sua solidariedade com o novo governo da nação irmã e a compartilhar com todos vocês, que defenderam e apoiaram o povo cubano nas horas mais sombrias, uma avaliação do momento em que vivemos e do modo como o enfrentamos.</p>
<p>Sei que todos estão acompanhando de perto as notícias sobre o nosso país e não abusarei do tempo que roubaram de outras tarefas para estar conosco.</p>
<p>Quero apenas confirmar que, tal como denunciamos nas Nações Unidas e em todo aquele fórum ou plataforma, o bloqueio contra Cuba aumentou criminalmente e não passa uma semana sem uma nova decisão de sanções diretas contra a economia e as finanças cubanas, afetando mesmo a terceiros, como uma prática real de terrorismo econômico.</p>
<p>Essa perseguição é acompanhada de ameaças e acusações tão falsas quanto ridículas, seja nas mensagens de porta-vozes presidenciais, como Pompeo e até mesmo o presidente dos Estados Unidos.</p>
<p>No auge do mal e na tentativa de fechar qualquer acesso a recursos financeiros para Cuba, eles lançaram uma cruzada cínica e criminal contra a cooperação médica internacional, acusando nosso país de suposta escravidão moderna e tráfico de pessoas, que trabalham em nosso sistema de saúde para fins — dizem eles — de exploração ou suposta interferência desse pessoal nos assuntos internos dos Estados com os quais essa colaboração é mantida. Ao mesmo tempo, tentam restaurar o chamado programa Parole para profissionais médicos cubanos, com o objetivo aberto de sabotar nossos acordos bilaterais, privar desses serviços para as nações beneficiárias e privar-nos de recursos altamente qualificados em um país bloqueado seis décadas atrás.</p>
<p>Um novo fantasma viaja pelo mundo: Cuba e Venezuela agora são acusadas de promover a instabilidade na qual o neoliberalismo e a própria prática de comércio desigual e nada de solidariedade com a região mergulharam vários países.</p>
<p>Como dizem os especialistas, está sendo feita uma tentativa de plantar uma matriz goebeliana, no pior estilo dos anos do nazismo alemão, no caso de Cuba, para sustentar a política de bloqueio genocida, condenada pela grande maioria do planeta.</p>
<p>O que Cuba está fazendo diante dessa guerra ilegal e imoral, que viola todos os acordos internacionais sobre a relação entre países soberanos?</p>
<p>Decidimos resistir e nos defender criando, com ênfase na defesa e na economia. Quando afirmamos que somos Cuba e somos continuidade, não estamos dizendo mais um slogan, expressamos a vontade de manter as conquistas da Revolução e a dignidade que nossos líderes (Aplausos) nos deixaram, vontade compartilhada pela maioria absoluta do povo cubano.</p>
<p>José Martí disse: «Nem os povos nem os homens respeitam os que não se fazem respeitar (&#8230;) Homens e povos passam por este mundo pressionando os dedos na carne de outros para ver se é mole ou se resiste, e devemos pôr a carne dura, para que expulse dedos ousados». Che Guevara alertou mais tarde que não se pode confiar no imperialismo, «mas nem um tanto assim». Toda a nossa história foi construída sobre pilares firmes de resistência contra os desejos anexionistas e contra a interferência imperial, não apenas em nosso próprio destino, mas nos destinos de toda a Nossa América e de todos os povos que lutam por sua soberania.</p>
<p>Fidel, que foi o melhor discípulo de José Martí e um grande intérprete do ideal revolucionário latino-americano e universal, de Bolívar até os dias atuais, nos educou em solidariedade e internacionalismo sem fronteiras. De muitas maneiras, ele nos ensinou a entender e praticar o princípio martiano de que a Pátria é a Humanidade, desde os limites da África até Nossa América e o resto do mundo, incluindo o mais nobre do povo norte-americano.</p>
<p>Para Cuba, o desafio é colossal. A hostilidade desproporcional do atual governo dos EUA viola o Direito Internacional e as regras de navegação e comércio e nos forçou a enfrentar sérias dificuldades no fornecimento de combustível.</p>
<p>O bloqueio é intensificado com a ativação do Título III da Lei Helms-Burton, segundo a qual o governo dos EUA incorre em violações em massa dos direitos humanos dos cubanos, enquanto prejudica empresas internacionais e de terceiros países soberanos.</p>
<p>No entanto, essas ameaças não nos impedem nem nos desviam do curso. Estamos preparados para enfrentar as consequências de uma campanha eleitoral naquele país, o que pode fazer com que o curso do confronto com Cuba e outros países irmãos seja acentuado.</p>
<p>Dissemos isso na Cúpula do Movimento dos Não-Alinhados, realizada recentemente no Azerbaijão, onde um alarme generalizado foi expresso sobre a crise do multilateralismo que hoje coloca em risco o sistema das Nações Unidas.</p>
<p>Ou seja, não estamos sozinhos nessa luta contra as ameaças à paz e à estabilidade regional e planetária. Globalmente, existe uma grande preocupação com contratempos em áreas importantes, como a autodeterminação e soberania das nações, o meio ambiente e o confronto com as mudanças climáticas, direitos humanos, justiça social e a busca pela equidade.</p>
<p>Na lista de contratempos, também colocamos o sistema interamericano, que reativa mecanismos de memória tão odiosa como o Tratado de Assistência Recíproca (TIAR) que o próprio império foi responsável por afundar aqui, nas Malvinas, apoiando potências extra-regionais (Aplausos), renovando a agressividade da desacreditada OEA e do seu secretário-geral, cada vez mais utilizados como instrumentos de pressão política dos Estados Unidos contra Nossa América.</p>
<p>Portanto, para nós, bem como para os demais governos de esquerda e progressistas, ainda é uma tarefa de primeira ordem o que Fidel repetiu muitas vezes: semear ideias e valores, criar conscientização e mobilização popular, unir forças. Acima de tudo, estarmos unido; em toda a nossa diversidade, mas unidos! (Aplausos)</p>
<p>Não é por acaso que os objetivos do ataque imperial e oligárquico são a Celac, a Unasul, o Mercosul e a ALBA, e que repetidamente insistem em não parar até demolir Cuba, o exemplo de Cuba, a ousadia de Cuba</p>
