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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Osama Bin Laden</title>
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		<title>Operação Jerônimo</title>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 22:25:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Frei Betto]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[CIA]]></category>
		<category><![CDATA[George Bush]]></category>
		<category><![CDATA[Osama Bin Laden]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que a ação militar que teria matado Bin Laden mereceu o nome de Operação Jerônimo? Prescott Bush integrava, em 1918, a associação estudantil Skull &#38; Bones (Crânio e Osso). Desafiado pelos colegas, invadiu um cemitério apache e roubou o escalpo do lendário cacique Jerônimo. Dono de terras no Texas, Prescott tornou-se um exitoso empresário do ramo de petróleo e amigo íntimo de John Foster Dulles, que comandava a CIA por ocasião do assassinato de John Kennedy, em 1963. Dulles convenceu o amigo a fazer um gesto magnânimo e devolver aos apaches o escalpo de Jerônimo. Bush o atendeu, mas não tardou para os indígenas descobrirem que a relíquia restituída era falsa.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Frei Betto</strong></p>
<p><strong>(Agencia Latinoamericana de Información)<br />
</strong></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2024" src="/files/2011/05/George-W.-Bush.jpg" alt="" width="300" height="250" />Por que a ação militar que teria matado Bin Laden mereceu o nome de Operação Jerônimo? Prescott Bush integrava, em 1918, a associação estudantil Skull &amp; Bones (Crânio e Osso). Desafiado pelos colegas, invadiu um cemitério apache e roubou o escalpo do lendário cacique Jerônimo.</p>
<p>Dono de terras no Texas, Prescott tornou-se um exitoso empresário do ramo de petróleo e amigo íntimo de John Foster Dulles, que comandava a CIA por ocasião do assassinato de John Kennedy, em 1963. Dulles convenceu o amigo a fazer um gesto magnânimo e devolver aos apaches o escalpo  de Jerônimo. Bush o atendeu, mas não tardou para os indígenas descobrirem que a relíquia restituída era falsa…</p>
<p>A amizade com Dulles garantiu ao filho mais velho de Prescott, George H. Bush, o emprego de agente da CIA. George destacou- se a ponto de, em 1961, coordenar a invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, para tentar derrubar o regime implantado pela guerrilha de Sierra Maestra. Malgrado a derrota, tornou-se diretor da CIA em 1976.</p>
<p>Triste com o mau desempenho de seu primogênito como 007, Prescott Bush consolava-se com o êxito dele nos negócios de petróleo. E aplaudiu o faro empresarial do filho quando George, em meados dos anos 60, tornou-se amigo de um empreiteiro árabe que viajava com frequência ao Texas: Muhammad Bin Laden. Em 1968, ao sobrevoar os  poços de petróleo de Bush, Bin Laden morreu em acidente aéreo no Texas. Os laços de família, no entanto, estavam criados.</p>
<p>George Bush não pranteou a morte do amigo. Andava mais  preocupado com as dificuldades escolares de seu filho George W.  Bush, que só obtinha média C. A guerra do Vietnã acirrou-se e, para  evitar que o filho fosse convocado, George tratou de alistá-lo na força  aérea da Guarda Nacional.</p>
<p>Papai George incentivou o filho a fundar, em meados dos anos 70, sua própria empresa petrolífera, a Arbusto (bush, em inglês) Energy. Gracas aos contatos internacionais que o pai mantinha desde os tempos da CIA, George filho buscou os investimentos de Khaled Bin Mafouz e Salem Bin Laden, o mais velho dos 52 filhos gerados pelo falecido Muhammad. Mafouz era banqueiro da família real saudita e casara com uma das irmãs de Salem. Esses vínculos familiares permitiram que Mafouz se tornasse presidente da Blessed Relief, a ONG árabe na qual trabalhava um dos irmãos de Salem, Osama Bin Laden.</p>
