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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Khaddhafi</title>
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		<title>O PAPEL GENOCIDA DA NATO (SEGUNDA PARTE)</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 01:07:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Poder-se-á concordar ou não com o Khaddhafi. O mundo tem sido invadido com todo o tipo de notícias, empregando especialmente os meios maciços de informação. Haverá que esperar o tempo necessário para conhecer a rigor quanto tem de verdade ou de mentira, ou uma mistura de fatos de todo o tipo que, no meio do caos, aconteceram na Líbia. O que para mim resulta absolutamente evidente é que ao Governo dos Estados Unidos não lhe preocupa em absoluto a paz na Líbia, e não hesitará em dar à NATO a ordem de invadir esse rico país, talvez em questão de horas ou muito breves dias.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Há pouco mais de oito meses, em 21 de fevereiro do ano em curso, afirmei com plena convicção: “O plano da NATO é ocupar Líbia”. Sob esse título abordei por primeira vez o tema numa Reflexão cujo conteúdo parecia fruto da fantasia.</p>
<p>Incluo nestas linhas os elementos de juízo que me levaram a essa ilação.</p>
<p>“O petróleo se tornou na principal riqueza nas mãos das grandes transnacionais ianques; através dessa fonte de energia dispuseram de um instrumento que acrescentou consideravelmente seu poder político no mundo”.</p>
<p>“Sobre essa fonte de energia se desenvolveu a atual civilização. A Venezuela foi a nação deste hemisfério que pagou maior preço. Os Estados Unidos se tornaram donos dos enormes jazigos com que a natureza dotou esse país irmão.</p>
<p>“Ao findar a última Guerra Mundial começou a extrair dos jazigos do Irão, assim como dos da Arábia Saudita, do Iraque e dos países árabes situados ao redor deles, maiores quantidades de petróleo. Estes passaram a ser os principais fornecedores. O consumo mundial se elevou progressivamente à fabulosa cifra de aproximadamente 80 milhões de barris diários, incluídos os que se extraem no território dos Estados Unidos, aos que ulteriormente se adicionaram o gás, a energia hidráulica e a nuclear”.</p>
<p>“O esbanjamento do petróleo e do gás está ligado a uma das maiores tragédias, não resolvida em absoluto, que sofre a humanidade: a mudança climática.”</p>
<p>“Em dezembro de 1951, a Líbia se tornou no primeiro país africano em atingir sua independência depois da Segunda Guerra Mundial, na qual seu território foi cenário de importantes combates entre tropas alemãs e do Reino Unido…”</p>
<p>“Do seu território, 95 % é totalmente desértico. A tecnologia permitiu descobrir importantes jazigos<strong> </strong>de petróleo ligeiro de excelente qualidade que hoje atingem um milhão 800 mil barris diários e abundantes depósitos de gás natural. […] Seu rigoroso deserto está localizado sobre um enorme lago de água fóssil, equivalente a mais de três vezes a superfície de Cuba, o que lhe possibilitou construir uma ampla rede de condutoras de água doce que se estende por todo o país.”</p>
<p>“A Revolução Líbia aconteceu no mês de setembro do ano 1969. Seu principal dirigente foi<strong> </strong>Muammar Al- Khaddhafi militar de origem beduína, que em sua juventude mais precoce se inspirou nas idéias do líder egípcio Gamal Abdel Nasser. Sem dúvidas que muitas de suas decisões estão ligadas às mudanças que ocorreram quando, ao igual que no Egito, uma monarquia fraca e corrupta foi derrocada na Líbia.”</p>
<p>“Poder-se-á concordar ou não com o Khaddhafi. O mundo tem sido invadido com todo o tipo de notícias, empregando especialmente os meios maciços de informação. Haverá que esperar o tempo necessário para conhecer a rigor quanto tem de verdade ou de mentira, ou uma mistura de fatos de todo o tipo que, no meio do caos, aconteceram na Líbia. O que para mim resulta absolutamente evidente é que ao Governo dos Estados Unidos não lhe preocupa em absoluto a paz na Líbia, e não hesitará em dar à NATO a ordem de invadir esse rico país, talvez em questão de horas ou muito breves dias.</p>
