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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Papa Francisco</title>
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		<title>Encontro histórico entre o papa Francisco e o patriarca Kirill</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Feb 2016 23:07:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[HAVANA voltou a ser um âmbito de entendimento e diálogo. Na tarde da sexta-feira, 12 de fevereiro, concretizou-se o histórico encontro entre o papa Francisco e o patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Sua Santidade Kirill, primeira reunião dos líderes de ambas as igrejas, depois do cisma do cristianismo no ano 1054.
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4110" alt="kiril declaracion01-580x347" src="/files/2016/02/kiril-declaracion01-580x347.jpg" width="300" height="189" />HAVANA voltou a ser um âmbito de entendimento e diálogo. Na tarde da sexta-feira, 12 de fevereiro, concretizou-se o histórico encontro entre o papa Francisco e o patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Sua Santidade Kirill, primeira reunião dos líderes de ambas as igrejas, depois do cisma do cristianismo no ano 1054.</p>
<p>Na tarde, o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, recebeu o bispo de Roma no aeroporto internacional José Martí — onde o papa fez uma escala temporária, antes de sua visita ao México — acompanhado do chanceler Bruno Rodríguez Parrilla; o arcebispo de Havana, cardeal Jaime Ortega Alamino e outras autoridades cubanas.</p>
<p>Depois de uma afetuosa saudação, os primados das igrejas Católica e Ortodoxa Russa tiveram um encontro privado, que demorou umas duas horas; e depois assinaram uma declaração conjunta que recolheu, em 30 pontos, aspectos chaves como a situação nos países do Oriente Médio e a África do Norte, a importância do diálogo interreligioso e o direito inalienável à vida, bem como o papel da família.</p>
<p>“Cuba continuará apoiando a paz. E agora resta o assunto da Colômbia”, assegurou Raúl após concluir o encontro entre o patriarca Kirill e o papa Francisco.</p>
<p>Na manhã, o patriarca de Moscou e de toda a Rússia tinha depositado uma oferenda floral no Memorial José Martí, acompanhado do vice-ministro das relações Exteriores cubano Rogelio Sierra e posteriormente visitou as diferentes salas do museu. No local dedicado à vida e a obra de Martí, sua diretora, Haydée Díaz, entregou a Sua Santidade uma placa alusiva ao centro e um livro com fotografias sobre Cuba.</p>
<p>Para hoje, 13 de fevereiro, a agenda do primado contempla a colocação de uma oferenda floral no monumento ao Soldado Internacionalista Soviético e será condecorado com a Ordem José Martí, a mais alta condecoração que outorga o Conselho de Estado da República de Cuba. Ainda, prevê-se uma visita à escola ‘Solidaridad con Panamá’, onde Sua Santidade Kirill entregará uma doação de cadeiras de rodas, para crianças com necessidades educativas especiais.</p>
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		<title>Podemos cooperar de maneira conjunta</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Feb 2016 23:03:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os resultados da conversação me permitem assegurar que atualmente as duas igrejas podemos cooperar de maneira conjunta, defendendo os cristãos no mundo todo e com plena responsabilidade trabalhar juntos para que não haja guerra, para que a vida humana seja respeitada no mundo todo, para que se fortaleçam as bases da moral pessoal, familiar e social e para que através da participação da igreja na vida da sociedade humana moderna seja glorificado o nome de Nosso Senhor Jesuscristo e do Espírito Santo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4107" alt="kirill solo" src="/files/2016/02/kirill-solo.jpg" width="300" height="250" />Podemos cooperar de maneira conjunta<br />
Versão da declaração à imprensa de Sua Santidade Kirill, patriarca da Igreja Ortodoxa de Moscou e de toda a Rússia, ao concluir o encontro com Sua Santidade o papa Francisco</p>
<p>Sua Santidade;</p>
<p>Suas Excelências,</p>
<p>Queridos irmãs e irmãos;</p>
<p>Senhoras e senhores:</p>
<p>Nós tivemos durante duas horas, uma discussão aberta, com pleno entendimento da responsabilidade de nossas igrejas pelo nosso povo crente, pelo futuro do cristianismo e o futuro da civilização humana. Foi uma conversação de muito conteúdo, que nos deu a oportunidade de entender e sentir as posições de ambos.</p>
<p>Os resultados da conversação me permitem assegurar que atualmente as duas igrejas podemos cooperar de maneira conjunta, defendendo os cristãos no mundo todo e com plena responsabilidade trabalhar juntos para que não haja guerra, para que a vida humana seja respeitada no mundo todo, para que se fortaleçam as bases da moral pessoal, familiar e social e para que através da participação da igreja na vida da sociedade humana moderna seja glorificado o nome de Nosso Senhor Jesuscristo e do Espírito Santo.</p>
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		<title>Caso continuar assim, Cuba será a capital da unidade</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Feb 2016 22:51:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não quero partir sem dar um sentido agradecimento a Cuba, ao grande povo cubano e ao seu presidente aqui presente; agradeço sua disponibilidade ativa, caso continuar assim, Cuba será a capital da unidade e que tudo isto seja para glória de Deus Pai, Filho e Espírito Santo e para o bem do santo povo fiel de Deus, sob o manto da Santa Mãe de Deus (Aplausos).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4101" alt="papa-francisco-2015" src="/files/2016/02/papa-francisco-2015-300x178.jpg" width="300" height="178" /></p>
<p>Versão da declaração à imprensa de Sua Santidade o papa Francisco, da Igreja Católica, ao concluir o encontro com Sua Santidade Kirill, patriarca da Igreja Ortodoxa de Moscou e de toda a Rússia</p>
<p>Santidade;</p>
<p>Eminências;</p>
<p>Reverências:<br />
NÓS temos falado como irmãos, temos o mesmo batismo, somos bispos; falamos de nossas igrejas e coincidimos em que a unidade se faz caminhando. Falamos claramente, sem meias palavras. E confesso que senti a consolação do Espírito neste diálogo.</p>
<p>Agradeço a humildade de Sua Santidade, humildade fraterna e seus bons desejos de unidade.</p>
<p>Temos saído com uma série de iniciativas que acho que são viáveis e que poderão ser realizadas; por isso quero agradecer mais uma vez a Sua Santidade seu benévolo acolhimento, como também os colaboradores, e nomeio dois deles: Sua Eminência o metropolitano Hilarión e Sua Eminência o cardeal Koch, com todas suas equipes que trabalharam para isto.</p>
<p>Não quero partir sem dar um sentido agradecimento a Cuba, ao grande povo cubano e ao seu presidente aqui presente; agradeço sua disponibilidade ativa, caso continuar assim, Cuba será a capital da unidade e que tudo isto seja para glória de Deus Pai, Filho e Espírito Santo e para o bem do santo povo fiel de Deus, sob o manto da Santa Mãe de Deus (Aplausos).</p>
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		<title>Declaração Conjunta do papa Francisco e do patriarca Kirill de Moscou e de toda a Rússia</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Feb 2016 22:48:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a participação do Espírito Santo estejam com todos vós” (2 Coríntios 13,13).