<p>Em dezembro de 1979, George H. Bush viajou a Paris para um encontro entre republicanos e partidários moderados de Khomeini, no qual trataram da libertação dos 64 reféns estadunidenses sequestrados, em novembro, na embaixada dos EUA, em Teerã. Buscava-se evitar que o presidente Jimmy Carter se valesse do episódio e prejudicasse as  pretensões presidenciais de Ronald Reagan. Papai George fez o percurso até a capital francesa a bordo do jatinho  de Salem Bin Laden, que lhe facilitava o contato com o mundo islâmico. (Em 1988, Salem faleceu, como o pai, num desastre de avião).</p>
<p>Naquele mesmo ano, os soviéticos invadiram o Afeganistão. Papai George, que coordenava operações da CIA, recorreu a Osama, um dos irmãos de Salem, que aceitou infiltrar-se no Afeganistão para, monitorado pela CIA, fortalecer a resistência afegã contra os  invasores comunistas.</p>
<p>Os dados acima são do analista italiano Francesco Piccioni. Mais detalhes no livro <em>A fortunate son: George W. Bush and the making of na American President</em>, de Steve Hatfield.</p>
<p>Em 1979, a pedido de George Bush pai, então diretor da CIA, Osama, já com 23 anos, transferiu-se para o Afeganistão para administrar os recursos financeiros destinados às operações secretas da agência contra a invasão soviética àquele país. Preocupado com a ofensiva de Moscou, o governo dos EUA havia liberado a mais alta soma que a CIA recebeu, em toda a sua história, para atuar em um só país: US$ 2 bilhões.</p>
<p>Quando o presidente George W. Bush, após 11 de setembro, enquadrou, como crime anexo ao terrorismo o “aproveitamento ilícito de informações privilegiadas”, sabia do que falava. Tudo indica que, graças a essas informações, Osama Bin Laden montou a sua rede terrorista mundo afora, movimentando recursos através de paraísos fiscais.</p>
<p>Talvez Freud pudesse explicar um detalhe das armas escolhidas pelos terroristas de 11 de setembro: aviões. O pai e o irmão mais velho de Osama Bin Laden morreram em acidentes aéreos, ambos nos EUA.</p>
<p>Se o escalpe de Jerônimo era falso, quem garante que  Bin Laden foi mesmo morto na mansão paquistanesa? Não seria mais útil ao combate ao terrorismo agarrá-lo vivo e obrigá-lo a revelar tudo sobre a Al-Qaeda? Não duvido que, em algum  porta-aviões dos EUA, Bin Laden esteja sendo torturado para dizer o que sabe. Depois, basta adotar a “solução argentina”: atirar o corpo ao mar. Caso o encontrem boiando em alguma praia, ficam por conta dos afiados dentes dos peixes as marcas profundas.</p>
<p><em>Frei Betto é escritor, autor de “Calendário do Poder” (Rocco), entre outros livros. www.freibetto.org</em> - twitter:@freibetto</p>
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		<title>Osama e Obama</title>
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		<pubDate>Wed, 11 May 2011 15:57:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Frei Betto]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
		<category><![CDATA[CIA]]></category>
		<category><![CDATA[Osama Bin Laden]]></category>

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		<description><![CDATA[Estranho que a CIA, ao declarar que assassinou Osama Bin Laden, não tenha exibido o corpo, como fez à sobeja com outro “troféu de caça”: Ernesto Che Guevara. Bin Laden saiu da vida para entrar na história. Até aí, nada de novo. A história, da qual poucos têm memória, está repleta de bandidos e terroristas, cujos nomes e feitos quase ninguém lembra. Os mais conhecidos são o rei Herodes; Torquemada, o grande inquisidor; a rainha Vitória, a maior traficante de drogas de todos os tempos, que promoveu, na China, a Guerra do Ópio; Hitler; o presidente Truman, que atirou bombas atômicas sobre as populações de Hiroshima e Nagasaki; e Stálin.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Frei Betto</strong></p>
<div id="attachment_2015" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img class="size-full wp-image-2015" src="/files/2011/05/osama-obama.jpg" alt="" width="300" height="250" /><p class="wp-caption-text">Osama e Obama</p></div>
<p>Estranho  que a CIA, ao declarar que assassinou Osama Bin Laden, não tenha  exibido o corpo, como fez à sobeja com outro “troféu de caça”: Ernesto  Che Guevara.</p>
