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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Petróleo</title>
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		<title>Indústria petroleira cubana trabalha por incremento produtivo</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Dec 2018 18:44:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O aumento da capacidade tecnológica, o desenho de campanhas exploratórias para determinar a existência de hidrocarburos e a abertura ao investimento estrangeiro, são alguns dos elementos que distinguem hoje à indústria petroleira cubana.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5309" alt="11PETRO" src="/files/2018/12/11PETRO.jpg" width="300" height="236" />O aumento da capacidade tecnológica, o desenho de campanhas exploratórias para determinar a existência de hidrocarburos e a abertura ao investimento estrangeiro, são alguns dos elementos que distinguem hoje à indústria petroleira cubana.</p>
<p>Assim declarou a propósito de sua participação na Segunda Conferência de Energia, Petróleo e Gás celebrada aqui, o chefe do Grupo de Exploração da União Cuba Petróleo (Cupet), Osvaldo López, que revelou, também, que todos os esforços nesta esfera perseguem a descoberta de novos yacimientos ou a reversão de campos já explorados.</p>
<p>Segundo revelou o servidor público, os investimentos associados a esta última modalidade distinguem-se por ser de baixo risco o que poderia resultar atraente para o investimento estrangeiro direto.</p>
<p>No julgamento de López, o resultado exploratorio mais importante obtido no último ano é a descoberta de um poço de 22,6 graus API (medida de densidade que indica o peso do petróleo ou a sua densidade) em uma zona onde todos os óleos têm 9 ou 10 graus API, ou seja que são mais densos.</p>
<p>Enquanto ainda não se declara a comercialidade do mineral, o achado resulta alentador, sustentou o diretor.</p>
<p>Isto, somado a evidências que indicam a existência de óleos livianos em mais de 35 ou 40 graus API no território nacional, revela um sistema gerador ativo e a pertinência de futuras campanhas sísmicas (ou investigações) em lugares onde existam poços com manifestações deste tipo de hidrocarburo.</p>
<p>Diante do aumento da demanda energética doméstica, maiores volumes de investimento no país e o crescimento do turismo internacional é preciso elevar os níveis produtivos nacionais que hoje cobrem pouco menos de 50 por cento da demanda, acrescentou.</p>
<p>Cuba, que extrai o 99 por cento do petróleo nacional na faixa de 750 quilômetros quadrados entre Havana e Varadero, na costa norte, dedica todo o petróleo obtido, e também o gás acompanhante, para a geração elétrica.</p>
<p>Segundo aprofundou o servidor público, a Cupet tem planificadas novas campanhas sísmicas que abarcam zonas de todo o território nacional com o objetivo de ter mais descobertas e incrementar reservas no menor prazo possível. Em relação à disponibilidade tecnológica, López revelou que acaba de ser instalado um novo centro de processamento sísmico, o que permitirá dar valor à informação histórica da qual se dispõe.</p>
<p>A Segunda Conferência de Energia, Petróleo e Gás, instalada desde a passada terça-feira e até amanhã, conta com a participação de mais 20 companhias estrangeiras do âmbito energético.</p>
<div></div>
<div><strong>(Prensa Latina)</strong></div>
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		<title>Independência energética: sim, ou sim</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2017 00:59:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cuba Oil &#38; Gas 2017, reunião realizada recentemente em Havana, com mais de 250 participantes de países como o Canadá, Estados Unidos, México, Venezuela, Brasil, Argentina, Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Espanha, Rússia, China, Índia e Austrália, serviu para ressaltar que o programa de desenvolvimento e uso racional de todas as fontes de energia disponíveis em Cuba é baseado na independência energética.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4529" alt="Petroleo Cuba" src="/files/2017/02/Petroleo-Cuba.jpg" width="300" height="198" />POR mais que Cuba venha convidando o capital estrangeiro a investir na indústria nacional de hidrocarbonetos (petróleo e gás), não perde a chance de reiterar as pautas que devem reger, na hora de fazer negócios no setor energético da Ilha.</p>