<p>E é lícito perguntar: Por que Cuba? A Revolução, desde sua raiz, nada mais foi do que a busca permanente das melhores maneiras de responder às demandas e desejos da maioria. Não é verdadeira democracia?</p>
<p>Fidel, Raúl e seus companheiros da Geração do Centenário, que ainda estão conosco, ensinaram-nos o valor da responsabilidade adquirida perante o povo. Com eles aprendemos a não dizer acredite, mas a ler; transformar as velhas estruturas de abuso e desigualdade deixadas pelo mau governo da pseudo-república em que os embaixadores ianques comandavam mais do que aqueles que ocupavam o Palácio Presidencial e elevar o povo ao status de protagonista das mudanças, da radical Reforma Agrária até o exercício do Poder Popular.</p>
<p>Nessa linha de princípios, trabalhamos, com o ouvido grudado no chão, como diz o general-de-exército Raúl Castro Ruz, que, da liderança do Partido, conduz o processo de trânsito geracional baseado no esforço e nos resultados do trabalho em Cuba de quadros e líderes treinados nas províncias, municípios e organizações de bairro.</p>
<p>Nesse relacionamento vivo e intenso com o povo, com suas demandas e necessidades, governa-se em Cuba. Não somos a sociedade perfeita, porque somos, em primeiro lugar, uma sociedade humana e nosso arquipélago não é protegido por uma urna dos efeitos de um mundo globalizado onde predominam políticas absolutamente contrárias, mas tão só tentamos tornar nossa sociedade a mais justa e igual possível.</p>
<p>Poderíamos marchar mais rápido e com melhores resultados se o império nos libertasse do cerco. Mas não vamos desistir de nossos projetos de justiça social por causa de seu bloqueio criminal e da aberrante perseguição financeira que praticamente não permite que um barril de petróleo chegue a Cuba sem punição para quem se atreve a transportá-lo.</p>
<p>Com Fidel, também aprendemos a transformar os contratempos em vitória e os obstáculos em desafios.</p>
<p>Se o império pretende denegrir o socialismo afogando qualquer esforço de desenvolvimento em Cuba, nossa nação está demonstrando exatamente o oposto: graças ao socialismo, ao planejamento socialista, ao ideal socialista que criamos em um país onde a sorte de todos é importante para todos (Aplausos); uma sociedade humana, educada, solidária e justa, na medida em que possa ser uma nação do Terceiro Mundo, de recursos naturais escassos e cercada pelo império mais poderoso da história.</p>
<p>Nós somos Cuba! Nós somos continuidade! Somos o osso engasgado na garganta do império que tenta nos engolir há quase um século e meio e não pode. E, novamente, como antes, como sempre: Venceremos! (Aplausos.)</p>
<p>Irmãs e irmãos:</p>
<p>Com mentiras tão infames e ridículas quanto as lançadas hoje contra o novo governo argentino, uma vez cercaram Cuba e durante anos a separaram de seus irmãos da região, incluindo a Argentina. Da Argentina, nada menos! Filha da Patria Grande, a quem José Martí serviu como cônsul e defendeu na Conferência Monetária das Américas. A Argentina carinhosa em que Che Guevara nasceu! A mesma Argentina que acolheu Fidel recentemente triunfada a Revolução e que nos deu tanta solidariedade ao longo de sessenta anos. Argentina, cujos filhos pudemos acolher com amor em Cuba e com os quais compartilhamos esforços e resultados exaltantes, como a alfabetização, o treinamento de médicos e outros profissionais e a milagrosa Operação Milagre, que retornou a visão para milhões e pessoas na América Latina e no Caribe (Aplausos).</p>
<p>Que saibam os imperialistas e os oligarcas: não há força neste mundo que possa separar nossos povos. Não há força neste mundo que possa separar Cuba e Argentina! (Exclamações e aplausos).</p>
<p>Vocês personificam o melhor espírito da Argentina profunda e verdadeira. Vocês confirmam o triunfo dos movimentos populares e camponeses, sindicatos, forças políticas, organizações estudantis e de mulheres, bem como grupos de intelectuais. É por isso que viveram hoje um dia justo de celebração e compromisso.</p>
<p>Ao chegar aqui, sentimos até no ar o espírito de alegria pela esperança resgatada novamente do fundo do poço neoliberal.</p>
<p>Em nome de Cuba, também ratificamos que continuaremos a ser revolucionários firmes e leais, dignos de nossos pais e que não desistiremos dum milímetro em defesa da independência, soberania e justiça social, nem renunciaremos à solidariedade com os povos que lutam e resistem</p>
<p>Vamos lutar juntos por um mundo melhor e isso é possível, justo e necessário!</p>
<p>Até à vitória, sempre!</p>
<p>(Ovação)</p>
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		<title>Birán, onde sempre jovem palpita a Pátria</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Apr 2019 19:03:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lá em Birán tem o mesmo sol e a mesma brisa que no resto da Ilha, mas ao mesmo tempo são diferentes. Talvez seja que a grandeza dos destinos acaba se imprimindo nos lugares aos que estiveram ligados, mas se sente uma solenidade que estremece e alegra, que inspira a confiar, a continuar e a fundar.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5466" alt="Biran" src="/files/2019/04/Biran.jpg" width="300" height="258" />Lá em Birán tem o mesmo sol e a mesma brisa que no resto da Ilha, mas ao mesmo tempo são diferentes. Talvez seja que a grandeza dos destinos acaba se imprimindo nos lugares aos que estiveram ligados, mas se sente uma solenidade que estremece e alegra, que inspira a confiar, a continuar e a fundar.</p>
<p>Prevalece, além do mais, nesse local o alento da juventude, dos projetos grandes, do sonho que será realidade e não utopia se se lhe põem asas, empenho e vergonha. E é porque nesse pedaço de solo de Holguín, isso é, está segura, nítida, a presença profunda de Fidel.</p>
<p>Não estranha então que hoje 4 de abril, 2.000 garotas e rapazes tenham resolvido amanhecer nas proximidades do Monumento Histórico de Birán, onde se encontra a casa natal do Comandante-em-chefe, para dar a conhecer a convocatória ao 11º Congresso da União dos Jovens Comunistas (UJC), que terá lugar em 2020.</p>
