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	<title>Cubadebate (Português) &#187; José Martí</title>
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		<title>Martí no orgulho de sua bandeira, que nunca foi mercenária</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2021 21:34:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[«Ele escreve de maneira mais brilhante do que qualquer pessoa na Espanha ou na América» Com apenas um traço, Rubén Darío reconheceu em nosso Apóstolo aquele talento que desencadeou, ao mesmo tempo, admiração, inveja e medo, porque a literatura transbordava; «Martí fotografa e esculpe na língua, pinta ou define a ideia, seu pensamento é um relâmpago; sua palavra um tímpano ou uma folha de prata ou um estrondo».]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-6309" alt="Marti" src="/files/2021/02/Marti.jpg" width="300" height="252" />«Ele escreve de maneira mais brilhante do que qualquer pessoa na Espanha ou na América» Com apenas um traço, Rubén Darío reconheceu em nosso Apóstolo aquele talento que desencadeou, ao mesmo tempo, admiração, inveja e medo, porque a literatura transbordava; «Martí fotografa e esculpe na língua, pinta ou define a ideia, seu pensamento é um relâmpago; sua palavra um tímpano ou uma folha de prata ou um estrondo».</p>
<p>Nem mesmo seus inimigos puderam negar aqueles dons do cubano que perambulava por Nova York e outras cidades do império nascente, do coração brutal e dos apetites anexionistas.</p>
<p>Puros, requintados, cobiçados, sinceros como ele, sua obra intelectual e sua arte nunca estiveram à venda, foram inestimáveis, de qualquer forma ajudaram a sustentar a estadia dele naquela cidade para onde fora por motivos patrióticos, e viveu 15 anos ao custo dos sacrifícios pessoais: «Tive que viver, tive que trabalhar, então, eram aquelas cachoeiras literárias», destacou o próprio Rubén Darío.</p>
<p>Poderia ter curtido, se tivesse proposto, uma vida de conforto e ouropel, para sustentá-la tinha muita capacidade intelectual e gênio criativo, mas em sua ética e fidelidade ao país, o oportunismo não tinha espaço; o sonho de sua Ilha o obcecava; «o dever de um homem está ali, onde é mais útil»</p>
<p>Alentou, esclareceu, desmantelou compromissos, enfrentou anexações abertas e disfarçadas, alicerçou a unidade; «despendi todas as minhas forças para unir o nosso povo, (&#8230;) para salvar a Revolução da única coisa que a ameaça: a traição», confessou em uma carta ao General Máximo Gómez.</p>
<p>José Martí plantou sementes que depois germinaram fortemente em Fidel, Raúl e os jovens da Geração do Centenário, nos Cinco Heróis e em tantos cubanos que, sem alarde ou hipocrisia, a partir da autêntica arte, da ciência ou do campo, exaltam o orgulho de uma bandeira «que nunca foi – nem será – mercenária».</p>
<p><strong>(Tirado de Granma)</strong></p>
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		<title>A luz que faz lembrar José Martí</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jan 2019 22:52:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tal como vem acontecendo há 66 anos, uma das últimas noites de janeiro passou em Cuba sob a luz dos archotes. Uma maré de jovens, com archotes e bandeirinhas, toma a cidade, avança desde a escadaria da Universidade até a Fragua Martiana, ao lado da avenida beira-mar de Havana. Uma data que todos os cubanos conhecem é celebrada nas ruas: o nascimento de José Martí.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5414" alt="Diaz Canel antorchas" src="/files/2019/01/Diaz-Canel-antorchas.jpg" width="300" height="250" />Tal como vem acontecendo há 66 anos, uma das últimas noites de janeiro passou em Cuba sob a luz dos archotes. Uma maré de jovens, com archotes e bandeirinhas, toma a cidade, avança desde a escadaria da Universidade até a Fragua Martiana, ao lado da avenida beira-mar de Havana. Uma data que todos os cubanos conhecem é celebrada nas ruas: o nascimento de José Martí.</p>
<p>Em 28 de janeiro de 1853, nasceu o mais universal de todos os cubanos «em uma casa modesta na rua Paula, onde a muralha chegava ao pé do porto», como descreve o escritor Jorge Mañach.</p>
<p>Cento e sessenta e seis anos mais tarde, o povo ilumina mais uma vez as ruas próximas das de Paula, como parte de uma tradição que começou com um grupo de jovens patriotas, quando se completavam cem anos daquela data, em 1953.</p>
<p>A casa de José Martí, segundo Juan Marinello, era a de uma criança pobre em uma fábrica colonial, sobrecarregada por tensões e tarefas exaustivas. «Num dos seus melhores poemas, em Jugo e Estrela, Martí aludiu à obscuridade do seu berço: «Quando nasci, sem sol&#8230;».</p>
<p>O poeta Cintio Vitier, ao descrever o contexto em que deu Martí seus primeiros passos, explicou que quando o Apóstolo nasceu «à luz do Novo Mundo, Cuba era, durante mais de três séculos, descrito crudemente no âmbito da história, uma possessão do império espanhol, sujeita aos hábitos despóticos que são impostos em todas as terras ocupadas pela conquista».</p>
<p>A ausência de luz, de paz, de bem-estar, na casa triste do número 41º da rua Paula (mais tarde 102 e agora Calle Leonor Perez 214), em Havana Velha, foi para a criança «um incentivo da rebelião clara que presidiu sua existência, passou por sua ação política e marcou seu ofício como escritor. O espetáculo cotidiano de arbitrariedade e corrupção, bem como o exemplo e a pregação de seu professor, o poeta Mendive, deixaram-no insatisfeito e rebelde antes da adolescência», disse Marinello.</p>
<p>Há muitas maneiras de homenagear Martí, garantiu o guerrilheiro Ernesto Che Guevara, por ocasião do nascimento de José Martí, em 28 de janeiro de 1960.</p>
<p>«José Martí pode e deve ser honrado na forma como ele gostaria de ser feito, quando ele disse com forte ênfase: ‘A melhor maneira de dizer é fazer’» tal como convidou, nesta segunda-feira, Raul Alejandro Palmero, presidente da Federação dos Estudantes Universitários (FEU), para se unirem à universidade na tarefa de recuperar Havana, enfatizando depois que a chama da continuidade durará no horizonte a ser defendida no dia 24 de fevereiro.</p>
<p>HONRA</p>
<p>O primeiro secretário do Comitê Central do Partido, general-de-exército Raúl Castro Ruz, e o presidente dos Conselhos de Estado e Ministros, Miguel Díaz-Canel dedicaram oferendas florais a José Martí, que foram depositados no mausoléu que guarda os restos mortais do Apóstolo, no cemitério de Santa Ifigênia.</p>