<p>“Os que com pérfidas intenções inventaram a mentira de que Khaddhafi se dirigia à Venezuela, igual que o fizeram na tarde de ontem domingo 20 de fevereiro, receberam hoje uma digna resposta do Ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro…”</p>
<p>“Por minha parte, não imagino o dirigente líbio abandonando o país, eludindo as responsabilidades de que é imputado, forem ou não falsas em parte ou em sua totalidade.</p>
<p>“Uma pessoa honesta estará sempre contra qualquer injustiça que se cometa com qualquer povo do mundo, e a pior delas, neste instante, seria guardar silêncio perante o crime que a NATO se prepara para cometer contra o povo líbio.</p>
<p>“À chefia dessa organização belicista lhe urge fazê-lo. É preciso denunciá-lo!”</p>
<p>Nessa prematura data me tinha apercebido do que era absolutamente óbvio.</p>
<p>Amanhã terça-feira, 25 de outubro, falará nosso chanceler Bruno Rodríguez na sede das Nações Unidas para denunciar o bloqueio criminoso dos Estados Unidos contra Cuba. Acompanharemos de perto essa batalha que colocará em evidência mais uma vez a necessidade de pôr término, não apenas ao bloqueio, mas ao sistema que engendra a injustiça em nosso planeta, esbanja seus recursos naturais e coloca em risco a sobrevivência humana. Prestaremos atenção especial ao alegado de Cuba.</p>
<p>Prosseguirá na quarta-feira 26.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/10/firma-de-fidel-24-de-octubre-de-2011-300x146.jpg" alt="" width="300" height="146" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>24 de outubro de 2011</strong></p>
<p><strong>17h19.</strong></p>
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		<title>Kadafi afirma que continuará luta contra a agressão</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2011/08/24/kadafi-afirma-que-continuara-luta-contra-agressao/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 03:16:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Khaddhafi]]></category>
		<category><![CDATA[Líbia]]></category>
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		<description><![CDATA[Os vastos recursos da OTAN e as forças do autodenominado Conselho Nacional de Transição (CNT) estão concentrados hoje em capturar o líder líbio, Muamar Kadafi, que desafiou-os com a consigna "Vitória ou morte!". Em uma alocução difundida por uma emissora líbia que está fora do domínio dos insurgentes, Kadafi qualificou sua saída desta capital de movimento tático e assegurou que permanecerá no país "até o triunfo ou o martírio".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2112" src="/files/2011/08/gadafi1.jpg" alt="" width="300" height="250" />Os vastos recursos da OTAN e as forças do autodenominado Conselho Nacional de Transição (CNT) estão concentrados hoje em capturar o líder líbio, Muamar Kadafi, que desafiou-os com a consigna &#8220;Vitória ou morte!&#8221;.</p>
<p>Em uma alocução difundida por uma emissora líbia que está fora do domínio dos insurgentes, Kadafi qualificou sua saída desta capital de movimento tático e assegurou que permanecerá no país &#8220;até o triunfo ou o martírio&#8221;.</p>
<p>A entrada das heterogêneas milícias do CNT ontem no complexo residencial de Bab al Aziziya foi difundida como uma vitória decisiva, mas, na realidade, não contribuiu a esperada solução definitiva à guerra.</p>
<p>A operação, que durou várias horas, contou com o apoio da aviação da OTAN que não economizou munição em suas descargas sobre a residência e áreas vizinhas.</p>
<p>Washington e os demais países da aliança bélica esclareceram ontem que prosseguirão os bombardeios até a extinção do atual governo.</p>
<p>Para o CNT é importante uma vitória tangível antes de amanhã, quando a Liga Árabe está convocada com urgência em sua sede do Cairo para examinar a crise líbia e consagrar sua vitória, que não é definitiva sem a captura ou o exílio de Kadafi.</p>
