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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Muammar Gaddafi</title>
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		<title>Demandam à Corte Internacional investigação de assassinato de Kadafi</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 23:15:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Líbia]]></category>
		<category><![CDATA[Muammar Gaddafi]]></category>

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		<description><![CDATA[ O advogado da filha de Muammar Kadafi apresentou uma solicitação à Corte Penal Internacional (CPI) para investigar o assassinato do líder líbio, assinala hoje o canal de televisão Russia Today (RT).Nick Kauman, um advogado israelense contratado por Aisha Kadafi, declarou ao RT que enviou uma solicitação ao procurador principal da CPI, cujo órgão, recordou, reconheceu publicamente a morte de Kadafi como um crime de guerra.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2408" src="/files/2012/01/balanza.jpg" alt="" width="300" height="249" /> O advogado da filha de Muammar Kadafi apresentou uma solicitação à Corte Penal Internacional (CPI) para investigar o assassinato do líder líbio, assinala hoje o canal de televisão Russia Today (RT).</p>
<p>Nick Kauman, um advogado israelense contratado por Aisha Kadafi, declarou ao RT que enviou uma solicitação ao procurador principal da CPI, cujo órgão, recordou, reconheceu publicamente a morte de Kadafi como um crime de guerra.</p>
<p>O advogado assinalou que em resposta a sua solicitação, a referida instância judicial argumentou que era necessário conceder cinco meses de prazo para ver se as atuais autoridades líbias podem resolver o caso, para só então analisar o que se pode fazer.</p>
<p>Além disso, a CPI alegou também a possibilidade de reger pelo princípio complementar, isto é, se as autoridades podem realizar a investigação, lhes é concedida essa oportunidade, mas Kauman estima que na Líbia não existe nem a vontade nem a capacidade para fazer isso.</p>
<p>O advogado israelense destaca, sobretudo, que a investigação do assassinato de Kadafi é uma operação complexa que deveria ter se iniciar no mesmo dia do crime ou no máximo dentro de uma semana após, pois não se trata de um fato que possa postergar-se durante meses.</p>
<p>Para a investigação é necessário registrar o local dos fatos e declarações de testemunhas, efetuar exames balísticos e de outro tipo, e inclusive uma autópsia do cadáver do líder líbio, sublinhou.</p>
<p>Cabe recordar que a CPI tem todas as condições para ter iniciado há muito tempo a indagação, pois é sabido que conta com os melhores criminalistas do mundo, afirmou Kauman.</p>
<p>No entanto, comparou, as duas ordens de detenção por supostos crimes de guerra emitidas contra o dirigente líbio foram aprovadas de imediato pela CPI, ainda quando se careciam de todos os argumentos para o fazer.</p>
<p>Além disso, refere-se ao caso Saif al Islan, filho de Kadafi e que deve ser julgado no país norte-africano por alegados crimes contra a humanidade, mas o advogado põe muito em dúvida um julgamento justo na Líbia, a cujo poder chegaram dirigentes da oposição armada.</p>
<p>de www.prensa-latina.cu</p>
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		<title>Combates na Líbia, enquanto líderes europeus disputam protagonismo</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:24:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Benghazi]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
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		<description><![CDATA[Forças leais a Muamar Kadafi continuavam resistindo hoje à ofensiva rebelde em Bani Walid e Sirte, enquanto nesta capital preparam-se tapetes vermelhos para dirigentes europeus em clara disputa por serem os primeiros a visitar a Líbia. 