<p>Bin  Laden saiu da vida para entrar na história. Até aí, nada de novo. A  história, da qual poucos têm memória, está repleta de bandidos e  terroristas, cujos nomes e feitos quase ninguém lembra. Os mais  conhecidos são o rei Herodes; Torquemada, o grande inquisidor; a rainha  Vitória, a maior traficante de drogas de todos os tempos, que promoveu,  na China, a Guerra do Ópio; Hitler; o presidente Truman, que atirou  bombas atômicas sobre as populações de Hiroshima e Nagasaki; e Stálin.</p>
<p>O  perigo é que Osama passe da história ao mito e, de mito, a mártir. Sua  morte não deveria merecer mais do que uma nota nas páginas interiores  dos jornais. No entanto, como os EUA são um país necrófilo, que se nutre  de vítimas de suas guerras, Obama transforma Osama num ícone do mal,  atiçando o imaginário de todos aqueles que, por alguma razão, odeiam o  imperialismo estadunidense.</p>
<p>Saddam  Hussein, marionete da Casa Branca manipulada contra a revolução  islâmica do Irã, demonstrou que o feitiço se volta contra o feiticeiro.</p>
<p>Desde  1979, Osama Bin Laden tornou-se o braço armado da CIA contra a ocupação  soviética no Afeganistão. A CIA ensinou-o a fabricar explosivos e  realizar ataques terroristas, movimentar sua fortuna através de  empresas-fantasmas e paraísos fiscais, operar códigos secretos e  infiltrar agentes e comandos.</p>
<p>“Bin  Laden é produto dos serviços americanos”, afirmou o escritor suíço  Richard Labévière. Derrubado o Muro de Berlim, desde 1990 Bin Laden  passou a apontar seu arsenal terrorista para o coração de Tio Sam.</p>
<p>O  terrorismo é execrável, ainda que praticado pela esquerda, pois todo  terrorismo só beneficia um lado: a extrema direita. Na vida se colhe o  que se planta. Isso vale para as dimensões pessoal e social. Se os EUA  são hoje atacados de forma tão violenta é porque, de alguma forma, eles  se valeram do seu poder para humilhar povos e etnias. Há décadas abusam  de seu poder, como é o caso da ocupação de Porto Rico; a base naval de  Guantánamo encravada em Cuba; as guerras ao Iraque e Afeganistão e,  agora, à Líbia; a participação nas guerras da Europa Central; a omissão  diante dos conflitos e das ditaduras árabes e africanas.</p>
<p>Já  era tempo de os EUA, como mediadores, terem induzido árabes e  israelenses a chegarem a um acordo de paz. Tudo isso foi sendo  protelado, em nome da hegemonia de Tio Sam no planeta. De repente, o  ódio irrompeu da forma brutal, mostrando que o inimigo age, também, fora  de toda ética, com a única diferença de que ele não dispõe de fóruns  internacionais para legitimar sua ação criminosa, como é o caso da  conivência da ONU com os genocídios praticados pela Casa Branca.</p>
<p>Quem  conhece a história da América Latina sabe muito bem como os EUA, nos  últimos 100 anos, interferiram diretamente na soberania de nossos  países, disseminando o terror. Maurice Bishop foi assassinado pelos  boinas verdes em Granada; os sandinistas foram derrubados pelo  terrorismo desencadeado por Reagan; os cubanos continuam bloqueados  desde 1961, sem direito a relações normais com os demais países do  mundo, e uma parte de seu território, Guantánamo, continua invadida pelo  Pentágono.</p>
<p>Nas  décadas de 1960 e 70, ditaduras foram instauradas no Brasil, na  Argentina, no Chile, no Uruguai, na Bolívia, na Guatemala e em El  Salvador, com o patrocínio da CIA e sob a orientação de Henry Kissinger.</p>
<p>Violência  atrai violência, dizia dom Helder Camara. O terrorismo não leva a nada,  exceto a endurecer a direita e suprimir a democracia, levando os  poderosos à convicção de que o povo é incapaz de governar-se por si  mesmo.</p>
<p>Vítimas  inocentes não podem ser sacrificadas para satisfazer a ganância de  governos imperiais que se julgam donos do mundo e pretendem repartir o  planeta como se fossem fatias de um apetitoso bolo. Os atentados de 11  de setembro de 2001 demonstraram que não há ciência ou tecnologia capaz  de proteger pessoas ou nações. Inútil os EUA gastarem trilhões de  dólares em esquemas sofisticados de defesa. Melhor seria que essa  fortuna fosse aplicada na paz mundial, que só irromperá no dia em que  ela for filha da justiça.</p>