<p>Ofertas florais também foram colocadas em nome dos Conselhos de Estado e Ministros e do povo de Cuba.</p>
<p>Também às 12 da manhã, da fortaleza de San Carlos de la Cabaña e Santa Ifigênia, foram disparados 21 disparos de artilharia para homenagear o apóstolo de Cuba.<br />
<strong><br />
(Granma)</strong></p>
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		<title>De volta a Nossa América</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jan 2019 22:16:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É preciso lermos, uma e outra vez o artigo Nossa América, especialmente nestes tempos, a surpreender-nos com ideias tão eloquentes e atuais como estas: «A incapacidade não está no país nascente, pedindo maneiras de ser acomodados e grandeza útil, mas naqueles que querem governar povos originais (...) com leis herdadas de quatro séculos de prática livre nos Estados Unidos, ou de dezenove séculos de monarquia na França».]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5410" alt="Marti 1" src="/files/2019/01/Marti-1.jpg" width="300" height="245" />É preciso lermos, uma e outra vez o artigo Nossa América, especialmente nestes tempos, a surpreender-nos com ideias tão eloquentes e atuais como estas: «A incapacidade não está no país nascente, pedindo maneiras de ser acomodados e grandeza útil, mas naqueles que querem governar povos originais (&#8230;) com leis herdadas de quatro séculos de prática livre nos Estados Unidos, ou de dezenove séculos de monarquia na França».</p>
<p>José Martí também nos deslumbra com a sabedoria de um visionário que no século XIX, advertiu: «(&#8230;) o bom governador na América não é o único que sabe como o alemão ou o francês é regido, mas aquele que sabe com quais elementos foi feito seu país e como pode ir guiando-os em conjunto para chegar, mediante métodos e instituições nascidas do próprio país, a esse estado desejável onde cada homem sabe e exerce e todos desfrutam da abundância que a natureza pôs para todos no povo que fertilizam com seu trabalho e defendem com suas vidas».</p>
<p>À luz destes tempos «nossas repúblicas americanas dolorosas» — como José Martí as chamou no artigo do qual reproduzimos os excertos anteriores — sofrem, com novos nomes, males antigos legados por quatro séculos de colonialismo.</p>
<p>A recuperação das forças da direita na América Latina não só coloca os povos indígenas no limiar da exclusão social, discriminando negros, mulheres, camponeses, homossexuais, trabalhadores, estrangeiros, pobres, nativos; exacerbando o ódio e o medo do outro; também os despoja de seus recursos naturais, convenientemente colocados nas mãos das empresas transnacionais.</p>
<p>Desde o final da década passada até agora, no contexto latino-americano, mais de um presidente progressista, com manobras parlamentares e da mídia, foi substituído por representantes das oligarquias e elites nacionais ou foi julgado, para fazer desaparecer a possibilidade de voltar a ser eleito.</p>
<p>O passo seguinte foi eliminar as políticas sociais que beneficiaram a maioria, privá-la dos direitos que uma vez conquistaram e decapitar os movimentos populares. Enquanto isso, milhares de pessoas se movem em uma fileira em direção ao «sonho americano» e encontram-se frente a frente com um muro de marginalização e xenofobia. «Vai contra a humanidade — indicava José Martí — quem encoraje e propague a oposição e o ódio das raças», mas infelizmente muitos se tornam surdos para essa verdade.</p>
<p>O conceito de José Martí de Nossa América tem 128 anos (o ensaio homônimo foi publicado em janeiro de 1891 em Nova York e no México). Naquela época, as antigas colônias espanholas já haviam alcançado sua independência e as jovens repúblicas despertaram o apetite do império que se formava na América do Norte.</p>
<p>Martí, por sua vez, já havia sido preso em Cuba e exilado na Espanha; viveu e trabalhou em vários países da América (México, Guatemala, Honduras, Venezuela, daí a sua identificação e empatia com o destino desses povos) esteve na França, conheceu os Estados Unidos e tinha alcançado a maturidade política suficiente para entender o imperativo da unidade dos cubanos em sua luta pela independência, esforço que cristalizaria na fundação do Partido Revolucionário Cubano.</p>
<p>Essa mesma unidade era procurada pelo Apóstolo para as nações do subcontinente americano que, embora tivessem se separado da dominação espanhola, estavam expostas à dominação dos EUA. «O desdém do vizinho formidável, que não conhece, é o maior perigo da nossa América», disse Martí em Nossa América.</p>
<p>Desde a publicação do artigo de Martí ou mesmo desde antes, exceto as honrosas exceções de alianças estratégicas em favor da integração regional que nem sempre têm sido perduráveis — e personalidades que conseguiram medir o valor da unidade — a falta dessa unidade tem sido um obstáculo importante no desenvolvimento de seus povos, fraqueza habilmente utilizada por grupos poderosos para fortalecer sua posição hegemônica.</p>
<p>Nos últimos anos, grupos como a ALBA e a Unasul viram ameaçado ou reduzido o número dos membros (e com isso sua força unificadora), ao mesmo tempo em que aparecem ou reaparecem formações da direita, abertamente contrárias às posições progressistas da primeira e com uma agenda que sustenta a ligação com as políticas imperiais, em uma tentativa de sabotar a cooperação Sul-Sul ou o contato com os grupos mais avançados de economias emergentes, como o BRICs para, em última análise, deixar a América Latina e todo o seu potencial econômico e natural à mercê do poder do Norte.</p>
<p>No teor das novas tecnologias, as formas de fragmentar essa unidade tão necessárias foram renovadas, por isso o imediatismo e a aparente inocuidade do mundo digital chegam a impor uma imagem de nossos povos que não deixa espaço para o que é nativo destas terras.</p>
<p>Passado mais de um século, as palavras de José Martí não perderam hoje sua atualidade: «O dever urgente de Nossa América é se mostrar como ela é».</p>
<p>No início do milênio mais de um estadista observava que a América Latina não estava vivendo uma época de mudanças, mas uma mudança de era. Com 100 anos de antecedência, quando as colônias americanas começaram a ganhar sua condição de repúblicas, o Herói Nacional de Cuba escreveu: «O problema da independência não era a mudança de forma, mas a mudança de espírito».</p>
