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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Muammar Kadafi</title>
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		<title>O papel genocida da NATO (Quinta parte)</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 15:07:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fidel Castro Ruz]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões de Fidel]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<description><![CDATA[“Como alguns sabem, em setembro de 1969, Moamar al-Khaddhafi, um militar árabe beduíno de peculiar caráter e inspirado nas idéias do líder egípcio Gamal Abdel Nasser, promoveu no seio das Forças Armadas um movimento que derrocou o Rei Idris I da Líbia, um país desértico quase na sua totalidade e de escassa população, situado ao norte da África, entre a Tunísia e o Egito.”]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A 9 de março do ano em curso sob o título “A NATO, a guerra, a mentira e os negócios” publiquei uma nova Reflexão sobre o papel dessa organização bélica.</p>
<p>Seleciono os parágrafos fundamentais daquela Reflexão:</p>
<p>“Como alguns sabem, em setembro de 1969, Moamar al-Khaddhafi, um militar árabe beduíno de peculiar caráter e inspirado nas idéias do líder egípcio Gamal Abdel Nasser, promoveu no seio das Forças Armadas um movimento que derrocou o Rei Idris I da Líbia, um país desértico quase na sua totalidade e de escassa população, situado ao norte da África, entre a Tunísia e o Egito.”</p>
<p>“Nascido no seio de uma família da tribo beduína de pastores nômades do deserto, na região de Trípoli, Khaddhafi era profundamente anticolonialista”</p>
<p>“…os adversários de Khaddhafi garantem que se destacou por sua inteligência como estudante; foi expulso do liceu por suas atividades antimonárquicas. Conseguiu matricular em outro liceu e depois se formar em leis  na Universidade de Bengasi aos 21 anos. Ingressa depois no Colégio Militar de Bengasi onde criou o que foi chamado de Movimento Secreto Unionista de Oficiais Livres, concluindo posteriormente seus estudos numa academia militar britânica.”</p>
<p>“Iniciara sua vida política com fatos indubitavelmente revolucionários.</p>
<p>“Em março de 1970, após manifestações maciças nacionalistas, conseguiu a evacuação dos soldados britânicos do país e, em junho, os Estados Unidos desalojaram a grande base aérea perto de Trípoli, entregada a instrutores militares egípcios, país aliado à Líbia.</p>
<p>“Em 1970, várias companhias petroleiras ocidentais e sociedades bancárias com participação de capitais estrangeiros foram afetadas pela Revolução. Nos finais de 1971, a famosa <em>British Petroleum</em> correu a mesma sorte. Na área agropecuária todos os bens italianos foram confiscados, os colonos e seus descendentes foram expulsos da Líbia.”</p>
<p>“O líder líbio se dedicou às teorias extremistas que se opunham tanto ao comunismo quanto ao capitalismo. Foi uma etapa em que Khaddhafi se dedicou à teorização, que não faz sentido incluir nesta análise, embora sim se deva assinalar que no artigo 1º da Proclama Constitucional de 1969 ficava estabelecido o caráter “Socialista” da Jamaíria Árabe Líbia Popular.</p>
<p>“O que desejo frisar é que aos Estados Unidos e aos seus aliados da NATO nunca lhes interessaram os direitos humanos.</p>
<p>“O bololô que se deu no Conselho de Segurança, na reunião do Conselho de Direitos Humanos com sede na Genebra, e na Assembléia Geral da ONU em Nova Iorque, foi puro teatro.”</p>
<p>“O império pretende agora […] intervir militarmente na Líbia e açoitar a onda revolucionária desatada no mundo árabe.”</p>
<p>“Promovida a latente rebeldia líbia pelos órgãos de inteligência ianque, ou pelos erros do próprio Khaddhafi, é importante que os povos não se deixem enganar, visto que logo a opinião mundial terá suficientes elementos para saber ao quê se ater.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“A Líbia, igual do que muitos países do Terceiro Mundo, é membro do Movimento de Países Não Alinhados, do Grupo dos 77 e de outras organizações internacionais, através das quais se estabelecem relações independentemente do sistema econômico e social de cada Estado.</p>
<p>“A traços largos: a Revolução em Cuba, inspirada em princípios Marxistas-Leninistas e Martianos, tinha triunfado em 1959 a 90 milhas dos Estados Unidos, que nos impôs a Emenda Platt e era proprietário da economia do nosso país.</p>
<p>“Quase de imediato, o império promoveu contra nosso povo a guerra suja, os bandos contra-revolucionários, o criminoso bloqueio econômico, e a invasão mercenária de Girón, custodiada por um porta-aviões e sua infantaria de marinha pronta para desembarcar se a força mercenária atingisse determinados objetivos.”</p>
<p>“Todos os países latino-americanos, com a exceção do México, participaram do criminoso bloqueio que ainda perdura, sem que nosso país jamais se rendesse.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Em janeiro de 1986, esgrimindo a idéia de que a Líbia estava por trás do chamado terrorismo revolucionário, Reagan ordenou romper relações econômicas e comerciais com aquele país.</p>
<p>“Em março, uma força de porta-aviões no Golfo de Sirte, dentro de águas consideradas por Líbia nacionais, desatou ataques que ocasionaram a destruição de várias unidades navais munidas de lança-mísseis e de sistemas de radares de costa que esse país tinha adquirido na URSS.</p>
<p>“Em 5 de abril, uma discoteca em Berlim Ocidental, freqüentada por soldados dos Estados Unidos, foi vítima de explosivos plásticos, onde três pessoas morreram, duas delas militares norte-americanos e muitos resultaram feridos.</p>