<p>Ainda que a Liga apoiou os opositores e condenou a intervenção militar da aliança atlântica, seus estatutos preveem o reconhecimento de países e não de governos, por isso resulta factível que, salvo um exercício de abstração, declare vazio o assento correspondente à Líbia.</p>
<p>Fontes do CNT asseguraram que controlam 80 por cento do país, mas é notório que há várias cidades, entre elas Sirte, de onde é oriundo Kadafi, que estão fora de seu controle.</p>
<p>Aqui em Trípoli continua-se escutando disparos e o Rixos Hotel, onde estão sitiados os jornalistas que não viajam com os insurgentes, é um caos de versões contraditórias sobre o estado real da situação.</p>
<p>Na prática, os meios multinacionais que acompanham as forças do CNT têm o monopólio da informação e suas versões da situação são as que prevalecem.</p>
<p>Boletins desses meios informaram sobre troca de tiros em vários distritos vizinhos ao complexo de Bab al Aziziya, mas abstêm-se de mencionar o estado de coisas no resto desta capital.</p>
<p>Além disso, reivindicaram a captura pelo CNT da cidade de Ras Lanuf.</p>
<p>Enquanto soube-se também que o governo britânico anunciou o envio a este país norte-africano de uma denominada missão de estabilidade para cooperar na criação do que qualificou de um &#8220;governo estável&#8221;, no qual incluem os atuais ministros, o que se considera um convite tácito a mudar lealdades.</p>
<p>O anúncio evidencia a desconfiança da Europa e dos Estados Unidos na capacidade do CNT de exercer controle efetivo sobre a situação, baseada no caos desatado no Iraque depois da invasão e ocupação militar estadunidense desse país árabe.</p>
<p><strong>(Prensa Latina)</strong></p>
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		<title>Um Fogo Que Pode Queimar A Todos</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 14:20:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pode-se ou não concordar com as idéias políticas de Khaddhafi, mas a existência da Líbia como Estado independente e membro das Nações Unidas ninguém tem direito a pôr em causa. Ainda o mundo não chegou ao que, do meu ponto de vista, constitui uma questão elementar para a sobrevivência de nossa espécie: o acesso de]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Pode-se ou não concordar com as idéias políticas de Khaddhafi, mas a existência da Líbia como Estado independente e membro das Nações Unidas ninguém tem direito a pôr em causa.</p>
<p>Ainda o mundo não chegou ao que, do meu ponto de vista, constitui uma questão elementar para a sobrevivência de nossa espécie: o acesso de todos os povos aos recursos materiais deste planeta. Não existe outro no Sistema Solar que possua as mais elementares condições da vida que conhecemos.</p>
<p>Os próprios Estados Unidos da América sempre tentaram ser um crisol de todas as raças, de todos os credos e de todas as nações: brancas, pretas, amarelas, indígenas e mestiças, sem outras diferenças que não fossem as de amos e escravos, ricos e pobres; mas tudo dentro dos limites da fronteira: ao norte, o Canadá; ao sul, o México; ao Leste, o Atlântico e a oeste, o Pacífico. Alasca, Porto Rico e Havai eram simples acidentes históricos.</p>
<p>O complicado do assunto é que não se trata de uma nobre vontade dos que lutam por um mundo melhor, o qual é tão digno de respeito como as crenças religiosas dos povos. Bastariam alguns tipos de isótopos radiativos que emanassem do urânio enriquecido consumido pelas plantas termonucleares em quantidades relativamente pequenas ─visto que não existem na natureza─ para pôr término à frágil existência da nossa espécie. Manter esses resíduos em volume crescentes, sob sarcófagos de betão armado e aço, é um dos maiores desafios da tecnologia.</p>
<p>Fatos como o acidente de Chernóbil ou o terremoto do Japão têm evidenciado esses riscos mortais.</p>