<p>«Será um ponto cume de profundo significado e com a presença sempre querida de Fidel, um dia carregado de patriotismo e de alegria, porque sabemos que esse futuro que hoje construímos, esse nos pertence», afirmou ao Granma Internacional a primeira secretária do Comitê Nacional da UJC e membro do Comitê Central do Partido, Susely Morfa González.</p>
<p>A este momento, a vanguarda da juventude cubana chega depois de que seus militantes, em pleno convite do 57º aniversário da organização, protagonizassem a partir da homenagem a José Antonio Echeverría, em 13 de março último, mobilizações de milhares de jovens em trabalhos diversos, rotas a lugares emblemáticos, atenção a locais de homenagem permanente, festejos nos territórios e iniciativas nas redes sociais.</p>
<p>«A batalha econômica nos resulta muito próxima, trata-se de que cada organização de base do setor produtivo tenha como prioridade impulsionar a eficiência, a disciplina no trabalho e os resultados superiores», disse Morfa González.</p>
<p>Ao ato pelo aniversário da UJC seguirá, no semiinternato 6 de Agosto, no povoado de Birán, a celebração do 58º aniversário da Organização dos Pioneiros José Martí. O dia encerrará com uma festa denominada Macuzón, com predomínio de bailes para desfrute dos residentes na localidade e os visitantes.</p>
<p>Dessa forma, embora como bem reconhece a primeira secretária: «Ainda temos muito por fazer para que a UJC seja vista por todos como essa combinação de alegria e profundidade de que nos falou Che Guevara, mas em um cenário completamente novo, dinâmico e complexo como é o de hoje»; a organização continua empenhada em somar e motivar, a partir do compromisso e as raízes históricas. «O lema do Congresso o indica bem claro: “Teu futuro, hoje”; é uma convocatória a se juntar, a se sentir parte ativa dos grandes desafios do presente e tomar partido a favor da Revolução».</p>
<p><strong>(Source: Granma)</strong></p>
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		<title>Procurar as respostas da inovação e do conhecimento</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Apr 2019 18:56:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[«HÁ muitas questões a considerar e responder, e uma parte importante destas respostas será buscada a partir da inovação e do conhecimento, e para isso vamos ter de ir constantemente ao ensino superior», salientou Miguel Díaz-Canel Bermúdez, presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, no encerramento da reunião onde o Ministério da Educação (MES) analisou sua gestão no ano anterior.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5464" alt="Diaz Educacion Superior" src="/files/2019/04/Diaz-Educacion-Superior.jpg" width="300" height="234" />«HÁ muitas questões a considerar e responder, e uma parte importante destas respostas será buscada a partir da inovação e do conhecimento, e para isso vamos ter de ir constantemente ao ensino superior», salientou Miguel Díaz-Canel Bermúdez, presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, no encerramento da reunião onde o Ministério da Educação (MES) analisou sua gestão no ano anterior.</p>
<p>O presidente expressou sua certeza de que, com o compromisso existente nesse nível de ensino serão encontradas respostas a muitos dos problemas, e onde sejam mais difíceis não vamos ceder no esforço para encontrá-las, o que foi corroborado com prolongados aplausos da plateia.</p>
<p>A reunião começou duas horas mais cedo, com a apresentação dos aspectos mais importantes em termos de resultados, pontos fortes e fracos da organização e objetivos, especialmente em curto prazo, pelo dr. José Ramón Saborido, titular do MES. Na presidência estavam Roberto Morales Ojeda, vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, e Olga Lidia Tapia, membro do Secretariado do Comitê Central do Partido, entre outros dirigentes.<br />
Um total de 13 intervenções, a maioria de reitores das universidades, mostrou que a apatia e inércia não têm lugar em suas escolas e que as mesmas estratégias do Governo vão pavimentando o caminho para propiciar as demandas do setor empresarial, especialmente o agroalimentar, o industrial e de exportações, a partir da identificação e desenvolvimento de novas linhas.</p>
<p>Assim foram expostas as alianças da Universidade Agrária de Havana com o Ministério da Agricultura e o Grupo Empresarial Azcuba, para a formação de pré e pós-graduação dos profissionais nas carreiras agrícolas e em Medicina Veterinária, bem como a experiência com o desenvolvimento local que se consolida na Universidade de Pinar del Río.<br />
Houve consenso de que não apenas deve-se trabalhar no treinamento vocacional, mas também em assessorar agências e entidades para identificar suas necessidades em especialistas, na superação dos dirigentes, no aprofundamento das relações interinstitucionais, e no ensino e na criação de habilidades no idioma inglês.</p>
<p>Walter Baluja, reitor da Universidade das Ciências Informáticas, falou que em breve acontecerá a primeira graduação de Administração de redes e segurança informática, e estão prontos para satisfazer os interessados em implantar esta questão, conforme solicitado, na forma de estudos de ciclo curto. Também apontou que entre os cursos à distância, preparam um para dirigentes.</p>
<p>TRABALHO POLÍTICO IDEOLÓGICO INTEGRAL<br />
A formação integral dos alunos foi uma das questões discutidas pela drª em Ciências Alicia Alonso Becerra, reitora da Cujae, que figurativamente, para enfatizar a participação dos alunos em tarefas de impacto social, disse preferi-los no campo de jogo do que nas arquibancadas.</p>
<p>Qualificou de magnífica a resposta rápida e entusiástica dos universitários da capital, especialmente os da escola que lidera, nos trabalhos de recuperação pelos danos do tornado em vários municípios, o que também foi destacado por Díaz-Canel em seu resumo, destacando essa «intensa experiência» de jovens comprometidos com o futuro.</p>
<p>O presidente cubano reconheceu desde o início do seu discurso que os tópicos e questões abordadas que se tentam promover a partir da concepção de uma administração pública mais eficiente os conheceu quando dirigiu o MES, pois faziam parte de seus projetos, e assim listou a televisão digital, a informatização, as I+D, o papel das ciências sociais, o desenvolvimento local, gestão administrativa e empresarial, o planejamento estratégico, a relação universidade-empresa, os parques tecnológicos e o ensino de inglês.</p>