<p>“Reagan acusou Khaddhafi e ordenou à Força Aérea que desse uma resposta. Três esquadrões descolaram dos porta-aviões da VI Frota e bases no Reino Unido, atacaram com mísseis e bombas sete objetivos militares em  Trípoli e Bengasi. Ao redor de 40 pessoas morreram, 15 delas civis. Advertido do avanço dos bombardeiros, Khaddhafi reuniu a família e estava abandonando sua residência localizada no complexo militar de Bab Al Aziziya, ao sul da capital. Não tinha concluído a evacuação quando um míssil impactou diretamente na residência; sua filha Hanna morreu e outros dois filhos foram feridos. O fato recebeu uma ampla rejeição; a Assembléia Geral da ONU aprovou uma resolução de condenação por violação da Carta da ONU e do Direito Internacional. A mesma coisa fez em termos enérgicos o Movimento de Países Não Alinhados, a Liga Árabe e a OUA.</p>
<p>“A 21 de dezembro de 1988, um <em>Boeing 747</em> da companhia <em>Pan Am</em> que voava de Londres a Nova Iorque se desintegrou em pleno vôo pela explosão de uma bomba …”</p>
<p>“As investigações, segundo os ianques, implicavam dois agentes da inteligência líbia.”</p>
<p>“Uma lenda tenebrosa foi fabricada contra ele com a participação de Reagan e Bush pai.”</p>
<p>“O Conselho de Segurança impusera-lhe sanções a Líbia que começaram a serem ultrapassadas quando Khaddhafi aceitou submeter a julgamento, com determinadas condições, os dois acusados por causa do avião que explodiu sobre a Escócia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Delegações líbias começaram a ser convidadas a reuniões intereuropéias. Em julho de 1999 Londres iniciou o restabelecimento de relações diplomáticas plenas com a Líbia, após algumas concessões adicionais.”</p>
<p>“A 2 de dezembro, Massimo D’Alema, primeiro-ministro italiano, realizou a primeira visita de um chefe de governo europeu à Líbia.</p>
<p>“Desaparecidos a URSS e o campo socialista da Europa, Khaddhafi decidiu aceitar as demandas dos Estados Unidos e da NATO.”</p>
<p>“Nos começos de 2002, o Departamento de Estado informou que estavam em andamento conversações diplomáticas entre os Estados Unidos e a Líbia.”</p>
<p>“Ao começar o ano 2003, em virtude do acordo econômico sobre indemnizações celebrado entre a Líbia e os países demandantes, o Reino Unido e a França, o Conselho de Segurança da ONU levantou as sanções de 1992 contra a Líbia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Antes de findar 2003, Bush e Tony Blair informaram de um acordo com a Líbia, país que tinha entregado a peritos de inteligência do Reino Unido e de Washington documentação dos programas não convencionais de armas, bem como de mísseis balísticos com um alcance superior a 300 quilômetros. […] Era o fruto de muitos meses de conversações entre Trípoli e Washington, como revelou o próprio Bush.</p>
<p>“Khaddhafi cumpriu suas promessas de desarme. Em poucos meses a Líbia entregou as cinco unidades de mísseis Scud-C com um alcance de 800 quilômetros e as centenas de Scud-B, cujo alcance ultrapassava os 300 quilômetros em mísseis defensivos de curto alcance.</p>
<p>“A partir de outubro de 2002 se iniciou a maratona de visitas a Trípoli: Berlusconi, em outubro de 2002; José Maria Aznar, em setembro de 2003; Berlusconi de novo em fevereiro, agosto e outubro de 2004; Blair, em março de 2004; o alemão Schröeder, em outubro desse ano; Jacques Chirac, em novembro de 2004.”</p>
<p>“Khaddhafi percorreu triunfalmente a Europa. Foi recebido em Bruxelas em abril de 2004 por Romano Prodi, presidente da Comissão Européia; em agosto desse ano o líder líbio convidou Bush para visitar seu país; Exxon Mobil, Chevron Texaco e Conoco Philips ultimavam o reinício da extração de petróleo através de <em>joint ventures.</em></p>
<p>“Em maio de 2006, os Estados Unidos anunciaram a retirada da Líbia da lista de países terroristas e o estabelecimento de relações diplomáticas plenas.</p>
<p>“Em 2006 e 2007, a França e os Estados Unidos subscreveram acordos de cooperação nuclear com fins pacíficos; em maio de 2007, Blair voltou visitar o Khaddhafi em Sirte. <em>British  Petroleum</em> assinou um contrato “enormemente importante” segundo foi declarado, para a exploração de jazigos de gás.</p>
<p>“Em dezembro de 2007, Khaddhafi realizou duas visitas à França e assinou contratos de equipamentos militares e civis no valor de 10 000 milhões de euros; e a Espanha, onde se entrevistou com o presidente do Governo José Luis Rodríguez Zapatero. Contratos milionários foram subscritos com importantes países da NATO.</p>
<p>“O quê agora originou a retirada precipitada das embaixadas dos Estados Unidos e dos demais membros da NATO? “Tudo resulta sumamente esquisito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“George W. Bush, o pai da estúpida guerra antiterrorista, declarou a 20 de setembro de 2001 aos cadetes de West Point “Nossa Segurança requererá […] a força militar que vocês dirigirão, uma força que deve estar pronta para atacar imediatamente em qualquer escuro canto do mundo. E nossa segurança requererá que fiquemos prontos para o ataque preventivo quando for necessário defender nossa liberdade…’.”</p>
<p>“Devemos descobrir células terroristas em 60 países ou mais […] Junto dos nossos amigos e aliados, devemos nos opor à proliferação e encarar os regimes que patrocinam o terrorismo, conforme o requerer cada caso.”</p>