<p>A  queda do Muro de Berlim pôs fim ao conflito Leste-Oeste. Resta agora  derrubar a muralha da desigualdade entre Norte-Sul. Sem que o pão seja  nosso, nem o Pai e nem paz serão nossos.</p>
<p><em>*  Escritor, autor, em parceria com Marcelo Gleiser e Waldemar Falcão, de  “Conversa entre a fé e a ciência” (Agir), entre outros livros. <a rel="nofollow" href="http://www.freibetto.org/"  target="_blank">www.freibetto.org</a> – twitter:@freibetto<br />
</em></p>
<div><em><br />
</em></div>
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		<title>As Mentiras e as Incógnitas na Morte de Bin Laden</title>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2011 01:36:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fidel Castro Ruz]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões de Fidel]]></category>
		<category><![CDATA[Al-Qaeda]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Osama Bin Laden]]></category>
		<category><![CDATA[Paquistão]]></category>

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		<description><![CDATA[Os homens que executaram Bin Laden não agiram por sua conta: cumpriam ordens do governo dos Estados Unidos. Tinham sido rigorosamente selecionados e treinados para missões especiais. Sabe-se que o Presidente dos Estados Unidos pode, inclusive, comunicar-se com um soldado em combate. Horas depois de realizar a ação na cidade paquistanesa de Abbottabad, sede da mais prestigiosa academia militar desse país e importantes unidades de combate, a Casa Branca ofereceu à opinião mundial uma versão cuidadosamente elaborada sobre a morte do chefe de Al-Qaeda, Osama Bin Laden.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os homens que executaram Bin Laden não agiram por sua conta: cumpriam ordens do governo dos Estados Unidos. Tinham sido rigorosamente selecionados e treinados para missões especiais. Sabe-se que o Presidente dos Estados Unidos pode, inclusive, comunicar-se com um soldado em combate.</p>
<p>Horas depois de realizar a ação na cidade paquistanesa de Abbottabad, sede da mais prestigiosa academia militar desse país e importantes unidades de combate, a Casa Branca ofereceu à opinião mundial uma versão cuidadosamente elaborada sobre a morte do chefe de Al-Qaeda, Osama Bin Laden.</p>
<p>Como é lógico, a atenção do mundo e da imprensa internacional se focaram no tema, deslocando as outras notícias do âmbito público.</p>
<p>As cadeias de televisão norte-americanas divulgaram o discurso esmeradamente elaborado do Presidente, e mostraram imagens da reação pública.</p>
<p>Era óbvio que o mundo se apercebia da delicadeza do assunto, visto que o Paquistão é um país de 171 milhões 841 mil habitantes -[onde os Estados Unidos e a NATO levam a cabo uma devastadora guerra que dura já dez anos]- possuidor de armamento nuclear e tradicional aliado dos Estados Unidos.</p>
<p>Sem dúvidas, o país muçulmano não pode concordar com a sangrenta guerra que os Estados Unidos e seus aliados realizam contra o Afeganistão, outro país muçulmano com o qual partilha a complicada e montanhosa fronteira traçada pelo império colonial inglês, onde tribos comuns moram a ambos os lados da linha divisória.</p>
<p>A própria imprensa dos Estados Unidos compreendeu que o Presidente ocultava quase tudo.</p>
<p>As agências de notícias ocidentais: ANSA, AFP, AP, Reuters e EFE, a imprensa escrita e importantes sítios Web refletem interessantes informações sobre o fato.</p>
<p><em>The New York Times</em> assegura “que os fatos diferem significativamente da versão oficial apresentada na terça-feira pela Casa Branca e altos funcionários de inteligência, segundo os quais a morte de Bin Laden -que finalmente reconheceram não estava armado embora garantissem que se ‘resistiu’- acontecera no meio de um intenso tiroteio.</p>
<p>“Mas segundo o jornal nova-iorquino, a operação, ‘embora caótica e sangrenta, foi extremamente unilateral com uma força de mais de<br />
20 membros dos SEAL que despachou rapidamente o punhado de homens que protegia Bin Laden’.”</p>
<p>“…o ‘Times’ assegura agora que ‘os únicos disparos feitos pelos que se encontravam no complexo residencial aconteceram no início da operação’.</p>
