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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Lula da Silva</title>
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		<title>Os 580 dias de prisão não cansaram Lula</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Nov 2019 22:56:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[FIDEL o conhecera em 1980, em Manágua, Nicarágua, durante as comemorações do primeiro aniversário da Revolução Sandinista. Lula, o metalúrgico, o líder sindical, o homem convencido que nosso povo precisava da luta e da união para conquistar a esperança. Foi assim que o líder me contou uma década depois, durante uma visita a Cuba com outros membros de seu sindicato.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5651" alt="lula brasil" src="/files/2019/11/lula-brasil.jpg" width="300" height="246" />FIDEL o conhecera em 1980, em Manágua, Nicarágua, durante as comemorações do primeiro aniversário da Revolução Sandinista. Lula, o metalúrgico, o líder sindical, o homem convencido que nosso povo precisava da luta e da união para conquistar a esperança.</p>
<p>Foi assim que o líder me contou uma década depois, durante uma visita a Cuba com outros membros de seu sindicato.</p>
<p>Foi a minha primeira oportunidade de conversar com ele. Suas palavras transmitiram classe trabalhadora, luta, futuro.</p>
<p>Eu sempre tive certeza de que Lula era um eterno admirador do Comandante-em-chefe e que Fidel — desde a primeira vez que falou com ele — estava convencido de que o calibre humano, moral e político desse exemplo seria seguido pelas gerações atuais e novas.</p>
<p>Décadas depois, para a prisão de Curitiba, onde ele havia sido preso injustamente, enviei-lhe um questionário e ele me concedeu uma entrevista que mantenho com amor. Em junho de 2018, aquele grande homem hoje fora da cadeia, buscou um tempo em sua cela e me respondeu e enviou as respostas, que em 14 de junho de 2018 apareceram no jornal Granma.</p>
<p>Sempre me deu a impressão de ser um homem fácil de amar. Eu nunca o ouvi proferir palavras complicadas para falar sobre algum assunto, seja político, trabalhista ou qualquer outro assunto.</p>
<p>Quando você está perto dele, parece que você entrou em uma usina de aço, um setor que domina por vocação e a experiência, assim me disse na primeira vez que conversamos.</p>
<p>Na entrevista que lhe enviei e cujas respostas recebi do admirável amigo Frei Betto, ele me confessou: «Estou lendo e pensando muito, é um momento de muita reflexão sobre o Brasil e principalmente sobre o que aconteceu nos últimos tempos. Estou em paz com minha consciência e duvido que todos os que mentiram contra mim dormem com a paz de espírito com que durmo».</p>
<p>«É claro que gostaria de ter liberdade e fazer o que fiz durante toda a minha vida: dialogar com o povo. Mas sei que a injustiça que está sendo cometida contra mim também é uma injustiça contra o povo brasileiro».</p>
<p>E assim foi desde o primeiro dia que a «injustiça brasileira» o separou da vitória certa que ele teria nas eleições mais recentes, onde todas as pesquisas lhe deram mais de 20 pontos de vantagem sobre seu seguidor mais próximo.</p>
<p>O povo brasileiro viajou para Curitiba, dos recantos mais remotos da geografia daquele gigante sul-americano. Ele foi acompanhado em seu despertar todas as manhãs. Também de noite, desejaram-lhe um bom descanso.</p>
<p>Lula, como confessou, não se sentiu sozinho em nenhum dos 580 dias e noites que o mantiveram na prisão.</p>
<p>«O relacionamento que construí ao longo das décadas com o povo brasileiro, com as entidades dos movimentos sociais, é um relacionamento de grande confiança e algo que eu aprecio muito, porque em toda a minha carreira política sempre insisti em nunca trair essa confiança. E eu não trairia essa confiança por dinheiro, por um apartamento, por nada. Foi assim antes de ser presidente, durante a presidência e depois dela. Então, para mim, essa solidariedade é algo que me excita e me incentiva a permanecer firme», disse-me nessa entrevista.</p>