<p>Acrescento hoje que o Afeganistão, um país tradicionalmente rebelde, foi invadido; as tribos nacionalistas outrora aliadas dos Estados Unidos em sua luta contra a URSS, foram bombardeadas e massacradas. A guerra suja se espalhou pelo mundo. O Iraque foi invadido com pretextos que resultaram falsos, seus abundantes recursos petroleiros passaram a mãos de empresas ianques, milhões de pessoas perderam seus empregos e foram obrigadas a se deslocarem dentro ou foram do país; seus museus foram pilhados e incontáveis cidadãos perderam a vida ou foram massacrados pelos invasores.</p>
<p>Voltando à Reflexão, assinalei:</p>
<p>“Um telex da AFP procedente de Cabul, datado hoje 9 de março, revela que: “O ano transato foi o mais letal para os civis em nove anos de guerra entre os talibãs e as forças internacionais no Afeganistão, com quase 2 800 mortos, 15% mais do que em 2009, indicou na quarta-feira um relatório da ONU, que sublinha o custo humano do conflito para a população’.”</p>
<p>“Com 2 777 exatamente, o número de civis mortos em 2010 aumentou em 15% relativamente a 2009, indica o relatório anual conjunto da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão ….”</p>
<p>“O presidente Barack Obama expressou a 3 de março seu &#8220;profundo pesar&#8221; ao povo afegão pelas nove crianças mortas, e também o fizeram o general estadunidense David Petraeus, comandante-em-chefe da ISAF, e o Secretário de Defesa, Robert Gates.”</p>
<p>“…o relatório da UNAMA salienta que o número de civis mortos em 2010 é quatro vezes superior aos soldados das forças internacionais mortos em combate nesse mesmo ano.”</p>
<p>No relativo à Líbia, apontei:</p>
<p>“Durante 10 dias, em Genebra e nas Nações Unidas, foram pronunciados mais de 150 discursos sobre violações dos direitos humanos que foram repetidos milhões de vezes pela televisão, pela rádio, pela Internet e pela imprensa escrita.</p>
<p>“O Ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, em sua intervenção do passado 1 de março de 2011 perante os Ministros de Relações Exteriores reunidos em Genebra, expressou:</p>
<p>“A consciência humana rejeita a morte de pessoas inocentes em qualquer circunstância e lugar. Cuba partilha plenamente a preocupação mundial pelas perdas de vidas de civis na Líbia e deseja que seu povo alcance uma solução pacífica e soberana à guerra civil que ali acontece, sem nenhuma ingerência estrangeira, e que garanta a integridade dessa nação.”</p>
<p>“Se o direito humano essencial é o direito à vida, estará prestes o Conselho para suspender o caráter de membro dos Estados que desatarem uma guerra?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Suspenderá os Estados que financiem e forneçam ajuda militar empregada pelo Estado receptor em violações maciças, flagrantes e sistemáticas dos direitos humanos e em ataques contra a população civil, como as que ocorrem na Palestina?</p>
<p>“Aplicará essa medida contra países poderosos que realizem execuções extrajudiciárias em território de outros Estados com o emprego da alta tecnologia, como munições inteligentes e aviões não tripulados?</p>
<p>“O quê acontecerá com Estados que aceitem em seus territórios cárceres ilegais secretos, facilitem o trânsito de vôos secretos com pessoas seqüestradas ou participem de atos de tortura?”</p>
<p>“Somos contra a guerra interna na Líbia, a favor da paz imediata e do respeito pleno à vida e aos direitos de todos os cidadãos, sem intervenção estrangeira, que só serviria ao prolongamento do conflito e aos interesses da NATO.”</p>
<p>Ontem 31 de outubro aconteceu um fato que, como tantos outros, é testemunho da falta total de ética na política ianque.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, acabava de adotar uma decisão valente: outorgar ao povo heróico da Palestina o direito a participar como membro ativo na UNESCO; 107 estados votaram a favor, 14 em contra, 52 se abstiveram de votar. Todos conhecemos perfeitamente porquê.</p>
<p>A representante dos Estados Unidos nessa instituição, seguindo instruções do prêmio Nobel da Paz, declarou logo que a partir desse instante seu país suspendia toda ajuda econômica à organização,<strong> </strong>destinada pela ONU à educação, à ciência e à cultura.</p>
<p>O acento dramático com que a dama anunciou a decisão era totalmente desnecessário. Ninguém se surpreendeu com a esperada e cínica decisão.</p>
<p>Porém, se ainda fosse pouco, bastaria o telex da AFP datado em Washington na tarde de hoje, às 16h05:</p>
<p>“‘Após a Reunião de Cúpula do G20 (&#8230;) o presidente (Obama) e o presidente Sarkozy participarão em uma cerimônia em Cannes para celebrar a aliança entre os Estados Unidos e a França’, indicou s presidência estadunidense, precisando que os dirigentes se encontrarão também com ‘soldados estadunidenses e franceses que têm participado juntos na operação’ na Líbia.”</p>
<p>Continuará proximamente.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/11/firma-de-fidel-1ro-de-noviembre-de-2011-300x191.jpg" alt="" width="300" height="191" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>1 de novembro de 2011</strong></p>
<p><strong>16h32.</strong></p>
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		<title>Resistência de Kadafi mantém impasse em conflito líbio</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2011/09/06/resistencia-de-kadafi-mantem-impasse-em-conflito-libio/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 01:01:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CNT]]></category>
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		<category><![CDATA[Líbia]]></category>
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		<description><![CDATA[A postura indômita das tribos de Bani Walid obrigou hoje a líderes rebeldes a intensificar as negociações para pactuar uma rendição pacífica, enquanto informes contraditórios aludem a movimentos de tropas no sul da Líbia.
