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	<title>Cubadebate (Português) &#187; OTAN</title>
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		<title>CINISMO GENOCIDA (PRIMEIRA PARTE)</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 00:28:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nenhuma pessoa em seu bom censo, especialmente aqueles que tiveram acesso aos conhecimentos elementares que são adquiridos em uma escola primária, concordaria com que nossa espécie, de modo particular os que são crianças, adolescentes ou jovens, sejam privados hoje, amanhã e para sempre do direito a viver. Jamais os seres humanos ao longo de sua história azarenta, como pessoas dotadas de inteligência, conheceram experiência semelhante. Sinto-me no dever de transmitir àqueles que se tomam a moléstia de ler estas reflexões, o critério de que todos, sem exceção, estamos na obrigação de criar consciência sobre os riscos que a humanidade está correndo de forma inexorável, rumo a uma catástrofe definitiva e total como conseqüência das decisões irresponsáveis de políticos aos quais o azar, mais do que o talento ou o mérito, colocou em suas mãos o destino da humanidade.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nenhuma pessoa em seu bom censo, especialmente aqueles que tiveram acesso aos conhecimentos elementares que são adquiridos em uma escola primária, concordaria com que nossa espécie, de modo particular os que são crianças, adolescentes ou jovens, sejam privados hoje, amanhã e para sempre do direito a viver. Jamais os seres humanos ao longo de sua história azarenta, como pessoas dotadas de inteligência, conheceram experiência semelhante.</p>
<p>Sinto-me no dever de transmitir àqueles que se tomam a moléstia de ler estas reflexões, o critério de que todos, sem exceção, estamos na obrigação de criar consciência sobre os riscos que a humanidade está correndo de forma inexorável, rumo a uma catástrofe definitiva e total como conseqüência das decisões irresponsáveis de políticos aos quais o azar, mais do que o talento ou o mérito, colocou em suas mãos o destino da humanidade.</p>
<p>Sejam ou não os cidadãos de seu país, portadores duma crença religiosa ou céticos relativamente ao tema, nenhum ser humano em seu juízo são concordaria com que seus filhos, ou familiares mais próximos, pereçam de forma abrupta ou vítimas de atrozes e torturantes sofrimentos.</p>
<p>Trás os crimes repugnantes que com frequência crescente vem cometendo a Organização do Tratado do Atlântico Norte, sob a égide dos Estados Unidos e dos países mais ricos da Europa, a atenção mundial se concentrou na reunião do G-20, onde se devia analisar a profunda crise econômica que afeta hoje todas as nações. A opinião internacional, e particularmente a européia, esperavam resposta à profunda crise econômica que com suas profundas implicações sociais, e inclusive climáticas, ameaçam a todos os habitantes do planeta. Nessa reunião se decidia se o euro podia se manter como a moeda comum da maior parte da Europa, e inclusive se alguns países poderiam permanecer dentro da comunidade.</p>
<p>Não houve resposta nem solução alguma para os problemas mais sérios da economia mundial apesar dos esforços da China, da Rússia, Indonésia, África do Sul, o Brasil, Argentina e outros de economia emergente, desejosos de cooperar com o resto do mundo na busca de soluções aos graves problemas econômicos que o afetam.</p>
<p>O insólito é que apenas a NATO deu por concluída a operação na Líbia —após o ataque aéreo que feriu o chefe constitucional desse país, destruiu o veículo que o transportava e o deixou à mercê dos mercenários do império, que o assassinaram e exibiram como troféu de guerra, ultrajando costumes e tradições muçulmanas— a OIEA, órgão das Nações Unidas, uma instituição que deveria estar ao serviço da paz mundial, lançou o relatório político, tarifado e sectário, que coloca o mundo à beira da guerra com o emprego de armas nucleares que o império ianque, em aliança com a Grã-Bretanha e o Israel, vem preparando minuciosamente contra o Irão.</p>
<p>Depois do “Veni, vidi, vici” do famoso imperador romano há mais de dois mil anos, traduzido para “vim, vi,  morreu” transmitido à opinião pública através de uma importante cadeia de televisão logo que se conheceu da morte do Khadaffi, sobram as palavras para qualificar a política dos Estados Unidos da América.</p>
<p>O que importa agora é a necessidade de criar nos povos uma consciência clara do abismo para onde a humanidade está sendo conduzida. Duas vezes nossa Revolução conheceu riscos dramáticos: em outubro de 1962, o mais crítico de todos em que a humanidade esteve ao bordo do holocausto nuclear; e em meados de 1987, quando nossas forças se enfrentavam às tropas racistas sul-africanas, dotadas com as armas nucleares que os israelitas lhes ajudaram a criar.</p>
<p>O Xá do Irão também colaborou junto do Israel com o regime racista e fascista sul-africano.</p>
<p>O quê é a ONU?, uma organização impulsionada pelos Estados Unidos da América antes de finalizar a Segunda Guerra Mundial. Essa nação, cujo território distava consideravelmente dos cenários de guerra, enriquecera enormemente; acumulou 80% do ouro do mundo e sob a direção de Roosevelt, sincero antifascista, impulsionou o desenvolvimento da arma nuclear que Truman, sucessor seu, oligarca e medíocre, não hesitou em usar contra as cidades indefesas de Hiroshima e Nagasaki no ano 1945.</p>
<p>O monopólio do ouro mundial em poder dos Estados Unidos da América, e o prestígio de Roosevelt, lhe permitiu o acordo de Bretton Woods que lhe destinou o papel de emitir o dólar como única divisa que se utilizou durante anos no comércio mundial, sem outra limitante que seu apoio em ouro metálico.</p>
<p>Os Estados Unidos da América, ao findar aquela guerra, eram também o único país que possuía a arma nuclear, privilégio que não hesitou em transmitir-lhe a seus aliados e membros do Conselho de Segurança: a Grã-Bretanha e a França, as duas potências coloniais mais importantes do mundo naquela época.</p>
<p>À URSS, Truman nem sequer lhe informou uma palavra da arma atômica antes de usá-la. China, então governada pelo general nacionalista, oligárquico e pró-ianque, Chiang Kai-shek, não podia ser excluída daquele Conselho de Segurança.</p>