<p>Por tudo isso, quando ele foi visto saindo da prisão injusta e milhares de brasileiros estavam esperando por ele fora do complexo, percebi que o Lula que eu admiro, longe de se «cansar» seus dias de cativeiro, subiu a patamares mais altos, agitando as mesmas bandeiras, sempre com o seu povo e com o otimismo que tem, desde que trabalhou como engraxate, ainda não completando 12 anos. Ou quando era assistente de lavagem a seco e, em sua maior paixão desde os 14 anos, trabalhando em uma usina metalúrgica e, paralelamente, aprendendo o ofício de torneiro.</p>
<p>Ele reuniu-se com seu povo, o homem que, sendo presidente do Brasil, conseguiu tirar 30 milhões de seus concidadãos da pobreza e devolveu vida e esperança aos milhões que esperavam que ele seguisse com ele para as novas batalhas deste mundo conturbado, que é possível e essencial torná-lo melhor.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Os verdadeiros «crimes» de Lula</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2018 22:32:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
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		<description><![CDATA[LUIZ Inácio Lula da Silva é um transgressor, mas não das leis de seu país nem dos valores éticos que a maioria das pessoas admira no mundo. Por sua conduta pública e pessoal, uma parte importante do seu povo deseja levá-lo, pela terceira vez, à presidência do Brasil, uma das nações com maior potencial de desenvolvimento material e humano.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5201" alt="Lula pueblo brasil" src="/files/2018/09/Lula-pueblo-brasil.jpg" width="300" height="250" />LUIZ Inácio Lula da Silva é um transgressor, mas não das leis de seu país nem dos valores éticos que a maioria das pessoas admira no mundo.</p>
<p>Por sua conduta pública e pessoal, uma parte importante do seu povo deseja levá-lo, pela terceira vez, à presidência do Brasil, uma das nações com maior potencial de desenvolvimento material e humano.</p>
<p>O que Lula transgrediu foi um dos dogmas mais sagrados para a capital transnacional que hoje levanta as ideias do neoliberalismo: o Estado não é a favor de promover programas de bem-estar, em longo prazo, a favor dos pobres.</p>
<p>Durante seus dois mandatos como presidente, ele cometeu o «crime» de redistribuir enormes riquezas do Estado brasileiro, com o nobre propósito de mitigar a fome e a pobreza de milhões de seus compatriotas.</p>
<p>Lula cumpriu em alto grau a promessa que assumiu quando assumiu o cargo, em janeiro de 2003: «Se eu terminar meu mandato e todo brasileiro tiver café-da-manhã, almoço e jantar, eu vou cumprir o objetivo da minha vida».</p>
<p>Naquela época, 54 milhões de pessoas precisavam cumprir o direito humano à comida segura. No final de seu segundo mandato presidencial o país havia tirado cerca de 30% das famílias que vivem nessa condição de pobreza, quase eliminou a pobreza extrema e retirou o Brasil do Mapa da Fome, preparado pela Organização das Nações Unidas (ONU).</p>
<p>Em um contexto econômico internacional favorável, o qual aproveitou, impulsionou a geração de mais de 20 milhões de empregos formais, quatro vezes mais que os gerados no período 1990-2002. Criou programas sociais com ampla cobertura nacional, como o Bolsa Família e outros que passaram a favorecer mais de 79 milhões de pessoas, mais de um terço das pessoas no país.</p>
<p>Somente esses fatos, em um dos países mais desiguais do mundo, merecem o maior respeito. Eles também explicam o ódio da direita que prioriza os ganhos de capital em detrimento da justiça social.</p>
<p>Também incorreu em mais dois «crimes», igualmente «sérios» para as classes dominantes locais e para aqueles que dominam a política em Washington, Londres, Berlim e outras capitais do chamado Primeiro Mundo.</p>
<p>O primeiro foi o de promover uma política externa ativa e altiva de paz e cooperação, que impulsionou a liderança brasileira como um ator global construtivo no sistema das relações internacionais, entre 2003 e 2010. Tudo isso com uma autonomia vista com preocupação pelos patrocinadores da Doutrina Monroe no continente.</p>
<p>Seu segundo «crime» foi preocupar-se e cuidar para promover que o Brasil, com seus próprios meios econômicos e tecnológicos, desenvolvesse uma estratégia de defesa nacional projetada para enfrentar — em caso de necessidade — os apetites externos pelos recursos naturais excepcionais que o país possui.</p>
