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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Israel</title>
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		<title>CINISMO GENOCIDA (PRIMEIRA PARTE)</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 00:28:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nenhuma pessoa em seu bom censo, especialmente aqueles que tiveram acesso aos conhecimentos elementares que são adquiridos em uma escola primária, concordaria com que nossa espécie, de modo particular os que são crianças, adolescentes ou jovens, sejam privados hoje, amanhã e para sempre do direito a viver. Jamais os seres humanos ao longo de sua história azarenta, como pessoas dotadas de inteligência, conheceram experiência semelhante. Sinto-me no dever de transmitir àqueles que se tomam a moléstia de ler estas reflexões, o critério de que todos, sem exceção, estamos na obrigação de criar consciência sobre os riscos que a humanidade está correndo de forma inexorável, rumo a uma catástrofe definitiva e total como conseqüência das decisões irresponsáveis de políticos aos quais o azar, mais do que o talento ou o mérito, colocou em suas mãos o destino da humanidade.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nenhuma pessoa em seu bom censo, especialmente aqueles que tiveram acesso aos conhecimentos elementares que são adquiridos em uma escola primária, concordaria com que nossa espécie, de modo particular os que são crianças, adolescentes ou jovens, sejam privados hoje, amanhã e para sempre do direito a viver. Jamais os seres humanos ao longo de sua história azarenta, como pessoas dotadas de inteligência, conheceram experiência semelhante.</p>
<p>Sinto-me no dever de transmitir àqueles que se tomam a moléstia de ler estas reflexões, o critério de que todos, sem exceção, estamos na obrigação de criar consciência sobre os riscos que a humanidade está correndo de forma inexorável, rumo a uma catástrofe definitiva e total como conseqüência das decisões irresponsáveis de políticos aos quais o azar, mais do que o talento ou o mérito, colocou em suas mãos o destino da humanidade.</p>
<p>Sejam ou não os cidadãos de seu país, portadores duma crença religiosa ou céticos relativamente ao tema, nenhum ser humano em seu juízo são concordaria com que seus filhos, ou familiares mais próximos, pereçam de forma abrupta ou vítimas de atrozes e torturantes sofrimentos.</p>
<p>Trás os crimes repugnantes que com frequência crescente vem cometendo a Organização do Tratado do Atlântico Norte, sob a égide dos Estados Unidos e dos países mais ricos da Europa, a atenção mundial se concentrou na reunião do G-20, onde se devia analisar a profunda crise econômica que afeta hoje todas as nações. A opinião internacional, e particularmente a européia, esperavam resposta à profunda crise econômica que com suas profundas implicações sociais, e inclusive climáticas, ameaçam a todos os habitantes do planeta. Nessa reunião se decidia se o euro podia se manter como a moeda comum da maior parte da Europa, e inclusive se alguns países poderiam permanecer dentro da comunidade.</p>
<p>Não houve resposta nem solução alguma para os problemas mais sérios da economia mundial apesar dos esforços da China, da Rússia, Indonésia, África do Sul, o Brasil, Argentina e outros de economia emergente, desejosos de cooperar com o resto do mundo na busca de soluções aos graves problemas econômicos que o afetam.</p>
<p>O insólito é que apenas a NATO deu por concluída a operação na Líbia —após o ataque aéreo que feriu o chefe constitucional desse país, destruiu o veículo que o transportava e o deixou à mercê dos mercenários do império, que o assassinaram e exibiram como troféu de guerra, ultrajando costumes e tradições muçulmanas— a OIEA, órgão das Nações Unidas, uma instituição que deveria estar ao serviço da paz mundial, lançou o relatório político, tarifado e sectário, que coloca o mundo à beira da guerra com o emprego de armas nucleares que o império ianque, em aliança com a Grã-Bretanha e o Israel, vem preparando minuciosamente contra o Irão.</p>
<p>Depois do “Veni, vidi, vici” do famoso imperador romano há mais de dois mil anos, traduzido para “vim, vi,  morreu” transmitido à opinião pública através de uma importante cadeia de televisão logo que se conheceu da morte do Khadaffi, sobram as palavras para qualificar a política dos Estados Unidos da América.</p>
<p>O que importa agora é a necessidade de criar nos povos uma consciência clara do abismo para onde a humanidade está sendo conduzida. Duas vezes nossa Revolução conheceu riscos dramáticos: em outubro de 1962, o mais crítico de todos em que a humanidade esteve ao bordo do holocausto nuclear; e em meados de 1987, quando nossas forças se enfrentavam às tropas racistas sul-africanas, dotadas com as armas nucleares que os israelitas lhes ajudaram a criar.</p>