<p>“Exatamente, ocorreram ‘quando o mensageiro de confiança de Bin Laden, Abu Ahmed al Kuwaiti, abriu fogo desde detrás da porta da casa de hóspedes adjacente à casa onde Bin Laden se escondia’.</p>
<p>“‘Depois que os SEALs mataram Kuwaiti e uma mulher na casa de hóspedes, os estadunidenses não foram atacados com disparos nem uma vez mais’, sustenta o jornal baseado nas referidas fontes, cuja identidade não revela…”</p>
<p>“Na terça-feira, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, tinha garantido numa ‘narrativa’ dos acontecimentos da madrugada de domingo para segunda-feira, que o comando estadunidense sofreu um tiroteio ‘ao longo da operação’.</p>
<p>“Também o diretor da CIA, Leon Panetta, tinha falado de ‘alguns tiroteios’ enquanto os militares de elite estadunidenses iam despejando os pisos da residência onde se escondia Bin Laden.”</p>
<p>“Doutro lado, no entanto, o diário assegura que embora Bin Laden não tinha empunhado uma arma quando foi abatido, os comandos que o localizaram em um dos quartos viram que o líder de Al-Qaeda tinha uma ‘AK-47 e uma pistola Makarov ao alcance da mão’.”</p>
<p>Hoje 6 de maio continuam as notícias.</p>
<p>Desde Washington uma das agências informa que apenas um homem disparou contra as forças estadunidenses. A seguir narra que “em plena noite de domingo, vários helicópteros com 79 membros de um comando estadunidense a bordo se aproximam da residência de Osama Bin Laden em  Abbottabad, ao norte de Islamabad. Tinham partido desde um lugar não especificado e voavam baixo para evitar ser detectados por radar, visto que o Paquistão não fora informado da redada.</p>
<p>“- Dois helicópteros descarregam a mais de 20 efetivos Seals da Marinha no recinto da residência, que tem paredes de quatro a seis metros de alto cobertas com arame farpado. Um dos helicópteros, um MH-60 Blackhawk, aparentemente modificado para evitar radares, aterra bruscamente por causa de uma &#8220;falha mecânica&#8221; e fica fora de uso, conforme um primeiro relatório de funcionários estadunidenses.</p>
<p>“- Um grupo de efetivos se dirige rumo a um prédio anexo à residência principal. O mensageiro de Bin Laden o vê, abre fogo contra os membros do  comando e é abatido junto de sua mulher. Este homem é o único ocupante da  residência que dispara contra os estadunidenses. Esta afirmação contrasta com um primeiro relatório de Washington em que era descrita uma troca de  disparos nos 40 minutos que a operação durou.”</p>
<p>“…outra equipe entra à casa principal de três andares.”</p>
<p>“…topa-se com o irmão do mensageiro que também resulta abatido, segundo um funcionário estadunidense que não deu mais detalhes. Segundo a cadeia de  televisão NBC, o homem tinha uma mão em suas costas quando o comando entrou  ao quarto onde ele se achava. Por isso os efetivos acreditaram que tinha uma arma, ainda que não era o caso.</p>
<p>“- As forças estadunidenses sobem as escadas, e num dos quartos encontram um filho adulto de Bin Laden, Khalid, que também é  abatido…”</p>
<p>“- No último andar, os efetivos encontram Osama Bin Laden e sua esposa no dormitório. Sua esposa tenta se interpor e é ferida em uma perna.  Bin Laden não dá sinais de se render e recebe um disparo na cabeça e, de acordo com alguns meios estadunidenses, também no peito. As primeiras versões da redada indicaram que Bin Laden ‘se resistiu’ e que tinha usado  sua mulher como escudo humano, mas esta informação foi desmentida mais tarde pela Casa Branca.</p>
<p>“- O presidente Barack Obama, que acompanhou os acontecimentos desde a Casa Branca, é informado de que o comando identificou Bin Laden. Uma informação da revista Time, baseada em uma entrevista com o diretor da CIA, Leon Panetta, sugere que Bin Laden foi assassinado menos de 25 minutos depois de iniciada a operação.</p>
<p>“- No quarto de Bin Laden, os Navy Seals encontram um fuzil de assalto soviético AK-47 e uma pistola russa de 9 mm. Também encontram outras armas na residência, mas não difundem pormenores.</p>
<p>“- As forças especiais também encontram dinheiro e números de telefones costurados nas roupas do chefe de Al-Qaeda…”</p>