1. Pela vontade de Deus Pai, de quem procede todo dom, no nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a ajuda do Espírito Santo Consolador, nós, Francisco, papa e bispo de Roma, e Kirill, patriarca de Moscou e de toda a Rússia, reunimos hoje em Havana. Damos graças a Deus, glorificado na Santíssima Trindade, por este encontro, o primeiro na história.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4099" alt="KIril frente a Papa" src="/files/2016/02/KIril-frente-a-Papa.jpg" width="300" height="199" />“Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a participação do Espírito Santo estejam com todos vós” (2 Coríntios 13,13).</p>
<div>
<p>1. Pela vontade de Deus Pai, de quem procede todo dom, no nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a ajuda do Espírito Santo Consolador, nós, Francisco, papa e bispo de Roma, e Kirill, patriarca de Moscou e de toda a Rússia, reunimos hoje em Havana. Damos graças a Deus, glorificado na Santíssima Trindade, por este encontro, o primeiro na história.</p>
<p>Com alegria, reunimo-nos como irmãos na fé cristã que se encontraram para “falar… pessoalmente” (2 João, 12), de coração a coração e discutir as relações mútuas entre as igrejas, os problemas palpitantes de nosso rebanho e as perspectivas do desenvolvimento da civilização humana.</p>
<p>2. Nosso encontro fraterno levou-se a cabo em Cuba, na encruzilhada entre o Norte e o Sul, o Leste e o Oeste. A partir desta ilha, um símbolo de esperança do Novo Mundo e dos dramáticos acontecimentos da história do século XX, dirigimos nossas palavras a todas as nações da América Latina e de outros continentes.</p>
<p>Alegra-nos o fato de que hoje em dia aqui a fé cristã evolui dinamicamente. O potencial religioso de grande alcance na América Latina, suas tradições cristãs multisseculares, manifestas na experiência pessoal de milhões de pessoas, são chave para um grande futuro desta região.</p>
<p>3. Ao reunirmo-nos distantes das antigas disputas do Velho Mundo, sentimos muito fortemente a necessidade de colaboração entre os católicos e os ortodoxos, que devem estar sempre prontificados para responder a qualquer que lhes peça razão da esperança (1 Pedro 3, 15).</p>
<p>4. Damos graças a Deus pelos dons que temos recebido através da vinda ao mundo de seu Filho Único. Partilhamos a Tradição espiritual comum do primeiro milênio do cristianismo. As testemunhas desta Tradição são a Santíssima Mãe de Deus, a Virgem Maria e os santos aos quais veneramos. Entre eles estão inúmeros mártires que mostraram sua fidelidade a Cristo e se converteram “na semente de cristãos”.</p>
<p>5. Apesar de ter a tradição comum de dez primeiros séculos, os católicos e os ortodoxos, durante quase mil anos, foram privados de comunicação na Eucaristia. Permanecemos divididos devido às feridas causadas pelos conflitos do passado longínquo e recente, pelas diferenças herdadas de nossos antepassados, na compreensão e a explicação de nossa fé em Deus, um ser único que existe como três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Lamentamos a perda da unidade, que era uma consequência da fraqueza e a pecaminosidade humana, que se produziu a despeito da oração do Primeiro Sacerdote, Cristo Salvador: “Peço que todos eles estejam unidos; que como você, Pai, está em mim e eu em você, também eles estejam em nós, para que o mundo acredite que você me enviou” (João 17, 21).</p>
<p>6. Cientes de muitos obstáculos que é preciso superar, esperamos que nosso encontro contribua para a obtenção da unidade mandada por Deus, pela que Cristo tinha rezado. Que nosso encontro inspire os cristãos de todo o mundo para invocar com o novo fervor o Senhor, orando sobre a plena unidade de todos seus discípulos. Que esta, no mundo que espera de nós não só palavras, mas também ações seja um sinal de esperança para todas as pessoas de boa vontade.</p>
<p>7. Tendo firmeza em fazer tudo o necessário para superar as diferenças históricas herdadas por nós, queremos reunir nossos esforços a fim de dar testemunho do Evangelho de Cristo e do patrimônio comum da Igreja do primeiro milênio, respondendo juntamente aos desafios do mundo moderno. Os ortodoxos e os católicos devem aprender a levar o testemunho comum da verdade àquelas áreas, nas quais é possível e necessário. A civilização humana tem entrado em um período de mudanças de época. A consciência cristã e a responsabilidade pastoral não nos permitem permanecer indiferentes diante dos desafios que requerem de uma resposta conjunta.</p>
<p>8. Nossa atenção está voltada principalmente para aquelas regiões do mundo onde os cristãos estão submetidos a perseguição. Em muitos países do Oriente Médio e da África do Norte, são exterminadas famílias completas de nossos irmãos e irmãs em Cristo, povoados e cidades inteiras habitadas por eles. Seus templos estão submetidos à destruição bárbara e aos saqueios, os santuários à profanação, os monumentos à demolição. Na Síria, Iraque e em outros países do Oriente Médio observamos com dor o êxodo em massa de cristãos da terra onde nossa fé começou a estender-se e onde eles viviam a partir dos tempos apostólicos, junto com outras comunidades religiosas.</p>
<p>9. Fazemos um apelo à comunidade internacional a tomar medidas imediatas para evitar maior deslocamento dos cristãos do Oriente Médio. Levantando nossas vozes em defesa dos cristãos perseguidos, também nos solidarizamos com os sofrimentos de seguidores de outras tradições religiosas, que se têm convertido em vítimas da guerra civil, o caos e a violência terrorista.</p>
<p>10. Na Síria e o Iraque esta violência tem ceifado milhares de vidas, deixando sem lares e meios de vida milhões de pessoas. Fazemos um apelo à comunidade internacional a unir-se para pôr fim à violência e ao terrorismo e ao mesmo tempo, através do diálogo, contribuir para a rápida obtenção da paz civil. Requer-se de uma ajuda humanitária em grande escala para o povo que sofre e para muitos refugiados nos países vizinhos.</p>