<p>A URSS, golpeada duramente pela guerra, a destruição e a perda de mais de 20 milhões de seus filhos pela invasão nazi, consagrou ingentes recursos econômicos, científicos e humanos para equiparar sua capacidade nuclear com a dos Estados Unidos da América. Quatro anos depois, em 1949, provou sua primeira arma nuclear; a de Hidrogênio, em 1953; e em 1955 seu primeiro megaton. A França dispôs de sua primeira arma nuclear em 1960.</p>
<p>Eram apenas três os países que possuíam a arma nuclear em 1957, quando a ONU, sob a égide ianque, criou a Organização Internacional da Energia Atômica. Alguém pode imaginar que esse instrumento dos Estados Unidos da América fez alguma coisa por advertir o mundo dos terríveis riscos a que seria exposta a sociedade humana quando o Israel, aliado incondicional dos Estados Unidos da América e da NATO, situado em pleno coração das mais importantes reservas do mundo em petróleo e gás, se constituísse em perigosa e agressiva potência nuclear?</p>
<p>Suas forças, em cooperação com as tropas coloniais inglesas e francesas, atacaram Port Said quando Abdel Nasser nacionalizou o Canal de Suez, propriedade da França, o que obrigou o Primeiro-Ministro soviético a transmitir um ultimato exigindo o cessar daquela agressão, que os aliados europeus dos Estados Unidos da América não tiveram outra alternativa que acatar.</p>
<p>Continua amanhã.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/11/firma-fidel-111112-cinismo-genocida-primera-parte-300x176.jpg" alt="" width="300" height="176" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>12 de novembro de 2011</strong></p>
<p><strong> 20h15.</strong></p>
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		<title>A REUNIÃO DO G-20</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 14:32:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Poderia alguém esquecer que Estados Unidos foi o país que impediu o Acordo de Quioto quando dispunha de um pouco mais de tempo para impedir uma catástrofe com a mudança climática que se está produzindo a olhos vista? Nos dias 28 e 29 do mês de outubro que acaba de transcorrer, houve outra reunião de Chefes de Estados e Governos que integram a Comunidade de Países Ibero-americanos. Entre as calamidades que tiveram que suportar os povos de fala espanhola e portuguesa, está o fato de ser a região do mundo com mais desigualdade na distribuição das riquezas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhã começa a reunião do G-20, isto é, a dos países mais desenvolvidos e ricos do planeta: os Estados Unidos, o Canadá, a Alemanha, a Grã-Bretanha, a França, a Itália e a União Européia como entidade à parte com direito a participar; são os baluartes fundamentais da NATO mais seus aliados o Japão, a Coréia do Sul, a Austrália e a Turquia em seu duplo aspecto de país em desenvolvimento e membro da NATO, bem como Arábia Saudita ―um gigantesco depósito de petróleo ligeiro nas mãos das transnacionais de ocidente, que tiram dali 9,4 milhões de barris diários, cujo valor ao preço atual ascende a um bilhão de dólares cada dia― em um lado da mesa, e no outro, um grupo de países com crescente peso econômico e político, que de fato se convertem, pelo número de seus habitantes e seus recursos naturais, em uma expressão dos interesses da majoria de nosso sofrido e pilhado mundo: a República Popular China, a Federação Russa, a Índia, a Indonésia, a África do Sul, o Brasil, a Argentina e o México.</p>
<p>A Espanha, também aliado da NATO, á apenas “país convidado”.</p>
<p>Trata-se duma reunião entre os grandes produtores de maquinarias e artigos industriais e os grandes fornecedores de matérias-primas que ao longo de meio milênio depois da conquista, foram colônias européias e no último século os forneciam de produtos agrícolas, minerais e recursos energéticos, vítimas de uma despiedosa troca desigual.</p>
<p>Este obscuro período da história vem acontecendo desde que os descendentes das tribos bárbaras que povoaram a Europa, “descobriram” e conquistaram este hemisfério armados de espadas, balestras e arcabuzes.</p>
<p>“Os descobridores”, tão apologizados pelo chamado mundo ocidental, como se no continente não vivesse uma parte da humanidade havia 40 mil anos, albergavam o propósito de procurar uma rota mais curta para o comércio com a China.</p>
<p>Naquele país, do qual possuíam antecedentes através dos comerciantes de seda e doutros valiosos produtos cobiçados pela aristocracia e pela nascente burguesia européia, haveriam encontrado uma fabulosa civilização possuidora de linguagem escrita, arte refinada, agricultura, metais, pólvora e avançados princípios de organização política e militar, incluídos exércitos com dezenas ou talvez centenas de milhares de soldados de cavalaria.</p>
<p>Estavam a ponto de soçobrar quando nas proximidades de Cuba, encontraram terra. Pouco depois Colombo tomou posse da nossa ilha em nome do Rei da Espanha. Teria podido fazer isso se realmente chega à China, como era seu propósito? Seu erro custou a este hemisfério dezenas de milhões de vidas que se perderam como conseqüência da partilha da América, em virtude de uma bula papal entre dois reinos da península Ibérica, nos constantes conflitos de sua nobreza medieval.</p>
<p>A conquista e a procura de ouro e prata custou, como apontava o genial pintor indígena Oswaldo Guayasamín, 70 milhões de vidas aos que habitavam o hemisfério, berço de importantes civilizações.</p>
<p>África negra também pode falar do que significou aquela conquista para milhões de seus filhos, arrancados e vendidos como escravos neste hemisfério.</p>
<p>A oligarquia multimilionária, cujos Chefes de Estados ou Governos se reunirão em Cannes com os representantes de quase 6 bilhões de habitantes que aspiram a uma existência digna para seus povos, deveriam meditar sobre estas realidades.</p>
<p>Aqueles países pretendem monopolizar as tecnologias e os mercados através das patentes, dos bancos, dos meios mais modernos e custosos de transporte, da dominação cibernética dos processos produtivos complexos, do controle das comunicações e da mídia para enganar o mundo.</p>
<p>Agora que os habitantes do planeta somam 7 bilhões, os estados que representam só uma de cada sete pessoas, as quais, julgando pelos protestos maciços na Europa e nos Estados Unidos não estão muito felizes, colocam em risco a sobrevivência da nossa espécie.</p>
<p>Poderia alguém esquecer que Estados Unidos foi o país que impediu o Acordo de Quioto quando dispunha de um pouco mais de tempo para impedir uma catástrofe com a mudança climática que se está produzindo a olhos vista?</p>