Enquanto porta-vozes do autodenominado Conselho Nacional de Transição (CNT) evitam dar detalhes das até agora infrutíferas batalhas para aniquilar os bastiões fiéis a Kadafi, informes independentes apontam para fortes combates em Bani Walid.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2233" alt="" src="/files/2011/09/libia.jpg" width="300" height="250" />Forças leais a Muamar Kadafi continuavam resistindo hoje à ofensiva rebelde em Bani Walid e Sirte, enquanto nesta capital preparam-se tapetes vermelhos para dirigentes europeus em clara disputa por serem os primeiros a visitar a Líbia.</p>
<p>Enquanto porta-vozes do autodenominado Conselho Nacional de Transição (CNT) evitam dar detalhes das até agora infrutíferas batalhas para aniquilar os bastiões fiéis a Kadafi, informes independentes apontam para fortes combates em Bani Walid.</p>
<p>Meios televisivos regionais indicaram que nessa localidade, situada a 150 quilômetros ao sudeste de Trípoli, um destacamento estimado em mais de mil homens tem impedido os insurgentes de apoderarem-se da cidade, apesar de mais de uma semana de escaramuças apoiadas pela OTAN.</p>
<p>Os aviões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) mantiveram nas últimas horas seus bombardeios em pontos dentro e nos arredores de Bani Walid para facilitar o avanço dos alçados, uma estratégia similar utilizada na costeira Sirte.</p>
<p>De fato, informes apontam que em Sirte, cidade natal do Kadafi na costa do Mediterrâneo, prosseguem -até agora sem sucesso- negociações entre rebeldes e chefes tribais locais para tratar de que se rendam e evitar mais derramamento de sangue.</p>
<p>Em meio a essa situação de instabilidade, com um país em guerra e sem governantes, o presidente da França, Nicolás Sarkozy, e o premiê da Grã-Bretanha, David Cameron, anunciaram uma visita a Trípoli e possivelmente a Benghazi para ratificarem seu apoio ao CNT.</p>
<p>A viagem apressada e sem anúncio prévio de Sarkozy e Cameron, os líderes ocidentais mais ativos em promover a agressão da OTAN contra a Líbia, poderia convertê-los nos primeiros presidentes dessa aliança que chegam à nação norte-africana.</p>
<p>Tudo indica que os presidentes francês e britânico roubarão protagonismo e primazia do premiê da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que realiza uma viagem pelo Oriente Médio e planejou chegar na tarde desta quinta-feira à Líbia procedente da Tunísia.</p>
<p>Erdogan, cujo périplo iniciou-se no domingo no Egito, defendeu um papel de liderança de Ancara perante os países da chamada Primavera Árabe, aproveitando sua condição de único país muçulmano europeu.</p>
<p>Contudo, comentaristas locais dão por certo que Sarkozy e Cameron terão uma boavinda &#8220;insuperável&#8221;, dada a gratidão que o CNT tem a eles -com grafites nas ruas de Benghazi e Trípoli incluídos- pela ajuda para rebelarem-se contra o governo de Kadafi.</p>
<p>Mais cedo, Estados Unidos enviou a esta capital o subsecretário de Estado para assuntos do Oriente Próximo, Jeffrey Feltman, que dialogou na quarta-feira com líderes do CNT, incluído seu chefe Mustafa Abdul Jalil, para transmitir-lhe um apoio tácito.</p>
<p><strong>(Prensa Latina)</strong></p>
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		<title>Líbia: A verdadeira guerra começa agora</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/opinioes/2011/09/14/libia-verdadeira-guerra-comeca-agora/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 21:30:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Líbia]]></category>
		<category><![CDATA[Muammar Gaddafi]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[OTAN]]></category>

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		<description><![CDATA[Chega de falar da derrubada do Grande Gaddafi. Agora, chegamos aos finalmentes: será Afeganistão 2.0, Iraque 2.0, ou uma mistura dos dois. Os ‘rebeldes da OTAN’ sempre garantiram que não querem ocupação estrangeira. Mas a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) – sem a qual não haveria vitória dos ‘rebeldes’ – não pode governar a Líbia sem coturnos em solo. Assim sendo, examinam-se hoje vários cenários virtuais no quartel-general da OTAN em Mons, Bélgica – a OTAN protegida sob o estofamento de veludo da ONU. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pepe Escobar</strong></p>