<p>Cuba Oil &amp; Gas 2017, reunião realizada recentemente em Havana, com mais de 250 participantes de países como o Canadá, Estados Unidos, México, Venezuela, Brasil, Argentina, Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Espanha, Rússia, China, Índia e Austrália, serviu para ressaltar que o programa de desenvolvimento e uso racional de todas as fontes de energia disponíveis em Cuba é baseado na independência energética.</p>
<p>Organizado pela entidade britânica International Research Networks (IRN), com a ajuda da Cuba Petróleo (Cupet), o encontro convocou umas 70 companhias especializadas para, através de palestras, debates, rodadas de negócios e percursos dirigidos, trocar informação e olhar de perto o panorama energético doméstico e as oportunidades que oferece a Lei 118ª do Investimento Estrangeiro, vigente desde 2014.</p>
<p>De acordo com a diretora de Desenvolvimento de Negócios de IRN, Paola Galanti, pensou-se em concertar «um encontro especificamente para Cuba, porque parece ser o momento em que a Ilha tem todas as cartas para atrair os investimentos e ninguém quer estar fora disso».</p>
<p>Responsável pela exploração, produção e importação de combustíveis; a refinação de petróleo crude; a elaboração de graxas e óleos lubrificantes e a comercialização de combustíveis e lubrificantes, a Cupet reconhece que o apoio governamental, a estabilidade política, a segurança, a experiência e qualificação do pessoal, o potencial energético, os baixos custos de operação, as bondades do regime fiscal e tributário e a existência de uma infraestrutura logística e operacional são as facilidades mais importantes que oferece a mencionada lei.</p>
<p>Contudo, a presença de capital estrangeiro no setor energético não é coisa nova. Em 1995, o turismo e o ramo petroleiro se converteram em pioneiros da abertura do investimento em Cuba. E claro, a indústria petroleira não aceita empresas de capital totalmente estrangeiro.</p>
<p>O vice-ministro do Ministério da Energia e Mineração, Rubén Cid, explica que o princípio da década de 1990 marcou uma nova era para a indústria petroleira da Ilha maior das Antilhas porque, desde então até agora, realizaram-se mi-lhares de quilômetros de pesquisas sísmicas em 2D e 3D; foram perfurados dezenas de poços, tanto na terra quanto no mar, além de serem assinados mais de 42 contratos (de diferente tipo) com envolvimento do capital internacional.</p>
<p>Quanto a isso, o representante da Petróleos da Venezuela, S.A., Alberto Ramos, acrescenta que «estamos em Cuba desde 2007, tivemos intensivas campanhas de pesquisas sísmicas e continuamos desenvolvendo estudos porque, certamente, o potencial petrolífero cubano é muito atraente».</p>
<p>INVESTIR NÃO É SINÔNIMO DE DOMINAR</p>
<p>Ao se referir às principais linhas para a obtenção de petróleo e gás natural associado, inseridas na Estratégia Energética Global do país, Cid ressalta que está sendo encorajado «um ambicioso projeto para o notável melhoramento da infraestrutura elétrica e a instalação de novas usinas de geração térmica», bem como o acelerado uso das fontes renováveis de energia.</p>
<p>Segundo lembra o funcionário, há três anos foi aprovada a política para a eficiência energética, que prevê chegar ao ano 2030 com 24% da matriz energética antilhana derivada dessas fontes limpas, que hoje só contribuem com pouco mais de 4%. Com tal fim, avança-se na construção de parques eólicos e fotovoltaicos e no uso da biomassa da cana.</p>