<p>Nos dias 28 e 29 do mês de outubro que acaba de transcorrer, houve outra reunião de Chefes de Estados e Governos que integram a Comunidade de Países Ibero-americanos. Entre as calamidades que tiveram que suportar os povos de fala espanhola e portuguesa, está o fato de ser a região do mundo com mais desigualdade na distribuição das riquezas.</p>
<p>O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla viajou da reunião da ONU em Nova Iorque sobre o bloqueio a Cuba, para a capital do Paraguai, onde essa reunião foi realizada. Ali foram ditas coisas de muita importância relativamente à crise que abala a Comunidade Européia.</p>
<p>O novo Primeiro-ministro de Portugal verteu sua amargura para com a União Européia, quando afirmou que ela ficou exausta e sem fundos com o resgate de magnitude recorde destinado à Grécia. Poderia encarar uma crise em Portugal mas ficaria na falência, impossibilitada de socorrer Itália, a sétima economia mundial, o que arrastraria a França, em cujos bancos se acumula a maior parte da dívida italiana.</p>
<p>Os líderes ibéricos duvidam que o compromisso assumido com a Grécia seja cumprido, e caso não se cumprir agouram uma crise mais prolongada que a de 1929.</p>
<p>Hoje de manhã os telexes informavam das duras conseqüências das chuvas nunca vistas na Tailândia, o maior exportador de arroz, cujas vendas se reduzirão de 25 milhões de toneladas para 19.</p>
<p>Em câmbio, notícias de que a China incrementava para quase 5 milhões de toneladas a produção de cobre metálico, surtiu efeitos consideráveis.</p>
<p>Contudo, enquanto os Estados Unidos conservam intacto o poder de veto no Fundo Monetário Internacional, à China é-lhe negado nesse organismo o simples direito de aprovar o Iuane como moeda convertível. Quanto tempo durará essa tirania?</p>
<p>É através desse prisma que devemos analisar cada palavra que seja pronunciada na Reunião de Cúpula do G-20.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/11/firma-de-fidel-2-de-noviembre-de-2011-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>2 de novembro de 2011</strong></p>
<p><strong> 20h54.</strong></p>
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		<title>O PAPEL GENOCIDA DA NATO</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/reflexoes-fidel/2011/10/24/o-papel-genocida-da-nato/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 00:51:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Essa brutal aliança militar tornou-se o mais pérfido instrumento de repressão que seja conhecido na história da humanidade. A NATO assumiu esse papel repressivo global logo depois do desaparecimento da URSS, que tinha servido como pretexto aos Estados Unidos para criá-la. O seu criminoso objetivo foi evidente na Sérvia, um país de origem eslava, cujo povo lutou tão corajosamente contra as tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Essa brutal aliança militar tornou-se o mais pérfido instrumento de repressão que seja conhecido na história da humanidade.</p>
<p>A NATO assumiu esse papel repressivo global logo depois do desaparecimento da URSS, que tinha servido como pretexto aos Estados Unidos para criá-la. O seu criminoso objetivo foi evidente na Sérvia, um país de origem eslava, cujo povo lutou tão corajosamente contra as tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Quando no mês de março de 1999 os países dessa nefasta organização, nos seus esforços por desintegrar Iugoslávia, após a morte de Josip Broz Tito, enviaram as suas tropas para apoiar os secessionistas cossovares, encontraram uma forte resistência daquela nação cujas experimentadas forças estavam intactas.</p>
<p>A administração ianque, aconselhada pelo Governo espanhol de direita de José Maria Aznar atacou as emissoras de televisão da Sérvia, as pontes sobre o rio Danúbio e Belgrado, a capital desse país. A embaixada da República Popular da China foi destruída pelas bombas ianques, vários funcionários morreram e não podia existir um erro possível como alegaram os autores. Numerosos patriotas sérvios perderam a vida. O presidente Slobodan Miloševic, abrumado pelo poder dos agressores e pelo desaparecimento da URSS, cedeu às exigências da NATO e admitiu a presença das tropas dessa aliança dentro de Cossovo sob o mandato da ONU, o que finalmente levou à sua derrota política e a seu posterior julgamento pelos tribunais nada imparciais da Haia. Morreu de uma maneira estranha na cadeia. Se o líder sérvio tivesse resistido mais alguns dias, a NATO teria entrado em uma grave crise que esteve a ponto de estourar. Deste modo o império dispôs de ainda mais tempo para impor a sua hegemonia entre os cada vez mais subordinados membros dessa organização.</p>
<p>De 21 de fevereiro a 27 de abril do presente ano publiquei no site web <em>Cubadebate</em> nove Reflexões sobre o tema, nas quais abordei amplamente o papel da NATO na Líbia e o que, na minha opinião, iria acontecer.</p>
<p>Por isso, vejo-me obrigado a fazer uma síntese das idéias essenciais que eu expus e dos fatos que têm acontecido tal e como foram previstos, agora que um personagem central da história, Muammar Al-Gaddafi, foi gravemente ferido pelos mais modernos caça-bombardeiros da NATO que interceptaram e inutilizaram o seu veículo, capturado ainda vivo e assassinado pelos homens que essa organização militar armou.</p>
<p>O seu cadáver foi seqüestrado e exibido como um troféu de guerra, uma conduta que viola os mais elementares princípios das normas muçulmanas e outras crenças religiosas que existem no mundo. Anuncia-se que em breve tempo a Líbia será declarada “Estado democrático e defensor dos direitos humanos”.</p>
<p>Vejo-me obrigado a dedicar várias Reflexões sobre estes importantes e significativos fatos.</p>
<p>Continuará amanhã.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/10/firma-de-fidel-23-de-octubre-de-2011.jpg" alt="" width="377" height="266" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>23 de outubro de 2011</strong></p>
<p><strong> 18h10</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Combates na Líbia, enquanto líderes europeus disputam protagonismo</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2011/09/15/combates-na-libia-enquanto-lideres-europeus-disputam-protagonismo/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:24:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Forças leais a Muamar Kadafi continuavam resistindo hoje à ofensiva rebelde em Bani Walid e Sirte, enquanto nesta capital preparam-se tapetes vermelhos para dirigentes europeus em clara disputa por serem os primeiros a visitar a Líbia. 