<p>O Xá do Irão também colaborou junto do Israel com o regime racista e fascista sul-africano.</p>
<p>O quê é a ONU?, uma organização impulsionada pelos Estados Unidos da América antes de finalizar a Segunda Guerra Mundial. Essa nação, cujo território distava consideravelmente dos cenários de guerra, enriquecera enormemente; acumulou 80% do ouro do mundo e sob a direção de Roosevelt, sincero antifascista, impulsionou o desenvolvimento da arma nuclear que Truman, sucessor seu, oligarca e medíocre, não hesitou em usar contra as cidades indefesas de Hiroshima e Nagasaki no ano 1945.</p>
<p>O monopólio do ouro mundial em poder dos Estados Unidos da América, e o prestígio de Roosevelt, lhe permitiu o acordo de Bretton Woods que lhe destinou o papel de emitir o dólar como única divisa que se utilizou durante anos no comércio mundial, sem outra limitante que seu apoio em ouro metálico.</p>
<p>Os Estados Unidos da América, ao findar aquela guerra, eram também o único país que possuía a arma nuclear, privilégio que não hesitou em transmitir-lhe a seus aliados e membros do Conselho de Segurança: a Grã-Bretanha e a França, as duas potências coloniais mais importantes do mundo naquela época.</p>
<p>À URSS, Truman nem sequer lhe informou uma palavra da arma atômica antes de usá-la. China, então governada pelo general nacionalista, oligárquico e pró-ianque, Chiang Kai-shek, não podia ser excluída daquele Conselho de Segurança.</p>
<p>A URSS, golpeada duramente pela guerra, a destruição e a perda de mais de 20 milhões de seus filhos pela invasão nazi, consagrou ingentes recursos econômicos, científicos e humanos para equiparar sua capacidade nuclear com a dos Estados Unidos da América. Quatro anos depois, em 1949, provou sua primeira arma nuclear; a de Hidrogênio, em 1953; e em 1955 seu primeiro megaton. A França dispôs de sua primeira arma nuclear em 1960.</p>
<p>Eram apenas três os países que possuíam a arma nuclear em 1957, quando a ONU, sob a égide ianque, criou a Organização Internacional da Energia Atômica. Alguém pode imaginar que esse instrumento dos Estados Unidos da América fez alguma coisa por advertir o mundo dos terríveis riscos a que seria exposta a sociedade humana quando o Israel, aliado incondicional dos Estados Unidos da América e da NATO, situado em pleno coração das mais importantes reservas do mundo em petróleo e gás, se constituísse em perigosa e agressiva potência nuclear?</p>
<p>Suas forças, em cooperação com as tropas coloniais inglesas e francesas, atacaram Port Said quando Abdel Nasser nacionalizou o Canal de Suez, propriedade da França, o que obrigou o Primeiro-Ministro soviético a transmitir um ultimato exigindo o cessar daquela agressão, que os aliados europeus dos Estados Unidos da América não tiveram outra alternativa que acatar.</p>
<p>Continua amanhã.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/11/firma-fidel-111112-cinismo-genocida-primera-parte-300x176.jpg" alt="" width="300" height="176" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>12 de novembro de 2011</strong></p>
<p><strong> 20h15.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Papel genocida da NATO (parte III)</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/reflexoes-fidel/2011/10/28/o-papel-genocida-da-nato-parte-iii/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 20:54:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fidel Castro Ruz]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões de Fidel]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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		<description><![CDATA[“Graças à traição de Mubarak em Camp David o Estado árabe palestino não conseguiu existir, apesar dos acordos da ONU de novembro de 1947, e Israel se tornou em uma forte potência nuclear aliada aos Estados Unidos e à NATO. “O Complexo Militar Industrial dos Estados Unidos forneceu dezenas de milhares de milhões de dólares cada ano a Israel e aos próprios estados árabes por ele submetidos e humilhados.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 23 de fevereriro, sob o título<strong> </strong>“Dança macabra de cinismo” expus:</p>
<p>“A política de pilhagem imposta pelos Estados Unidos e seus aliados da NATO no Oriente Médio entrou em crise.”</p>
<p>“Graças à traição de Mubarak em Camp David o Estado árabe palestino não conseguiu existir, apesar dos acordos da ONU de novembro de 1947, e Israel se tornou em uma forte potência nuclear aliada aos Estados Unidos e à NATO.</p>
<p>“O Complexo Militar Industrial dos Estados Unidos forneceu dezenas de milhares de milhões de dólares cada ano a Israel e aos próprios estados árabes por ele submetidos e humilhados.</p>
<p>“O gênio saiu da lamparina e a NATO não sabe como controlá-lo.</p>