<p>Atualmente, Cuba consegue uma produção anual de aproximadamente quatro milhões de toneladas de petróleo equivalente. Esse último é um fator de equivalência, que se utiliza para saber as quantidades de gás e petróleo necessário para gerar uma mesma quantidade de eletricidade. A Ilha produz, cada hora, aproximadamente 75 mil barris de petróleo equivalente a, por cada barril de petróleo crude, entre 60 e 75 metros cúbicos de gás.</p>
<p>O diretor adjunto da Cupet, Roberto Suárez, informa que 97% do gás produzido em Cuba é dedicado, essencialmente, à geração elétrica e ao consumo direto da população citadina. Entretanto, o arquipélago caribenho gera mais de 95% de sua eletricidade com petróleo e seus derivados, bem seja com petróleo crude em termoelétricas ou com gás em usinas geradoras.</p>
<p>O que mais destaca o especialista é que, sem ter novas descobertas, desde inícios do século 21, a empresa estatal petroleira conseguiu uma produção estável devido, fundamentalmente, «à otimização das jazidas já exploradas» e à mitigação da queda da produção que algumas delas vinham apresentando.</p>
<p>Porém, até o ano 2030 esta organização, criada em 1992, tenciona elevar o volume de exploração dos recursos em terra e águas superficiais e o nível de recuperação das jazidas existentes no país (que hoje flutua entre 6% e 7%), mediante a introdução de tecnologias de recuperação melhorada, a extração em jazidas não convencionais e a utilização de poços horizontais para explorar novas zonas, próximas das já exploradas.</p>
<p>A recuperação melhorada, por exemplo, requer de elevados financiamentos e abrange métodos como a injeção de água e o uso de produtos químicos, vapor ou espumas, que são usadas quando o petróleo não pode ser extraído de forma natural ou mediante bombeamento.</p>
<p>A cargo de 35 empresas nacionais e cinco mistas, com mais de 63.200 trabalhadores, a Cupet já explora a extração de hidrocarbonetos não convencionais, aqueles crudes densos armazenados em rochas de alta porosidade nos campos petroleiros, como resultado do escape de hidrocarbonetos de zonas profundas.</p>
<p>Por outras palavras, as chaves se encontram na produção compartilhada e melhorada, o de-senvolvimento da infraestrutura e os serviços financeiros, que levem à transferência de alta tecnologia e o incremento dos recursos extraíveis.</p>
<p>Particularmente na indústria petroleira, os investimentos são chamados a concentrar-se no incremento das capacidades de armazenagem, o transporte especializado e a transferência fiscal dos combustíveis, bem como o melhoramento das tecnologias para a produção de lubrificantes.</p>
<p>Por outro lado, continua sendo uma prioridade a busca de financiamentos, em longo prazo, para a modernização das quatro refinarias cubanas e a introdução do gás liquefeito como combustível para a geração elétrica, em ciclos combinados. «Dessa maneira, certifica Cid, será maior a eficiência econômica e substancialmente menor a emissão de carbono à atmosfera».</p>
<p>COM LUPA: UMA ZONA ECONÔMICA EXCLUSIVA</p>
<p>Se bem na Faixa Norte de Crudes Pesados, situada ao longo de 750 quilômetros quadrados entre Havana e a Península de Hicacos, em Matanzas, está concentrada quase a totalidade da produção de Cuba, peritos de nosso país e do mundo sustentam que a área cubana do Golfo do México «guarda grandes recursos de petróleo e gás, e é provável a descoberta de importantes jazidas na zona», refere Cid.</p>
<p>Aberta especialmente ao investimento a partir de 1999, a Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Golfo do México abrange uma área maior, inclusive que a do arquipélago cubano: mais de 114 mil quilômetros quadrados, dividida em 59 blocos (de uns dois mil quilômetros quadrados cada um).</p>
<p>Ainda assim, trata-se de um espaço de água cuja profundidade flutua entre 500 e 3,6 mil metros e na qual já foram perfurados quatro poços de exploração (sem caráter comercial), um deles em 2004 e três em 2012, «todos com manifestações de petróleo», garante Suárez.</p>
<p>Devido a que a ZEE encoraja a participação estrangeira para a exploração em água profunda, ali já se fizeram esforços significativos de aquisição sísmica: mais de 30 mil quilômetros de 2D e mais de dez mil, de 3D.</p>