<p><strong>(Tlaxcala)</strong></p>
<p><span><img class="alignleft size-full wp-image-2230" src="/files/2011/09/Libia.jpg" alt="" width="300" height="250" />Os ‘rebeldes da OTAN’ sempre garantiram que não  querem ocupação estrangeira. Mas a Organização do Tratado do Atlântico  Norte (OTAN) – sem a qual não haveria vitória dos ‘rebeldes’ – não pode  governar a Líbia sem coturnos em solo. Assim sendo, examinam-se hoje  vários cenários virtuais no quartel-general da OTAN em Mons, Bélgica – a  OTAN protegida sob o estofamento de veludo da ONU.</span></p>
<p>Segundo planos já vazados, mais cedo ou mais tarde podem aparecer por lá  soldados das monarquias do Golfo Persa e aliados amigáveis, como a  Jordânia e, especialmente, como a Turquia, que é membro da OTAN e  interessada em embolsar vastos contratos comerciais. Dificilmente alguma  nação africana fará parte do grupo – dado que a Líbia foi  “relocalizada” e, agora, é parte das Arábias.</p>
<p>O Conselho Nacional de Transição aceitará – ou será forçado a aceitar –  se, ou quando, a Líbia entrar em espiral de total caos. Mesmo assim não  será produto fácil de vender internamente – com as furiosamente  disparatadas facções dos ‘rebeldes da OTAN’ já empenhados freneticamente  em consolidar seus respectivos feudos e prontas para saltarem, umas nos  pescoços das outras.</p>
<p>Não se vê nem sinal, até aqui, de que o Conselho Nacional de Transição  tenha qualquer ideia sobre o que fazer para administrar a complexa  paisagem política dentro da Líbia, além das repetidas genuflexões ante o  altar das nações membros da OTAN.</p>
<p><strong><em>Guns</em> e nada de <em>roses</em></strong></p>
<p>Na Líbia, praticamente toda a população está hoje armada até os  dentes. A economia está paralisada. E já está em campo a mais feroz  briga de gatos-do-mato pelo controle dos bilhões de dólares dos líbios  congelados.</p>
<p>A tribo Obeidi está furiosa com o Conselho Nacional de Transição, porque  não há nem sinal de investigação para saber quem matou o comandante  militar do exército ‘rebelde’ Abdul Fattah Younis dia 29 de julho. Já  ameaçaram fazer justiça pelas próprias mãos.</p>
<p>Os principais suspeitos do assassinato são os homens da Brigada Abu  Ubaidah bin Jarrah – uma milícia islâmica fundamentalista linha  duríssima que rejeitou a intervenção da OTAN, recusou-se a combater sob  comando do Conselho Nacional de Transição e declarou “infiéis” o  Conselho e a OTAN.</p>
<p>Há também a pergunta que tantos tentam afogar em petróleo: quando o ramo  da al-Qaeda na Líbia, a nuvem de guerrilha islâmica conhecida como  Grupo Islâmico de Combate na Líbia [ing. <em>Lybia Islamic Fighting Group (LIFG)</em>], organizará seu próprio golpe para derrubar o Conselho Nacional de Transição?</p>
<p>Por toda Trípoli veem-se os ecos gráficos do inferno das milícias  armadas que se viu no Iraque. O general Abdelhakim Belhaj, que trabalhou  para a CIA-EUA e foi prisioneiro da “guerra ao terror” –, original do  círculo de Derna, o marco zero do fundamentalismo islâmico na Líbia – é o  líder do novíssimo Conselho Militar de Trípoli.</p>
<p><span>Já houve acusações, feitas por outras milícias,  de que Belhaj não combateu na ‘libertação’ de Trípoli e, portanto, tem  de deixar o posto – verdade ou mentira, é o que o Conselho anda dizendo.  Isso significa que, mais dia menos dia, a nuvem indefinida conhecida  como <em>LIFG-al-Qaeda</em> estará empenhada num dos lados da guerra de  guerrilhas que virá – contra o Conselho Nacional de Transição, contra  outras milícias ou contra todos.</span></p>
<p>Em Trípoli, rebeldes de Zintan, nas montanhas do oeste do país,  controlam o aeroporto. O banco central, o porto de Trípoli e o gabinete  do primeiro-ministro são controlados por rebeldes de Misrata. Berberes  da cidade de montanha de Yafran controlam a praça central de Trípoli,  coberta com dísticos de “Revolucionários de Yafran”, escritos com <em>spray</em>. Todos demarcam claramente os respectivos territórios, como aviso.</p>