<p>Refletiu que a situação atual exige muito em termos de formação política e ideológica integral de professores e estudantes, o que deve ser feito a partir do debate de todas as questões importantes, procurando argumentos da história e da ciência, para combater formas de pensamento alienantes, a vulgaridade e a banalidade que tentam nos impor a partir das plataformas capitalistas e neoliberais.</p>
<p>Ressaltou que nas prioridades da batalha econômica e na ligação com o ensino superior, a política de dirigentes também é crucial neste ramo, que passa em novos claustros pela mudança geracional lógica, mas devem ser mantidas as essências e valores éticos e revolucionários, com expressão na constância por fazer mais, na observância da cultura do detalhe.</p>
<p>Ao se referir à correspondência da questão demográfica com o déficit de mão-de-obra qualificada, exortou a pensar diferentemente para sua formação. Nesse sentido, ressaltou que não estamos aqui para limitar a formação desses recursos humanos, nem a pesquisa, nem a extensão universitária, mas para facilitá-las e encontrar maneiras de fazê-lo.</p>
<p>Na relação entre os organismos da administração do Estado e o ensino superior, particularizou em outro dos assuntos analisados: as carreiras de técnico superior, das quais não gosta de se referir como de ciclo curto.</p>
<p>«Quem se forma nestes cursos é mais do que um técnico de nível médio, sai com três anos de formação universitária básica e alguma da especialidade, o que abre muitas possibilidades para as agências que devem continuar propondo e começam a colocar exigências acima das potencialidades, por isso as universidades têm que ir à interrelação e fortalecer-se em certas áreas», precisou.</p>
<p>Com satisfação disse que todas as políticas relacionadas ao desenvolvimento científico do país já estão projetadas e para implementá-las estão as universidades. «Então não há outra maneira senão agir de forma mais proativa», enfatizou.</p>
<p>Também ressaltou que os centros de ensino superior têm a responsabilidade, por mandato, da implementação das Diretrizes, da formação dos dirigentes, a empresarial e a administrativa.</p>
<p>TRÍADE INSEPARÁVEL<br />
«A comunicação social, a informatização da sociedade e da pesquisa» – expressou – «são ferramentas de trabalho que devem ser utilizadas e têm sua origem e desenvolvimento nas universidades». Ligado à segunda destacou que está a participação nas redes sociais, uma área de gestão do conhecimento e ideologia e defesa da Revolução, em que todos os centros desse nível de educação intervêm, embora destacasse a participação ativa das universidades de Guantánamo, das Ciências Informáticas e a Tecnológica de Havana José Antonio Echeverría.</p>
<p>Destacando mais uma vez o papel dos centros do MES para resolver problemas do país e dos territórios, confessou estar muito orgulhoso de ver que todas as universidades incluídas nas últimos seis visitas do Conselho de Ministros às províncias, foram capazes de apresentar ideias avançadas, de demonstrar que têm programas de pesquisa, que podem fornecer soluções em vários assuntos, no qual os governos locais estão agora incutidos.</p>
<p>DESAFIOS DO MES PARA 2019</p>
<p>- Aumentar os níveis de entrada com ênfase nas carreiras das ciências pedagógicas, agrícolas e básicas.<br />
- Projetar e oferecer programas de treinamento de curta duração que atendam à demanda do desenvolvimento econômico e social.</p>
<p>- Promover a formação de doutores em todas as universidades e entidades de ciência, tecnologia e inovação.<br />
- Aumentar a satisfação das necessidades de melhoria e pós-graduação dos profissionais do setor não estatal.<br />
- Implementar, em estreita ligação com a Citma, as políticas relacionadas à integração das universidades ao sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação.</p>
<p>- Priorizar a aplicação dos resultados no desenvolvimento econômico e social do país, incluindo ligações que possam levar à exportação ou substituição de importações.</p>
<p>- Fortalecer o papel de todos os centros universitários municipais, levando em conta o papel que lhes é atribuído na nova Constituição.</p>
<p>- Aumentar a arrecadação de renda para a exportação de serviços acadêmicos, científicos e de bens.</p>
<p><strong>(Source: Granma)</strong></p>
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		<title>EUA-Cuba: esforços a favor da aproximação</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Dec 2018 15:48:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Enquanto o Governo estadounidense manteve em 2018 uma posição contrária à aproximação a Cuba, muitos setores norte-americanos e pessoas solidárias com a ilha negaram-se a dar marcha atrás e ratificaram seu desejo de melhores laços.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5320" alt="Cuba Estados Unidos" src="/files/2018/12/Cuba-Estados-Unidos.jpg" width="300" height="248" />Enquanto o Governo estadounidense manteve em 2018 uma posição contrária à aproximação a Cuba, muitos setores norte-americanos e pessoas solidárias com a ilha negaram-se a dar marcha atrás e ratificaram seu desejo de melhores laços.</p>
<p>A postura de hostilidade da Casa Branca para a nação vizinha ignora os chamados de legisladores, autoridades locais, empresários, figuras da arte e a ciência e, inclusive, cubanoamericanos, que querem seguir adiante com o processo de normalização de relações iniciado em dezembro de 2014.</p>
<p>APOSTA POR MELHORES VÍNCULOS</p>
<p>Em setembro passado teve numerosas mostras disso durante a participação do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, na Assembléia Geral da ONU na cidade de Nova York.</p>
<p>Como parte dessa visita, o mandatário desenvolveu uma ampla agenda que incluiu encontros com membros do Congresso, executivos de companhias tecnológicas, empresários agrícolas e da indústria do turismo e as viagens, líderes religiosos, figuras do mundo da arte e cubanos residentes em Estados Unidos.</p>