<p>É bom insistirmos que Cuba é um território praticamente inexplorado no item do petróleo e derivados, que produz algo mais de 40% dos que consome. Devido a que pertence a uma megabacia produtora de petróleo, a ZEE atrai o maior número de olhares, no que respeita à zona situada fora das costas cubanas.</p>
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		<title>A rota do petróleo em Cuba (Segunda parte)</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Oct 2016 00:59:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>

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		<description><![CDATA[Em matéria petroleira, Cuba se encontra dividida em duas províncias: Norte e Sul. Embora o total (100%) do petróleo cubano venha do Norte, existem manifestações superficiais de petróleo ao longo da geografia antilhana toda.  CASO retomarmos o artigo do semanário Granma Internacional, da semana anterior, a presente análise continuará o caminho da exploração e a perfuração petroleira em Cuba, dois processos que constituem, poderíamos dizer, a coluna vertebral da indústria mundial dos hidrocarbonetos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4325" alt="petroleo" src="/files/2016/10/petroleo.jpg" width="300" height="204" />Em matéria petroleira, Cuba se encontra dividida em duas províncias: Norte e Sul. Embora o total (100%) do petróleo cubano venha do Norte, existem manifestações superficiais de petróleo ao longo da geografia antilhana toda.  CASO retomarmos o artigo do semanário Granma Internacional, da semana anterior, a presente análise continuará o caminho da exploração e a perfuração petroleira em Cuba, dois processos que constituem, poderíamos dizer, a coluna vertebral da indústria mundial dos hidrocarbonetos.</p>
<p>Antes de expor os detalhes de como se obtêm ou se poderiam obter esses minérios orgânicos na Ilha, deveríamos esclarecer que a exploração permite prever a existência de jazidas de petróleo no subsolo, mas nunca através de um método direto.</p>
<p>Tendo em conta que não existe nenhuma tecnologia ou maquinaria que detecte a presença de hidrocarbonetos, a exploração petroleira se torna sempre arriscada e quatro em cada cinco vezes aposta na técnica sísmica, a mais promovida.</p>
<p>De acordo com o chefe de Exploração do Grupo Empresarial Cuba-Petróleo (Cupet), Osvaldo López Corzo, os poços exploratórios conseguem acertar entre 8 e 20%. Dito de outra maneira, entre 5 a 12 poços que são perfurados, só um é bem-sucedido.</p>
<p>Mais, contraditoriamente, sem exploração não há novas jazidas. López Corso, também especialista em Geologia, garante que as companhias petroleiras são obrigadas a aceitar esse risco.</p>
<p>Por outro lado, conhecemos que a perfuração é destinada a explorar a zonas desconhecidas ou a desenvolver as existentes e que a crusta terrestre é a área mais importante para a procura de petróleo, porque nela se formam as rochas sedimentares, que acumulam mais de 99% de todo o chamado de “ouro preto” mundial.</p>
<p>COMO SE OBTÉM O PETRÓLEO ANTILHANO?</p>
<p>Levando em conta as mais avançadas pesquisas, houve uma prática introduzida em Cuba, nos finais dos anos noventa, que trouxe uma revolução na indústria petroleira na Ilha Maior das Antilhas: a perfuração de poços horizontais.</p>
<p>Segundo referiu López Corzo, em uma jazida onde um poço vertical produzia de 100 a 200 barris por dia, um poço horizontal permitiu que fossem extraídos mais de 2 mil barris, no mesmo tempo e lugar.</p>
<p>Logicamente, a partir desse momento a totalidade dos poços cubanos são horizontais ou quase horizontais, e isso os torna mais complexos. Na atualidade, a maior parte desses poços atingem mais de 6 mil metros de profundidade.</p>
<p>Para Cuba seria rentável vender por 30 dólares o barril de petróleo, cujo custo de produção flutua entre 13 e 14 dólares produzi-lo, mas neste momento está empregando na geração elétrica quase o total dos 75 mil barris petróleo equivalente que obtém diariamente e com isso satisfaz apenas metade da demanda energética nacional.</p>