<p>Portanto, as classes dominantes tradicionais que nunca perderam o poder, enquanto o Partido dos Trabalhadores (PT) esteve na presidência do país, optaram por passar à contraofensiva. Isso ficou claro desde os primeiros meses em que a sucessora de Lula, Dilma Rousseff, assumiu a presidência, em 2011.</p>
<p>O plano subversivo foi mais beligerante e público, após as eleições presidenciais de 2014. A remoção do PT da presidência tornou-se o primeiro passo para alcançar o objetivo principal: enfraquecer o Estado brasileiro e sujeitá-lo ao status de um elemento funcional de interesse do capital global e, acima de tudo, do seu centro hegemônico: os Estados Unidos. Essa operação só poderia ser realizada através da eliminação política de Lula. A direita golpista percebeu isso.</p>
<p>A direita sabia e sabe que o PT é, em um grau muito alto, uma importante força política em virtude da liderança coesa de Lula. Sabe que a esquerda e os setores nacionalistas do país veem Lula como o único líder com experiência, méritos e condições para facilitar acordos conjuntos. E silenciosamente reconhece que os mais pobres, apesar de todas as calúnias contra ele, continuam percebendo-o como seu único líder nacional.</p>
<p>Todas essas razões unificadas explicam por quê, para as classes dominantes brasileiras, é irrelevante se há ou não evidências convincentes para apoiar as inúmeras acusações que eles fabricaram contra o ex-presidente do PT. É suficiente que os novos juízes tenham a convicção de que as suspeitas são credíveis; os absurdos processuais não importam.</p>
<p>O estado de direito exaltado pelos ideólogos da direita foi e continua sendo violado todos os dias. Tal conduta confirma que os representantes do grande capital, quando veem seus lucros e seu poder em perigo, não têm escrúpulos de qualquer tipo para agir em busca das vantagens às que aspiram.</p>
<p>Essa impunidade poderia ser maior se a mobilização de massas contra o golpe estiver ausente ou fraca, cuja expressão mais crua hoje é a situação política e judicial que Lula está vivenciando.</p>
<p>Os líderes do Partido dos Trabalhadores (PT), do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e de outras forças de esquerda estão plenamente conscientes disso, assim como os coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a peça central do movimento de mobilizações em desenvolvimento em favor do ex-presidente.</p>
<p>Lula é a face visível e maior das injustiças que estão sendo cometidas hoje em nome da «justiça». Ele merece ser livre e aqueles que o apoiam devem ser respeitados em seu direito soberano de tê-lo, novamente, na presidência.</p>
<p>É evidente que a direita tem medo dele. Como acusado, ele é, na verdade, o grande acusador de uma democracia representativa colocada a serviço, de fato, dos interesses da elite neoliberal que comanda o país. Isso explica por que o número de juristas de prestígio, não ligados ao PT ou à esquerda, aumentou e se manifestam contra as ações seletivas de Sergio Moro e daqueles que o apoiam no judiciário.</p>
<p>Nessas condições, para cada dia que Lula passa na prisão com a firmeza que está mostrando, seu enorme prestígio político e como ser humano excepcional se multiplicarão exponencialmente e permanecerão como legado de dignidade, para os brasileiros e para todas as pessoas que aspiram e lutam por um mundo melhor.</p>
<p>Os fatos confirmarão que faz sentido lutar contra toda injustiça.</p>
<p>VOZES PELA JUSTIÇA</p>
<p>Raul Castro</p>
<p>«Foi consumada a prisão arbitrária e injusta do companheiro Lula, cuja liberdade reivindicamos, hoje sujeito a prisão política para impedi-lo de participar das próximas eleições presidenciais e que, de acordo com as pesquisas conduzidas por diferentes instituições no Brasil, se hoje houver eleições ninguém poderia vencer o Lula. É por isso que ele está preso, é por isso a calúnia da acusação que foi montada e que o levou à prisão».</p>
<p>Nicolás Maduro</p>
<p>«As elites oligárquicas do Brasil, neofascistas, desencadearam uma perseguição criminal contra Lula da Silva. Lula é um homem honesto que vem das fábricas, (&#8230;) líder democrático, moral, comprometido com o povo (&#8230;). Essa injustiça dói na alma. Mais cedo ou mais tarde, a Grande Pátria vencerá. Não só o Brasil, o mundo inteiro te abraça».</p>