<p>Como o Conselho Nacional de Transição, como unidade política, já está se  comportando como pato manco; como as milícias não sumirão no ar – não é  preciso muita imaginação pra prever que a Líbia será um novo Líbano. No  Líbano, a guerra começou quando toda a cidade dividiu-se, cada subúrbio  de um grupo: ou sunitas, ou xiitas, ou cristãos maronitas, ou  nasseristas ou druzos.</p>
<p>Além do mais, a libanização da Líbia também inclui a mortal tentação  muçulmana – que se espalha como vírus por toda a Primavera Árabe.</p>
<p>Pelo menos 600 salafistas que combateram na resistência sunita iraquiana  contra os EUA foram libertados pelos ‘rebeldes’ e deixaram a prisão de  Abu Salim. É fácil prever que tirarão o máximo proveito possível das  muitas Kalashnikovs e dos lança-granadas Sam-7, soviéticos, de ombro,  para combate antiaéreo, aproveitando-os para reequipar sua milícia  islâmica ultra linha-dura – sem se afastar de sua própria agenda e de  sua própria guerra de guerrilhas.</p>
<p><strong>Bem-vindos à nossa ‘democracia’ racista</strong></p>
<p>A União Africana (US) não reconhecerá o Conselho Nacional de  Transição. Está acusando os ‘rebeldes’ da OTAN de matar  indiscriminadamente negros africanos, metidos todos num mesmo saco,  identificados como “mercenários”.</p>
<p>Segundo Jean Ping, da União Africana, “o Conselho Nacional de Transição  parece confundir pessoas de pele negra e mercenários (&#8230;) [Dão a  impressão de que, para eles] todos os negros são mercenários. Um 1/3 da  população líbia é negra. Para o Conselho Nacional de Transição, são  todos mercenários.”</p>
<p>O pequeno porto de Sayad, 25 km a oeste de Trípoli, foi convertido em  campo de refugiados para africanos negros apavorados com a nova “Líbia  livre”. A organização Médicos sem Fronteira descobriu o campo dia 27 de  agosto. Os refugiados dizem que, desde fevereiro, começaram a ser  expulsos pelos donos das empresas e lojas onde trabalhavam, sempre  acusados de serem mercenários – e, desde então, têm sido  sistematicamente perseguidos.</p>
<p>Segundo a mitologia ‘rebelde’, o regime de Muammar Gaddafi seria protegido essencialmente por <em>murtazaka</em> (“mercenários”). A verdade é que Gaddafi empregou apenas um contingente  de combatentes africanos negros – do Chad e do Sudão e tuaregues do  Niger e do Mali. A maioria dos africanos negros subsaharianos que vivem  na Líbia são trabalhadores migrantes, com empregos legais.</p>
<p>Para ver em que direção está andando essa coisa toda, é preciso olhar  para o deserto. O imenso deserto líbio não foi conquistado pela OTAN. O  Conselho Nacional de Transição praticamente não tem acesso a nenhuma  gota d’água líbia e não chega a parte considerável do petróleo.</p>
<p>Gaddafi tem a chance de “trabalhar o deserto”, de negociar com várias  tribos, de comprar e firmar a solidariedades delas e de organizar uma  guerra de guerrilha de longo prazo.</p>
<p>A Argélia está envolvida em luta terrível contra a Al-Qaeda-no-Maghreb.  Os 1.000 km da longa, porosa fronteira entre Argélia e Líbia continua  aberta. Gaddafi pode facilmente plantar seus guerrilheiros no deserto do  sul, com paraíso seguro na Argélia – ou até no Niger. Essa  possibilidade já pôs o Conselho Nacional de Transição em estado de  terror pânico.</p>
<p>A operação ‘humanitária’ da OTAN já despejou no mínimo 30 mil bombas  sobre a Líbia, nos últimos poucos meses. Pode-se dizer com segurança que  muitos milhares de líbios foram mortos nos bombardeios. O bombardeio  não pára nunca: mais um pouco, os únicos alvos da OTAN serão os mesmos –  civis e não civis – que, em teoria, há alguns dias, a OTAN estaria  ‘protegendo’.</p>
<p>Um Grande Gaddafi derrotado pode vir a revelar-se muito mais perigoso  que um Grande Gaddafi no poder. A verdadeira guerra está começando  agora. Será infinitamente mais dramática – e será trágica. Porque agora  será uma guerra norte-africana darwiniana, guerra de todos contra todos,  na qual só o mais forte sobreviverá.</p>
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