<p>Solicitamos a todos aqueles que podem influir no destino de todos os sequestrados, incluindo os metropolitanos de Alepo, Pablo e Juan Ibrahim, presos em abril de 2013, para fazer todo o necessário a fim de sua rápida libertação.</p>
<p>11. Enviamos orações a Cristo, Salvador do mundo, para o estabelecimento no solo do Oriente Médio da paz, que é produto da justiça (Isaías 32, 17), sobre o fortalecimento da convivência fraterna entre diversos povos, igrejas e religiões situadas nesta terra, sobre o regresso dos refugiados aos seus lares, sobre a cura dos feridos e o repouso das almas das vítimas inocentes.</p>
<p>Encaminhamos a todas as partes que podem estar envolvidas nos conflitos, um fervente apelo para manifestar boa vontade e chegar à mesa de negociação. Ao mesmo tempo, é necessário que a comunidade internacional faça todos os esforços possíveis para pôr fim ao terrorismo mediante ações comuns, conjuntas e sincronizadas. Fazemos um apelo a todos os países envolvidos na luta contra o terrorismo para implementar ações responsáveis e prudentes. Fazemos um apelo a todos os cristãos e a todos os crentes em Deus para rezar ao Senhor Criador e Providente que cuida do mundo, que guarde sua criação da destruição e não permita una nova guerra mundial. Para que a paz seja duradoura e fiável, se requerem de esforços especiais destinados ao regresso aos valores comuns, que nos unem, baseados no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.</p>
<p>12. Admiramos a valentia daqueles que entregam suas vidas por terem dado testemunho da verdade do Evangelho, preferindo a morte antes da abjuração de Cristo. Acreditamos que os mártires de nosso tempo, procedentes de diferentes igrejas, mas unidos por um sofrimento comum, são a chave para a unidade dos cristãos. A vós, os que sofrem por Cristo, dirige sua palavra o Apóstolo do Senhor:</p>
<p>“Queridos irmãos,… alegrai-vos de ter parte nos sofrimentos de Cristo, para que também os encheis de alegria quando sua glória se manifestar” (1 Pedro 4, 12-13).</p>
<p>13. Nesta época turbadora necessita-se o diálogo interreligioso. As diferenças na compreensão das verdades religiosas não devem impedir que as pessoas de diversas religiões vivam em paz e harmonia. Nas circunstâncias atuais, os líderes religiosos têm uma responsabilidade especial pela educação de seu rebanho no espírito de respeito pelas crenças daqueles que pertencem a outras tradições religiosas. As tentativas de justificar atos criminais por consignas religiosas são absolutamente inaceitáveis. Nenhum crime pode ser cometido em nome de Deus, “porque Deus é Deus de paz e não de confusão” (1 Coríntios 14, 33).</p>
<p>14. Testemunhando o alto valor da liberdade religiosa, damos graças a Deus pelo renascimento sem precedentes da fé cristã que agora se leva a cabo na Rússia e muitos países da Europa do Leste, onde durante décadas governaram regimes ateus. Hoje em dia, as correntes do ateísmo militante caíram e em muitos lugares os cristãos são livres de professar sua fé. Durante um quarto de século, aqui foram construídos dezenas de milhar de novos templos, abriram-se centenas de mosteiros e escolas teológicas. As comunidades cristãs realizam amplas atividades caritativas e sociais, prestando diversa assistência aos necessitados. Os ortodoxos e os católicos frequentemente trabalham ombro a ombro. Eles defendem a base espiritual comum da sociedade humana, dando testemunho dos valores evangélicos.</p>
<p>15. Ao mesmo tempo, preocupa-nos a situação que tem lugar em tantos países, onde os cristãos enfrentam cada vez mais a restrição da liberdade religiosa e do direito a dar testemunho sobre suas crenças e a viver de acordo com elas. Particularmente, vemos que a transformação de alguns países em sociedades secularizadas, alheias de qualquer memória de Deus e sua verdade, implica uma grave ameaça para a liberdade religiosa. Estamos preocupados pela limitação dos direitos dos cristãos, por não falarmos da discriminação contra eles, quando algumas forças políticas, guiadas pela ideologia do secularismo que em inúmeros casos se torna agressivo, tendem a empurrá-los para as margens da vida pública.</p>
<p>16. O processo da integração europeia, que começou depois de séculos de conflitos sangrentos, foi acolhido por muitas pessoas com esperança, como presente de paz e segurança. Ao mesmo tempo, advertimos contra aquele tipo de integração que não respeita a identidade religiosa. Respeitamos a contribuição de outras religiões à nossa civilização, mas estamos convictos de que a Europa deve manter a fidelidade às suas raízes cristãs. Fazemos um apelo aos cristãos na Europa Ocidental e Europa Oriental a se unirem, a fim de dar testemunho conjunto sobre Cristo e o Evangelho, para que a Europa mantenha sua alma formada por dois mil anos da tradição cristã.</p>
<p>17. Nossa atenção é destinada às pessoas que se encontram em uma situação desesperada, vivem na pobreza extrema no momento em que a riqueza da humanidade está crescendo. Não podemos permanecer indiferentes ao destino de milhões de emigrantes e refugiados que batem nas portas dos países ricos. O consumo incontrolado, típico para alguns estados mais desenvolvidos, esgota rapidamente os recursos de nosso planeta. A crescente desigualdade na distribuição de bens terreais aumenta o sentido da injustiça do sistema das relações internacionais que está sendo implantado.</p>
<p>18. As igrejas cristãs estão chamadas a defender exigências da justiça, do respeito às tradições nacionais e da solidariedade efetiva com todos os que sofrem. Nós, os cristãos, não devemos esquecer que “para envergonhar os sábios, Deus escolheu aqueles que no mundo têm por idiotas; e para envergonhar os fortes escolheu aqueles que no mundo têm por fracos. Deus escolheu pessoas desprezadas e sem importância deste mundo, quer dizer, os que não são nada, para anular os que são algo. Assim ninguém poderá presumir diante de Deus” (1 Coríntios 1, 27-29).</p>
<p>19. A família é o centro natural da vida de um ser humano e da sociedade. Estamos preocupados pela crise da família em muitos países. Os ortodoxos e os católicos, compartilhando da mesma visão da família, são chamados a testemunhar acerca da família como de um caminho para a santidade, que se manifesta na fidelidade mútua dos cônjuges, sua disponibilidade para dar à luz as crianças e formá-las na solidariedade entre as gerações e o respeito para os doentes.</p>