<p>Evo Morales</p>
<p>«Eleição sem Lula é fraude. Cadeia sem julgamento justo e sem provas, é crime. O Brasil está sofrendo o pior golpe contra sua democracia. Mobilizados os povos da América Latina denunciam o mais grave ataque de injustiça perpetrado pela direita pró-imperialista aos olhos do mundo».</p>
<p>Rafael Correa</p>
<p>«Meu abraço de solidariedade ao meu parceiro e irmão Lula da Silva. Todos nós sabemos que seu «crime» é ter tirado da pobreza 38 milhões de brasileiros sem se submeter às elites brasileiras. É tudo uma questão de tempo. O poder popular retornará com a força de um furacão. Resiste!</p>
<p>Cristina Fernández</p>
<p>«Hoje no Brasil, algo definitivamente se tornou claro. Lula vai vencer as próximas eleições presidenciais e as elites do poder, que nunca estiveram interessadas em justiça ou democracia, usam o aparato judiciário para sua proibição. Todo nosso afeto por ele».</p>
<p>Recuadro…</p>
<p>EM 1º de setembro, o Ministério das Relações Exteriores da República (Minrex) de Cuba denunciou a inabilitação de Luiz Inácio Lula da Silva que o priva de se apresentar como candidato do Partido dos Trabalhadores à presidência do Brasil, com o que se impede que o povo brasileiro vote no mais popular aspirante a esse alto cargo.</p>
<p>Previamente, em abril passado, Lula foi levado à prisão com fins políticos e é impedido de aparecer nos meios de comunicação, como parte das manobras para evitar que as forças políticas que empreenderam um processo de transformações sociais no Brasil retornem ao governo, condenou o Minrex, reiterando, ao mesmo tempo, a solidariedade de Cuba com o companheiro Lula, o Partido dos Trabalhadores e o povo brasileiro.</p>
<p>O Supremo Tribunal Eleitoral determinou na madrugada de 1º de setembro, por seis votos a um, que Lula não poderá aspirar à Presidência por ter sido condenado em segunda instância por corrupção.</p>
<p>A legislação brasileira proíbe que sejam postulados a cargos públicos os condenados em segunda instância por um tribunal colegiado, como é o caso do ex-presidente, uma medida de combate à corrupção que foi sancionada pelo próprio Lula em 2010.</p>
<p>O líder do Partido dos Trabalhadores, que lidera todas as sondagens de intenção de votos, com um favoritismo de cerca de 40%, alega que foi condenado injustamente e que sofre uma perseguição política destinada a impedir que seja eleito para um terceiro mandato.</p>
<p>Soube-se que o ex-presidente brasileiro apresentará recursos perante a Suprema Corte do seu país e a ONU para que lhe garantam a possibilidade de participar das eleições presidenciais de outubro, depois que as autoridades eleitorais negassem sua inscrição como candidato.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Frei Betto: Não se deve cultivar no povo uma expectativa de vida burguesa</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Sep 2018 23:58:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[FREI Betto é um dos intelectuais latino-americanos mais conhecidos por suas contribuições teóricas, suas ligações com líderes da região, sua amizade com Fidel Castro e seu trabalho permanente em prol dos movimentos sociais e as causas justas do continente e do mundo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-5185" alt="Frei Betto, Lula" src="/files/2018/09/Frei-Betto-Lula-300x334.jpg" width="300" height="334" />FREI Betto é um dos intelectuais latino-americanos mais conhecidos por suas contribuições teóricas, suas ligações com líderes da região, sua amizade com Fidel Castro e seu trabalho permanente em prol dos movimentos sociais e as causas justas do continente e do mundo.</p>
<p>Seus conceitos, inerentes ao seu status de ser um dos principais teólogos da libertação brasileiros, o ligam — não apenas em seu país, mas em toda a América Latina e em outras nações — a movimentos importantes que representam a esperança para os despossuídos.</p>
<p>No Brasil, ele não é apenas um militante da esquerda, mas um lutador de primeiro escalão, ao lado de Lula e de outros líderes que lutam pelo melhoramento humano, e é capaz de analisar criticamente aqueles que, em sua opinião, foram fatores negativos impregnados em alguns partidos e movimentos sociais que foram tirados do poder por meio de golpes de Estado — jurídicos e midiáticos — como os observados hoje.</p>