<p>O tema que desejo abordar hoje não é esse, mas o espanto com que ontem observei, através do programa <em>Dossiê</em> de Walter Martínez, na televisão venezuelana, as imagens fílmicas da reunião entre o chefe do Departamento de Defesa, Robert Gates, e o Ministro de Defesa do Reino Unido, Liam Fox, que visitou os Estados Unidos para discutir a criminosa guerra desatada pela NATO contra a Líbia. Era algo difícil de acreditar, o Ministro inglês ganhou o “Oscar”; era um molho de nervos, estava tenso, falava que nem louco, dava a impressão de que cuspia as palavras.</p>
<p>É claro que primeiro chegou à entrada do Pentágono onde Gates o esperava sorridente. As bandeiras de ambos os países, a do antigo império colonial britânico e a de seu afilhado, o império dos Estados Unidos, tremulavam no alto de ambos os lados enquanto eram entoados os hinos. A mão direita sobre o peito, a saudação militar rigorosa e solene da cerimônia do país hóspede. Foi o ato inicial. Depois penetraram os dois ministros no edifício norte-americano da Defesa. Supõe-se que falaram longamente, pelas imagens que vi quando regressavam cada um deles com um discurso em suas mãos, sem dúvida, previamente elaborado.</p>
<p>O contexto de todo esse cenário estava constituído pelo pessoal uniformado. Do ângulo esquerdo via-se um jovem militar alto, magro, ao que parece rubro, cabeça rapada, boné com pala preta embutida quase até o pescoço, apresentando fuzil com baioneta, que não piscava nem se via respirar, como estampa de um soldado disposto a disparar uma bala do fuzil ou um míssil nuclear com a capacidade destruidora de 100 mil toneladas de TNT. Gates falou com o sorriso e a naturalidade de um dono. O inglês, no entanto, fê-lo da forma que expliquei.</p>
<p>Poucas vezes vi algo mais horrível; exibia ódio, frustração, fúria e uma linguagem ameaçadora contra o líder líbio, exigindo sua rendição incondicional. Via-se-lhe indignado porque os aviões da poderosa NATO não tinham conseguido dobrar em 72 horas a resistência líbia.</p>
<p>Só lhe restava exclamar: “lágrimas, suor e sangue”, como Winston Churchill quando calculava o preço a pagar por seu país na luta contra os aviões nazis. Neste caso o papel nazi-fascista o está fazendo a NATO com seus milhares de missões de bombardeamento com os aviões mais modernos que o mundo tem conhecido.</p>
<p>O cúmulo foi a decisão do Governo dos Estados Unidos autorizando o emprego dos aviões sem piloto para matar homens, mulheres e crianças líbios, como no Afeganistão, a milhares de quilômetros da Europa Ocidental, mas desta vez contra um povo árabe e africano, perante os olhos de centenas de milhões de europeus e nada menos do que em  nome da Organização das Nações Unidas.</p>
<p>O Primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, declarou ontem que esses atos de guerra eram ilegais e ultrapassavam o marco dos acordos do Conselho de Segurança das Nações Unidas.</p>
<p>Os ataques grosseiros contra o povo líbio que<strong> </strong>adquirem um caráter nazi-fascista podem ser utilizados contra qualquer povo do Terceiro Mundo.</p>
<p>Realmente me espanta a resistência que a Líbia tem oferecido.</p>
<p>Agora essa belicosa organização depende de Khaddhafi. Se ele resistir e não acata suas exigências, passará à história como um dos grandes personagens dos países árabes.</p>
<p>A NATO atiça um fogo que pode queimar a todos!</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/04/firma-fidel-110427-re-de-hoy-300x204.jpg" alt="" width="300" height="204" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>27 de abril de 2011</strong></p>
<p><strong> 19h34</strong></p>
<div><a rel="nofollow" target="_blank" href="http://goodnarrativeessays.com/" >good narrative essays</a></div>
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		<title>O Melhor e Mais Inteligente</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/reflexoes-fidel/2011/04/01/o-melhor-e-mais-inteligente/</link>