Enquanto porta-vozes do autodenominado Conselho Nacional de Transição (CNT) evitam dar detalhes das até agora infrutíferas batalhas para aniquilar os bastiões fiéis a Kadafi, informes independentes apontam para fortes combates em Bani Walid.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2233" alt="" src="/files/2011/09/libia.jpg" width="300" height="250" />Forças leais a Muamar Kadafi continuavam resistindo hoje à ofensiva rebelde em Bani Walid e Sirte, enquanto nesta capital preparam-se tapetes vermelhos para dirigentes europeus em clara disputa por serem os primeiros a visitar a Líbia.</p>
<p>Enquanto porta-vozes do autodenominado Conselho Nacional de Transição (CNT) evitam dar detalhes das até agora infrutíferas batalhas para aniquilar os bastiões fiéis a Kadafi, informes independentes apontam para fortes combates em Bani Walid.</p>
<p>Meios televisivos regionais indicaram que nessa localidade, situada a 150 quilômetros ao sudeste de Trípoli, um destacamento estimado em mais de mil homens tem impedido os insurgentes de apoderarem-se da cidade, apesar de mais de uma semana de escaramuças apoiadas pela OTAN.</p>
<p>Os aviões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) mantiveram nas últimas horas seus bombardeios em pontos dentro e nos arredores de Bani Walid para facilitar o avanço dos alçados, uma estratégia similar utilizada na costeira Sirte.</p>
<p>De fato, informes apontam que em Sirte, cidade natal do Kadafi na costa do Mediterrâneo, prosseguem -até agora sem sucesso- negociações entre rebeldes e chefes tribais locais para tratar de que se rendam e evitar mais derramamento de sangue.</p>
<p>Em meio a essa situação de instabilidade, com um país em guerra e sem governantes, o presidente da França, Nicolás Sarkozy, e o premiê da Grã-Bretanha, David Cameron, anunciaram uma visita a Trípoli e possivelmente a Benghazi para ratificarem seu apoio ao CNT.</p>
<p>A viagem apressada e sem anúncio prévio de Sarkozy e Cameron, os líderes ocidentais mais ativos em promover a agressão da OTAN contra a Líbia, poderia convertê-los nos primeiros presidentes dessa aliança que chegam à nação norte-africana.</p>
<p>Tudo indica que os presidentes francês e britânico roubarão protagonismo e primazia do premiê da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que realiza uma viagem pelo Oriente Médio e planejou chegar na tarde desta quinta-feira à Líbia procedente da Tunísia.</p>
<p>Erdogan, cujo périplo iniciou-se no domingo no Egito, defendeu um papel de liderança de Ancara perante os países da chamada Primavera Árabe, aproveitando sua condição de único país muçulmano europeu.</p>
<p>Contudo, comentaristas locais dão por certo que Sarkozy e Cameron terão uma boavinda &#8220;insuperável&#8221;, dada a gratidão que o CNT tem a eles -com grafites nas ruas de Benghazi e Trípoli incluídos- pela ajuda para rebelarem-se contra o governo de Kadafi.</p>
<p>Mais cedo, Estados Unidos enviou a esta capital o subsecretário de Estado para assuntos do Oriente Próximo, Jeffrey Feltman, que dialogou na quarta-feira com líderes do CNT, incluído seu chefe Mustafa Abdul Jalil, para transmitir-lhe um apoio tácito.</p>
<p><strong>(Prensa Latina)</strong></p>
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		<item>
		<title>Líbia: A verdadeira guerra começa agora</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/opinioes/2011/09/14/libia-verdadeira-guerra-comeca-agora/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 21:30:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Líbia]]></category>
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		<description><![CDATA[Chega de falar da derrubada do Grande Gaddafi. Agora, chegamos aos finalmentes: será Afeganistão 2.0, Iraque 2.0, ou uma mistura dos dois. Os ‘rebeldes da OTAN’ sempre garantiram que não querem ocupação estrangeira. Mas a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) – sem a qual não haveria vitória dos ‘rebeldes’ – não pode governar a Líbia sem coturnos em solo. Assim sendo, examinam-se hoje vários cenários virtuais no quartel-general da OTAN em Mons, Bélgica – a OTAN protegida sob o estofamento de veludo da ONU. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pepe Escobar</strong></p>
<p><strong>(Tlaxcala)</strong></p>
<p><span><img class="alignleft size-full wp-image-2230" src="/files/2011/09/Libia.jpg" alt="" width="300" height="250" />Os ‘rebeldes da OTAN’ sempre garantiram que não  querem ocupação estrangeira. Mas a Organização do Tratado do Atlântico  Norte (OTAN) – sem a qual não haveria vitória dos ‘rebeldes’ – não pode  governar a Líbia sem coturnos em solo. Assim sendo, examinam-se hoje  vários cenários virtuais no quartel-general da OTAN em Mons, Bélgica – a  OTAN protegida sob o estofamento de veludo da ONU.</span></p>
<p>Segundo planos já vazados, mais cedo ou mais tarde podem aparecer por lá  soldados das monarquias do Golfo Persa e aliados amigáveis, como a  Jordânia e, especialmente, como a Turquia, que é membro da OTAN e  interessada em embolsar vastos contratos comerciais. Dificilmente alguma  nação africana fará parte do grupo – dado que a Líbia foi  “relocalizada” e, agora, é parte das Arábias.</p>
<p>O Conselho Nacional de Transição aceitará – ou será forçado a aceitar –  se, ou quando, a Líbia entrar em espiral de total caos. Mesmo assim não  será produto fácil de vender internamente – com as furiosamente  disparatadas facções dos ‘rebeldes da OTAN’ já empenhados freneticamente  em consolidar seus respectivos feudos e prontas para saltarem, umas nos  pescoços das outras.</p>
<p>Não se vê nem sinal, até aqui, de que o Conselho Nacional de Transição  tenha qualquer ideia sobre o que fazer para administrar a complexa  paisagem política dentro da Líbia, além das repetidas genuflexões ante o  altar das nações membros da OTAN.</p>
<p><strong><em>Guns</em> e nada de <em>roses</em></strong></p>
<p>Na Líbia, praticamente toda a população está hoje armada até os  dentes. A economia está paralisada. E já está em campo a mais feroz  briga de gatos-do-mato pelo controle dos bilhões de dólares dos líbios  congelados.</p>
<p>A tribo Obeidi está furiosa com o Conselho Nacional de Transição, porque  não há nem sinal de investigação para saber quem matou o comandante  militar do exército ‘rebelde’ Abdul Fattah Younis dia 29 de julho. Já  ameaçaram fazer justiça pelas próprias mãos.</p>