<p>“- O comando apanha tudo que pode servir como fonte de informação: caderno de notas, cinco computadores, 10 discos rígidos e uma centena de dispositivos  de armazenamento (CD&#8217;s, DVD&#8217;s, USB).”</p>
<p>“…trasladam para um lugar seguro uma vintena de mulheres e crianças presentes na residência e depois destroem o helicóptero acidentado.</p>
<p>“…38 minutos após o início da operação, os helicópteros partem com o cadáver de Bin Laden.</p>
<p>A AP publica dados de interesse político e também humanos:</p>
<p>“Uma das três esposas que moravam com Osama Bin Laden disse a seus interrogadores paquistaneses que permaneceu durante cinco anos na moradia onde se escondia o prófugo, e poderia ser uma importante fonte de informação sobre como evitou a captura durante tanto tempo, disse na sexta-feira um funcionário da espionagem paquistanesa.”</p>
<p>“A esposa de Bin Laden, Amal Ahmed Abdullfattah, nascida no Iêmen, disse que nunca abandonou os pisos altos da casa nos 5 anos que residiu nela.</p>
<p>“Ela e as outras duas esposas de Bin Laden estão sendo interrogadas no Paquistão após ter sido detidas no assalto de segunda-feira perpetrado por comandos navais estadunidenses contra a residência de Bin Laden na aldeia de Abotabad. As autoridades paquistanesas mantêm detidas também oito ou nove crianças encontradas na moradia quando se retiraram os comandos.</p>
<p>“Devido aos relatos cambiantes e incompletos dos funcionários estadunidenses sobre o acontecido no assalto, as declarações das esposas de Bin Laden talvez dêem pormenores da operação.</p>
<p>“Além disso, seus relatos poderiam ajudar a ilustrar como passava o tempo Bin Laden e conseguia permanecer oculto numa moradia grande próxima de uma academia militar numa cidade aquartelada, a duas horas e meia de auto da capital, Islamabad.</p>
<p>“O funcionário paquistanês disse que agentes da CIA não tiveram acesso às mulheres detidas.”</p>
<p>“A proximidade do esconderijo de Bin Laden à guarnição militar e à capital paquistanesa levantou suspeitas em Washington de que o fugitivo foi protegido talvez pelas forças de segurança do Paquistão.”</p>
<p>A agência EFE indaga sobre o que pensam os habitantes do Paquistão:</p>
<p>“66 por cento dos paquistaneses não acreditam que as forças especiais dos E.U.A. matassem o líder de Al-Qaeda, Osama Bin Laden, mas outra pessoa, segundo uma sondagem conjunta do instituto demoscópico britânico YouGov e de Polis, da Universidade de Cambridge.</p>
<p>“A sondagem foi realizada entre usuários de internet, que soem ter maior cultura, de três grandes cidades, Karachi, Islamabad e Lahore, com exclusão de grupos demográficos rurais, o que faz com que os resultados sejam mais surpreendentes, segundo os investigadores.</p>
<p>“Além disso, 75 por cento diz desaprovar a violação da soberania paquistanesa pelos E.U.A. na operação para capturar e dar morte a Bin Laden.</p>
<p>“Menos de três quartas partes dos inquiridos não acredita que Bin Laden autorizasse os ataques de 9/11 contra os Estados Unidos, que justificaram a invasão norte-americana do Afeganistão e a luta contra o terrorismo islamista.</p>
<p>“74 por cento opina que o Governo de Washington não respeita o Islã e se considera em guerra com o mundo islâmico e 70 por cento desaprova a política paquistanesa de aceitar ajuda econômica dos E.U.A.</p>
<p>“86 por cento se opõe também a que o Governo paquistanês permita no futuro ou critica que tenha autorizado antes ataques com aviões não pilotados contra grupos militantes.</p>
<p>“61 por cento dos paquistaneses interrogados diz simpatizar com os talibãs ou achar que estes representam pontos de vista respeitáveis face a só 21 por cento que se mostra radicalmente em contra.”</p>
<p>A agência Reuters contribui igualmente com dados interessantes:</p>
<p>“Uma das esposas de Osama Bin Laden disse a seus interrogadores paquistaneses que o líder de Al-Qaeda e sua família moraram durante cinco anos na vila onde ele foi abatido por comandos estadunidenses nesta semana, disse na sexta-feira um funcionário de segurança.</p>