<p>20. A família é fundada sobre o matrimônio que é um ato livre e fiel de amor entre um homem e uma mulher. O amor fortalece sua união, ensina-lhes a aceitar uns aos outros como um dom. O matrimônio é a escola do amor e da fidelidade. Lamentamos que outras formas de convivência sejam equipadas agora com esta união e a visão da paternidade e a maternidade como de especial vocação do homem e da mulher no matrimônio, santificada pela tradição bíblica, seja expulsa da consciência pública.</p>
<p>21. Fazemos um apelo a todos para respeitar o direito inalienável à vida. Milhões de bebês são privados da própria possibilidade de aparecer à luz. O sangue das crianças não nascidas pede a gritos a Deus que faça justiça. (Gênese 4, 10).</p>
<p>A divulgação da assim chamada eutanásia conduz ao fato de que os idosos e doentes começam a sentir-se uma carga excessiva para sua família e a sociedade no conjunto.</p>
<p>Expressamos nossa preocupação pelo uso cada vez mais estendido das tecnologias biomédicas de reprodução, porque a manipulação da vida humana é um ataque contra os fundamentos do ser da pessoa criada à imagem de Deus. Consideramos que nosso dever é refletirmos acerca da imutabilidade dos princípios morais cristãos, baseados no respeito pela dignidade da pessoa que está destinada à vida de acordo com o plano de seu Criador.</p>
<p>22. Queremos hoje dirigir umas palavras especiais à juventude cristã. Vós, os jovens, não devem esconder dinheiro na terra (Mateus 25, 25), mas sim usar todas as dotes dadas por Deus, para afirmar a verdade de Cristo no mundo, realizar os mandamentos evangélicos do amor a Deus e ao próximo. Não tenham medo de ir contra a corrente, defendendo a verdade de Deus, com a que nem sempre se ajustam as normas seculares modernas.</p>
<p>23. Deus os ama e espera de cada um de vós que sejam os seus discípulos e apóstolos. Sejam a luz deste mundo, para que outros, vendo o bem que fazem, louvando todos vosso Pai que está no céu (Mateus 5, 14-16). Educar as crianças na fé cristã para entregar-lhes a pérola preciosa da fé (Mateus 13, 46) que receberam de vossos pais e antepassados. Não esqueçam que “Deus os tem comprado por um preço” (1 Coríntios 6, 20), o preço da morte na cruz de Deus Homem, Jesus Cristo.</p>
<p>24. Os ortodoxos e os católicos estão unidos não somente pela Tradição comum da Igreja do primeiro milênio, mas também pela missão de pregar o Evangelho de Cristo no mundo contemporâneo. Esta missão requer do respeito mútuo entre os membros das comunidades cristãs, exclui qualquer forma de proselitismo.</p>
<p>Não somos concorrentes, mas sim irmãos: devemos partir deste conceito executando todas as atividades relacionadas com nossos laços e contatos com o mundo exterior. Instamos os católicos e os ortodoxos de todo o mundo para aprender a viver juntos em paz, amor e harmonia uns com outros (Romanos 15, 5). É inaceitável o uso de meios incorretos para obrigar os fiéis a passar de uma Igreja à outra, deixando de lado sua liberdade religiosa e suas próprias tradições. Somos chamados a pôr em prática o mandamento de São Paulo Apóstolo e “anunciar o evangelho onde nunca antes se tinha ouvido falar de Cristo, para não construir sobre alicerces postos por outros” (Romanos 15, 20).</p>
<p>25. Esperamos que nosso encontro contribua para a reconciliação onde há tensões entre os grego-católicos e os ortodoxos. Hoje em dia é óbvio que o método “da união” dos séculos passados que implica a unidade de uma comunidade com a outra à custa da separação de sua igreja, não é a maneira de restaurar a unidade. Ao mesmo tempo, as comunidades eclesiásticas que têm aparecido, como resultado de circunstâncias históricas, têm direito a existir e fazer tudo o necessário para satisfazer misteres espirituais de seus fiéis, buscando a paz com seus vizinhos. Os ortodoxos e os grego-católicos necessitam a reconciliação e a busca de formas de convivência mutuamente aceitáveis.</p>
<p>26. Lamentamos o enfrentamento na Ucrânia que já cobrou muitas vidas, causou sofrimentos inúmeros aos civis, afundou a sociedade em uma profunda crise econômica e humanitária. Fazemos um apelo a todas as partes do conflito a ter prudência, mostrar a solidariedade social e trabalhar ativamente para o estabelecimento da paz. Instamos nossas Igrejas na Ucrânia a trabalhar para conseguir a harmonia social, abster-se de participar do confronto e de apoiar o desenvolvimento do conflito.</p>
<p>27. Esperamos que a divisão entre os crentes ortodoxos na Ucrânia seja vencida sobre a base das normas canônicas existentes, que todos os cristãos ortodoxos da Ucrânia vivam em paz e harmonia e que as comunidades católicas do país contribuam para isso, para que nossa irmandade cristã seja ainda mais evidente.</p>
<p>28. No mundo de hoje, multifacetado e ao mesmo tempo unido pelo destino comum, os católicos e os ortodoxos estão chamados a colaborar fraternamente para anunciar o Evangelho da salvação, dar testemunho comum da dignidade moral e a autêntica liberdade humana, “para que o mundo acredite” (João 17,</p>
<p>21). Este mundo, no qual se estão sendo enfraquecidos rapidamente os fundamentos morais da existência humana, espera de nós o forte testemunho cristão em todos os âmbitos da vida pessoal e social. Poderemos na época crucial dar testemunho conjunto do Espírito da verdade? Disto depende, em boa medida, o futuro da humanidade.</p>
<p>29. Que Jesus Cristo, Deus Homem, Nosso Senhor e Salvador, nos ajude no anúncio valente da verdade de Deus e da Boa Notícia de salvação. O Senhor nos fortalece espiritualmente com sua promessa infalível: “Não tenham medo, pequeno rebanho, que o Pai, em sua bondade, determinou dar-lhes o reino” (Lucas 12, 32).</p>
