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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Militar</title>
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		<title>Raúl continuou visitando as empresas industriais militares do país</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Feb 2018 16:33:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O general-de-exército, Raúl Castro Ruz, visitou três empresas militares industriais em Havana, como parte de um percurso que realizou, durante alguns dias, pelo país e que o levou anteriormente a Camaguey, Santiago de Cuba e Mayabeque.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4778" alt="Raul recorrido" src="/files/2018/02/Raul-recorrido.jpg" width="300" height="236" />O general-de-exército, Raúl Castro Ruz, visitou três empresas militares industriais em Havana, como parte de um percurso que realizou, durante alguns dias, pelo país e que o levou anteriormente a Camaguey, Santiago de Cuba e Mayabeque.</p>
<p>A agenda de trabalho na capital começou pela Empresa Industrial Militar Granma, dedicada ao fabrico, reparo, modernização e comercialização de meios navais, bem como outras produções destinadas à economia nacional, dentre elas ferramentas de cozinha, portas metálicas e louças de mármore.</p>
<p>No Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Naval da empresa, Raúl recebeu uma explicação detalhada sobre os programas de pesquisa realizados para a Marinha de Guerra Revolucionária.</p>
<p>Em um diálogo com os pesquisadores, alguns jovens graduados com «reconhecimento de ouro» em suas especialidades e outros com muitos anos de experiência, ressaltou a necessidade de continuar colocando a ciência em linha com o desenvolvimento do país e considerou estimulante o que é feito diariamente na instituição.</p>
<p>Depois, visitou várias das oficinas, onde pôde ver o trabalho que está sendo realizado, por exemplo, na modernização dos navios, a construção de docas flutuantes, a reparação de motores elétricos, a fabricação de portas metálicas e utensílios domésticos, como potes, panelas, jarros e caçarolas de alumínio.</p>
<p>O segundo ponto da visita foi a Empresa Industrial Militar Grito de Baire, onde são obtidos altos produtos de alto valor agregado — ligados à defesa do país — e outros de grande demanda para a economia nacional.</p>
<p>O general-de-exército foi informado sobre as produções relacionadas com a eletrônica e as comunicações.</p>
<p>Também recebeu informação sobre outras linhas mais relacionadas com a população, como a de equipamentos médicos e produtos de higiene e limpeza, nos quais são feitos novos investimentos para aumentar significativamente a produção atual.</p>
<p>No final da visita às oficinas, Raul enfatizou em uma mensagem que deixou escrita para os trabalhadores da empresa «a constância e vontade invejável» com a qual eles assumem seu trabalho.</p>
<p>Finalmente, o presidente cubano visitou a Empresa Militar Industrial Emilio Bárcenas Píer, na qual são reparados e modernizados veículos blindados para as Forças Armadas Revolucionárias e outros meios de transporte.</p>
<p>O general-de-exército foi informado sobre o cumprimento dos indicadores econômicos da empresa, que possui mais de 1.700 trabalhadores e tem entre suas principais linhas de produção a reparação, manutenção e modernização de escavadeiras, guindastes e tratores; de caminhões Maz, Kamaz e Kraz, entre outros; de geradores, caldeiras e equipamentos de refrigeração e clima.</p>
<p>Do mesmo modo, outras produções são desenvolvidas, tais como paletes, pistas de praia, elementos de carroçaria de fibra de vidro para veículos e móveis de alumínio e madeira para o lar.</p>
<p>Tal como nas visitas anteriores às empresas militares do país, Raúl foi acompanhado por José Ramón Machado Ventura, segundo secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba; Miguel Díaz-Canel Bermúdez, primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e Ministros; o ministro da Economia e Planejamento, Ricardo Cabrisas Ruiz; o general-de-corpo-de-exército Leopoldo Cintra Frias, ministro das Forças Armadas Revolucionárias e o vice-almirante Julio César Gandarilla Bermejo, ministro do Ministério do Interior, bem como executivos da União da Indústria Militar.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>A nova Estratégia de Defesa Nacional dos Estados Unidos: «um bom negócio» para o Complexo Militar-Industrial?</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Feb 2018 16:14:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Defesa]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<description><![CDATA[EM 19 de janeiro de 2018, o chefe do Pentágono, James Mattis, apresentou em Washington a versão desclassificada da Estratégia de Defesa Nacional dos Estados Unidos. Em seu discurso, ele deixou bem clara a projeção militarista que será mantida nos próximos anos: «essa Estratégia expande nosso espaço competitivo e prioriza a preparação para as guerras».]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-4737" alt="soldados-estados-unidos-afganistan" src="/files/2018/02/soldados-estados-unidos-afganistan.jpg" width="300" height="247" />EM 19 de janeiro de 2018, o chefe do Pentágono, James Mattis, apresentou em Washington a versão desclassificada da Estratégia de Defesa Nacional dos Estados Unidos. Em seu discurso, ele deixou bem clara a projeção militarista que será mantida nos próximos anos: «essa Estratégia expande nosso espaço competitivo e prioriza a preparação para as guerras».</p>