<p>“A fonte, que identificou a mulher como Amal Ahmed Abdulfattah, disse a Reuters que a mais nova das três esposas de Bin Laden resultou ferida no operativo.</p>
<p>“Segundo o funcionário, Abdulfattah disse aos investigadores paquistaneses que ‘Havia cinco anos que morávamos ali’.”</p>
<p>“As forças de segurança paquistanesas detiveram entre 15 e 16 pessoas que moravam no complexo, depois que os comandos estadunidenses se levaram o corpo de Bin Laden, disse o funcionário. Entre os detidos se acham as três esposas de Bin Laden e várias crianças.”</p>
<p>Um avião ianque sem piloto matou hoje não menos de 15 pessoas em Waziristan, ao norte do Paquistão, segundo a agência ANSA. Outras pessoas sofreram feridas graves. Mas, quem vai se encarregar desses assassinatos diários naquele país?</p>
<p>No entanto, faço-me uma pergunta: Porquê tanta coincidência entre o assassinato realizado em Abbottabad e a tentativa de assassinar Khaddhafi simultaneamente?</p>
<p>Um dos filhos mais novos dele, que não se mexia nos assuntos políticos, Saif al Arab, estava reunido na casa onde residia com um filho pequeno e dois primos menores; Khaddhafi e sua esposa o tinham visitado até pouco antes do ataque dos bombardeiros da NATO. A casa foi destruída; morreram Saif al Arab e as três crianças; Khaddhafi e a esposa tinham-se retirado pouco antes. Era um fato sem precedentes. Mas o mundo apenas soube disso.</p>
<p>Foi por acaso uma simples casualidade a coincidência desse fato e o ataque contra o refúgio de Osama Bin Laden, que o Governo dos Estados Unidos conhecia perfeitamente e o vigiava com todos os detalhes?</p>
<p>Hoje uma notícia procedente da Cidade do Vaticano informava:</p>
<p>“Maio 6 (ANSA)- Giovanni Innocenzo Martinelli, o vigário apostólico de Trípoli, disse hoje à agência vaticana Fides que não tem intenção de ‘interferir com a atividade política de ninguém’, mas encara o dever de advertir que os  bombardeamentos a Líbia ‘são imorais’.</p>
<p>“‘Surpreende-me que tenham sido feitas declarações sobre o fato de que deveria me ocupar só de questões espirituais, e que os bombardeamentos fossem autorizados pela ONU. Mas isto não significa que a ONU, a NATO ou a União Europeia tenham a autoridade moral para decidir bombardeamentos, acrescentou.</p>
<p>“‘Gostaria sublinhar -acrescentou- que bombardear não é um ato ditado pela consciência civil e moral de Ocidente, ou mais em geral da humanidade. Bombardear é sempre um ato imoral’.”</p>
<p>Outro telex da agência ANSA informa sobre a posição da China e da Rússia.</p>
<p>“Moscou, Maio 6 -Os governos da China e da Rússia se declararam hoje ‘extremamente preocupados’ pela guerra na Líbia e disseram que agiriam de conjunto para reclamar o cessar-fogo.”</p>
<p>“‘Nossa convicção é que o objetivo mais importante é obter o cessar-fogo imediato’, declarou Yang Jiechi, chanceler chinês”.</p>
<p>Estão acontecendo fatos verdadeiramente preocupantes.</p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>6 de maio de 2011</strong></p>
<p><strong>20h17</strong></p>
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		<title>O Assassinato de Osama Bin Laden</title>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2011 14:38:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fidel Castro Ruz]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões de Fidel]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Osama Bin Laden]]></category>
		<category><![CDATA[Paquistão]]></category>

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		<description><![CDATA[Obama não tem forma de ocultar que Osama foi executado na presença dos seus filos e esposas, agora em poder das autoridades do Paquistão, um país muçulmano de quase 200 milhões de habitantes, cujas leis têm sido violadas, sua dignidade nacional ofendida, e suas tradições religiosas ultrajadas. (...) A própria opinião pública dos Estados Unidos, após a euforia inicial, terminará criticando os métodos que, em vez de proteger os cidadãos, terminam multiplicando os sentimentos de ódio e vingança contra eles.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os que se encarregam desses temas sabem que, em 11 de setembro de 2001, nosso povo ficou solidário com o dos Estados Unidos e ofereceu a modesta cooperação que no campo da saúde podíamos oferecer às vítimas do brutal atentado às Torres Gêmeas de Nova Iorque.</p>