<p>Os principais suspeitos do assassinato são os homens da Brigada Abu  Ubaidah bin Jarrah – uma milícia islâmica fundamentalista linha  duríssima que rejeitou a intervenção da OTAN, recusou-se a combater sob  comando do Conselho Nacional de Transição e declarou “infiéis” o  Conselho e a OTAN.</p>
<p>Há também a pergunta que tantos tentam afogar em petróleo: quando o ramo  da al-Qaeda na Líbia, a nuvem de guerrilha islâmica conhecida como  Grupo Islâmico de Combate na Líbia [ing. <em>Lybia Islamic Fighting Group (LIFG)</em>], organizará seu próprio golpe para derrubar o Conselho Nacional de Transição?</p>
<p>Por toda Trípoli veem-se os ecos gráficos do inferno das milícias  armadas que se viu no Iraque. O general Abdelhakim Belhaj, que trabalhou  para a CIA-EUA e foi prisioneiro da “guerra ao terror” –, original do  círculo de Derna, o marco zero do fundamentalismo islâmico na Líbia – é o  líder do novíssimo Conselho Militar de Trípoli.</p>
<p><span>Já houve acusações, feitas por outras milícias,  de que Belhaj não combateu na ‘libertação’ de Trípoli e, portanto, tem  de deixar o posto – verdade ou mentira, é o que o Conselho anda dizendo.  Isso significa que, mais dia menos dia, a nuvem indefinida conhecida  como <em>LIFG-al-Qaeda</em> estará empenhada num dos lados da guerra de  guerrilhas que virá – contra o Conselho Nacional de Transição, contra  outras milícias ou contra todos.</span></p>
<p>Em Trípoli, rebeldes de Zintan, nas montanhas do oeste do país,  controlam o aeroporto. O banco central, o porto de Trípoli e o gabinete  do primeiro-ministro são controlados por rebeldes de Misrata. Berberes  da cidade de montanha de Yafran controlam a praça central de Trípoli,  coberta com dísticos de “Revolucionários de Yafran”, escritos com <em>spray</em>. Todos demarcam claramente os respectivos territórios, como aviso.</p>
<p>Como o Conselho Nacional de Transição, como unidade política, já está se  comportando como pato manco; como as milícias não sumirão no ar – não é  preciso muita imaginação pra prever que a Líbia será um novo Líbano. No  Líbano, a guerra começou quando toda a cidade dividiu-se, cada subúrbio  de um grupo: ou sunitas, ou xiitas, ou cristãos maronitas, ou  nasseristas ou druzos.</p>
<p>Além do mais, a libanização da Líbia também inclui a mortal tentação  muçulmana – que se espalha como vírus por toda a Primavera Árabe.</p>
<p>Pelo menos 600 salafistas que combateram na resistência sunita iraquiana  contra os EUA foram libertados pelos ‘rebeldes’ e deixaram a prisão de  Abu Salim. É fácil prever que tirarão o máximo proveito possível das  muitas Kalashnikovs e dos lança-granadas Sam-7, soviéticos, de ombro,  para combate antiaéreo, aproveitando-os para reequipar sua milícia  islâmica ultra linha-dura – sem se afastar de sua própria agenda e de  sua própria guerra de guerrilhas.</p>
<p><strong>Bem-vindos à nossa ‘democracia’ racista</strong></p>
<p>A União Africana (US) não reconhecerá o Conselho Nacional de  Transição. Está acusando os ‘rebeldes’ da OTAN de matar  indiscriminadamente negros africanos, metidos todos num mesmo saco,  identificados como “mercenários”.</p>
<p>Segundo Jean Ping, da União Africana, “o Conselho Nacional de Transição  parece confundir pessoas de pele negra e mercenários (&#8230;) [Dão a  impressão de que, para eles] todos os negros são mercenários. Um 1/3 da  população líbia é negra. Para o Conselho Nacional de Transição, são  todos mercenários.”</p>
<p>O pequeno porto de Sayad, 25 km a oeste de Trípoli, foi convertido em  campo de refugiados para africanos negros apavorados com a nova “Líbia  livre”. A organização Médicos sem Fronteira descobriu o campo dia 27 de  agosto. Os refugiados dizem que, desde fevereiro, começaram a ser  expulsos pelos donos das empresas e lojas onde trabalhavam, sempre  acusados de serem mercenários – e, desde então, têm sido  sistematicamente perseguidos.</p>
<p>Segundo a mitologia ‘rebelde’, o regime de Muammar Gaddafi seria protegido essencialmente por <em>murtazaka</em> (“mercenários”). A verdade é que Gaddafi empregou apenas um contingente  de combatentes africanos negros – do Chad e do Sudão e tuaregues do  Niger e do Mali. A maioria dos africanos negros subsaharianos que vivem  na Líbia são trabalhadores migrantes, com empregos legais.</p>
<p>Para ver em que direção está andando essa coisa toda, é preciso olhar  para o deserto. O imenso deserto líbio não foi conquistado pela OTAN. O  Conselho Nacional de Transição praticamente não tem acesso a nenhuma  gota d’água líbia e não chega a parte considerável do petróleo.</p>
<p>Gaddafi tem a chance de “trabalhar o deserto”, de negociar com várias  tribos, de comprar e firmar a solidariedades delas e de organizar uma  guerra de guerrilha de longo prazo.</p>
<p>A Argélia está envolvida em luta terrível contra a Al-Qaeda-no-Maghreb.  Os 1.000 km da longa, porosa fronteira entre Argélia e Líbia continua  aberta. Gaddafi pode facilmente plantar seus guerrilheiros no deserto do  sul, com paraíso seguro na Argélia – ou até no Niger. Essa  possibilidade já pôs o Conselho Nacional de Transição em estado de  terror pânico.</p>
<p>A operação ‘humanitária’ da OTAN já despejou no mínimo 30 mil bombas  sobre a Líbia, nos últimos poucos meses. Pode-se dizer com segurança que  muitos milhares de líbios foram mortos nos bombardeios. O bombardeio  não pára nunca: mais um pouco, os únicos alvos da OTAN serão os mesmos –  civis e não civis – que, em teoria, há alguns dias, a OTAN estaria  ‘protegendo’.</p>
<p>Um Grande Gaddafi derrotado pode vir a revelar-se muito mais perigoso  que um Grande Gaddafi no poder. A verdadeira guerra está começando  agora. Será infinitamente mais dramática – e será trágica. Porque agora  será uma guerra norte-africana darwiniana, guerra de todos contra todos,  na qual só o mais forte sobreviverá.</p>
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		<title>Resistência de Kadafi mantém impasse em conflito líbio</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2011/09/06/resistencia-de-kadafi-mantem-impasse-em-conflito-libio/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 01:01:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A postura indômita das tribos de Bani Walid obrigou hoje a líderes rebeldes a intensificar as negociações para pactuar uma rendição pacífica, enquanto informes contraditórios aludem a movimentos de tropas no sul da Líbia.