O principal bastião de resistência dos leais a Muamar Kadafi continua sitiado pelos insurgentes subordinados ao Conselho Nacional de Transição (CNT) e apoiados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), mas renuente a submeter-se, igualmente a Sirte.
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2197" src="/files/2011/09/alg_rebels_libya_gun.jpg" alt="" width="300" height="250" />A postura indômita das  tribos de Bani Walid obrigou hoje a líderes rebeldes a intensificar as  negociações para pactuar uma rendição pacífica, enquanto informes  contraditórios aludem a movimentos de tropas no sul da Líbia.</p>
<p>O principal bastião de resistência dos leais a Muamar Kadafi continua  sitiado pelos insurgentes subordinados ao Conselho Nacional de Transição  (CNT) e apoiados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN),  mas renuente a submeter-se, igualmente a Sirte.</p>
<p>Bani Walid, situada em pleno deserto de Saara uns 150 quilômetros ao  sudeste de Trípoli, é chave porque alberga à maior e mais poderosa  tribo líbia, a Warfalla, que apoia Kadafi, enquanto Sirte, na costa  mediterrânea, é a terra natal do mandatário.</p>
<p>Os negociadores rebeldes tentaram há dias lançar mensagens confusas  para melar a moral dos residentes e combatentes de Bani Walid e Sirte, e  enquanto falavam de diálogo a OTAN realizava no domingo 52 bombardeios  aéreos, basicamente na segunda cidade.</p>
<p>O bloco atlântico que desde março conduziu a agressão estrangeira  contra este país norte-africano prosseguiu suas incursões aéreas e os  voos de vigilância sobre o território, ao mesmo tempo que apoia aos  rebeldes a consolidar seu controle em grande parte da nação.</p>
<p>Até o momento Bani Walid ficou isenta das incursões aéreas da OTAN  devido a que parte dos insurretos que pretendem tomá-la pertencem aos  Warfalla e têm familiares ali, segundo explicaram fontes noticiosas  líbias.</p>
<p>Assim, relatórios sem confirmação independente referiram que os chefes  tribais da mencionada localidade se reúnem para tomar uma decisão antes  de que vença o ultimato dado pelo CNT para a rendição no mais tardar no  sábado.</p>
<p>Por seu lado, o porta-voz de Kadafi, Moussa Ibrahim, afirmou que o  agora evadido líder tem &#8220;um espírito muito alto&#8221; e &#8220;está na Líbia em um  lugar no qual não será encontrado pelos grupos carrancudos (sic)&#8221;,  negando assim rumores de que tinha saído para um país subsaariano.</p>
<p>Fontes militares disseram que uma caravana dentre 200 e 250 veículos  procedente de Líbia atravessou ontem à noite o deserto e cruzou a  fronteira com Níger, onde foi escoltada pelo Exército dessa ex-colônia  francesa até Agadez.</p>
<p>No entanto, nenhuma fonte pôde confirmar que Kadafi ou seus filhos  viajaram nesse comboio, que provavelmente o integraram trabalhadores de  países africanos subsaarianos que tinham ficado presos no conflito  líbio, ainda que outros meios aludiram a tropas regulares.</p>
<p>(<a href="http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=321111&amp;Itemid=1" rel="nofollow"  target="_blank"><strong>Prensa Latina</strong></a>)</p>
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		<title>Como a al-Qaeda chegou ao poder em Trípoli</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/opinioes/2011/09/02/como-al-qaeda-chegou-ao-poder-em-tripoli/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 17:19:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Pepe Escobar]]></category>
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		<category><![CDATA[Muammar Kadafi]]></category>
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		<description><![CDATA[O nome do homem é Abdelhakim Belhaj. Alguns o conhecem no Oriente Médio, mas poucos no ocidente algum dia ouviram seu nome. Vamos por partes. Porque a história de como um comandante da al-Qaeda acabou por converter-se no principal comandante militar líbio na cidade de Trípoli ainda em guerra, põe por terra – mais uma]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span>O nome do homem é Abdelhakim Belhaj. Alguns o conhecem no Oriente Médio, mas poucos no ocidente algum dia ouviram seu nome.</p>
<p>Vamos por partes. Porque a história de como um comandante da al-Qaeda acabou por converter-se no principal comandante militar líbio na cidade de Trípoli ainda em guerra, põe por terra – mais uma vez – a selva de espelhos que se conhece como “guerra ao terror”, além de abalar profundamente toda a propaganda de uma “intervenção humanitária” tão cuidadosamente inventada para encobrir a intervenção militar, pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), na Líbia.</p>
<div>A fortaleza de Bab-al-Aziziyah, onde vivia Muammar Gaddafi foi invadida e conquistada, semana passada, quase exclusivamente por homens de Belhaj – que constituíam a linha de frente de uma milícia de berberes das montanhas do sudoeste de Trípoli. Essa milícia é a chamada hoje “Brigada de Trípoli”, que recebeu treinamento secreto, durante dois meses, de Forças Especiais dos EUA. Ao longo de seis meses de guerra civil/tribal, essa seria a milícia mais efetiva dos ‘rebeldes’.</p>
<p>Na 3ª-feira passada, Belhaj vangloriava-se de como havia vencido, com as forças de Gaddafi escapando “como ratos” (a mesma metáfora que Gaddafi usou, referindo-se aos ‘rebeldes’).</p></div>