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		<pubDate>Sat, 02 Apr 2011 01:01:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem, por razões de espaço e tempo, não disse uma palavra do discurso pronunciado por Barack Obama na segunda-feira 28, a respeito da guerra na Líbia. Dispunha de uma cópia da versão oficial, fornecida à imprensa pelo Governo dos Estados Unidos. Tinha sublinhado algumas das coisas que ele afirmou. Voltei a revê-lo e cheguei à]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, por razões de espaço e tempo, não disse uma palavra do discurso pronunciado por Barack Obama na segunda-feira 28, a respeito da guerra na Líbia. Dispunha de uma cópia da versão oficial, fornecida à imprensa pelo Governo dos Estados Unidos. Tinha sublinhado algumas das coisas que ele afirmou. Voltei a revê-lo e cheguei à conclusão de que não valia a pena gastar demasiado papel no assunto.</p>
<p>Lembrava o que me contou Carter quando nos visitou em 2002 sobre o cultivo de florestas nos Estados Unidos, visto que ele possui uma plantação familiar no Estado de Georgia. Nesta visita lhe perguntei de novo sobre aquela cultura e voltou a expressar que semeia as plantas de pinheiro a uma distância de 3 por 2 metros, que equivalem a 1 700 árvores por hectare, e se recolhem passados uns 25 anos.</p>
<p>Há muitos anos li que <em>The New York Times</em>, numa edição dominical, consumia o papel extraído da desflorestação de 40 hectares de bosque. Portanto, explica-se minha preocupação pela poupança de papel.</p>
<p>É claro que Obama é um excelente articulador de palavras e frases. Poderia se ganhar a vida escrevendo historietas para crianças. Conheço seu estilo porque o primeiro que li e sublinhei, muito antes de que assumisse a presidência, foi um livro titulado os “Sonhos do meu Pai”. Fi-lo com respeito e, pelo menos, consegui apreciar que seu autor sabia escolher a palavra precisa e a frase adequada para ganhar a simpatia dos leitores.</p>
<p>Confesso que não gostei da sua tática de suspense, ocultando suas próprias idéias políticas até o final. Fiz um esforço especial por não esquadrinhar no último capítulo o que opinava sobre diversos problemas, do meu ponto de vista fulcrais neste momento da história humana. Tinha a certeza de que a profunda crise econômica, a colossal despesa militar, e o sangue jovem derramado por seu predecessor republicano, ajudá-lo-iam a derrotar o seu adversário eleitoral, apesar dos enormes preconceitos raciais da sociedade norte-americana. Era ciente dos riscos que corria de que o eliminassem fisicamente.</p>
<p>Por óbvias razões de politicagem tradicional procurou, antes das eleições, o apoio dos votos dos anti-cubanos de Miami, na sua maioria dirigidos por pessoal de origem batistiana e reacionária, que converteram os Estados Unidos numa república bananeira, onde a fraude eleitoral determinou nada menos que a vitória de W. Bush em 2000, lançando à lixeira a um futuro Prêmio Nobel: Al Gore, Vice-presidente de Clinton e aspirante à presidência.</p>
<p>Um elementar sentido de justiça teria levado o Presidente Obama a retificar as conseqüências do infame julgamento que conduziu ao desumano, cruel, e especialmente injusto encarceramento dos cinco patriotas cubanos.</p>
<p>Sua Mensagem à União, seus discursos no Brasil, Chile e em El Salvador, e a guerra da NATO na Líbia, obrigaram-me a sublinhar, mais do que sua própria autobiografia, o mencionado discurso.</p>
<p>O quê é o pior desse pronunciamento e como explicar as aproximadamente 2 500 palavras que contém a versão oficial?</p>
<p>Do ponto de vista interno, sua falta total de realismo coloca seu feliz autor nas mãos dos seus piores adversários, que desejam humilhá-lo e vingar-se da sua vitória eleitoral em novembro de 2008. Não lhes basta ainda com o castigo a que o submeteram nos finais de 2010.</p>
<p>Do ponto de vista externo, o mundo tomou mais consciência do que significam para muitos povos o Conselho de Segurança, a NATO e o imperialismo ianque.</p>