O principal bastião de resistência dos leais a Muamar Kadafi continua sitiado pelos insurgentes subordinados ao Conselho Nacional de Transição (CNT) e apoiados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), mas renuente a submeter-se, igualmente a Sirte.
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2197" src="/files/2011/09/alg_rebels_libya_gun.jpg" alt="" width="300" height="250" />A postura indômita das  tribos de Bani Walid obrigou hoje a líderes rebeldes a intensificar as  negociações para pactuar uma rendição pacífica, enquanto informes  contraditórios aludem a movimentos de tropas no sul da Líbia.</p>
<p>O principal bastião de resistência dos leais a Muamar Kadafi continua  sitiado pelos insurgentes subordinados ao Conselho Nacional de Transição  (CNT) e apoiados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN),  mas renuente a submeter-se, igualmente a Sirte.</p>
<p>Bani Walid, situada em pleno deserto de Saara uns 150 quilômetros ao  sudeste de Trípoli, é chave porque alberga à maior e mais poderosa  tribo líbia, a Warfalla, que apoia Kadafi, enquanto Sirte, na costa  mediterrânea, é a terra natal do mandatário.</p>
<p>Os negociadores rebeldes tentaram há dias lançar mensagens confusas  para melar a moral dos residentes e combatentes de Bani Walid e Sirte, e  enquanto falavam de diálogo a OTAN realizava no domingo 52 bombardeios  aéreos, basicamente na segunda cidade.</p>
<p>O bloco atlântico que desde março conduziu a agressão estrangeira  contra este país norte-africano prosseguiu suas incursões aéreas e os  voos de vigilância sobre o território, ao mesmo tempo que apoia aos  rebeldes a consolidar seu controle em grande parte da nação.</p>
<p>Até o momento Bani Walid ficou isenta das incursões aéreas da OTAN  devido a que parte dos insurretos que pretendem tomá-la pertencem aos  Warfalla e têm familiares ali, segundo explicaram fontes noticiosas  líbias.</p>
<p>Assim, relatórios sem confirmação independente referiram que os chefes  tribais da mencionada localidade se reúnem para tomar uma decisão antes  de que vença o ultimato dado pelo CNT para a rendição no mais tardar no  sábado.</p>
<p>Por seu lado, o porta-voz de Kadafi, Moussa Ibrahim, afirmou que o  agora evadido líder tem &#8220;um espírito muito alto&#8221; e &#8220;está na Líbia em um  lugar no qual não será encontrado pelos grupos carrancudos (sic)&#8221;,  negando assim rumores de que tinha saído para um país subsaariano.</p>
<p>Fontes militares disseram que uma caravana dentre 200 e 250 veículos  procedente de Líbia atravessou ontem à noite o deserto e cruzou a  fronteira com Níger, onde foi escoltada pelo Exército dessa ex-colônia  francesa até Agadez.</p>
<p>No entanto, nenhuma fonte pôde confirmar que Kadafi ou seus filhos  viajaram nesse comboio, que provavelmente o integraram trabalhadores de  países africanos subsaarianos que tinham ficado presos no conflito  líbio, ainda que outros meios aludiram a tropas regulares.</p>
<p>(<a href="http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=321111&amp;Itemid=1" rel="nofollow"  target="_blank"><strong>Prensa Latina</strong></a>)</p>
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		<title>Incerta situação na Líbia enquanto Ocidente administra botim</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2011/09/01/incerta-situacao-na-libia-enquanto-ocidente-administra-botim/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 21:18:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Combates esporádicos e informes contraditórios sobre o meio mais próximo a Muamar Kadafi mantêm incerta hoje a situação na Líbia, cujos habitantes continuam esperando uma conferência em Paris dos chamados amigos deste país. Porta-vozes dos rebeldes que combatem contra Kadafi destacaram que nesta capital e em localidades do interior se registram choques entre opositores e leais ao agora elusivo líder, de que se especulou nas últimas horas que está na cidade de Bani Walid.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2162" src="/files/2011/09/libia-bombardeos2.jpg" alt="" width="300" height="250" />Combates esporádicos e  informes contraditórios sobre o meio mais próximo a Muamar Kadafi mantêm  incerta hoje a situação na Líbia, cujos habitantes continuam esperando  uma conferência em Paris dos chamados amigos deste país.</p>
<p>Porta-vozes dos rebeldes que combatem contra Kadafi destacaram que  nesta capital e em localidades do interior se registram choques entre  opositores e leais ao agora elusivo líder, de que se especulou nas  últimas horas que está na cidade de Bani Walid.</p>
<p>Simultaneamente das escaramuças ocasionas, prevalece o assédio dos  rebeldes com apoio da aviação da Organização do Tratado do Atlântico  Norte (OTAN) sobre Sirte, cidade natal de Kadafi situada ao oriente de  Trípoli.</p>
<p>Por outro lado, o vice-chefe do Conselho Militar para os  combatentes, Mahdi Harati, confirmou que forças insurgentes prenderam na  quarta-feira ao chanceler líbio, Abdelati Obeidi, em sua fazenda de  Janzour, um subúrbio ao oeste da capital.</p>
<p>Os rebeldes também capturaram Abdallah Hijazi, considerado um  próximo colaborador do governo agora em desintegração, segundo a mesma  fonte do opositor Conselho Nacional de Transição (CNT).</p>
<p>Segundo  as informações, sempre sem verificação independente, os sublevados  asseguraram ter abatido a Khamis Kadafi, filho do governante e  comandante de uma das brigadas outrora mais potentes do país, bem como  ao chefe de inteligência Abdulah Senussi.</p>
<p>Um porta-voz do CNT apontou, ademais, que sustentou negociações com  Saadi Kadafi, outro ramo do evadido mandatário, para definir as  condições de uma rendição, ainda que o porta-voz do governo, Moussa  Ibrahim, destacou que se discutiria uma transição política.</p>
<p>Enquanto os rebeldes referiram-se a Saadi diante de canais  televisivos árabes como favorável a um arranjo e que &#8220;não tem problemas&#8221;  com os opositores, aludiram a seu irmão Saif Islã como beligerante.</p>