<p>Mais do que um apelo à unidade — «Com os oprimidos era (é preciso) fazer causa comum, para reforçar o sistema oposto aos interesses e hábitos dos opressores» — a ética — «Não há nenhum ódio racial, porque não existem raças» — e a defesa de nossas raízes — «Nem o livro europeu, nem o livro ianque, davam (dão) a chave do enigma hispano-americano». Esse artigo Nossa América é a confirmação de que não é pouco o que está faltando por fazer.</p>
<p>Felizmente permanece a resistência nas mentes dos intelectuais comprometidos, nas manifestações estudantis nas ruas, nos povos que procuram juntar-se, como uma maneira de sobreviver e naqueles líderes que não perderam a bússola da construção coletiva do bem de todos.</p>
<p>É preciso lermos uma e outra vez o Nossa América e nos convencermos de que «esses países serão salvos porque (&#8230;) está nascendo na América, neste tempo real, o homem real».</p>
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		<title>Prêmio Casa: Continuidade e transformação</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jan 2019 18:32:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[DO prédio estilo art deco, onde tem sua sede, em El Vedado havanês, ao seu Prêmio Literário e outros que convoca, a Casa das Américas é simplesmente extraordinária.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5400" alt="Casa de las Americas Premio" src="/files/2019/01/Casa-de-las-Americas-Premio.jpg" width="300" height="247" />DO prédio estilo art deco, onde tem sua sede, em El Vedado havanês, ao seu Prêmio Literário e outros que convoca, a Casa das Américas é simplesmente extraordinária.</p>
<p>Ali está desde sua fundação, em julho de 1959, por uma das primeiras leis do Governo Revolucionário e ali centenas de intelectuais latino-americanos e caribenhos se reuniram em torno de um Prêmio que hoje celebra sua 60ª edição.</p>
<p>Haydée Santamaría (1923-1980), heroína da luta revolucionária, que presidiu a Casa a partir dessa data de início e até a sua morte, assinou três meses após a criação desta instituição a ideia de convocar um concurso literário, cujas bases foram elaboradas pelo grande intelectual cubano Alejo Carpentier. O primeiro júri se reuniu em 1960.</p>
<p>Com algumas mudanças de nome, originalmente Concurso Literário Hispano-americano (1960), Concurso Literário Latino-americano (1964) até seu atual Prêmio Casa (1965), tornou-se em seis décadas ininterruptas, um dos mais prestigiados e de solidez do continente.</p>
<p>Aspectos como a qualidade dos livros vencedores em uma grande amostra de gêneros (15 atualmente), competindo obras (cerca de 30 mil títulos), autores publicados, e os júris participantes (ultrapassam o número de 1.300) endossam essa avaliação.</p>
<p>No volume Prêmio Casa de las Américas. Memoria, compilación e valoración de la história del concurso, de 1999, Jorge Fornet e Ines Casanas destacam como «sua primeira chamada incluiu os gêneros canônicos: poesia, romances, teatro, ensaios e contos, mas outros foram se juntando&#8230; Daí que surgissem como gêneros ou categorias o testemunho, a literatura do Caribe em francês, inglês ou crioulo, a literatura brasileira de ficção e não-ficção, a literatura para crianças e jovens, e os tópicos que abordavam estudos sobre gênero, culturas indígenas, latinos nos Unidos ou afro-americanismo».</p>
<p>O mesmo Fornet, diretor do Centro de Pesquisas Literárias, anunciou em entrevista coletiva liderada pelo poeta Roberto Fernández Retamar, presidente da Casa, que neste 2019, ano em que a instituição e o Prêmio comemoram o seu 60º aniversário, o concurso literário terá sessões de 21 a 31 de janeiro.</p>
<p>O número de livros enviados, quase 600, atestam o interesse que o Prêmio ainda desperta em jovens autores e a confiança na forte ética de um concurso, cuja única indicação foi a de dar recompensa a qualidade literária.</p>
<p>A convocatória em 2019 foi para os gêneros de romances (recebidas 167 obras); poesia (224), Ensaio Histórico Social (28), Literatura Brasileira (45), Literatura para crianças e jovens (101) e Prêmio de Estudo sobre Latinos nos Estados Unidos (19).</p>
<p>Além disso, reiteram-se os prêmios honoríficos que, em 2000, a Casa convocou pela primeira vez de poesia José Lezama Lima; de narrativa José María Arguedas e de ensaio Ezequiel Martínez Estrada.</p>
<p>Esses nomes, que receberam os prêmios honoríficos, não são apenas emblemáticos dentro da literatura do continente americano — como indicado por um amplo dossiê realizado pelo Centro de Pesquisas e pelo Departamento de Comunicação da Casa — mas também ligados à instituição e ao Prêmio desde seus primeiros anos.</p>
<p>O cubano Lezama Lima foi júri três vezes, o peruano Arguedas em outra e o argentino Martinez Estrada não só agiu como tal, mas foi o primeiro a ganhar o Prêmio de Ensaio 1960 com Análisis funcional de la cultura.</p>
<p>A composição do júri desta vez é a seguinte: no romance será concedido por Adrián Curiel Rivera (México), Victor Goldgel (Argentina), Lina Meruane (Chile), Anne Marie Metaillié (França) e Eduardo del Llano (Cuba); em poesia por Aurea María Sotomayor (Porto Rico), Raúl Vallejo (Equador) e Soleida Rios (Cuba) e o ensaio histórico-social por Nestor França (Venezuela), Elissa L. Lister (República Dominicana) e Raúl Garces (Cuba).</p>
<p>A seleção na literatura brasileira ficará a cargo de Isis Barra Costa, Luisa Geisler e José Luiz Passos; o prêmio de estudos sobre Latinos nos Estados Unidos por Frances Aparicio (Porto Rico), José Manuel Valenzuela (México) e Rubén Rumbaut (Cuba-EUA.), enquanto a literatura para crianças e jovens por Elena Dreser (Argentina), Mario Picayo (Cuba-EUA) e Olga Marta Pérez (Cuba).</p>
<p>Dado que esta é a 60ª edição, as palavras inaugurais couberam a Fernández Retamar, e com elas o júri foi constituído.</p>