<div>Abdelhakim Belhaj, também conhecido como Abu Abdallah al-Sadek, é <em>jihadista</em> líbio. Nascido em maio de 1966, aperfeiçoou seus saberes com os <em>mujahideen</em> da <em>Jihad</em> antissoviética dos anos 1980s no Afeganistão.</div>
<div>É fundador do Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. <em>Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)</em>] do qual é o principal comandante – com Khaled Chrif e Sami Saadi como assessores e representantes. Depois que os Talibã assumiram o poder em Kabul em 1996, o <em>LIFG</em> criaram dois campos de treinamento no Afeganistão; um deles, 30 km ao norte de Kabul – comandado por Abu Yahya – exclusivo para <em>jihadistas</em> ligados à al-Qaeda.</div>
<div><span></p>
<p style="text-align: center">
<div id="attachment_2167" style="width: 435px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-full wp-image-2167 " src="/files/2011/09/gal_4256.jpg" alt="Abdelhakim Belhaj, Khaled Chrif e Sami Saadi" width="435" height="290" /><p class="wp-caption-text">Abdelhakim Belhaj, Khaled Chrif e Sami Saadi</p></div>
<p></span></div>
<div>Depois do 11/9, Belhaj mudou-se para o Paquistão e para o Iraque, onde esteve em contato com ninguém menos que o ultra linha-dura Abu Musab al-Zarqawi – tudo isso antes que a al-Qaeda no Iraque se declarasse a serviço de Osama bin Laden e Ayman al-Zawahiri e super ultra turbinasse suas práticas nefandas.</div>
<div></div>
<div>No Iraque, os líbios formavam o maior contingente de <em>jihadistas</em> sunitas estrangeiros, perdendo só para os sauditas. Além disso, os <em>jihadistas</em> líbios sempre foram <em>superstars</em> no mais alto escalão da Al-Qaeda “histórica” – de Abu Faraj al-Libi (comandante militar até ser preso em 2005, e hoje um dos 16 detentos “de mais alto valor” no centro de detenção dos EUA em Guantánamo), a Abu al-Laith al-Libi (outro alto comandante militar, morto no Paquistão no início de 2008).</div>
<h3>Uma “entrega (muito) especial”<a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=5634#_ftn1" >[1]</a></h3>
<div>O Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. <em>Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)</em>] está nos radares da Agência Central de Inteligência (<em>CIA</em>) dos EUA desde o 11/9. Em 2003, Belhaj foi afinal preso na Malásia – e transferido pela via das “entregas especiais”, para uma prisão secreta em Bangkok onde foi devidamente torturado.</div>
<div>Em 2004, os norte-americanos decidiram mandá-lo, como presente, para a inteligência da Líbia – até que foi libertado pelo governo Gaddafi, em março de 2010, com outros 211 “terroristas”, em golpe de propaganda divulgado com muito alarde.</div>
<div>O orquestrador de tudo isso foi ninguém menos que Saif Islam al-Gaddafi – a face modernizadora à moda da London School of Economics do regime. Os comandantes do Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. <em>Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)</em>] –Belhaj e seus dois assessores Chrif e Saadi – divulgaram uma confissão de 417 páginas, chamada “Estudos Corretivos”, na qual declararam o fim da <em>Jihad</em> contra Gaddafi (também a declararam ilegal). Em seguida, foram postos em liberdade.</div>
<div>Relato fascinante de todo esse processo pode ser encontrado num relatório intitulado “Combatendo o Terrorismo na Líbia com Diálogo e Reintegração” [orig. <em>Combating Terrorism in Libya through Dialogue and Reintegration</em> (1)]. Observe-se que os autores “especialistas” em terrorismo sediados em Cingapura, e que o regime cevava com vinhos e jantares, manifestam “o mais profundo agradecimento a Saif al-Islam Gaddafi e à fundação Gaddafi International Charity and Development, que tornaram possível essa visita”.</div>
<div>Interessa observar que isso durou até 2007, quando o número 2 da al-Qaeda, Zawahiri, anunciou oficialmente a fusão do Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. <em>Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)</em>] com a al-Qaeda no Mahgreb Islâmico [ing. <em>Al-Qaeda in the Islamic Mahgreb (AQIM)</em>]. Desde então, para todas as finalidades práticas, <em>LIFG</em>/<em>AQIM</em> passaram a ser um e o mesmo grupo, do qual Belhaj era/é o principal comandante e <em>emir</em>.</div>
<div>Em 2007, o Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. <em>Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)</em>] estava convocando uma <em>Jihad</em> contra Gaddafi, mas também contra os EUA e sortido grupo de “infiéis” ocidentais.</div>
<div>Rode a fita adiante, até fevereiro passado. É quando, afinal livre da prisão, Belhaj resolveu voltar ao modo <em>Jihad</em> e alinhar seus soldados com o ‘levante’ de ‘rebeldes’ que começava a ser plantado na Cirenaica.</div>
<div>Todas as agências de inteligência nos EUA, Europa e em todo o mundo árabe sabem de onde brotou Belhaj. Mesmo que não soubessem, o próprio Belhaj já disse na Líbia que o único interesse, seu e de suas milícias, é implantar a lei da <em>sharia</em>.</div>
<div>Não há, nem parecido, nisso tudo, qualquer processo “pró-democracia” – nem que se tente a mais complexa ginástica imaginativa. Mas, ao mesmo tempo, força de tal importância não seria apeado da guerra da OTAN só porque não gosta muito de “infiéis”.</div>