<p>Saif, que atuou como porta-voz de seu pai desde o início da revolta de  17 de fevereiro, prometeu em uma mensagem de áudio combater e manter a  resistência, depois de afirmar que contam com mais de 20 mil jovens  armados e que &#8220;o líder (Kadafi) está bem&#8221;.</p>
<p>Enquanto, líderes de potências mundiais e países árabes envolvidos  na agressão da OTAN contra Líbia realizaram nesta quinta-feira na  capital francesa para desenhar o cenário da reconstrução em uma  hipotética era pós-Kadafi.</p>
<p>À margem de decisões políticas, analistas sustentam que o principal  propósito da cita parisina é fixar quotas de ganhos econômicos nos  setores petroleiro, construção e indústria, a partir de dívidas e  compromissos assumidos pelo CNT.</p>
<p>(<a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=319843&amp;Itemid=1" ><strong>Prensa Latina</strong></a>)</p>
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		<title>Rebeldes líbios lançam ultimato a Sirte enquanto OTAN bombardeia</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2011/08/30/rebeldes-libios-lancam-ultimato-sirte-enquanto-otan-bombardeia/</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 01:36:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os rebeldes líbios deram hoje um prazo de até sábado para a rendição de Sirte, cidade natal de Muamar Kadafi submetida nas últimas horas a bombardeios aéreos da OTAN para debilitar sua resistência. Porta-vozes dos sublevados contra Kadafi asseguraram que continuam as negociações, mas até agora não conseguiram dobrar a vontade dos chefes tribais de Sirte, por isso é previsível que livrem uma batalha feroz de ao menos 10 dias, segundo suas próprias estimativas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2141" src="/files/2011/08/1libia.jpg" alt="" width="300" height="250" />Os rebeldes líbios deram hoje um prazo de até sábado para a rendição de  Sirte, cidade natal de Muamar Kadafi submetida nas últimas horas a  bombardeios aéreos da OTAN para debilitar sua resistência.</p>
<p>Porta-vozes dos sublevados contra Kadafi asseguraram que continuam as  negociações, mas até agora não conseguiram dobrar a vontade dos chefes  tribais de Sirte, por isso é previsível que livrem uma batalha feroz de  ao menos 10 dias, segundo suas próprias estimativas.</p>
<p>Simultaneamente ao suposto diálogo, os insurgentes utilizam como  elementos de pressão os bombardeios da aviação da Organização do Tratado  do Atlântico Norte (OTAN), intensificados nas últimas 48 horas.</p>
<p>A OTAN, cuja agressão à Líbia tem sido decisiva para o avanço da  oposição armada contra Kadafi, reconheceu ter destruído em Sirte 22  veículos equipados com armas, quatro radares, três centros de comando e  controle, e sistemas de mísseis antiaéreos e terra-ar.</p>
<p>Além  disso, disse ter bombardeado dois carros militares de abastecimento, um  posto de comando e uma suposta instalação de treinamento, a fim de  eliminar todo o potencial defensivo das forças governamentais.</p>
<p>Enquanto se remarcou o ultimato de três dias (até a sexta-feira) para a  rendição da cidade costeira, a aliança atlântica prossegue apoiando os  insurgentes na caçada de Kadafi, dois de seus filhos e outros familiares  e colaboradores próximos.</p>
<p>Autoridades do Conselho Nacional de  Transição (CNT), que aglutina os opositores apoiados pelo Ocidente,  alegam que o líder líbio e dois de seus filhos poderiam estar refugiados  em Sirte, enquanto um terceiro supostamente morreu em combate em  Trípoli no fim de semana passado.</p>
<p>Khamis Kadafi, de 28 anos e o  mais jovem dos filhos do presidente, comandava uma brigada capitalina  considerada a mais potente entre as unidades leais a seu pai, mas desde o  sábado desconhece-se seu paradeiro, o que alimentou afirmações de que  foi abatido.</p>
<p>Mohammed Al-Allagy, ministro de Justiça e Direitos  Humanos do governo de facto que os rebeldes constituirão na Líbia,  asseverou que o jovem militar morreu em um lugar perto de Tarhuna, quase  80 quilômetros ao sul de Trípoli, em data recente não esclarecida.</p>
<p>A segunda esposa de Kadafi, Safia, sua filha Aisha, que se afirmou ter  dado a luz hoje, e seus irmãos Hannibal e Mohamed foram acolhidos na  segunda-feira na Argélia, no meio de fortes críticas do CNT que pretende  solicitar a repatriação para julgá-los.</p>
<p>(<a href="http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=319325&amp;Itemid=1" rel="nofollow"  target="_blank"><strong>Prensa Latina</strong></a>)</p>
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		<title>OTAN bombardeia Trípoli, enquanto rebeldes líbios pressionam em Sirte</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2011/08/29/otan-bombardeia-tripoli-enquanto-rebeldes-libios-pressionam-em-sirte/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 02:25:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Várias explosões escutaram-se hoje nesta capital depois de ataques aéreos da OTAN em zonas onde leais a Muamar Kadafi mantêm choques esporádicos com os rebeldes, empenhados agora em dominar Sirte. O assalto "humanitário" ao povo líbio Testemunhas em Trípoli disseram ter escutado deflagrações de bombas a primeiras horas da madrugada e o sobrevoo a baixa altura de aviões militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), cujos bombardeios têm sido essencial na ofensiva da oposição.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2036" src="/files/2011/05/camion-cisterna-OTAN.jpg" alt="" width="300" height="250" />Várias explosões escutaram-se hoje nesta capital depois de ataques aéreos da OTAN em zonas onde leais a Muamar Kadafi mantêm choques esporádicos com os rebeldes, empenhados agora em dominar Sirte.</p>
<p>O assalto &#8220;humanitário&#8221; ao povo líbio Testemunhas em Trípoli disseram ter escutado deflagrações de bombas a primeiras horas da madrugada e o sobrevoo a baixa altura de aviões militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), cujos bombardeios têm sido essencial na ofensiva da oposição.</p>