<p>Começo esta entrevista pelo Brasil, o país do Betto, onde está atrás das grades, ilegalmente, o líder mais popular e comprometido com o seu povo: Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>Brasil vive momentos decisivos: um processo eleitoral que pode perpetuar o golpe da direita, ou produzir a mudança que a maioria do povo quer, com Lula à frente. Será que o senhor pode prever um resultado neste contexto?</p>
<p>«É impossível prever um desenlace. Mesmo assim, não há garantia de que Lula possa se apresentar oficialmente como candidato. Em setembro teremos um mês de muitas surpresas, para bem (espero) ou para mal (temo)».</p>
<p>«Minha esperança é que Lula, aprovado por 37% dos eleitores, possa transferir seus votos para Fernando Haddad, inclusive se for impedido de concorrer. Em 21 de agosto, foi publicada uma pesquisa confirmando que 39% dos eleitores de Lula não pretendem votar em Haddad. Em resumo, a situação eleitoral brasileira ainda é muito nebulosa. Espero que Jair Bolsonaro (candidato da extrema direita) perca eleitores quando a propaganda eleitoral começar na TV, a partir de 30 de agosto».</p>
<p>Como explicar que o governo golpista permanece no poder, apesar do grande declínio nos programas sociais?</p>
<p>«Temer se manteve porque tem o apoio do Congresso, que comprou muitos deputados e senadores. Por outro lado, os governos do PT não se dedicaram, ao longo de seus 13 anos, à alfabetização política do povo. Os movimentos populares não foram fortalecidos. Assim, a mobilização contra este governo golpista não tem sido suficiente para derrubá-lo, apesar do fato de que essa mobilização conseguiu impedir a reforma da previdência social».</p>
<p>Considera que Lula e o PT podem ter concebido um possível Plano B, para lançá-lo na última etapa pré-eleitoral, se não pudesse ir como aspirante a presidente em outubro?</p>
<p>«Sim, o Plano B é de conhecimento de todos: Fernando Haddad, do PT, como candidato a presidente, e Manuela D&#8217;Ávila, do Partido Comunista do Brasil (PcdoB), como vice-presidente. O desafio é transferir os votos de Lula para eles».</p>
<p>Em sua opinião, quais foram os maiores erros da esquerda latino-americana, na última década, em países como o Brasil e a Argentina?</p>
<p>«No Brasil, que não tenham trabalhado melhorar a formação política do povo, fortalecer seus movimentos e promover a democratização dos meios de comunicação. Criamos uma nação de consumidores e não de protagonistas políticos. Muitos querem que Lula retorne ao poder novamente para ter o mesmo nível de consumo sob seu governo e o primeiro da Dilma».</p>
<p>«Na Argentina, tampouco foi resolvida a alfabetização política do povo. Um governo progressista não é mantido com base em slogans».</p>
<p>Qual a sua opinião sobre o que acontece no Equador e as denúncias feitas contra Rafael Correa?</p>
<p>«A situação no Equador é uma pena. Com essa esquerda não há necessidade da direita».</p>
<p>O senhor acha que há um ressurgimento da direita latino-americana?</p>
<p>«Sim, a esquerda ‘está entrando no armário’ e a direita está saindo. Os governos progressistas tomaram medidas para melhorar a situação social e reduzir a desigualdade, mas não elaboraram uma estratégia pedagógica de educação política do povo e sua consequente organização e mobilização. Em nome de um futuro melhor, a esquerda não deve cultivar no povo uma esperança de vida burguesa».</p>
<p>«Educar a subjetividade humana é tão importante quanto garantir às pessoas os bens materiais essenciais para uma vida decente. Como disse o contador de histórias cubano, Onelio Jorge Cardoso, saciar nas pessoas a fome de pão e de beleza».</p>
<p>Acha que as perdas causadas à esquerda da região serão reversíveis?</p>
<p>«Sim, acho que são reversíveis, a partir de que façamos uma autocrítica, reconhecendo nossos erros, tais como pensar que o governo é um violino, que se segura com a esquerda e é tocado com a direita. Além disso, a corrupção de alguns setores da esquerda enfraqueceu muito nossa credibilidade».</p>
<p>«Fidel me disse que um revolucionário pode perder tudo, até a vida, mas não pode perder sua moral».</p>
<p>Nesse contexto, dois grandes homens já não estão mais fisicamente: Chávez e Fidel. Como se lembra deles?</p>