<p>Para ser tão breve quanto prometi, explico-lhes que Obama começou seu discurso afirmando que desempenhava seu papel “detendo a força do Talibã no Afeganistão e perseguindo Al-Qaeda por todo o planeta”.</p>
<p>De imediato acrescenta que: “Durante gerações, os Estados Unidos da América têm desempenhado um papel singular como alicerce da segurança mundial e como defensor da liberdade humana”.</p>
<p>Isto é algo do qual, como os leitores sabem, os cubanos, os latino-americanos, os vietnamitas e outros muitos, podemos dar constância da sua veracidade.</p>
<p>Após essa solene declaração de fé, Obama investe uma boa parte do tempo em  falar do Khaddhafi, seus horrores e as razões pelas quais os Estados Unidos e seus aliados mais próximos: “―Reino Unido, a França, o Canadá, a Dinamarca, Noruega, a Itália, a Espanha, a Grécia e a Turquia― países que têm lutado junto de nós durante decênios. […] têm elegido cumprir com sua responsabilidade de defender o povo líbio.”</p>
<p>Mais adiante acrescenta: “…a NATO, tem tomado o comando para impor o embargo de armas e a zona de exclusão aérea.”</p>
<p>Confirma os objetivos da decisão “Como resultado da transferência para uma coligação mais ampla, centrada na NATO, o risco e o custo desta operação –para nosso exército e para o contribuinte estadunidense&#8211; reduzir-se-á significativamente.</p>
<p>“Por conseguinte, para aqueles que duvidaram de nossa capacidade para levar a cabo esta operação, quero deixar algo claro: os Estados Unidos fizeram aquilo que eu disse que faríamos.”</p>
<p>Volta às suas obsessões sobre Khaddhafi e às contradições que agitam sua mente: “Khaddhafi não tem abandonado o poder e, enquanto o não fizer, a Líbia continuará sendo um perigo.”</p>
<p>“Verdade é que os Estados Unidos não podem empregar nosso exército lá onde houver repressão e, levando em conta os riscos e custos de uma intervenção, sempre devemos fazer um balanço entre os nossos interesses e a necessidade de agir.”</p>
<p><span style="font-size: small"> </span> <span style="font-size: small">“A tarefa que dei às nossas tropas (de) –proteger o povo líbio […] conta com o apoio internacional e está respaldada por um mandato das Nações Unidas.”</span></p>
<p>As obsessões se reiteram uma e outra vez: “Se tentássemos derrocar Khaddhafi pela força, nossa coligação se quebraria. Teríamos […] de enviar tropas estadunidenses ao terreno para cumprir essa missão ou arriscarmo-nos à possibilidade de matar muitos civis com os ataques aéreos.”</p>
<p>“…temos esperanças no futuro do Iraque, mas a mudança de regime ali levou oito anos e custou milhares de vidas estadunidenses e iraquianas e quase 3 milhões de milhões de dólares.”</p>
<p>Dias depois de iniciados os bombardeamentos da NATO começou a divulgar-se a notícia de que um caça-bombardeiro norte-americano tinha sido derribado. Depois se soube, por alguma fonte, que era verdade. Alguns camponeses ao verem descer um pára-quedas, fizeram o que por tradição fazem na América Latina: foram ver; e se alguém precisa, auxiliam-no. Ninguém podia saber como pensavam. Com certeza eram muçulmanos, estavam fazendo com que a terra produzisse e não podiam ser partidários dos bombardeamentos. Um helicóptero que apareceu repentinamente para resgatar o piloto disparou contra os camponeses, feriu gravemente um deles, e de milagre não os matou a todos. Como o mundo sabe, os árabes, por tradição, são hospitaleiros com seus inimigos, alojam-nos em suas próprias casas, e se colocam de costas para não ver o caminho que eles seguem. Inclusive um covarde ou um traidor não significaria nunca o espírito de uma classe social.</p>
<p>Só a Obama lhe podia passar pela mente a peregrina teoria que incluiu em seu discurso, como pode apreciar-se no trecho seguinte:</p>
<p>“Não obstante, haverá ocasiões em que nossa segurança não estará diretamente ameaçada, mas sim nossos interesses e valores. […] sabemos que aos Estados Unidos, como a nação mais poderosa do mundo, pedir-lhe-ão ajuda com freqüência.</p>