<p>Segundo chefe de Exploração do Grupo Empresarial Cuba-Petróleo (Cupet), Osvaldo López Corzo, de cada 5 a 12 poços que se perfuram, só um é bem-sucedido.<br />
Devido a que nos últimos 12 anos Cuba se manteve em uma fase de produção que os especialistas chamam de “estável ou pico”, e que os volumes de produção decrescem após passada uma década de exploração, por isso a economia nacional precisa elevar os volumes de produção através de procedimentos que incluem o aprofundamento de alguns poços e a atração de capital estrangeiro para empreendimentos.</p>
<p>Particularmente, a empresa Cupet está em constante troca com empresas estrangeiras e implementa os trabalhos de exploração em zonas terrestres e marítimas, para incrementar ali o potencial de extração de petróleo.</p>
<p>UM PARÊNTESE PARA A FAIXA NORTE E A RECUPERAÇÃO MELHORADA</p>
<p>“Especificamente, 99% do petróleo cubano provém da Faixa Norte de Crudes Pesados (FNCP), uma área de 750 quilômetros quadrados localizada entre Havana e Varadero (Matanzas) que Cupet pretende continuar explorando porque segundo os cálculos ainda restam por volta de 11 bilhões de barris reservados nessa área”, explica López Corzo.</p>
<p>Devido a que o petróleo cubano é pesado e viscoso, só se obtém entre 5 e 7% do petróleo que se encontra no subsolo, quantia que se conhece como “coeficiente de recuperação”.</p>
<p>Quando os poços produzem de maneira primária o petróleo flui de forma natural até à superfície ou é preciso extrai-lo utilizando diferentes tipos de bombas.</p>
<p>Porem, quando os hidrocarbonetos não podem ser produzidos de forma natural ou por bombeamento, é preciso aplicar métodos de recuperação melhorados, como a injeção de água e o emprego de produtos químicos, vapor ou espuma que, em correspondência com o que manifesta López Corzo, requer de elevados financiamentos.</p>
<p>Segundo o diretor adjunto da Cupet, Roberto Suárez Sotolongo, a FNCP tem sido explorada por mais de quatro décadas e permitiu a obtenção de mais de 245 milhões de barris, nos passados 15 anos.</p>
<p>A esse respeito, acrescenta López Corzo que foram perfurados poços exploratórios a mais de 500 quilômetros a leste da FNCP e que até 2020, a maior parte da atividade exploratória estará localizada entre a capital e Santa Cruz del Norte, uma zona que oferece entre 17 e 18% de probabilidades de sucesso.</p>
<p>Isso foi possível graças a que, nos fins de 2014, um teste sísmico 3D (tridimensional) identificou novas estruturas que poderiam produzir petróleo, mediante a exaustiva análise dos campos tradicionais de Boca de Jaruco, Santa Cruz, Canasí, Puerto Escondido, Yumurí, Seboruco e Varadero.</p>
<p>AS OUTRAS OPÇÕES CUBANAS</p>
<p>Os especialistas do ramo petroleiro dividiram Cuba em duas províncias: Norte e Sul. Se bem o total (100%) do petróleo produzido no país provém da parte Norte, existem manifestações superficiais de petróleo ao longo de toda a geografia antilhana, que tornam visíveis as características das formações geológicas e demonstram uma distribuição da rocha mãe. Essas mostras apareceram, por exemplo, em Pinar del Río e Las Tunas.</p>
<p>Igualmente, no quinquênio imediato serão perfurados cinco ou seis poços exploratórios na terra, serão abertos outros para produzir nas áreas positivas e, como é urgente achar jazidas petroleiras fora da FNCP, acompanha-se de perto o controle das pesquisas exploratórias no resto do arquipélago cubano.</p>
<p>Sem ter previsto o uso do fraturamento hidráulico ou fracking porque é um método com implicações para o meio ambiente, a Cupet estuda a extração de hidrocarbonetos não convencionais, aqueles cujas reservas ou técnicas de extração não são convencionais.</p>
<p>Expresso de outra maneira, trata-se de petróleo denso armazenado em rochas de alta porosidade sobre os campos petroleiros, como resultados do escape de hidrocarbonetos a partir de zonas profundas.</p>
<p>Nessa diretriz, a Ilha começou a empregar métodos térmicos (injetar vapor a alta temperatura para diminuir a viscosidade e aumentar a fluidez) e se prevê, inclusive, criar poços de múltiplos canos, distanciados do lençol freático.</p>