<p>Cristo é uma fonte de alegria e de esperança. A fé nele transfigura a vida do ser humano, enche-a de significado. Têm-no vivido por sua própria experiência todos aqueles dos que se pode dizer com as palavras de São Pedro Apóstolo: “Antes, nem sequer era povo, mas agora é o povo de Deus; antigamente Deus não tinha compaixão, mas agora tem compaixão de vós” (1 Pedro 2, 10).</p>
<p>30. Cheios de gratidão pelo dom de compreensão mútua que se manifestou em nossa reunião, dirigimo-nos com esperança à Santíssima Mãe de Deus, fazendo solicitação com as palavras da antiga oração: “Sob seu amparo acolhemo-nos, Santa Mãe de Deus”. Que a Santíssima Virgem Maria com seu amparo fortaleça a irmandade de todos que a veneram, para que eles, em um momento determinado por Deus, se juntem em paz e concórdia, no único povo de Deus, seja glorificado o nome da Trindade Consubstancial e Inseparável!</p>
<p>Francisco</p>
<p>Bispo de Roma,</p>
<p>Papa da Igreja Católica</p>
<p>Kirill</p>
<p>Patriarca de Moscou</p>
<p>e de toda a Rússia</p>
<p>12 de fevereiro de 2016, Havana</p>
</div>
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		<title>O papa Francisco visitou Fidel</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2015 20:33:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[MONSENHOR Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, afirmou em uma entrevista coletiva, neste domingo, 20 de setembro, que o papa Francisco teve um encontro com o líder histórico da Revolução Cubana Fidel Castro Ruz, ao terminar a Santa Missa. Segundo Lombardi a conversa entre Francisco e Fidel foi amena e durou entre 30 e 40 minutos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3954" alt="fidelpapa para ingles.jpg_1718483346" src="/files/2015/09/fidelpapa-para-ingles.jpg_1718483346.jpg" width="300" height="170" />MONSENHOR Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, afirmou em uma entrevista coletiva, neste domingo, 20 de setembro, que o papa Francisco teve um encontro com o líder histórico da Revolução Cubana Fidel Castro Ruz, ao terminar a Santa Missa.</p>
<p>Segundo Lombardi a conversa entre Francisco e Fidel foi amena e durou entre 30 e 40 minutos.</p>
<p>O Sumo Pontífice e Fidel trocaram presentes: o papa lhe entregou livros ao comandante-em-chefe e o líder cubano entregou a Sua Santidade um exemplar do livro Fidel e a religião, que neste ano completou o 30º aniversário de sua primeira edição.</p>
<p>(Granma)</p>
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		<title>Em nome deste nobre povo, eu lhe dou as mais calorosas boas-vindas</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2015 19:52:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sentimo-nos muito honrados com sua visita. Poderá apreciar que amamos profundamente nossa Pátria, pela qual somos capazes de realizar os maiores sacrifícios. Sempre fomos norteados pelo exemplo dos próceres de Nossa América, os quais nos legaram dignidade, coragem e generosidade. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3952" alt="Raul papa idiomas" src="/files/2015/09/Raul-papa-idiomas.jpg" width="300" height="180" />Santidade:</p>
<p>O povo e o governo de Cuba recebem o senhor com profundos sentimentos de carinho, respeito e hospitalidade.</p>
<p>Sentimo-nos muito honrados com sua visita. Poderá apreciar que amamos profundamente nossa Pátria, pela qual somos capazes de realizar os maiores sacrifícios. Sempre fomos norteados pelo exemplo dos próceres de Nossa América, os quais nos legaram dignidade, coragem e generosidade. Graças a eles temos sabido praticar o axioma martiano de que Pátria é Humanidade.</p>
<p>O encontro memorável que o senhor e eu tivemos, em maio passado, na Cidade do Vaticano, constituiu uma oportunidade para trocar ideias sobre algumas das questões mais importantes do mundo em que vivemos.</p>
<p>Os povos da América Latina e do Caribe têm se proposto avançar rumo a sua integração, em defesa da independência, a soberania sobre os recursos naturais e a justiça social.</p>
<p>No entanto, nossa região continua sendo a mais desigual na distribuição da riqueza. No continente, os governos legitimamente constituídos que trabalham em prol de um futuro melhor, enfrentam inúmeras tentativas de desestabilização.</p>
<p>Nós temos acompanhado de perto seus pronunciamentos. A exortação apostólica “A Alegria do Evangelho”, sobre questões sociais, e a carta encíclica “Louvado Seja”, virada para o futuro e o cuidado do planeta e da humanidade provocou em mim uma reflexão profunda. Eles vão ser pontos de referência para a próxima Cúpula sobre a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, a ser realizada na ONU neste mês, e a 21ª Conferência Internacional sobre Mudança Climática, a ser realizada em dezembro, em Paris.</p>
<p>Começa a ter uma ressonância crescente no mundo a análise feita pelo senhor das causas desses problemas e o apelo para salvaguardar o planeta e para a sobrevivência de nossa espécie; a cessação das ações predadoras dos países ricos e das grandes corporações, para eliminar os perigos enfrentados por todos no que diz respeito ao esgotamento dos recursos e a perda da biodiversidade.</p>
<p>Como bem Sua Santidade lembra: “A humanidade é chamada a tornar-se consciente da necessidade de realizar mudanças nos estilos de vida, de produção e consumo”.</p>
<p>O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz, em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, expôs a necessidade de salvar a humanidade da autodestruição, distribuir melhor a riqueza, o conhecimento, a ciência e as tecnologias para o desenvolvimento sustentável, “fazer desaparecer a fome e não o homem”, segundo afirmou.</p>
<p>O atual sistema internacional é injusto e imoral. Globalizou o capital e converteu o dinheiro em seu ídolo. Converte os cidadãos em meros consumidores. Em vez de espalhar o conhecimento e a cultura, os aliena com reflexos e padrões de comportamento promovidos por meios que só servem aos interesses de seus proprietários, a mídia corporativa transnacional.</p>
<p>A crise profunda e permanente recai com dureza brutal nos países do Terceiro Mundo. Nem conseguem fugir dela os excluídos no mundo industrializado, as minorias, os jovens desempregados e os indigentes idosos, aqueles que procuram refúgio contra a fome e os conflitos. Ofende consciência humana o que acontece com os imigrantes e os pobres. Estes são os indignados do mundo clamando por seus direitos e pelo fim da tamanha injustiça.</p>