<div>O assassinato no final de julho, do comandante dos ‘rebeldes’ general Abdel Fattah Younis – foi morto pelos próprios ‘rebeldes’ – parece apontar diretamente para Belhaj ou, no mínimo, para gente próxima dele.</div>
<div>É importante saber que Younis – antes de desertar do governo Gaddafi – foi responsável, no governo Líbio, pelo combate feroz que as forças especiais líbias moveram contra o Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. <em>Libyan Islamic Fighting Group (LIFG) </em>na Cirenaica, de 1990 a 1995.</div>
<div>O Conselho Nacional de Transição, segundo um de seus membros, Ali Tarhouni, teria deixado ‘vazar’ que Younis foi moto por uma nebulosa brigada, de nome Obaida ibn Jarrah (um dos companheiros do Profeta Maomé). Agora, a tal brigada parece ter-se dissolvido no ar.</div>
<h3>Cale o bico, ou arranco sua cabeça</h3>
<div>Não pode ser acaso, que todos os principais comandantes militares ‘rebeldes’ sejam membros do Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. <em>Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)</em>, de Belhaj em Trípoli, a um Ismael as-Salabi em Benghazi e certo Abdelhakim al-Hassadi em Derna, para nem mencionar figura importantíssima, Ali Salabi, com assento no núcleo do Conselho Nacional de Transição. Saladi foi quem negociou com Saif al-Islam Gaddafi o “fim” da <em>Jihad</em> do Grupo de Combate Islâmico Líbio contra o regime Gaddafi, com o que garantiu para si futuro brilhantíssimo entre esses ressuscitados “combatentes da liberdade”.</div>
<div></div>
<div>Ninguém precisará de bola de cristal para antever consequências. O grupo unificado <em>LIFG/AQIM</em>– já tendo alcançado poder militar e assentado entre os “vencedores” – nem remotamente desistirá do poder, só para satisfazer os anseios da OTAN.</div>
<div>Simultaneamente, entre a névoa da guerra, ainda não se sabe se Gaddafi planeja atrair a Brigada de Trípoli para um cenário de guerrilha urbana; ou se arrastará atrás de si as milícias ‘rebeldes’, atraindo-as para o coração dos territórios da tribo Warfallah.</div>
<div>A esposa de Gaddafi é da tribo Warfallah, a maior da Líbia, com mais de 1 milhão de almas e 54 subtribos. Diz-se pelos corredores em Bruxelas, que a OTAN prevê que Gaddafi lutará durante meses, se não anos; daí o prêmio (“Procurado vivo ou morto”) à moda texana de George W Bush, pela cabeça de Gaddafi; e a volta desesperada da OTAN ao plano A (o golpe militar para derrubar Gaddafi).</div>
<div>É possível que a Líbia enfrente hoje o duplo espectro de uma Hidra guerrilheira de duas cabeças: forças de Gaddafi contra um governo central fraco do Conselho Nacional de Transição e tropas da OTAN em terra na Líbia; e a nuvem de <em>Jihadistas</em> do conglomerado <em>LIFG/AQIM</em> em <em>Jihad</em> contra a OTAN (se forem afastados do poder).</div>
<div>É possível que Gaddafi não passe de relíquia ditatorial do passado. Mas ninguém monopoliza o poder por 40 anos por nada e sem que seus serviços de inteligência nada descubram de aproveitável.</div>
<div>Desde o primeiro dia, Gaddafi disse e repetiu que o ataque contra a Líbia era operação da al-Qaeda e/ou operação local com financiamento estrangeiro. Esteve certo, portanto, desde o primeiro dia – embora tenha esquecido de dizer que, sobretudo, sempre foi guerra inventada pelo neonapoleônico presidente Nicolas Sarkozy da França (mas essa já é outra história).</div>
<div>Gaddafi também disse que seria o prelúdio da ocupação estrangeira, cuja meta é privatizar e roubar os recursos naturais da Líbia. Parece que acertou – também nisso.</div>
<div>Os “especialistas” de Cingapura que elogiaram a decisão do regime de Gaddafi de libertar os<em>Jihadistas</em> do Grupo de Combate Islâmico Líbio disseram que seria “estratégia necessária para mitigar a ameaça que pesa contra a Líbia”. Hoje, o que se vê é que o conjunto <em>LIFG/AQIM</em> – quer dizer, a al-Qaeda – conseguiu posicionar-se para exercer suas opções como “força política (líbia) local”.</div>
<div>Dez anos depois do 11/9, não é difícil imaginar que, no fundo do Mar da Arábia, há um crânio decomposto que, esse sim, está rindo por último. E lá ficará. Rindo.</div>
<div></div>
<div><em>Nota</em></div>
<div>1. Documento na íntegra, em <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.pvtr.org/pdf/Report/RSIS_Libya.pdf" >http://www.pvtr.org/pdf/Report/RSIS_Libya.pdf</a> (em inglês).</div>
<div>
<hr size="1" />
<div>
<div><a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=5634#_ftnref1" >[1]</a> Orig. <em>extraordinary rendition</em>. Em inglês, essa expressão designa o processo ilegal, mas usado frequentemente durante o governo Bush, nos primeiros movimentos da “guerra ao terror” pelo qual prisioneiros presos num país são entregues a outro, para serem interrogados [NTs, com informações de <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Extraordinary_rendition_by_the_United_States" >wikipedia</a>].</div>
<div></div>
</div>
</div>
<p></span><strong>Traducido por <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.tlaxcala-int.org/biographie.asp?ref_aut=1928&amp;lg_pp=pt" >Coletivo de tradutores Vila Vudu</a></strong></p>
<hr />
<p><span><br />
Gracias a: <a rel="nofollow" href="http://www.tlaxcala-int.org/"  target="_blank">Coletivo de tradutores Vila Vudu</a><br />
Fuente: <a rel="nofollow" href="http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/MH30Ak01.html"  target="_blank">http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/MH30Ak01.html</a><br />