<p>“Nesses casos, não devemos ter medo de agir, porém o peso das ações não deve recair apenas sobre os Estados Unidos. Como o temos feito na Líbia, nossa tarefa é então mobilizar a comunidade internacional para empreender uma ação coletiva.”</p>
<p>“Este é o tipo de liderança que temos mostrado na Líbia. É claro que, inclusive quando atuemos como parte de uma coligação, os riscos de qualquer ação militar serão elevados. Esses riscos foram constatados quando um dos nossos aviões sofreu uma avaria enquanto sobrevoava Líbia. Inclusive quando um dos nossos aviadores se lançou de pára-quedas, em um país cujo líder tem satanizado com tanta freqüência os Estados Unidos, numa região que tem uma história tão difícil com nosso país, este estadunidense não encontrou inimigos. Em vez disso, foi recebido por pessoas que o abraçaram. Um jovem líbio que veio em sua ajuda expressou: ‘Somos teus amigos. Estamos tão agradecidos desses homens que estão protegendo os céus.”</p>
<p>“Esta voz é apenas uma entre muitas numa região onde a nova geração se opõe a que lhe continuem negando seus direitos e oportunidades.”</p>
<p>“Mesmo assim, esta mudança provocará que o mundo seja mais complicado durante um tempo. O progresso será desigual e a mudança chegará de um modo bem divergente a diferentes países. Existem lugares, como o Egipto, onde esta mudança nos inspirará e infundirá nossas esperanças.”</p>
<p>Todo o mundo conhece que Mubarak foi aliado dos Estados Unidos, e quando Obama visitou a Universidade de El Cairo, em junho de 2009, não podia ignorar as dezenas de milhares de milhões de dólares subtraídos por aquele no Egipto.</p>
<p>Continuou com o emotivo relato:</p>
<p>“…acolhemos com beneplácito o fato de que a história esteja em andamento no  Oriente Médio e no Norte da África, e que os jovens estejam à vanguarda. Porque em qualquer lugar onde as pessoas anseiem ser livres, encontrarão um amigo nos Estados Unidos. Afinal de contas, é essa fé, são esses ideais, os que constituem o verdadeiro indicador da liderança estadunidense.”</p>
<p>“…nossa fortaleza no exterior se sustenta na nossa fortaleza nacional. Esta sempre deve ser nossa Estrela Polar, a capacidade do nosso povo de alcançar seu potencial, adotar decisões inteligentes com nossos recursos, incrementar a prosperidade que atua como fonte do nosso poder, e erguer os valores que tanto apreciamos.”</p>
<p>“Olhemos para o futuro com confiança e esperança, não só no nosso próprio país, mas também em todos aqueles que têm anseios de liberdade em todo o mundo.”</p>
<p>A espectacular historieta me fez lembrar do <em>Tea Party</em>, do senador Bob Menéndez e da ilustre Ileana Ros, a loba feroz que desafiava as leis para manter seqüestrado o menino cubano Elián González. Ela é hoje nada menos que Chefe do Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes dos Estados Unidos.</p>
<p>Khaddhafi não se cansa de repetir que Al-Qaeda lhe faz a guerra e envia combatentes contra o governo da Líbia, porque ele apoiou a guerra antiterrorista de Bush.</p>
<p>Aquela organização teve no passado excelentes relações com os serviços de inteligência norte-americanos na luta contra os soviéticos no Afeganistão, e possui sobrada experiência sobre os métodos de trabalho da CIA.</p>
<p>O quê acontecerá se as denúncias de Khaddhafi fossem certas? Como explicaria Obama ao povo norte-americano que uma parte dessas armas de combate terrestre caísse nas mãos dos homens de Bin Laden?</p>
<p>Não teria sido melhor e mais inteligente ter lutado para promover a paz e não a guerra na Líbia?</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/04/firma-de-fidel-31-de-marzo-de-2011-300x181.jpg" alt="" width="300" height="181" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>31 de março de 2011</strong></p>
<p><strong>19h58</strong></p>
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