<p>O Prêmio Casa 2019 é continuidade e transformação, para comemorar esta 60ª edição.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Nada é mais sublime do que a pátria</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jan 2019 18:26:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O jornal El Diablo Cojuelo — que nasceu para mostrar aos estudantes de Havana a corrupção imposta pelo regime colonial em Cuba, como o personagem que lhe deu título em relação à própria metrópole enquanto guiava um aluno no romance homônimo de Luis Vélez de Guevara - apareceu em 19 de janeiro de 1869.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5396" alt="Marti dibujo" src="/files/2019/01/Marti-dibujo.jpg" width="300" height="254" />O jornal El Diablo Cojuelo — que nasceu para mostrar aos estudantes de Havana a corrupção imposta pelo regime colonial em Cuba, como o personagem que lhe deu título em relação à própria metrópole enquanto guiava um aluno no romance homônimo de Luis Vélez de Guevara &#8211; apareceu em 19 de janeiro de 1869.</p>
<p>Quatro dias depois, circulou outra publicação La Patria Libre circulou, cujo subtítulo – Semanário Democrático-Cosmopolita — reflete a atmosfera na qual Martí se mexia. Ao contrário de El Diablo Cojuelo, que foi concebido pelo próprio Martí e outros colegas — entre eles Fermín Valdés Domínguez — o La Patria Libre tem um corte material diferente, e parece lógico supor que os adultos participaram de seus auspícios, como o maestro Mendive. como já foi dito.</p>
<p>Mas o estudante Martí, sem ter completado 16 anos, dotou o jornal do texto mais duradouro: o dramático poema Abdala, encabeçado por uma anotação em que a tipografia propiciava uma eloquente ambiguidade. A frase &#8220;Escrito expressamente para a Pátria&#8221;, impressa em letras maiúsculas e sem aspas ou qualquer outro sinal que destacasse La Patria, como o título da publicação, favorecia que a peça teatral fosse recebida como destinada ao jornal em que aparecesse ou — com certeza — a Cuba.</p>
<p>O detalhe é significativo: como o autor era impedido de incitar abertamente à rebelião patriótica, o texto recriou a decisão de um jovem príncipe africano — da Núbia, um nome de lugar que acusticamente marca uma semelhança ostensiva com Cuba — para defender sua terra contra o invasor estrangeiro, e morrer nessa luta, se necessário, apesar dos pedidos da mãe, que tenciona salvar sua vida.</p>
<p>Com razão, foi visto no herói, Abdala, um alter ego de Martí e uma prefiguração de seu destino.</p>
<p>(Fragmento extraído de Cesto de Llamas, biografia de José Martí)</p>
<p>(&#8230;) Morrer! Morrer quando Nubia luta;</p>
<p>quando o nobre sangue se derrama</p>
<p>dos meus irmãos, mãe; Quando espera</p>
<p>das nossas forças, liberdade a pátria!</p>
<p>Mãe, não chore! Voar tal como voam</p>
<p>matrizes nobres de coragem nas asas</p>
<p>Gritar no campo para os guerreiros:</p>
<p>«Lutar! Lutar, Nubianos! Esperança!</p>
<p>Não chore, você me diz? E sua vida</p>
<p>O país algum dia me pagará?</p>
<p>A vida dos nobres, minha mãe</p>
<p>É lutar e morrer para obedecer,</p>
<p>E se necessário, com o seu próprio aço</p>
<p>Se rasgar por salvar suas entranhas!</p>
<p>Mais&#8230; sinto vontade de morrer: na minha agonia</p>
<p>Não venha perturbar minha triste calma.</p>
<p>Silêncio!&#8230; eu quero ouvir&#8230; Oh! Me parece</p>
<p>Que o exército inimigo, derrotado,</p>
<p>Foge pela planície&#8230; Ouça!&#8230; Silêncio!</p>
<p>Eu os vejo correr&#8230; os covardes</p>
<p>Os bravos guerreiros avançam&#8230;</p>
<p>Núbia venceu! Moro feliz: a morte</p>
<p>Eu não me importo, porque eu consegui salvá-la&#8230;</p>
<p>Oh, quão doce é morrer, quando se morre</p>
<p>Lutando corajosamente para defender a pátria!</p>
<p>(Fragmento de Abdala)</p>
<p>AÇÃo facebook twitter</p>
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		<title>Sociedade Cultural José Martí: uma aproximação de um legado imprescindível</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Sep 2018 23:51:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Abel Prieto]]></category>
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		<description><![CDATA[O carinho e admiração por um homem sincero convoca muitas pessoas a integrar a Sociedade Cultural José Martí (SCJM), para se dedicar à reflexão e ao debate sobre o pensamento e a obra de Marti, em um trabalho apaixonado, que contribui para desenvolvimento integral das pessoas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5220" alt="Abel Prieto sociedad J Marti" src="/files/2018/10/Abel-Prieto-sociedad-J-Marti.jpg" width="300" height="244" />O carinho e admiração por um homem sincero convoca muitas pessoas a integrar a Sociedade Cultural José Martí (SCJM), para se dedicar à reflexão e ao debate sobre o pensamento e a obra de Marti, em um trabalho apaixonado, que contribui para desenvolvimento integral das pessoas.</p>
<p>Fundada em 20 de outubro de 1995, data que coincide com o Dia da Cultura Cubana, a história desta instituição é marcada pela trajetória dos Grupos Provinciais de Estudos Martianos e as Cátedras Martianas, que organizavam seminários e eventos para aprofundar nas pesquisas relacionadas com o Herói Nacional de Cuba e líder das guerras pela independência da Ilha contra o jugo colonial espanhol do século 19.</p>
<p>Em documentos doados ao Granma Internacional por Rafael Polanco Brahojos, vice-presidente da organização, consta que SCJM foi criada por iniciativa de um grupo de intelectuais e personalidades como Armando Hart Dávalos (presidente de honra da instituição), Roberto Fernandez Retamar, Cintio Vitier Bolaños, Abel Prieto Jiménez, Eusebio Leal Spengler, Carlos Martí Brenes e Enrique Ubieta.</p>
<p>A ata fundacional da SCJM enfatiza que é um espaço para promover o pensamento da Nação e o ensino de José Martí. Portanto, em suas ação articula projetos culturais e divulga o legado de Martí, tanto em nível nacional quanto internacional, em estreita coordenação com outras instituições e com o conjunto de organismos e organizações do Estado cubano.</p>
<p>Seus 14.877 membros ativos, agrupados em 1061 clubes martianos, promovem valores em crianças, adolescentes e jovens, como o patriotismo, solidariedade, respeito à diversidade, antirracismo e a defesa da paz, por meio de um estudo sério e objetivo da história nacional.</p>
<p>Definiu sete eixos temáticos: Pensamento para o trabalho teórico e investigativo; cultura para promoção artística; reconhecimento social para recompensar e distinguir pessoas jurídicas e naturais destacadas no trabalho martiano; trabalho com crianças, adolescentes e jovens voltados para este setor da sociedade; a divulgação; relações internacionais; e trabalho comunitário.</p>
<p>Juan Eduardo Bernal Echemendía, presidente da sede em Sancti Spíritus da Sociedade Cultural José Martí, na abertura do colóquio Vozes da República. Foto: Nuria Barbosa León<br />