<p>Também oferecemos de imediato as pistas aéreas do nosso país para os aviões norte-americanos que não tivessem onde aterrar, por causa do caos reinante nas primeiras horas após aquele golpe.</p>
<p>É conhecida a posição histórica da Revolução Cubana que sempre se opôs às ações que colocassem em perigo a vida de civis.</p>
<p>Partidários decididos da luta armada contra a tirania de Batista; éramos, no entanto, opostos por princípios a todo ato terrorista que ocasionasse a morte de pessoas inocentes. Tal conduta, mantida ao longo de mais de meio século, outorga-nos o direito de expressar um ponto de vista sobre o delicado tema.</p>
<p>Em um ato público maciço realizado na Cidade Esportiva expressei naquele dia a convicção de que o terrorismo internacional jamais seria resolvido mediante a violência e a guerra.</p>
<p>Na verdade, ele foi durante anos amigo dos Estados Unidos que o treinou militarmente, e foi adversário da URSS e do socialismo, mas quaisquer que fossem os atos atribuídos a Bin Laden, o assassinato de um ser humano desarmado e rodeado de familiares constitui um fato aborrecível. Aparentemente foi isso o que fez o governo da nação mais poderosa que jamais existiu.</p>
<p>O discurso elaborado com esmero por Obama para anunciar a morte de Bin Laden afirma: “…sabemos que as piores imagens são aquelas que foram invisíveis para o mundo. O assento vazio na mesa. As crianças que foram forçadas a crescerem sem sua mãe ou seu pai. Os pais que nunca voltarão a sentir o abraço de um filho. Cerca de 3 000 cidadãos marcharam longe de nós, deixando um enorme buraco em nossos corações”.</p>
<p>Esse parágrafo encerra uma dramática verdade, mas não pode impedir que as pessoas honestas se lembrem das guerras injustas desatadas pelos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão, das centenas de milhares de crianças que foram obrigadas a crescerem sem sua mãe ou seu pai, e aos pais que nunca voltariam a sentir o abraço de um filho.</p>
<p>Milhões de cidadãos marcharam longe de seus povos no Iraque, no Afeganistão, no Vietnã, Laos, no Camboja, Cuba e noutros muitos países do mundo.</p>
<p>Da mente de centenas de milhões de pessoas também não se apagaram as horríveis imagens de seres humanos que em Guantánamo, território ocupado de Cuba, desfilam silenciosamente submetidos durante meses e inclusive anos a insofríveis e enlouquecedoras torturas; são pessoas seqüestradas e transportadas a cárceres secretos com a cumplicidade hipócrita de sociedades supostamente civilizadas.</p>
<p>Obama não tem forma de ocultar que Osama foi executado na presença dos seus filos e esposas, agora em poder das autoridades do Paquistão, um país muçulmano de quase 200 milhões de habitantes, cujas leis têm sido violadas, sua dignidade nacional ofendida, e suas tradições religiosas ultrajadas.</p>
<p>Como impedirá agora que as mulheres e os filos da pessoa executada sem Lei nem julgamento expliquem o acontecido, e as imagens sejam transmitidas ao mundo?</p>
<p>Em 28 de janeiro de 2002, o jornalista da CBS Dan Rather, difundiu por essa emissora de televisão que a 10 de setembro de 2001, um dia antes dos atentados ao World Trade Center e ao Pentágono, Osama Bin Laden foi submetido a uma diálise do rim em um hospital militar do Paquistão. Não estava em condições de ocultar-se e proteger-se em profundas cavernas.</p>
<p>Assassiná-lo e enviá-lo às profundezas do mar demonstra temor e insegurança, tornam-no em uma personagem muito mais perigosa.</p>
<p>A própria opinião pública dos Estados Unidos, após a euforia inicial, terminará criticando os métodos que, em vez de proteger os cidadãos, terminam multiplicando os sentimentos de ódio e vingança contra eles.</p>
<p><img src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/05/firma-de-fidel-4-de-mayo-de-2011-300x185.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz<br />
4 de maio de 2011<br />
20h34.</strong></p>
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