<p>«Lembro-me de Chávez, que era o terceiro irmão de Fidel, depois de Raúl. Fidel e Chávez estavam muito sintonizados. Eles coincidiam na inteligência estratégica, na macrovisão da conjuntura, na forte empatia com as massas. São perdas irreparáveis.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Lula adverte: não vou baixar a cabeça</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Feb 2018 16:27:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[O ex-presidente de Brasil Luiz Inácio Lula da Silva advertiu seus perseguidores que não baixará a cabeça e, pelo contrário, continuará defendendo seu legítimo direito a concordar como candidato às próximas eleições. Levantem quantas infâmias queiram, contem as mentiras que desejem, mas para retirar da disputa eleitoral vão ter que violar a Constituição, sublinhou o ex-presidente ao encerrar o ato pelo 38 aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4791" alt="lula-da-silva" src="/files/2018/02/lula-da-silva.jpg" width="300" height="250" />O ex-presidente de Brasil Luiz Inácio Lula da Silva advertiu seus perseguidores que não baixará a cabeça e, pelo contrário, continuará defendendo seu legítimo direito a concordar como candidato às próximas eleições.</p>
<p>Levantem quantas infâmias queiram, contem as mentiras que desejem, mas para retirar da disputa eleitoral vão ter que violar a Constituição, sublinhou o ex-presidente ao encerrar o ato pelo 38 aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT).</p>
<p>Em um discurso no qual ponderou o significado do PT na história de Brasil, Lula acusou a setores da Polícia Federal e do Ministério Público e ao juiz Sérgio Moro de mentir para o condenar em &#8216;um julgamento, que é político&#8217;, considerou.</p>
<p>Eu não estou acima da lei, mas sim da mentira, afirmou dantes de comentar que hoje em Brasil há só uma unanimidade e é que nem os partidos políticos, nem os meios querem que ele dispute a eleição, pois sabem que de ser candidato sobraria só uma vaga para o segundo turno, com perspectivas de ganhar no primeiro.</p>
<p>O líder histórico do PT aludiu também ao fato que o presidente Michel Temer resolva mudar repentinamente uma proposta com 80 por cento de reprovação, como a reforma do sistema previdenciário, por outra com 80 por cento de aceitação como colocar às Forças Armadas nas ruas para controlar a violência.</p>
<p>Afirmou que essa é uma manobra eleitoreira do atual inquilino do Palácio de Planalto e citou uma frase -&#8217;histórica&#8217;, sustentou- do pré- candidato presidencial Jair Bolsonaro, que no dia 21/02 advertiu a Temer que já ele &#8216;roubou tudo neste país, mas não me vai roubar nem meu discurso, nem meus votos&#8217;.</p>
<p>Fez questão de que se decidem cumprir a condenação que lhe foi imposta injustamente &#8216;poderão prender mal minha carne carcomida, mas não minhas ideias, meus sonhos, nem a esperança&#8217; dos milhões de Lula existentes no Brasil, e reafirmou que &#8216;não vou fugir, nem me vou suicidar; vou permanecer aqui&#8217;.</p>
<p>Por sua vez, a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, manifestou que o desta noite em São Paulo era um ato de resistência, de denúncia e de luta, mas também de desagravo a Lula pela perseguição que vem sofrendo, a qual é também de fato contra o povo trabalhador.</p>
<p>Afirmou que a candidatura de que foi o presidente mais popular e melhor avaliado na história de Brasil não é só desse partido, mas de uma parte importante da população brasileira, que é nestes momentos refém de uma classe política dominante racista e homofóbica.</p>
<p>Previamente, o líder da bancada petista no Senado Federal, Lindbergh Farias, alertou que o pior palco para as forças de esquerda seria lhe seguir a corrente à Rede Globo e pensar que existe um plano B se Lula fosse preso.</p>
<p>&#8216;O plano B não existe, o que existe é o plano Lula&#8217;, enfatizou Farias antes de alertar que o que procuram com essa campanha é ter um PT com a cabeça baixa e desanimado.</p>
<p>A batalha deste ano (nas urnas) ainda está aberta, apreciou o legislador dantes de reiterar que uma eleição sem Lula seria só uma fraude, uma farsa.</p>
<p><strong>(Prensa Latina) </strong></p>
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