A revista Honda constitui seu principal órgão de difusão. Toma seu nome das palavras do Apóstolo que aparece na carta a Manuel Mercado, que expressa «Eu vivi no monstro, e conheço suas entranhas e meu estilingue é o de David». A primeira edição dessa publicação veio à tona em janeiro de 2000, depois se manteve uma frequência quadrimestral e uma circulação de 3 mil cópias.</p>
<p>Polanco Brahojos, também diretor da Honda, significa que o principal objetivo da revista é ser fiel à essência de seu título, levando o estilingue que Martí colocou em nossas mãos para a defesa de Cuba e de nossa América, para a qual recolhe em suas páginas contribuições sobre o pensamento cubano desde a forja da nação até nossos dias.</p>
<p>Nos estatutos aprovados na primeira Assembleia da SCJM, a organização é definida como uma entidade não governamental, autônoma e sem fins lucrativos. Tem status consultivo especial perante o Conselho Econômico Social das Nações Unidas (ECOSOC) e é membro do Conselho de Educação de Adultos da América Latina (CEAAL).</p>
<p>Suas filiais nas 15 províncias, mais uma no município especial Ilha da Juventude, apoiam o Movimento Juvenil Martiano e seu Seminário Nacional. Executam também um trabalho para o exterior.</p>
<p>Isso ratifica Juan Eduardo Bernal Echemendia, presidente da Sociedade na província central de Sancti Spiritus: «Estamos envolvidos em convencer a população de que o estudo do pensamento de Martí é uma necessidade para os tempos modernos» e assevera que serviu para introduzir pesquisas sobre o assunto nos programas de estudo nos diferentes níveis educacionais.</p>
<p>«Estamos constantemente olhando os paradigmas cubanos para poder construir o futuro, portanto nos propusemos destacar a obra martiana e de todos esses pensadores cubanos com uma cosmovisão muito progressista para a sociedade», acrescenta o também professor de espanhol e literatura.</p>
<p>Cada Clube Martiano tem a independência para decidir como lidar com o trabalho em seu escopo e pode promover a identidade artística e cultural, tanto teórica como em vários espaços culturais.</p>
<p>Um exemplo foi o evento Com todos e para o bem de todos, realizado no município de Trinidad. Em Cabaiguán desenvolvem um dia de reflexão martiana por ano e em Jatibonico realizam Ecos de Revolução, outro encontro de pensamento.</p>
<p>O de maior maturidade e durabilidade foi Vozes da República, que desde 1999 é realizado anualmente na cidade de Sancti Spiritus, em maio, perto da data da morte de José Martí (19 de maio de 1895). Neste espaço de análise o estudo objetivo dos assuntos do período republicano no século 20, com ênfase na história ocorrida antes do triunfo da Revolução Cubana.</p>
<p>A paixão por Martí foi adquirida por Bernal Echemendía de um tio-avô, que se juntou ao Exército Libertador e lutou contra a Espanha como um mambí. Nos momentos de lazer de sua família eram relatadas as anedotas do monte e sempre se referiam às famosas frases de Martí. «Vincular-me à Sociedade Cultural José Martí foi um resultado e um luxo ao mesmo tempo. Todo esse tempo que eu trabalhei aqui me senti melhor ser humano», assevera.</p>
<p>Por outro lado, não podemos ignorar a liderança que o Escritório do Programa Marciano faz nesse esforço, que atua como coordenador e assessor metodológico; e desenvolveu por mais de duas décadas um trabalho fundamental na promoção e estudo do pensamento do Herói Nacional de Cuba. Recentemente nomearam o proeminente escritor e ensaísta Abel Prieto Jiménez como diretor dessa entidade.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Lembrado o desembarque de Martí e Gómez por Playita de Cajobabo</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Apr 2017 04:16:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cajobabo Beach]]></category>
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		<description><![CDATA[ O 122º aniversário do desembarque de José Martí e Máximo Gómez por Playita de Cajobabo, para se incorporarem à Guerra Necessária, foi comemorado em 11 de abril, com um ato político cultural no monumento que perpetua o acontecimento histórico, acontecido em 11 de abril de 1895.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4608" alt="Monumento PLayitas mARTI" src="/files/2017/04/Monumento-PLayitas-mARTI.jpg" width="300" height="225" /> O 122º aniversário do desembarque de José Martí e Máximo Gómez por Playita de Cajobabo, para se incorporarem à Guerra Necessária, foi comemorado em 11 de abril, com um ato político cultural no monumento que perpetua o acontecimento histórico, acontecido em 11 de abril de 1895.</p>
<p>Jovens de Imías representaram simbolicamente o azarento desembarque, ocorrido por volta das 22h30, sob a chuva e no qual estavam envolvidos mais quatro membros da expedição: os generais Francisco Borrero e Ángel Guerra, o coronel Marcos del Rosario e o capitão César Salas.</p>
<p>Ainda, foi lembrado o 22º aniversário da homenagem feita pelo Comandante-em-chefe Fidel Castro a José Martí e demais patriotas na areia de Cajobabo, por ocasião do centenário da chegada à Pátria da expedição.</p>
<p>A evocação foi presidida pelo primeiro secretário do Partido nessa província, Denny Legrá Azahares,; o vice-presidente da Assembleia Provincial do Poder Popular, Emilio Matos Mosqueda e a secretária do Partido em Imias, Zenia Lores Méndez, máxima dirigente política no município de Imías, ao qual pertence Playita de Cajobabo.</p>
<p>O tributo aos heróis independentistas incluiu a colocação de uma oferenda floral ao pé do monumento e a música do trovador Josué Oliva e o declamador Eldis Cuba.</p>
<p>«Os moradores de Guantánamo reafirmamos o compromisso de manter no alto a bandeira levada pelo Comandante-em-chefe Fidel Castro há 22 anos nesta areia», expressou nas palavras finais a primeira secretária do Partido em Imías.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Homenagem a José Martí desde as artes plásticas cubanas</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2015 23:45:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[José Martí]]></category>

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		<description><![CDATA[O Museu Nacional de Belas Artes de Cuba homenageia hoje José Martí com a abertura de uma exposição de obras representativas da importância do Herói Nacional deste país.