Fecha de publicación del artículo original: 30/08/2011<br />
URL de esta página en Tlaxcala: <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=5634" >http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=5634</a> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Incerta situação na Líbia enquanto Ocidente administra botim</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 21:18:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Combates esporádicos e informes contraditórios sobre o meio mais próximo a Muamar Kadafi mantêm incerta hoje a situação na Líbia, cujos habitantes continuam esperando uma conferência em Paris dos chamados amigos deste país. Porta-vozes dos rebeldes que combatem contra Kadafi destacaram que nesta capital e em localidades do interior se registram choques entre opositores e leais ao agora elusivo líder, de que se especulou nas últimas horas que está na cidade de Bani Walid.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2162" src="/files/2011/09/libia-bombardeos2.jpg" alt="" width="300" height="250" />Combates esporádicos e  informes contraditórios sobre o meio mais próximo a Muamar Kadafi mantêm  incerta hoje a situação na Líbia, cujos habitantes continuam esperando  uma conferência em Paris dos chamados amigos deste país.</p>
<p>Porta-vozes dos rebeldes que combatem contra Kadafi destacaram que  nesta capital e em localidades do interior se registram choques entre  opositores e leais ao agora elusivo líder, de que se especulou nas  últimas horas que está na cidade de Bani Walid.</p>
<p>Simultaneamente das escaramuças ocasionas, prevalece o assédio dos  rebeldes com apoio da aviação da Organização do Tratado do Atlântico  Norte (OTAN) sobre Sirte, cidade natal de Kadafi situada ao oriente de  Trípoli.</p>
<p>Por outro lado, o vice-chefe do Conselho Militar para os  combatentes, Mahdi Harati, confirmou que forças insurgentes prenderam na  quarta-feira ao chanceler líbio, Abdelati Obeidi, em sua fazenda de  Janzour, um subúrbio ao oeste da capital.</p>
<p>Os rebeldes também capturaram Abdallah Hijazi, considerado um  próximo colaborador do governo agora em desintegração, segundo a mesma  fonte do opositor Conselho Nacional de Transição (CNT).</p>
<p>Segundo  as informações, sempre sem verificação independente, os sublevados  asseguraram ter abatido a Khamis Kadafi, filho do governante e  comandante de uma das brigadas outrora mais potentes do país, bem como  ao chefe de inteligência Abdulah Senussi.</p>
<p>Um porta-voz do CNT apontou, ademais, que sustentou negociações com  Saadi Kadafi, outro ramo do evadido mandatário, para definir as  condições de uma rendição, ainda que o porta-voz do governo, Moussa  Ibrahim, destacou que se discutiria uma transição política.</p>
<p>Enquanto os rebeldes referiram-se a Saadi diante de canais  televisivos árabes como favorável a um arranjo e que &#8220;não tem problemas&#8221;  com os opositores, aludiram a seu irmão Saif Islã como beligerante.</p>
<p>Saif, que atuou como porta-voz de seu pai desde o início da revolta de  17 de fevereiro, prometeu em uma mensagem de áudio combater e manter a  resistência, depois de afirmar que contam com mais de 20 mil jovens  armados e que &#8220;o líder (Kadafi) está bem&#8221;.</p>
<p>Enquanto, líderes de potências mundiais e países árabes envolvidos  na agressão da OTAN contra Líbia realizaram nesta quinta-feira na  capital francesa para desenhar o cenário da reconstrução em uma  hipotética era pós-Kadafi.</p>
<p>À margem de decisões políticas, analistas sustentam que o principal  propósito da cita parisina é fixar quotas de ganhos econômicos nos  setores petroleiro, construção e indústria, a partir de dívidas e  compromissos assumidos pelo CNT.</p>
<p>(<a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=319843&amp;Itemid=1" ><strong>Prensa Latina</strong></a>)</p>
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		<title>Rebeldes líbios lançam ultimato a Sirte enquanto OTAN bombardeia</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2011/08/30/rebeldes-libios-lancam-ultimato-sirte-enquanto-otan-bombardeia/</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 01:36:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os rebeldes líbios deram hoje um prazo de até sábado para a rendição de Sirte, cidade natal de Muamar Kadafi submetida nas últimas horas a bombardeios aéreos da OTAN para debilitar sua resistência. Porta-vozes dos sublevados contra Kadafi asseguraram que continuam as negociações, mas até agora não conseguiram dobrar a vontade dos chefes tribais de Sirte, por isso é previsível que livrem uma batalha feroz de ao menos 10 dias, segundo suas próprias estimativas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2141" src="/files/2011/08/1libia.jpg" alt="" width="300" height="250" />Os rebeldes líbios deram hoje um prazo de até sábado para a rendição de  Sirte, cidade natal de Muamar Kadafi submetida nas últimas horas a  bombardeios aéreos da OTAN para debilitar sua resistência.</p>
<p>Porta-vozes dos sublevados contra Kadafi asseguraram que continuam as  negociações, mas até agora não conseguiram dobrar a vontade dos chefes  tribais de Sirte, por isso é previsível que livrem uma batalha feroz de  ao menos 10 dias, segundo suas próprias estimativas.</p>