<p>De acordo com Mattis, a luta contra o terrorismo continuará, mas «a concorrência estratégica entre os Estados, e não o terrorismo, é agora a principal preocupação para a segurança nacional dos Estados Unidos», o que significa um reajuste da abordagem, depois dos ataques de 11 de setembro de 2001. Em correspondência com a Estratégia de Segurança Nacional de dezembro de 2017, a Rússia e a China são identificadas como suas principais ameaças. Em um segundo patamar colocam a República Popular Democrática da Coreia e o Irã e como o ator não estatal mais perigoso, o Estado Islâmico.</p>
<p>O documento indica que «a Estratégia de Defesa Nacional de 2018 apoia os orçamentos para os anos fiscais 2019-2023, acelerando os programas de modernização e dedicando recursos adicionais, em um esforço sustentado para consolidar a vantagem competitiva» dos Estados Unidos. Nesse sentido, darão prioridade à modernização nuclear, os investimentos em defesa cibernética e nas defesas antimissil.</p>
<p>É a primeira vez, em mais de 15 anos, que os Estados Unidos reconhecem que seu interesse em aumentar as capacidades militares responde à necessidade de manter a superioridade, nesta esfera, sobre a Rússia e a China e tentar consolidar a hegemonia global. O terrorismo internacional tem sido o pretexto usado durante este período para o fortalecimento das forças militares norte-americanas, pois, após a queda do bloco socialista e da União Soviética, sumiu a suposta ameaça que, depois da Segunda Guerra Mundial, levou os Estados Unidos a aumentarem exponencialmente seu orçamento militar, beneficiando as corporações, cada vez mais influentes, do seu país.</p>
<p>O idioma utilizado lembra a época do conflito Leste-Oeste, durante a chamada Guerra Fria. O expoente máximo da corrida aos armamentos foi o presidente Ronald Reagan, que em 1983 lançou publicamente a Iniciativa de Defesa Estratégica, na qual pediu à comunidade científica que desenvolvesse uma defesa antimíssil para garantir a proteção do território dos Estados Unidos contra qualquer ataque nuclear. Também foi chamada de «Guerra das Estrelas», como o título de um filme famoso da época. Como ficou demonstrado naquela ocasião, o único vencedor foi «o Complexo Militar-Industrial».</p>
<p>Também no relatório, a administração atual reafirma que o uso da força será aplicado como um princípio da política externa: «De modo a fortalecer as ferramentas tradicionais da diplomacia dos EUA, o Pentágono oferece opções militares para garantir que o presidente e os diplomatas negociem a partir de uma posição de força». Além disso, afirma que os Estados são os principais atores no cenário global, mas os atores não estatais, como terroristas, organizações criminosas transnacionais e os hackers também ameaçam o ambiente de segurança, com capacidades cada vez mais sofisticadas.</p>
<p>O documento enfatiza que a nova Estratégia «articula o plano para concorrer, prevenir e vencer» neste ambiente cada vez mais complexo. E assegura que «os custos de não implementar esta Estratégia são claros e implicarão uma diminuição da influência global dos Estados Unidos, a erosão da coesão entre aliados e parceiros, bem como a redução do acesso ao mercado, o que contribuiria para o declínio da prosperidade norte-americana e seu estilo de vida».</p>
<p>A abordagem estratégica afirma que «a concorrência em longo prazo exige a integração perfeita de múltiplos elementos do poder nacional — diplomacia, informação, economia, finanças, inteligência, aplicação da lei e militares». E diz que «os Estados Unidos podem tomar a iniciativa e desafiar seus concorrentes, onde tiver vantagem e seus rivais não sejam fortes». Ao mesmo tempo, pode oferecer «oportunidades de cooperação, mas a partir de uma posição de força e alicerçada em interesses nacionais».</p>
<p>América Latina e Caribe são mencionados apenas duas vezes, quando se referem ao Hemisfério Ocidental, e ao contrário da Estratégia Nacional de Segurança, nenhum país específico é mencionado. Os objetivos da Estratégia incluem «manter os equilíbrios de poder regionais favoráveis no Indo-Pacífico, Europa, Oriente Médio e no Hemisfério Ocidental».</p>
<p>Aprofundarão suas relações com os países da América Latina e do Caribe que «contribuam com capacidades militares para os desafios de segurança regionais e globais compartilhados». E ressaltam que «os Estados Unidos obtêm um imenso benefício de um sistema hemisférico estável e pacífico que reduza as ameaças à segurança da nação».</p>
<p>Embora não o reconheçam na Estratégia, é válido mencionar que a América Latina e o Caribe é a primeira área densamente povoada do mundo que foi declarada — há mais de meio século — como uma Zona sem armas nucleares, através do Tratado de Tlatelolco. Neste mês, precisamente, completam-se quatro anos depois que os 33 países membros da Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe (Celac), reunidos em Havana, Cuba, nos dias 28 e 29 de janeiro de 2014 na Segunda Cúpula, declarassem a América Latina e o Caribe como Zona de Paz ».</p>
<p>É assim que o mundo civilizado está no século 21, alguns proclamam a paz e outros promulgaram a guerra. O Pentágono disse que está empenhado em «construir uma força mais letal», em um claro desafio à paz internacional e para justificar os US$ 700 bilhões do orçamento para o ano fiscal de 2018, concedido pela Casa Branca.</p>
<p>A Estratégia defende a plataforma eleitoral nacionalista do presidente Donald Trump de «os Estados Unidos primeiro», que combina isolacionismo diplomático e protecionismo econômico, com fortalecimento militar e rejeição da ameaça das mudanças climáticas. Uma fórmula ‘nova’ para tentar manter a hegemonia global e outro ‘bom acordo’ para o Complexo Militar-Industrial.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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