<p>Foi muito emocionante quando a anterior administração começou a abrir as portas e acho que agora já não podem ser fechado todas, expressou então a reverenda Joan Campbell depois de dialogar com Díaz-Canel.</p>
<p>Os legisladores republicanos e democratas que conversaram com o dignatario na Missão Permanente de Cuba ante a ONU expressaram a necessidade de que se levante o bloqueio imposto por Washington à ilha faz mais de 55 anos e a importância de impulsionar a cooperação entre ambos países.</p>
<p>Achamos que tem que ter um amplo intercâmbio, já seja em medicina ou em outras áreas, manifestou a congressista democrata Karen Bass, quem também se pronunciou na contramão das restrições de viagens que impedem aos norte-americanos visitar a ilha como turistas.</p>
<p>Thomas Donohue, presidente da Câmera de Comércio, declarou a Imprensa Latina no contexto da visita do presidente cubano que as condições são adequadas nos dois países para que existam melhores vínculos do setor.</p>
<p>Desde o mundo da arte também chegou a vontade de estreitar laços, durante um encontro no que o mandatário cubano dialogó com reconhecidas figuras desse âmbito no histórico edifício Dakota, graças a um convite do afamado ator Robert De Niro e a produtora Jane Rosenthal.</p>
<p>O vivido durante a estância do presidente de Cuba em Nova York foi reflexo de outras expressões desse tipo registradas durante o ano, como o passado 7 de junho, durante um painel sobre comércio agrícola com a maior das Antillas.</p>
<p>Participaram nesse evento quatro legisladores republicanos: o senador John Boozman (Arkansas) e os representantes Rick Crawford (Arkansas), Tom Emmer (Minnesota) e Roger Marshall (Kansas).</p>
<p>É tempo de pôr a política a um lado e fazer o correto, expressou Marshall durante o painel celebrado na assinatura McDermott Will &amp; Emery, onde também esteve presente o embaixador cubano aqui, José Ramón Cabañas.</p>
<p>Três dias dantes desse evento, o 4 de junho, uma atividade convocada pelo Centro de Política Internacional e a organização Ocean Doutor em Washington DC abordou as possibilidades de colaboração entre Cuba e Estados Unidos em sustentabilidade ambiental e preservação histórica.</p>
<p>Nessa mesma linha, o 25 de junho apresentou-se na sede da Associação Estadounidense para o Avanço da Ciência um número da revista Medicc Review focando a cooperação médica e científica.</p>
<p>A importância de colaborar nessas áreas confirmou-se ao informar-se o 26 de setembro que duas reconhecidas instituições de investigação, o Centro de Inmunología Molecular, de Cuba, e o Roswell Park Comprehensive Cancer Center, de Estados Unidos, criaram a Innovative Immunotherapy Alliance SA.</p>
<p>Essa assinatura, que terá sua sede na Zona Especial de Desenvolvimento Mariel, na ilha, será a primeira empresa conjunta de biotecnología entre os dois países, e segundo realçou o governador de Nova York, Andrew Coumo, permitirá a Roswell Park acesso a inovadoras drogas contra o câncer.</p>
<p>As PONTES DA CULTURA</p>
<p>Neste ano teve lugar um acontecimento histórico para os laços culturais entre a nação antillana e Estados Unidos, com a celebração do festival Artes de Cuba: da ilha ao mundo, no Centro John F. Kennedy para as Artes Escénicas desta capital.</p>
<p>A cultura tem sido uma espécie de ponte de compromisso entre Cuba e Estados Unidos e é nossa esperança que isso segua sendo assim, expressou o embaixador cubano na inauguração da cita, que do 8 de maio ao 3 de junho reuniu a uns 400 artistas cubanos, arraigados no país caribenho e fora dele.</p>
<p>As propostas vinculadas com o mundo do pentagrama abarcaram desde obras clássicas até o jazz e a música popular bailable, com a presença do Lyceum Mozartiano de Havana, a Orquestra Miguel Faílde, Yissy e Bandancha, e a afamada agrupamento Vão-nos Vão, entre outros artistas e conjuntos.</p>
<p>Oxalá que a raiz deste festival se abram muitas mais portas, que se unam mais os laços culturais, e não só culturais, entre as duas nações, manifestou o pianista Aldo López-Gavilán.</p>
<p>Grande impacto tiveram também as artes plásticas, com exibições de alguns dos mais prominentes criadores da ilha, entre eles Manuel Mendive, Roberto Fabelo e Roberto Diago; e talentosas figuras que residem em território norte-americano, como José Parlá e Emilio Pérez.</p>
<p>Para representar a dança-a, em tanto, o Centro Kennedy convocou à Companhia Malpaso e sua acento contemporâneo, à Companhia Irene Rodríguez e seu enérgico flamenco, e ao deslumbrante estilo do Ballet Nacional de Cuba.</p>
<p>Tem sido um ganho recíproco o fato de poder estar aqui e compartilhar com o grande público norte-americano, enquanto os espectadores bebem de tanta arte cubana, considerou Irene Rodríguez sobre sua participação no evento.</p>
<p>A sua vez, o teatro esteve em cena da mão do grupo O Público, com As amargas lágrimas de Petra Von Kant, e Argos Teatro, que propôs a obra 10 milhões; em tanto teve uma mostra com motivo do aniversário 40 do Festival Internacional do Novo Cinema Latinoamericano.</p>
<p>A FORÃ‡A DA SOLIDARIEDADE</p>
<p>Durante 2018 também continuaram com força as expressões de solidariedade com a maior das Antillas, com ações como a conferência anual da Rede Nacional de Solidariedade com Cuba (NNOC), celebrada em Minneapolis, Minnesota; e a Quarta Jornada Contra o Bloqueio, realizada em Washington DC.</p>
<p>A primeira dessas cita ocorreu de 19 ao 21 de outubro na Universidade de Augsburg, onde a NNOC reafirmou a defesa da soberania e a autodeterminação da ilha, a disposição de continuar a luta contra o mencionado cerco, e a meta de criar consciência sobre o impacto dessa política norte-americana.</p>
<p>Nalda Vigezzi, codirectora da rede, assinalou a Imprensa Latina que nos meses prévios a essa reunião fizeram muitas atividades de apoio a Cuba, incluindo um encontro com Díaz-Canel em Nova York e atividades comunitárias, bem como os percursos da Fundação Interreligiosa para a Organização Comunitária/Pastores pela Paz por muitas cidades norte-americanas. Por sua vez, a jornada contra o bloqueio, que teve lugar do 24 ao 28 de setembro, se focou nos danos dessa política ao setor da educação, e durante esses dias os participantes tiveram encontros em escritórios do Congresso, apresentaram um documentário em uma escola da cidade e se reuniram com estudantes da Universidade Howard.</p>