<p>A maneira mais segura de incrementar a extração de gás, segundo a óptica dos especialistas, é aumentar a extração de petróleo, para obter gás acompanhante (que é igual a um hidrocarboneto).</p>
<p>O QUE IMPLICA PROCURAR PETRÓLEO NO ALTO MAR</p>
<p>A plataforma cubana off-shore ou no alto mar, incluiu três partes: a Zona Econômica Exclusiva de Cuba no golfo do México, a Zona Econômica Exclusiva Centro Oriental, na fronteira com as Bahamas, e os mares ao Sul.</p>
<p>Dessas zonas, a mais estudada e de maior potencial de gás e petróleo, por pertencer a uma grande bacia produtora de hidrocarbonatos, é a que está próxima do México.</p>
<p>Não obstante, embora nossa indústria não esteja no momento mais propício para fazer negócios no ramo petroleiro, Cuba tem na empresa canadense Sherritt uma forte investidora.</p>
<p>Igualmente, entidades da Rússia, Inglaterra, Espanha, Portugal, Estados Unidos e Japão, estão avaliando zonas de terra e mar, bem como blocos e dados cubanos. Desses estudos, poderiam surgir contratos oficiais para o ano 2017.</p>
<p>De forma precisa, adverte López Corzo, devemos atender os investimentos milionários os quais se necessitam para operar no alto mar porque Cuba não pode implementá-los. Dai que a ajuda estrangeira se torne decisiva.</p>
<p>O geólogo assinala que o custo de um poço, em um nível de água de mais de 1.500 metros pode ser de US$200 a US$300 milhões.</p>
<p>“A complicação está em que, normalmente, para encontrar alguma jazida é preciso perfurar pelo menos dez poços e a isso se acrescentam os custos das instalações submarinas, da superfície ou flutuantes e das operações”, resume.</p>
<p>Ao mesmo tempo, assegura o responsável pela Exploração da Cupet, se o custo de produção de um barril de petróleo nas águas cubanas for de US$20 a US$35 e no mundo se vende de US$ 45 a US$ 50 o barril, a rentabilidade do processo em águas profundas seria pouca.</p>
<p>Acrescenta que a Cupet planejou uma campanha em terra, ao Sul de todos os blocos petroleiros, com o objetivo de encontrar jazidas mais profundas com produções menores, mas com petróleo de melhor qualidade. Para isso, a partir do ano 2016 serão realizados, aproximadamente, 575 quilômetros de testes sísmicos 2D (bidimensional), com um custo aproximado de US$ 40 milhões.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Cuba perfurará cinco poços de petróleo em Zona Econômica Exclusiva do Golfo do México</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 00:42:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Golfo do México]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>

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		<description><![CDATA[A indústria petrolífera cubana pretende perfurar cinco poços em águas profundas da Zona Econômica Exclusiva, no Golfo do México, afirmou Manuel Marrero, especialista do ministério da Indústria Básica. Marrero explicou aos participantes do 2º Congresso Cubano de Petróleo e Gás que a perfuração ocorrerá de 2011 a 2013, em parceria com renomadas empresas que trabalharão em plataforma semi-submersível, considerada a melhor de seu tipo por sua segurança e tecnologia.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1906" title="Poços em águas profundas" alt="" src="/files/2011/04/plataforma-de-petroleo-e1302136937178.jpg" width="300" height="249" />A indústria petrolífera cubana pretende perfurar cinco poços em águas profundas da Zona Econômica Exclusiva, no Golfo do México, afirmou Manuel Marrero, especialista do ministério da Indústria Básica.</p>
<p>Marrero explicou aos participantes do 2º Congresso Cubano de Petróleo e Gás que a perfuração ocorrerá de 2011 a 2013, em parceria com renomadas empresas que trabalharão em plataforma semi-submersível, considerada a melhor de seu tipo por sua segurança e tecnologia.</p>
<p>Com vistas ao trabalho, as entidades contarão com base de apoio logístico, no porto de Mariel.</p>
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