As 39 peças exibidas até o próximo dia 20 de junho no Centro Hispano-Americano de Cultura pertencem às coleções do Museu, do Palácio dos Capitães Gerais e do Centro de Estudos Martianos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3724" alt="marti" src="/files/2015/05/marti.jpg" width="259" height="194" />O Museu Nacional de Belas Artes de Cuba homenageia hoje José Martí com a abertura de uma exposição de obras representativas da importância do Herói Nacional deste país.</p>
<p>As 39 peças exibidas até o próximo dia 20 de junho no Centro Hispano-Americano de Cultura pertencem às coleções do Museu, do Palácio dos Capitães Gerais e do Centro de Estudos Martianos.</p>
<p>A julgamento da curadora Delia López, a mostra não tenta trazer nenhuma nova mensagem, apenas coloca os fundos destas instituições a serviço de uma homenagem nacional a Martí nos 120 anos de sua queda em combate, que se cumpre neste 19 de maio.</p>
<p>Nas coleções de arte em Cuba, nas poéticas de muitas gerações, a imagem do Mestre repete-se infinitamente, segundo refletiu.</p>
<p>A presente mostra não pretende ser um discurso abrangente, canônico, mas uma nota na polifonia da homenagem cívica, uma cor no arco-íris comemorativo que sempre será humilde para o numeroso fruto que semeou Martí em nossa história, apontou.</p>
<p>Para López, esta é uma exposição obrigatória que assume como título um dos versos do incansável lutador independentista, fundador do Partido Revolucionário Cubano e uma das ilustres figuras das letras da Ibero-América.</p>
<p>Como um banho de luz reúne quadros de figuras notáveis das artes plásticas de Cuba como Raúl Martínez e Pedro Pablo Oliva, entre outros que trabalharam com intensidade a figura de Martí.</p>
<p><strong>(Prensa Latina)</strong></p>
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		<title>Argentina acolherá foro sobre o pensamento martiano</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2015 02:21:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[José Martí]]></category>

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		<description><![CDATA[Argentina acolherá de 4 a 6 de maio um encontro do Projeto José Martí de Solidariedade Internacional, destinado a seguir promovendo o pensamento social e político latino-americano e caribenho do prócer cubano. Em declarações a Prensa Latina, o Dr. Héctor Hernández Pardo assinalou que este foro foi concebido para incentivar o estudo da obra de Martí, que ajuda a compreender as raízes dos atuais processos revolucionários e progressistas que nascem em Nossa América.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3582" alt="marti-estatua" src="/files/2015/04/marti-estatua.jpg" width="300" height="225" />Argentina acolherá de 4 a 6 de maio um encontro do Projeto José Martí de Solidariedade Internacional, destinado a seguir promovendo o pensamento social e político latino-americano e caribenho do prócer cubano.</p>
<p>Em declarações a Prensa Latina, o Dr. Héctor Hernández Pardo assinalou que este foro foi concebido para incentivar o estudo da obra de Martí, que ajuda a compreender as raízes dos atuais processos revolucionários e progressistas que nascem em Nossa América.</p>
<p>Igualmente, contribui também a interpretar a génesis precursora do caminho da integração e a unidade de nossos povos, afirmou o coordenador do Projeto.</p>
<p>Organizado em Buenos Aires pelo Ministério de Desenvolvimento Social, o encontro será inaugurado no dia 4 de maio no Palácio San Martín da Chancelaria de Argentina com a participação cerca de 30 especialistas que integram seu Conselho Mundial.</p>
<p>Segundo o programa previsto, presidirão a sessão de abertura, além de Hernández Pardo, o chanceler argentino, Héctor Timerman, e os ministros de Educação, Alberto Sileoni, e de Turismo, Enrique Meyer, e o embaixador cubano, Orestes Pérez.</p>
<p>Um dos objetivos do Projeto que tem o apoio da UNESCO, a Organização de Estados Ibero-americanos e outros foros internacionais, adiantou seu coordenador é seguir fomentando a criação de Cátedras Martianas.</p>
<p>Encontros como o previsto em Buenos Aires já se celebraram em Cuba, República Dominicana, Panamá, México, Espanha e Portugal.</p>
<p>&#8220;Agora este na Argentina favorecerá o desenvolvimento de uma grande jornada acadêmica martiana em muitas universidades deste país&#8221;, declarou Hernández Pardo.</p>
<p>Este movimento está encaminhado a que se compreenda a cada vez mais no mundo a Nossa América, e ao mesmo tempo a sensibilizar à opinião pública internacional sobre os principais problemas que hoje encara a humanidade, manifestou o acadêmico.</p>
<p>E desde a visão martiana, ajudar a encontrar caminhos para resolvê-los, pontuou.</p>
<p>Martí teve -explicou- um pensamento humanista, profundamente ético, comprometido com a justiça social, com a integração de Nossa América, com a defesa à dignidade plena do homem e com a luta pelo equilíbrio do mundo.</p>
<p>&#8220;Por isso tenho a convicção de que seu estudo servirá para guiar às pessoas de boa vontade que desejam mudar o curso da história e trabalhar por um mundo melhor&#8221;.</p>
<p>Hernández Pardo adiantou que se está convocando para janeiro do 2016, a II Conferência Internacional &#8220;Com Todos e para o Bem de Todos&#8221;, colofón de outro triênio do Projeto José Martí de Solidariedade Internacional.</p>
<p><strong>(Prensa Latina)</strong></p>
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		<title>A FRUTA QUE NÃO CAIU</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/reflexoes-fidel/2012/01/26/fruta-que-nao-caiu/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 14:02:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cuba se viu forçada a lutar por sua existência face a uma potência expansionista, situada a poucas milhas de suas costas, que proclamava a anexação de nossa ilha, cujo único destino era cair em seu seio como fruta madura. Estávamos condenados a não existir como nação.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Cuba se viu forçada a lutar por sua existência face a uma potência expansionista, situada a poucas milhas de suas costas, que proclamava a anexação de nossa ilha, cujo único destino era cair em seu seio como fruta madura. Estávamos condenados a não existir como nação.</p>