<p>A isso se somou que a Caravana de Pastores pela Paz viajou a Cuba do 16 ao 25 de novembro, para desenvolver um amplo programa no oriente do país.</p>
<p><strong>(Prensa Latina)</strong></p>
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		<title>Díaz-Canel: compartilhar um sonho com o povo é um desafio</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Dec 2018 15:49:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, assegurou hoje que compartilhar um sonho com o povo é um desafio, e os dias parecem curtos quando há tanto por fazer.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5322" alt="canel sueño Twitter" src="/files/2018/12/canel-sueño-Twitter.jpg" width="300" height="215" />O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, assegurou hoje que compartilhar um sonho com o povo é um desafio, e os dias parecem curtos quando há tanto por fazer.</p>
<p>&#8216;Um sonho que sonha só, é só um sonho. Um sonho que sonha com alguém mais, é uma realidade&#8217;, disse John Lennon, assim o escreveu o chefe de Estado em sua conta social Twitter @DiazCanelB.</p>
<p>&#8216;Desde#Cuba atrevo-me a dizer: Um sonho que se compartilha com um povo, é um maravilhoso desafio, que nos faz sonhar e nos desvela a cada minuto #SomosCuba&#8217;, assegurou o mandatário caribenho.</p>
<p>&#8216;Os dias parecem muito curtos quando há tanto por fazer. Hoje, 8 de dezembro, não posso esquecer o que advertiu John Lennon: &#8216;O tempo está de nosso lado. Não desperdiciemos outro minuto&#8217;, expressou em outra mensagem na rede de redes.</p>
<p><strong>(Prensa Latina)</strong></p>
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		<title>Governo cubano promove processo de recuperação</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jun 2018 00:03:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PARA continuar o processo de verificação da recuperação nos territórios afetados pelas intensas chuvas causadas pela tempestade subtropical Alberto, no final de maio, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, acompanhado pelo segundo secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba José Ramón Machado Ventura e vários vice-presidentes do Conselho de Ministros voltaram a dialogar, na segunda-feira, 11 de junho, através de uma videoconferência, com as autoridades das províncias de Pinar del Río a Ciego de Ávila, bem como com vários ministros do país.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-5076" alt="reunion recuperacion canel" src="/files/2018/06/reunion-recuperacion-canel-300x225.jpg" width="300" height="225" />PARA continuar o processo de verificação da recuperação nos territórios afetados pelas intensas chuvas causadas pela tempestade subtropical Alberto, no final de maio, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, acompanhado pelo segundo secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba José Ramón Machado Ventura e vários vice-presidentes do Conselho de Ministros voltaram a dialogar, na segunda-feira, 11 de junho, através de uma videoconferência, com as autoridades das províncias de Pinar del Río a Ciego de Ávila, bem como com vários ministros do país.</p>
<p>Nesta reunião — a terceira realizada desde o início das chuvas torrenciais — foi possível constatar o árduo trabalho feito em cada um dos locais para compensar os danos no menor tempo possível, esforço que foi reconhecido pelo presidente dos Conselhos e Estado e de ministros, que também pediu a manutenção das medidas adotadas e o reforço do apoio das entidades administrativas centrais do Estado às províncias.</p>
<p>Tal como em ocasiões anteriores, as autoridades locais do Partido e do Governo informaram sobre as afetações e as decisões que tomaram em tempo hábil. Foi confirmado que os principais danos foram na agricultura, nas estradas e na habitação.</p>
<p>De Pinar del Río foi anunciado que um trabalho intensivo está sendo realizado na recuperação do fumo e no plantio de pouco mais de 1.200 hectares de culturas. Além disso, foram colhidos 33 mil quintais de produtos. Entretanto, apenas três estradas permanecem para ser reparadas, mas não impedem a passagem de veículos.</p>
<p>Em Artemisa e Mayabeque foi reiterado que as chuvas não causaram grandes perdas na agricultura e que se mantém a entrega diária de produtos agrícolas para a capital. No caso específico da primeira província, houve uma alerta sobre o atraso no plantio, devido à chuva persistente.</p>
<p>As autoridades de Havana atualizaram a situação da moradia, fortemente danificada pelas chuvas que causaram a destruição de vários lares. As pessoas danificadas são atendidas, tanto em casas de famílias como em comunidades de trânsito, e se procuram alternativas para a construção de mais moradias em locais adaptados para esse fim.</p>
<p>Na província de Matanzas, a maior afetação teve lugar no município de Ciénaga de Zapata, principalmente em Cayo Ramona, onde 205 casas ainda estavam inundadas, já que o nível da água vai caindo muito lentamente. Foram evacuadas mais de 3 mil pessoas e 219 alunos ainda não puderam recomeçar as aulas.</p>
<p>Neste ponto, Díaz-Canel indicou para fazer um estudo detalhado do terreno e as causas que causaram que mais que 15 dias depois que as chuvas parassem, esse território continue alagado. E também procurou encontrar soluções alternativas para que os meninos que não estão recebendo as aulas, mesmo que estejam em outras províncias, terminem o ano letivo.</p>
<p>De Cienfuegos foi informado que apenas dez famílias permanecem protegidas e os serviços de água, eletricidade e comunicações foram restaurados. As perdas na agricultura são estimadas em 3.182 hectares de legumes, hortaliças e grãos. Enquanto isso, já começou o plantio de 3.800 hectares de várias culturas.</p>
<p>Quanto à baía de Cienfuegos, afetada pelo vazamento de 12 mil metros cúbicos de água oleosa, foi especificado que o trabalho de saneamento continua e dez zonas foram delimitadas onde as empresas do território, juntamente com a população, se juntaram à limpeza. Embora ainda não tenha sido possível calcular com precisão, estima-se danos consideráveis ​​na biodiversidade do local.</p>