<p>Santidade:</p>
<p>Em suas palavras enviadas aos dois encontros mundiais dos Movimentos Populares, em outubro do ano passado, em Cidade do Vaticano e julho deste ano, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, reiterou a necessidade de praticar a solidariedade e lutarmos unidos contra as causas estruturais da pobreza e a desigualdade, pela dignidade humana e se referiu ao direito à terra, ao teto e ao trabalho.</p>
<p>Para conquistar esses direitos, entre outros, foi concebida a Revolução Cubana. Por eles, Fidel reclamou em sua histórica alegação de defesa, conhecida como “A história me Absolverá”.</p>
<p>Para alcançar uma sociedade mais justa e solidária, temos trabalhado com grande esforço e enfrentado os maiores riscos desde o triunfo da Revolução.</p>
<p>Temos feito isso bloqueados, caluniados, atacados, com um alto custo de vidas humanas e grandes prejuízos econômicos. Nós fundamos uma sociedade com equidade e justiça social, com amplo acesso à cultura e apego às tradições e às ideias mais avançadas de Cuba, da América Latina, do Caribe e do mundo.</p>
<p>Milhões de pessoas recuperaram a sua saúde graças à cooperação cubana: 325.710 colaboradores trabalharam em 158 países, hoje, 50.281 trabalhadores da saúde cubanos estão servindo em 68 nações. Graças ao programa “Sim eu posso” 9,37 milhões de pessoas foram alfabetizadas em 30 Estados; e mais de 68 mil estudantes estrangeiros de 157 países já se formaram em Cuba.</p>
<p>Avançamos resolutamente na atualização de nosso modelo econômico e social, para construir um socialismo próspero e sustentável, com foco no modelo humano, a família e a participação livre, democrática, consciente e criadora da sociedade toda, especialmente dos jovens.</p>
<p>Preservar o socialismo é garantir a independência, a soberania, o desenvolvimento e o bem-estar da nação. Nós temos a determinação mais firme de enfrentar todos os desafios para alcançar uma sociedade virtuosa e justa, com valores éticos e espirituais elevados. Como observou o venerável presbítero Félix Varela, “…queremos que as gerações futuras herdem de nós a dignidade dos homens e lembrem o que custa recuperá-la para que tenham medo de perdê-la&#8230;”</p>
<p>A unidade, identidade e integração regional devem ser defendidas. A Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, assinada pelos chefes de Estado e de governo na Segunda Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, realizada em Havana, em janeiro de 2014, estabelece um conjunto de compromissos de importância vital, como a solução pacífica de controvérsias, a fim de banir para sempre o uso e a ameaça do uso da força em nossa região; não intervir, direta ou indiretamente, nos assuntos internos de qualquer outro Estado e observar os princípios da soberania nacional, a igualdade de direitos e a livre autodeterminação dos povos, promover as relações de amizade e de cooperação entre eles e com outras nações; e respeitar plenamente o direito inalienável de todos os Estados a escolher seu sistema político, econômico, social e cultural como uma condição essencial para garantir a coexistência pacífica entre as nações.</p>
<p>Para Cuba, os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas têm plena vigência. Somente o respeito a estes pode garantir a paz e a segurança internacionais cada vez mais ameaçadas.</p>
<p>Conhecemos com grande interesse as palavras de Sua Santidade, no ensejo da comemoração do 70º aniversário dos ataques nucleares contra as cidades de Hiroshima e Nagasaki.</p>
<p>A existência das armas nucleares é uma ameaça para a própria sobrevivência dos seres humanos e uma afronta aos princípios morais e éticos que devem reger as relações entre as nações. Seu uso significaria o desaparecimento da civilização humana. Advogar pelo desarmamento e muito particularmente, pelo desarmamento nuclear, é não só um dever, mas também um direito de todos os povos do mundo.</p>
<p>Santidade:</p>
<p>Nós apreciamos seu apoio ao diálogo entre os Estados Unidos e Cuba. O restabelecimento das relações diplomáticas foi um primeiro passo no processo para a normalização das relações entre os dois países, que vão exigir a solução de problemas e a reparação das injustiças. O bloqueio, que causa danos humanos e dificuldades para as famílias cubanas é cruel, imoral e ilegal e deve cessar. O território usurpado da Base Naval em Guantánamo deve ser devolvido a Cuba. Outras questões também devem ser resolvidas. Essas demandas são compartilhadas pelos povos e a grande maioria dos governos do mundo.</p>
<p>Comemoramos neste ano, Santidade, o 80º aniversário das relações ininterruptas entre a Santa Sé Apostólica e Cuba, que são boas e se desenvolvem favoravelmente sobre a base do respeito mútuo.</p>
<p>O governo e a Igreja Católica em Cuba mantêm relações em uma atmosfera edificante, tal como acontece com todas as religiões e instituições religiosas no país, que incutem valores morais que a Nação aprecia e cultiva. Exercemos a liberdade religiosa como direito consagrado em nossa Constituição.</p>
<p>Atribuímos à presença de Sua Santidade em nosso país todo seu significado. Será importante e enriquecedor para a nação sua reunião com um povo trabalhador, educado, desinteressado, generoso, com profundas convicções, valores patrióticos, disposto a continuar sua heróica resistência e a construir uma sociedade que garanta o pleno desenvolvimento, de mulheres e homens, com dignidade e justiça.</p>
<p>Em nome deste nobre povo, eu lhe dou as mais calorosas boas-vindas.</p>
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		<title>Símbolo de respeito e amizade</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2015 11:43:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[EM 1935, a Santa Sé e Cuba estabeleceram relações diplomáticas oficiais. Desde aquele tempo, os vínculos entre ambos os Estados se conservaram sem interrupção.