<p>Na gloriosa legião de patriotas que durante a segunda metade do século XIX lutou contra o detestável colonialismo imposto por Espanha ao longo de 300 anos, José Martí foi quem com mais clareza se apercebeu de tão dramático destino. Assim o fez constar nas últimas linhas que escreveu quando, nas vésperas do rude combate previsto contra uma aguerrida e bem munida coluna espanhola, declarou que o objetivo fundamental de suas lutas era: “… impedir a tempo com a independência de Cuba que se espalhem pelas Antilhas os Estados Unidos e caiam, com essa força a mais, sobre nossas terras da América. Quanto fiz até hoje, e farei, é para isso&#8221;.</p>
<p>Sem compreender esta profunda verdade, hoje não se poderia ser nem patriota, nem revolucionário.</p>
<p>A mídia, o monopólio de muitos recursos técnicos, e os quantiosos fundos destinados a enganar e embrutecer as massas constituem, sem dúvida, entraves consideráveis, mas não invencíveis.</p>
<p>Cuba demonstrou que -a partir de sua condição de feitoria colonial ianque, junto do analfabetismo e da pobreza generalizada de seu povo-, era possível enfrentar o país que ameaçava com a absorção definitiva da nação cubana. Ninguém pode sequer afirmar que existia uma burguesia nacional oposta ao império, tão próxima dele se desenvolveu que inclusive pouco depois do triunfo da Revolução enviou catorze mil crianças sem proteção alguma para os Estados Unidos, embora tal ação estivesse ligada à pérfida mentira de que seria suprimido o Pátrio Poder, que a história registrou como Operação Peter Pan e foi qualificada como a maior manobra de manipulação de crianças com fins políticos que se recorde no hemisfério ocidental.</p>
<p>O território nacional foi invadido, apenas dois anos depois do triunfo revolucionário, por forças mercenárias, -integradas por antigos soldados do regime de Batista e filhos de terratenentes e burgueses- armados e escoltados pelos Estados Unidos com navios de sua frota naval, incluídos porta-aviões com equipamentos prontos para entrar em ação, que acompanharam os invasores até nossa ilha. A derrota e a captura de quase a totalidade dos mercenários em menos de 72 horas e a destruição de seus aviões que operavam desde bases na Nicarágua e seus meios de transporte naval, constituiu uma derrota humilhante para o império e seus aliados latino-americanos que subestimaram a capacidade de luta do povo cubano.<strong> </strong></p>
<p>A URSS face à interrupção do abastecimento de petróleo por parte dos Estados Unidos, a ulterior suspensão total da quota histórica de açúcar no mercado desse país, e a proibição do comércio criado ao longo de mais de cem anos, respondeu a cada uma dessas medidas abastecendo combustível, adquirindo nosso açúcar, comerciando com nosso país e finalmente fornecendo as armas que Cuba não podia adquirir em outros mercados.</p>
<p>A idéia duma campanha sistemática de ataques piratas organizados pela CIA, as sabotagens e as ações militares de bandos criados e armados por eles, antes e depois do ataque mercenário, que culminariam numa invasão militar dos Estados Unidos em Cuba, deram origem aos acontecimentos que colocaram o mundo à beira de uma guerra nuclear total, da qual nenhuma de suas partes e nem a própria humanidade haveria conseguido sobreviver.</p>
<p>Aqueles acontecimentos sem dúvida custaram o cargo a Nikita Jruschov, que subestimou o adversário, não ouviu os critérios que lhe foram informados e não consultou sua decisão final com os que estávamos na primeira linha. O que pôde ser uma importante vitória moral se tornou assim num custoso revés político para a URSS. Durante muitos anos os piores desmandos continuaram se realizando contra Cuba e não poucas, como seu criminoso bloqueio, são ainda cometidos.</p>
<p>Jruschov teve gestos extraordinários com nosso país. Naquela ocasião critiquei sem hesitação o acordo inconsulto com os Estados Unidos, mas seria ingrato e injusto deixar de reconhecer sua extraordinária solidariedade em momentos difíceis e decisivos para nosso povo em sua histórica batalha pela independência e a revolução frente ao poderoso império dos Estados Unidos. Compreendo que a situação era sumamente tensa e ele não desejava perder um minuto quando tomou a decisão de retirar os mísseis e os ianques se comprometeram, muito secretamente, a renunciar à invasão.</p>
<p>Apesar das décadas decorridas que somam já meio século, a fruta cubana não tem caído em mãos ianques.</p>
<p>As notícias que na atualidade chegam da Espanha, da França, do Iraque, do Afeganistão, do Paquistão, do Irã, da Síria, da Inglaterra, das Malvinas e de outros numerosos pontos do planeta, são sérias, e todas auguram um desastre político e econômico pela insensatez dos Estados Unidos e seus aliados.</p>
<p>Limitar-me-ei a uns poucos temas. Devo assinalar segundo contam todos, que a seleção de um candidato republicano para aspirar à presidência desse globalizado e abrangedor império, é por sua vez, –digo-o a sério– a maior competição de tolices e ignorância que alguma vez se ouviu. Como tenho coisas a fazer, não posso dedicar-lhe tempo ao assunto. De sobra sabia que seria assim.</p>
<p>Ilustram mais alguns telexes que desejo analisar, porque mostram o incrível cinismo que gera a decadência de Ocidente. Um deles, com pasmosa tranqüilidade, fala dum preso político cubano que, segundo se afirma, morreu após uma greve de FOME que durou 50 dias. Um jornalista de Granma, Juventude Rebelde, noticiário radial, ou qualquer outro órgão revolucionário, pode se enganar em qualquer apreciação sobre qualquer tema, porém jamais fabrica uma notícia ou inventa uma mentira.</p>
<p>Na nota de Granma se afirma que não houve tal greve de fome; era um recluso por delito comum, sancionado a 4 anos por agressão que provocou lesões no rosto de sua esposa; que a própria sogra solicitou a intervenção das autoridades; os familiares mais próximos dele estiveram ao par de todos os procedimentos que foram empregues em seu atendimento médico e estavam agradecidos pelo esforço dos especialistas médicos que o atenderam. Foi assistido, afirma a nota, no melhor hospital da região oriental como se faz com todos os cidadãos. Morrera por causa de falha multi-orgânica secundária ligada a um processo respiratório séptico severo.</p>
<p>O paciente tinha recebido todos os atendimentos que são aplicados em um país que possui um dos melhores serviços médicos do mundo, os quais se oferecem gratuitamente, apesar do bloqueio imposto pelo imperialismo a nossa Pátria. É simplesmente um dever que se cumpre em um país onde a Revolução tem o orgulho de ter respeitado sempre, durante mais de 50 anos, os princípios que lhe deram sua invencível força.</p>