<p>Entre as questões mais complexas de Villa Clara, destacou-se a das estradas, especialmente os caminhos nas montanhas. Além disso, registrou-se a perda total de cerca de 4 mil hectares de culturas; colhe-se tudo aquilo que pode ser aproveitado e em breve começará a sementeira, com um plano emergente para aliviar a situação da agricultura na província.</p>
<p>As autoridades de Sancti Spíritus atualizaram a situação da barragem de Zaza, que está 76% cheia e ainda está recebendo água. Da mesma forma, todos os aquedutos, energia elétrica e comunicações já foram restaurados. Os maiores danos são contabilizados na aquicultura, com mais de mil toneladas de peixes perdidos, e na agricultura, com 2.400 toneladas de arroz destruídas.</p>
<p>Acerca da ponte sobre o rio Zaza, que perdeu duas secções, devido à avalanche da corrente, soube-se que não foi possível definir com precisão se há danos nas fundações, pois a água permanece turva.</p>
<p>Enquanto isso, começou o trabalho para fortalecer os alicerces da ponte ferroviária, também danificada em um dos seus estribos pelas fortes enchentes do rio Zaza.</p>
<p>Em Ciego de Ávila a situação melhora, progride-se na recuperação da produção agrícola e um plano emergente foi iniciado para plantar mais de 3 mil hectares de culturas. As autoridades do território asseguraram que não deveria haver impacto sobre o fumo, e que toda a manga que amadureceu devido às chuvas está sendo colhida. Da mesma forma, trabalham para restaurar as estradas.</p>
<p>Durante a reunião, informou-se da decisão de entregar aos territórios 15 mil colchões para distribuir entre os afetados, pois este é um dos artigos que mais tem sido informado como perda.</p>
<p>Alejandro Gil Fernandez, primeiro vice-ministro da Economia e Planejamento, explicou que serão vendidos dois quilos per capita de batata a todos os consumidores nas províncias de Villa Clara, Cienfuegos e Sancti Spíritus, as três mais afetadas pelas chuvas.</p>
<p>A estes territórios irão chegando, paulatinamente, 1.200 toneladas de banana, milho e cará, provenientes de outras províncias para complementar a entrega à população. Além disso, será priorizada a venda liberada de arroz, ervilhas, feijão e ovos.</p>
<p>Sobre os danos ao meio ambiente, causados ​​pela tempestade subtropical Alberto, a ministra da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Elba Rosa Pérez Montoya, disse que até agora há apenas uma avaliação preliminar, no entanto, houve deterioração na qualidade da água, deslizamentos, erosão do solo, bem como o quase total desaparecimento de seis áreas de praia em Villa Clara.</p>
<p>Por outro lado, alertou que a análise das previsões para as semanas próximas sugere que as chuvas persistirão sobre o território nacional, motivo pelo qual devem continuar sendo adotadas as medidas correspondentes para enfrentar esse fenômeno, dada a saturação dos solos.</p>
<p>O primeiro vice-ministro da Agricultura, Julio García Pérez, assegurou que se continuam catando e estocando os produtos, que são levados diretamente aos mercados para a venda à população.</p>
<p>Da mesma forma, estão dando monitoramento contínuo ao arroz maduro que permanece nos campos e ao fumo. O vice-ministro reiterou que as sementes e fertilizantes foram entregues aos territórios para que possam empreender a recuperação.</p>
<p>Quanto às afetações das ferrovias, Adel Yzquierdo Rodríguez, ministro dos Transportes, explicou que ainda permanecem algumas, tanto na linha norte como na linha sul, e nesses trechos das ferrovias estão sendo realizadas obras de recuperação, em parceria com o ministério da Construção.</p>
<p>O ministro da Saúde Pública, Roberto Morales Ojeda, insistiu que as medidas higiênico-epidemiológicas foram reforçadas em todas as áreas afetadas, com especial atenção no município de Ciénaga de Zapata, onde ainda existem áreas alagadas. O ministro também chamou a atenção para a urgência de não negligenciar essas medidas no futuro, dadas as complexidades dos próximos meses, em relação às chuvas.</p>
<p>A presidenta do Instituto Nacional dos Recursos Hidráulicos, Inés María Chapman Waugh, informou que os reservatórios do país estão 84,4% cheios e vários ainda despejam nas províncias de Villa Clara, Cienfuegos e Sancti Spíritus. A funcionária explicou que todos os sistemas de abastecimento de água foram recuperados, à exceção do de Ciénaga de Zapata.</p>
<p>O ministro da Construção, René Mesa Villafaña, informou que mais de 9 mil trabalhadores do setor e mais de 4 mil máquinas e equipamentos de transporte estão envolvidos no trabalho de recuperação das obras hidráulicas e nas estradas.</p>
<p>Disse que, até o momento, cerca de 10 mil casas foram danificadas. E insistiu que os territórios usem as forças e recursos que estão localizados em cada um deles, bem como a produção local de materiais que são elementos dos quais podem dispor imediatamente.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Díaz-Canel insiste na sustentabilidade do trabalho de reconstrução na capital cubana</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2018 20:09:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[«Havana é uma cidade linda, o que temos é curar-lhe as feridas deixadas pelo tempo», disse à imprensa o presidente dos Conselhos de Estado e Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, no final de uma visita de dois dias à capital, na quinta-feira, 17 de maio, durante os quais ele repetidamente insistiu na necessidade de alcançar a sustentabilidade no trabalho de reconstrução que está sendo realizado como parte do 500º aniversário de fundação da cidade.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5064" alt="Diaz Canel en La Habana" src="/files/2018/05/Diaz-Canel-en-La-Habana.jpg" width="300" height="241" />«Havana é uma cidade linda, o que temos é curar-lhe as feridas deixadas pelo tempo», disse à imprensa o presidente dos Conselhos de Estado e Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, no final de uma visita de dois dias à capital, na quinta-feira, 17 de maio, durante os quais ele repetidamente insistiu na necessidade de alcançar a sustentabilidade no trabalho de reconstrução que está sendo realizado como parte do 500º aniversário de fundação da cidade.</p>