Os laços entre Cuba e o Vaticano, que completaram precisamente 80 anos neste dia 7 de junho, têm estado marcados por acontecimentos transcendentais. Entre eles destaca a estada de cinco dias em nosso país do papa João Paulo II em 1998 e a de Bento XVI em 2012.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3921" alt="fidel y papa" src="/files/2015/09/fidel-y-papa.jpg" width="300" height="189" />EM 1935, a Santa Sé e Cuba estabeleceram relações diplomáticas oficiais. Desde aquele tempo, os vínculos entre ambos os Estados se conservaram sem interrupção.</p>
<p>Os laços entre Cuba e o Vaticano, que completaram precisamente 80 anos neste dia 7 de junho, têm estado marcados por acontecimentos transcendentais. Entre eles destaca a estada de cinco dias em nosso país do papa João Paulo II em 1998 e a de Bento XVI em 2012.</p>
<p>Neste ano, o papa Francisco visitará Cuba desde 19 até 22 de setembro. O Sumo Pontífice, o terceiro na historia que viaja a esta nação, iniciará seu programa apostólico em Havana e será despedido pelo povo de Santiago de Cuba.</p>
<p>A viagem do papa Francisco é antecedida pelo encontro que teve na Cidade do Vaticano com o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba, general-de-exército Raúl Castro Ruz, em 10 de maio passado.</p>
<p>Aquele intercâmbio ocupou as manchetes de centenas de meios de imprensa, os quais destacaram o tempo de duração que foi extraordinário, cerca de uma hora, e outros aspectos do histórico encontro.</p>
<p>O diálogo foi mais um sinal da trajetória respeitosa entre o Estado mais pequeno do mundo e nosso país.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Papa Francisco visitará Havana, Holguín e Santiago de Cuba</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2015 02:03:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Sumo Pontífice da Igreja Católica vai começar sua jornada apostólica no sábado 19 de setembro, em Havana, onde o governo e povo cubano da capital lhe darão uma cordial recepção. No dia seguinte, dará uma missa na Praça da Revolução José Martí, fará uma visita de cortesia ao presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, e se reunirá com sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas na Catedral de Havana. Ainda, saudará os jovens no Centro Cultural Felix Varela.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3836" alt="papa Fco" src="/files/2015/07/papa-Fco.jpg" width="300" height="219" />As autoridades do Vaticano, o governo cubano e a Conferência de Bispos Católicos de Cuba acordaram o programa para a visita que vai realizar o papa Francisco ao nosso país, que terá lugar, como foi anunciado anteriormente, entre 19 e 22 de setembro.</p>
<p>O Sumo Pontífice da Igreja Católica vai começar sua jornada apostólica no sábado 19 de setembro, em Havana, onde o governo e povo cubano da capital lhe darão uma cordial recepção. No dia seguinte, dará uma missa na Praça da Revolução José Martí, fará uma visita de cortesia ao presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, e se reunirá com sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas na Catedral de Havana. Ainda, saudará os jovens no Centro Cultural Felix Varela.</p>
<p>Na segunda-feira 21 de setembro, ele vai viajar para Holguin, em cuja Praça da Revolução Calixto García vai oficiar uma missa. Nesse mesmo dia, o papa viajará para Santiago de Cuba, e terça-feira 22 vai celebrar a Missa na Basílica Menor do Santuário da &#8220;Virgen de la Caridad del Cobre&#8221; e cumprimentará as famílias cubanas que estejam na catedral desta cidade.</p>
<p>Durante a visita, o papa Francisco será bem recebido pelo povo e o governo de Cuba com respeito, carinho e hospitalidade.</p>
<p>No mesmo dia 22 de setembro, o Sumo Pontífice será despedido na Cidade Heróica pelo povo de Santiago e autoridades de nosso país.</p>
<p><strong>(Diario Granma)</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Raul na Itália: &#8220;Estou feliz e satisfeito com esta visita&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2015 14:45:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Raúl Castro]]></category>
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		<description><![CDATA[Durante uma parada técnica na capital italiana, que durou menos de 24 horas, o presidente cubano Raúl Castro aproveitou sua estadia aqui para se reunir com o papa Francisco e primeiro-ministro italiano Matteo Renzi, e esses encontros, de acordo com as suas declarações à imprensa, o fizeram sentir-se feliz e satisfeito. O Sumo Pontífice da Igreja Católica e o líder cubano conversaram pela primeira vez, de maneira pessoal, na manhã do domingo, 10 de maio, na Cidade do Vaticano, em uma reunião privada que durou quase uma hora. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3676" alt="raulpapa" src="/files/2015/05/raulpapa.jpg" width="300" height="188" />Durante uma parada técnica na capital italiana, que durou menos de 24 horas, o presidente cubano Raúl Castro aproveitou sua estadia aqui para se reunir com o papa Francisco e primeiro-ministro italiano Matteo Renzi, e esses encontros, de acordo com as suas declarações à imprensa, o fizeram sentir-se feliz e satisfeito.</p>
<p>O Sumo Pontífice da Igreja Católica e o líder cubano conversaram pela primeira vez, de maneira pessoal, na manhã do domingo, 10 de maio, na Cidade do Vaticano, em uma reunião privada que durou quase uma hora.</p>
<p>Após a reunião, Raul disse aos repórteres que teve &#8220;uma magnífica conversa com o Santo Padre, estou muito feliz e eu vim para agradecer o que ele fez para começar a resolver os problemas entre os Estados Unidos e Cuba&#8221;.</p>
<p>O presidente cubano tinha chegado justamente às 9h30, à Sala Paulo VI, onde se realizou a reunião e em cujas portas estava estacionado um grande número de jornalistas, que desde cedo aguardavam sua chegada. Raul foi recebido pelo prefeito da Casa Pontifícia, monsenhor Georg Ganswein, e depois se reuniu com o Papa Francisco em seu estúdio privado. Mais tarde, os dois líderes entraram em um salão ao lado e cumprimentaram as respectivas delegações.</p>
<p>Na ocasião, Raul deu ao Santo Padre uma pintura do artista plástico Alexis Leyva Machado (Kcho), intitulada Milagre, obra inspirada no fenômeno da emigração que, segundo seu autor, é a escravidão dos nossos tempos.</p>
<p>Por sua parte, o Papa deu a Raúl a moeda comemorativa emitida pelo segundo ano de seu pontificado e o Evangelho da Alegria. A mídia local referiu-se à duração extraordinária do diálogo e do dia escolhido porque é incomum que tais recepções sejam realizadas aos domingos.</p>