<p>Mais valeria realmente que o Governo espanhol, dadas suas excelentes relações com Washington, viaje aos Estados Unidos e se informe do que acontece nos cárceres ianques, a conduta despiedosa que aplica aos milhões de presos, a política que se pratica com a cadeira elétrica e os horrores que se cometem com os detidos nos cárceres e os que protestam nas ruas.</p>
<p>Ontem, segunda-feira 23 de janeiro, um duro editorial de Granma titulado “As verdades de Cuba” em uma página completa desse órgão de imprensa explicou pormenorizadamente o insólito descaramento da campanha mentirosa desatada contra nossa Revolução por alguns governos “tradicionalmente comprometidos com a subversão contra Cuba”.</p>
<p>Nosso povo conhece bem as normas que têm regido a conduta imaculada de nossa Revolução desde o primeiro combate e jamais ultrajada ao longo de mais de meio século. Sabe também que não poderá ser jamais pressionado nem chantageado pelos inimigos. Nossas leis e normas serão cumpridas indefectivelmente.</p>
<p>É bom sublinhá-lo com toda clareza e franqueza. O Governo espanhol e a desconjuntada União Européia, submersa numa profunda crise econômica, devem saber ao que se ater. Produz lástima ler em agências de notícias as declarações de ambas quando utilizam suas descaradas mentiras para atacar Cuba. Ocupem-se primeiro de salvar o Euro se puderem, resolvam o desemprego crônico que em número crescente padecem os jovens, e respondam aos indignados sobre os quais a polícia arremete e bate constantemente.</p>
<p>Não ignoramos que agora na Espanha governam os admiradores de Franco, quem enviou a membros da Divisão Azul junto das SS e as SA nazis para matarem soviéticos. Quase 50 mil deles participaram na cruenta agressão. Na operação mais cruel e dolorosa daquela guerra: o cerco de Leninegrado, onde morreu um milhão de cidadãos russos, a Divisão Azul fez parte das forças que tentaram estrangular a heróica cidade. O povo russo não perdoará nunca aquele horrendo crime.</p>
<p>A direita fascista de Aznar, Rajoy e outros servidores do império, deve conhecer algo das 16 mil baixas que tiveram seus antecessores da Divisão Azul e as Cruzes de Ferro com as quais Hitler premiou os oficiais e soldados dessa divisão. Nada tem de estranho o que faz hoje a polícia gestapo com os homens e mulheres que demandam o direito ao trabalho e ao pão no país com mais desemprego da Europa.</p>
<p>Por que a mídia do império mente tão descaradamente?</p>
<p>Os que manipulam essa mídia se empenham em enganar e embrutecer ao mundo com suas grosseiras mentiras, pensando se calhar que constitui o recurso principal para manter o sistema global de dominação e pilhagem imposto, e de modo particular às vítimas próximas à sede da metrópole, os quase seiscentos milhões de latino-americanos e caribenhos que vivem neste hemisfério.</p>
<p>A irmã república da Venezuela se converteu no alvo fundamental dessa política. A razão resulta óbvia. Sem a Venezuela, o império teria imposto o Tratado de Livre Comércio a todos os povos do continente que o habitam desde o sul dos Estados Unidos, onde se encontram as maiores reservas de terra, água doce e minerais do planeta, bem como grandes recursos energéticos que, administrados com espírito solidário para com os demais povos do mundo, constituem recursos que não podem nem devem cair nas mãos das transnacionais que lhe impõem um sistema suicida e infame.</p>
<p>Basta, por exemplo, olhar o mapa para compreender o criminoso despojo que significou para Argentina arrebatar-lhe um pedaço de seu território no extremo sul do continente. Ali os britânicos utilizaram seu decadente aparelho militar para assassinar bisonhos recrutas argentinos vestidos com roupas de verão quando já estavam em pleno inverno. Os Estados Unidos e seu aliado Augusto Pinochet lhe deram a Inglaterra um apoio desavergonhado. Agora, nas vésperas das Olimpíadas de Londres, seu Primeiro-ministro David Cameron também proclama, como já o fez Margaret Thatcher, seu direito a usar os submarinos nucleares para matar argentinos. O governo desse país desconhece que o mundo está mudando, e o desprezo de nosso hemisfério e da maioria dos povos para com os opressores se incrementa a cada dia.</p>
<p>O caso das Malvinas não é único. Acaso alguém conhece como terminará o conflito no Afeganistão? Há muito poucos dias soldados norte-americanos ultrajavam os cadáveres de combatentes afegãos, assassinados pelos bombardeiros sem pilotos da NATO.</p>
<p>Há três dias uma agência européia publicou que “o presidente afegão Hamid Karzai, deu seu consentimento para uma negociação de paz com os talibães, sublinhando que esta questão deve ser resolvida pelos cidadãos de seu país”, depois acrescentou: “…o processo de paz e reconciliação pertence à nação afegã e nenhum país ou organização estrangeira pode tirar aos afegãos esse direito.”</p>
<p>Por seu lado, uma notícia publicada por nossa imprensa comunicava desde Paris que “França suspendeu hoje todas suas operações de formação e ajuda ao combate no Afeganistão e ameaçou com antecipar a retirada de suas tropas, depois que um soldado afegão matou quatro militares franceses no vale Taghab, da província de Kapisa [...] Sarkozy deu instruções ao Ministro de Defesa Gérard Longuet para se deslocar imediatamente a Kabul, e prognosticou a possibilidade de uma retirada antecipada do contingente.”</p>
<p>Desaparecida a URSS e o Campo Socialista, o Governo dos Estados Unidos concebia que Cuba não podia se sustentar. George W. Bush já tinha preparado um governo contra-revolucionário para presidir nosso país. No mesmo dia que Bush iniciou sua criminosa guerra contra o Iraque, solicitei às autoridades de nosso país o cessar da tolerância que era aplicada aos cabecilhas contra-revolucionários que nesses dias demandavam histericamente a invasão a Cuba. Na verdade, sua atitude constituía um ato de traição à Pátria.</p>
<p>Bush e suas estupidezes imperaram durante 8 anos e a Revolução Cubana tem perdurado já mais de meio século. A fruta madura não tem caído no seio do império. Cuba não será uma força a mais com a qual o império se espalhe sobre os povos da América. O sangue de Martí não terá sido derramado em vão.</p>
<p>Amanhã publicarei outra Reflexão que complementa esta.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2012/01/firma-120124-re-la-fruta-que-no-cayo-300x181.jpg" alt="" width="300" height="181" /></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong><strong> </strong></p>
<p><strong>24 de janeiro de 2012</strong><strong></strong></p>
<p><strong>19h12</strong></p>
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