<p>Conquanto nas últimas 48 horas diminuíram os cruentos confrontos entre insurgentes e tropas governamentais líbias, prevalecem escaramuças e ações isoladas em diversos pontos da cidade contra os que a aliança atlântica arremete pontualmente.</p>
<p>Milícias dos sublevados continuam patrulhando e apoderando-se do complexo de Bab Aiziyah, onde residia o líder líbio, além de que aumentam a caçada para tratar de dar com o paradeiro deste e de seus mais próximos familiares e colaboradores.</p>
<p>Enquanto, a liderança do Conselho Nacional de Transição (CNT) tenta afiançar-se em Trípoli, simultaneamente que faz questão de negociar com os chefes tribais de Sirte, a cidade natal de Kadafi, para uma rendição pacífica e poder a tomar.</p>
<p>Após dominar Bin Jawad, o propósito de fazer com a terra natal do evadido mandatário é estrategicamente importante para o CNT poder declarar-se em controle de todo o país, ainda que se prevê terão bolsões de resistência durante longo período de tempo.</p>
<p>O porta-voz do CNT, Mahmud Shammam, assegurou hoje que os rebeldes apoiados pela OTAN estão nas vizinhanças de Sirte, a uns 30 quilômetros, e lançou um ultimato aos chefes tribais lhes advertindo que a negociação para que se submetam não será eterna.</p>
<p>Os rebeldes, que se aproximam à mencionada urbe pelo este e o oeste, caíram nas últimas horas em uma emboscada na localidade sudoeste de Zuwarah, enquanto persistem ferozes combates em outras áreas do ocidente do país onde resistem partidários do líder líbio.</p>
<p>Por outro lado, meios jornalísticos árabes citaram o porta-voz de Kadafi, Moussa Ibrahim, que afirmou que o mandatário permanece em Líbia e estaria disposto a negociar uma transição com os rebeldes, ao qual se negaram rotundamente os insurgentes.</p>
<p>No plano diplomata, o chefe do CNT e ex-ministro de Justiça de Kadafi, Mutafa Abdel Jalil, entrevistou-se ontem à noite em Doha com o emir de Provar, jeque Hamad bin Khalifa Al Thani, cujo governo consideram o principal respaldo árabe à rebelião contra o governo líbio.</p>
<p><strong>(Prensa Latina)</strong></p>
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		<title>É a Otan que está conquistando Trípoli</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/opinioes/2011/08/28/e-otan-que-esta-conquistando-tripoli/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Aug 2011 05:41:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manlio Dinucci]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Líbia]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma foto publicada pelo New York Times conta, mais do que muitas palavras, o que está em vias de acontecer na Líbia: ela mostra o corpo carbonizado de um soldado do exército governamental, ao lado dos restos de um veículo queimado, com três rebeldes em torno que o olham com curiosidade. São eles que testemunham que o soldado foi morto por um ataque aéreo da Otan.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-2134" src="/files/2011/08/libia07.jpg" alt="" width="300" height="250" />Por Manlio Dinucci, em <em>Il Manifesto</em></strong></p>
<p>Em menos de cinco meses, informa o Comando conjunto aliado de Nápoles, a Otan efetuou mais de 20 mil ataques aéreos, dos quais 8 mil com bombas e mísseis. Esta ação, declaram ao <em>New York Times</em> altos funcionários estadunidenses e da Otan, foi decisiva para apertar o cerco em torno de Trípoli.</p>
<p>Os ataques tornaram-se cada vez mais precisos, destruindo as infraestruturas líbias e impedindo assim o comando de Trípoli de controlar e aprovisionar suas forças. Aos caça-bombardeiros que lançam bombas guiadas por laser de uma tonelada, cujas cabeças penetrantes com urânio empobrecido e tungstênio podem destruir edifícios reforçados, juntaram-se os helicópteros de combate, dotados dos sistemas de armamentos mais modernos. Dentre eles, o míssil guiado por laser Hellfire, que é lançado a 8 quilômetros do objetivo, utilizado também na Líbia pelos aviões telecomandados estadunidenses Predator / Reaper.</p>
<p>Os objetivos são localizados não só pelos aviões-radar Awacs, que decolam de Trapani (costa sudoeste da Sicília) e pelos Predator italianos que decolam de Amendola (Foggia, província de Puglia), sobrevoando a Líbia 24 horas por dia. Eles também são assinalados – indicam ao <em>New York Times</em> os funcionários da Otan – pelos rebeldes. Estes, embora &#8220;mal treinados e mal organizados&#8221;, estão em condições, &#8220;graças a tecnologias fornecidas por países da Otan&#8221;, de transmitir importantes informações à &#8220;equipe da Otan na Itália, que escolhe os objetivos a atingir&#8221;. Além disso, relatam os funcionários, &#8220;o Reino Unido, a França e outros países instalaram forças especiais sobre o terreno líbio&#8221;. Oficialmente para treinar e armar os rebeldes, na realidade sobretudo para tarefas operacionais.</p>
<p>Assim, vê-se emergir o quadro real. Se os rebeldes chegaram a Trípoli isso deve-se não à sua capacidade de combate, mas ao fato de que os caça-bombardeiros, os helicópteros e os Predator da Otan lhes abrem o caminho, praticando a terra arrasada. No sentido literal do termo, como mostra o corpo do soldado líbio carbonizado pelo ataque da Otan. Por outras palavras, criou-se para a utilização da mídia a imagem de uma resistência com uma força capaz de bater um exército profissional. Mesmo que rebeldes morram nas confrontações, como é natural, não são eles que estão em vias de se apoderar de Trípoli. É a Otan que, graças a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, está em vias de demolir um Estado a fim de “defender os civis”.</p>
<p>Evidentemente, desde que há um século as tropas italianas desembarcaram em Trípoli, a arte da guerra colonial deu grandes passos em frente.</p>
<p><strong>Traduzido para o português por<em> Resistir.info</em></strong></p>
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