<p>Antes de partir para Cuba, após o encontro com primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, Raul referiu-se novamente à questão da sua visita ao Vaticano e disse que teve uma conversação agradável com o papa, da qual saiu impressionado com a sua sabedoria e modéstia. Raúl lembrou seus estudos em uma escola jesuíta e disse que vai participar com satisfação de todas as missas que o Santo Padre irá oficiar em sua próxima viagem à Ilha, em setembro.</p>
<p>É bom lembrar que as relações de Cuba com o Vaticano remontam a 80 anos, com vários marcos em seu desenvolvimento, como a visita do presidente Fidel Castro Ruz à Santa Sé, em 1996; a estada de cinco dias em Cuba do papa João Paulo II, em 1998; e 14 anos depois, a visita de Bento XVI.</p>
<p>A NOVA PÁGINA NAS RELAÇÕES ENTRE CUBA E A ITÁLIA</p>
<p>O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, expressou que seu encontro com o presidente de Cuba, Raúl Castro, no domingo 10 de maio, no Palácio do Governo, pode ser qualificado como uma nova página nas relações entre Cuba e a Itália, em declarações à mídia, após o encontro. Renzi comentou que: &#8220;É um dia de alegria para nossos governos, que trabalharam durante meses e ainda vão continuar trabalhando.</p>
<p>É um grande dia para todos os italianos que amam Cuba e para todos os cubanos que amam a Itália. Nós pudemos perceber que muitas coisas estão mudando, que a história continuou seu curso e nós queremos ser protagonistas da nova história&#8221;. O chefe do governo italiano disse que estava convencido de que &#8220;podemos fazer muitas coisas juntos.&#8221;</p>
<p>O maior desafio, segundo ele, é a criação de um mundo mais justo para combater a pobreza, os desequilíbrios e as injustiças, para permitir que todos os países possam construir um novo caminho. “Itália e Cuba serão protagonistas deste novo percurso”, reiterou. Finalmente Matteo Renzi, disse que &#8220;para nós é um dia particularmente importante, mas o melhor ainda está para vir&#8221;.</p>
<p>Por seu lado, Raul avaliou como importante o encontro com o primeiro-ministro, no qual &#8220;falamos de tudo, dos tempos antigos, da atualidade e das relações que historicamente mantiveram cubanos e italianos. Existem boas relações, o intercâmbio comercial progride e no futuro próximo, sem dúvida, continuará desenvolvendo-se&#8221;, acrescentou.</p>
<p>O general-de-exército considerou que &#8220;a Itália está jogando agora um papel muito importante nas negociações que estamos desenvolvendo com a União Europeia e que esperamos concluir este ano. Há diferenças, mas temos de aprender a viver com elas, tal como estamos fazendo com os Estados Unidos.</p>
<p>Temos de ser respeitoso com as ideias dos outros, embora não coincidam com as nossas&#8221;. Mais tarde, Raúl estimou que &#8220;essas diferenças nunca deveriam ter existido, pois foram importadas de outros cenários distantes, com os quais estamos agora resolvendo as discrepâncias&#8221;.</p>
<p>Acerca da realidade cubana, Raúl explicou que &#8220;estamos dedicados, de corpo e alma, a aperfeiçoar nosso sistema, econômico, político e social. Não é uma tarefa fácil, é mais difícil do que imaginamos num primeiro momento, especialmente porque não queremos adotar nenhuma medida que afete nossa população.</p>
<p>Nós não queremos políticas de choque&#8221;. Disse que Cuba é acusada de não respeitar os direitos humanos e considerou nocivo quando esse tema é utilizado para fins políticos, “para utilizá-lo só em má política&#8221;.</p>
<p>Nós reconhecemos nossos erros, nossas dificuldades, mas temos resistido e vamos em frente, disse. Antes de partir para seu país, Raúl disse que estava satisfeito com a visita à Itália, agradeceu ao primeiro-ministro pela recepção e disse aos jornalistas que lhe retribuiu o convite para este mesmo ano ele faça uma visita a Havana.</p>
<p>Assim terminou uma viagem que, a partir do segundo dia de maio, levou o presidente cubano e sua delegação à Argélia, Rússia e Itália, nações que mostraram uma grande hospitalidade para a Ilha maior das Antilhas.</p>
<p>Nas primeiras horas da noite do domingo, 10 de maio, o presidente Raul Castro chegou a Cuba e no aeroporto internacional José Marti foi recebido pelo segundo-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e membro do Bureau Político, José Ramón Machado Ventura e pelo ministro do Interior, general-de-corpo-de-exército, Abelardo Colomé Ibarra.</p>
<p><strong>(Leticia Martínez, diario Granma)</strong></p>
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		<item>
		<title>Vaticano pediu ao Paraguai mais segurança durante visita do Papa</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2015 01:54:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>
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		<description><![CDATA[O Vaticano solicitou ao governo paraguaio que aumente o plano de segurança para a visita e percursos do Papa Francisco, que chegará no próximo dia 10 de julho a Assunção. Durante uma reunião da comissão interinstitucional, que tem sob sua responsabilidade a preparação da operação de segurança do Pontífice, representantes do Arcebispado de Assunção transmitiram o pedido da Santa Sede válido especialmente para o transporte do Papa até o Santuário de Caacupé.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3650" alt="papa-francisco" src="/files/2015/05/papa-francisco.jpg" width="300" height="200" />O Vaticano solicitou ao governo paraguaio que aumente o plano de segurança para a visita e percursos do Papa Francisco, que chegará no próximo dia 10 de julho a Assunção.</p>
<p>Durante uma reunião da comissão interinstitucional, que tem sob sua responsabilidade a preparação da operação de segurança do Pontífice, representantes do Arcebispado de Assunção transmitiram o pedido da Santa Sede válido especialmente para o transporte do Papa até o Santuário de Caacupé.</p>
<p>A solicitação inclui a presença de forças policiais e barreiras de proteção antes das filas de estudantes que se posicionarão ao longo dos 28 quilômetros deste percurso do Papamóvel, bem como outras medidas especiais.</p>
<p>Carlos Vaccaro, um dos integrantes da equipe do Arcebispado de Assunção que participou da reunião, exteriorizou a preocupação das autoridades eclesiásticas referente ao cordão humano que está sendo programado no departamento de Cordillera com extensão de seis quilômetros.</p>
<p>Vaccaro e Guillermina Villalba, secretária do Arcebispado de Assunção, declararam que aparte do cordão de estudantes, deve ser reforçado com cercas metálicas, seguranças e, mais ainda, com reforços policiais.</p>
<p>Teria que ser primeiro as cercas, depois a Polícia e posteriormente o cordão humano nesse trajeto até o Santuário, agregou Villalba.</p>
<p>O jornal Última Hora afirmou que o pedido do Vaticano também se deve aos momentos de muita insegurança e violência vividos diariamente no país.</p>
<p><strong>(Prensa Latina)</strong></p>
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