<p>Simultaneamente ao suposto diálogo, os insurgentes utilizam como  elementos de pressão os bombardeios da aviação da Organização do Tratado  do Atlântico Norte (OTAN), intensificados nas últimas 48 horas.</p>
<p>A OTAN, cuja agressão à Líbia tem sido decisiva para o avanço da  oposição armada contra Kadafi, reconheceu ter destruído em Sirte 22  veículos equipados com armas, quatro radares, três centros de comando e  controle, e sistemas de mísseis antiaéreos e terra-ar.</p>
<p>Além  disso, disse ter bombardeado dois carros militares de abastecimento, um  posto de comando e uma suposta instalação de treinamento, a fim de  eliminar todo o potencial defensivo das forças governamentais.</p>
<p>Enquanto se remarcou o ultimato de três dias (até a sexta-feira) para a  rendição da cidade costeira, a aliança atlântica prossegue apoiando os  insurgentes na caçada de Kadafi, dois de seus filhos e outros familiares  e colaboradores próximos.</p>
<p>Autoridades do Conselho Nacional de  Transição (CNT), que aglutina os opositores apoiados pelo Ocidente,  alegam que o líder líbio e dois de seus filhos poderiam estar refugiados  em Sirte, enquanto um terceiro supostamente morreu em combate em  Trípoli no fim de semana passado.</p>
<p>Khamis Kadafi, de 28 anos e o  mais jovem dos filhos do presidente, comandava uma brigada capitalina  considerada a mais potente entre as unidades leais a seu pai, mas desde o  sábado desconhece-se seu paradeiro, o que alimentou afirmações de que  foi abatido.</p>
<p>Mohammed Al-Allagy, ministro de Justiça e Direitos  Humanos do governo de facto que os rebeldes constituirão na Líbia,  asseverou que o jovem militar morreu em um lugar perto de Tarhuna, quase  80 quilômetros ao sul de Trípoli, em data recente não esclarecida.</p>
<p>A segunda esposa de Kadafi, Safia, sua filha Aisha, que se afirmou ter  dado a luz hoje, e seus irmãos Hannibal e Mohamed foram acolhidos na  segunda-feira na Argélia, no meio de fortes críticas do CNT que pretende  solicitar a repatriação para julgá-los.</p>
<p>(<a href="http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=319325&amp;Itemid=1" rel="nofollow"  target="_blank"><strong>Prensa Latina</strong></a>)</p>
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		<title>OTAN confirma entrada na Líbia para perseguir Kadafi</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2011/08/25/otan-confirma-entrada-na-libia-para-perseguir-kadafi/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 16:45:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O ministro britânico de Defesa, Liam Fox, confirmou hoje que a OTAN apoia os rebeldes e contribui com inteligência e equipamentos de reconhecimento na perseguição do líder líbio Muammar Kadafi.Fox declarou à emissora de televisão Sky News que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) proporciona recursos ao chamado Conselho Nacional de Transição líbio (CNT) para lhes ajudar a descobrir o paradeiro de Kadafi.Não obstante, o ministro negou que forças de elite do exército britânico, as SAS (Serviço Especial Aéreo), estivessem em solo líbio participando das agressões dos rebeldes contra forças leais ao Governo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2115" src="/files/2011/08/libia-saqueo-palacio-gadafi.jpg" alt="" width="300" height="250" />O ministro britânico  de Defesa, Liam Fox, confirmou hoje que a OTAN apoia os rebeldes e  contribui com inteligência e equipamentos de reconhecimento na  perseguição do líder líbio Muammar Kadafi.</p>
<p>Fox declarou à emissora de televisão Sky News que a Organização do  Tratado do Atlântico Norte (OTAN) proporciona recursos ao chamado  Conselho Nacional de Transição líbio (CNT) para lhes ajudar a descobrir o  paradeiro de Kadafi.</p>
<p>Não obstante, o ministro negou que forças de elite do exército  britânico, as SAS (Serviço Especial Aéreo), estivessem em solo líbio  participando das agressões dos rebeldes contra forças leais ao Governo.</p>
<p>O  jornal londrino The Guardian denunciou ontem que esses militares se  uniram a forças especiais e têm atuado como controladores aéreos e como  assessores nas táticas de combate dos opositores na nação  norte-africana.</p>
<p>Agentes britânicos já estavam na Líbia desde fevereiro passado,  antes do mandato da ONU para criar uma zona de exclusão aérea sobre o  Estado magrebe bob o pretexto de proteger a população civil, afirmou o  rotativo.</p>
<p>Por outro lado, a porta-voz da OTAN, Oana Lungescu, declarou que o  CNT pediu às autoridades militares da Aliança apoio aos rebeldes como  parte do respaldo internacional.</p>
<p>Também assinalou que o órgão de  direção política do grupo dos Vinte e oito solicitou à estrutura militar  do bloco que examinasse formas de colocar uma possível missão de  estabilidade na Líbia, sob o mandato da ONU.</p>
<p>Desde que a OTAN tomou o comando das operações militares na Líbia,  no final de março, realizou cerca de 20 mil incursões aéreas, incluindo  7.500 bombardeios contra forças do Governo.</p>
<p>De acordo com os mais  recentes relatórios de fontes oficiais de Trípoli, na última semana os  bombardeios dos aliados contra a Líbia deixaram ao redor de dois mil  mortos e 1.800 feridos.</p>
<p><strong>(<a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=317880&amp;Itemid=1" >Prensa Latina</a>)</strong></p>
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