<p>«Trabalha-se incansavelmente e, sem fazer muito barulho, vamos ir resgatando lugares», disse. «Agora estamos em função de comemorar o meio milênio da cidade, mas depois a reativação deve continuar e com a participação do povo vamos recuperar município a município, de recanto a recanto, cada espaço», disse.</p>
<p>«Havana mostrará mais de sua beleza, que, juntamente com os atributos de nossa população, faz parte dessa prosperidade a que todos aspiramos e queremos que ela se concretize no menor tempo possível».</p>
<p>Em diálogo com a mídia, Díaz-Canel também se referiu ao fortalecimento do vínculo entre o governo central e as províncias. Em relação ao caso particular da capital, o presidente reiterou que deve ser tratado como prioritário, pois seus problemas vão além das possibilidades das instituições locais.</p>
<p>Também citou a experiência de trabalho em Santiago de Cuba, que tem mostrado resultados animadores e que, por iniciativa do general-de-exército Raul Castro Ruz, foi compartilhada com outras províncias.</p>
<p>Essas declarações foram feitas em um local emblemático, o cruzamento das ruas Zapata e 12, depois de visitar um complexo gastronômico recentemente inaugurado ali, que conta com uma sorveteria, uma loja de chocolates artesanais, um ponto de venda de pães e doces, além de um café com muita afluência do público.</p>
<p>O presidente cubano conversou com vários clientes que estavam fazendo compras na hora, alguns deles de outras capitais, que concordaram com a qualidade dos produtos e com o desejo de que ao longo do tempo se mantenha a variedade de sortimentos e o bom tratamento à população.</p>
<p>Anteriormente, Díaz-Canel havia visitado uma nova usina de asfalto, localizada no município de Guanabacoa e a única do gênero no país, que está em processo de montagem. Conforme explicado por Carlos Acosta Cordoví, diretor-geral da empresa construtora Ecoing 5, isso permitirá aumentar os níveis de produção e atenuar a deterioração das estradas na capital.</p>
<p>Acompanhado pelo ministro da Construção, René Mesa Villafaña, percorreu diversas áreas da fábrica, onde verificou a modernidade dos equipamentos, incluindo uma usina de emulsão asfáltica e dois caminhões para reparar os buracos das ruas, com baixa emissão de carbono e melhoria na níveis de compactação da mistura.</p>
<p>Durante sua visita às áreas do complexo gastronômico de Zapata e 12, o Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros estava interessado na produção artesanal de chocolate. Photo: Estudio Revolución<br />
A agenda da quinta-feira, 17, incluiu uma visita ao clube de trabalhadores José Luis Tassende, onde Díaz-Canel foi informado sobre o trabalho da Empresa Provincial de atendimento aos Trabalhadores, responsável por nove instalações desse tipo na cidade.</p>
<p>Eustaquio Pagés León, diretor da empresa, fez uma apresentação detalhada do movimento de construção e manutenção que é realizado nos clubes ou círculos sociais e que tornou possível melhorar as condições desses lugares que, segundo o presidente cubano, «são o pulmão de lazer da capital».</p>
<p>Ao caminhar pelo círculo social, verificou a qualidade do trabalho de reconstrução e ficou interessado na programação cultural desses espaços, que, ele considerou, deveria incluir opções para recreação saudável, inteligente e longe da vulgaridade.</p>
<p>O presidente apreciou que o esforço feito para reviver esses lugares deveria ser acompanhado por um maior afluxo de público, especialmente jovens, que podem encontrar aqui opções mais acessíveis.</p>
<p>Durante a visita, o presidente cubano foi acompanhado pelo membro do Bureau Político do Comitê Central do Partido e primeira secretária do Comitê Provincial de Havana, Mercedes López Acea, o prefeito da capital, Reynaldo García Zapata e vários ministros.</p>
<p>Na sessão da tarde, Díaz-Canel, juntamente com Salvador Valdés Mesa, primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e Ministros, recebeu informações atualizadas sobre o novo site do governo do município de Centro Habana, criado para transformar e apoiar a gestão do governo, com a ajuda da Faculdade de Comunicação da Universidade de Havana.</p>
<p>Nesta plataforma, cujo endereço eletrônico é centrohabana.infocap.cu, são oferecidas informações sobre o cotidiano do território e seus representantes políticos, dados estatísticos do município, imagens de locais emblemáticos, referências à história local, além de facilidades para procedimentos que a população faz.</p>
<p>Também, recebeu detalhes sobre as ideias conceituais da campanha de comunicação pelo ensejo do 500º aniversário da fundação da Vila San Cristóbal de La Habana, que incentivará a comunicação intencional, inteligente e coerente, um maior senso de pertencer a Havana e uma participação ativa dos moradores de Havana.</p>
<p>Ao final desta visita de dois dias à capital, Díaz-Canel, acompanhado por Valdés Mesa, liderou uma reunião conclusiva onde foram analisados ​​os indicadores econômicos e sociais do território. Além disso, foram abordadas algumas das questões levantadas pela população sobre transporte, educação, saúde e venda de alimentos.</p>
<p>O presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros reconheceu o sistema de trabalho coerente e participativo que foi implementado na capital, o que revigorou a solução de muitos dos seus problemas.</p>
<p>«Nas ruas se pode ver o entusiasmo e o espírito de trabalho, temos que continuar convocando a população para se juntar ao propósito proposto de transformar Havana em um lugar mais bonito. Nisso é essencial que nossos líderes mantenham uma comunicação constante com o povo e usem mais a mídia e as redes sociais para informar sobre tudo o que está sendo feito na capital», disse o presidente.</p>
<p>«Estamos longe de estar satisfeitos», disse, «mas estamos trabalhando duro» .</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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