<p>“Vão tentar tirar o máximo proveito aos lamentáveis acontecimentos na Líbia. Niguém seria capaz de saber neste momento o que ali está ocorrendo. Todas as cifras e versões, até as mais inverossímeis, têm sido divulgadas pelo império através da mídia, plantando o caos e a desinformação.</p>
<p>“Resulta evidente que dentro da Líbia se desenvolve uma guerra civil. Por que e como ela se desatou? Quem pagarão as conseqüências? A agência Reuters, fazendo-se eco do critério de um conhecido banco do Japão, o Nomura, expressou que o preço do petróleo poderia ultrapassar qualquer limite:</p>
<p>“&#8230; Quais seriam as conseqüências no meio da crise alimentar?</p>
<p>“As principais lideranças da NATO estão exaltadas. O Primeiro-ministro britânico, David Cameron, informou ANSA, ‘…admitiu em um discurso no Kuwait que os países ocidentais se enganaram ao apoiar governos não democráticos no mundo árabe.’”</p>
<p>“Seu colega francês Nicolás Sarkozy declarou: ‘A prolongada repressão brutal e sangrenta da população civil líbia é nojenta’”.</p>
<p>“O chanceler italiano Franco Frattini declarou ‘crível’ a cifra de mil mortos em Trípoli […] ‘a cifra trágica será um banho de sangue’.”</p>
<p>“Hillary Clinton declarou: “…o ‘banho de sangue’ é ‘completamente inaceitável’ e ‘tem que parar’…”</p>
<p>Ban Ki-moon falou: “‘<strong>É absolutamente inaceitável o uso da violência que existe no país</strong>’.”</p>
<p>“…‘<strong>o Conselho de Segurança agirá de acordo com o que decida a comunidade internacional</strong>’.”</p>
<p>“‘E<strong>stamos considerando uma série de opções’</strong>.”</p>
<p>“O que Ban Ki-moon espera realmente é que Obama diga a última palavra.</p>
<p>“O Presidente dos Estados Unidos falou nesta quarta-feira à tarde e expressou que a Secretaria de Estado viajaria à Europa visando combinar com seus aliados da NATO as medidas a serem tomadas. Em sua face se constatava a oportunidade de lidar com o senador da extrema-direita dos republicanos, John McCain;<strong> </strong>o senador<strong> </strong>pró-israelita de Connecticut, Joseph Lieberman<strong> </strong>e os líderes do <em>Tea Party</em>, para garantir sua candidatura pelo partido democrata.</p>
<p>“A mídia do império tem preparado o terreno para agir. Nada teria de estranho a intervenção militar na Líbia, com o qual, também, garantiria à Europa os quase dois milhões de barris diários de petróleo ligeiro, se antes não ocorrerem acontecimentos que ponham fim à chefia ou à vida de Gaddafi.</p>
<p>“De qualquer forma, o papel de Obama é bastante complicado. Qual será a reação do mundo árabe e muçulmano se o sangue nesse país for derramado em abundância com essa aventura? Uma intervenção da NATO na Líbia conseguirá parar a onda revolucionária desatada no Egipto?</p>
<p>“No Iraque foi derramado o sangue inocente de mais de um milhão de cidadãos árabes, quando o país foi invadido com falsos pretextos.</p>
<p>“Niguém no mundo estará nunca de acordo com a morte de civis indefesos na Líbia ou qualquer outra parte. E me pergunto: aplicarão os Estados Unidos e a NATO esse princípio aos civis indefesos que os aviões sem piloto ianques e os soldados dessa organização matam todos os dias no Afeganistão e no Paquistão?</p>
<p>“É uma dança macabra de cinismo.”</p>
<p>Enquanto meditava sobre estes fatos, nas Nações Unidas se abriu o debate previsto para ontem, terça-feira, 25 de outubro, em torno à “Necessidade de pôr fim ao bloqueio comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”, algo que vem sendo exposto pela imensa maioria dos países membros dessa instituição, ao longo de 20 anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desta vez os inúmeros raciocínios elementares e justos — que para os governos dos Estados Unidos eram senão meros exercícios retóricos — tornaram evidente, como nunca antes, a fraqueza política e moral do império mais poderoso que jamais tenha existido, a cujos interesses oligárquicos e insaciável sede de poder e riquezas têm sido submetidos todos os habitantes do planeta, incluído o próprio povo desse país.</p>
<p>Os Estados Unidos tiranizam e saqueiam o mundo globalizado com seu poderio político, econômico, tecnológico e militar.</p>
<p>Essa verdade torna-se cada vez mais óbvia após os debates honestos e valentes que tiveram lugar nos últimos 20 anos nas Nações Unidas, com o apoio dos estados que supostamente expressam a vontade da imensa maioria dos habitantes do planeta.</p>
<p>Antes da intervenção de Bruno, numerosas organizações de vários países expressaram seus pontos de vista através de um de seus membros. O primeiro deles foi a Argentina em nome do Grupo dos 77 mais a China; a seguir o Egipto, em nome dos NOAL; Quênia, em nome da União Africana; Belize, em nome da CARICOM; Cazaquistão, em nome da Organização da Cooperação Islâmica; e o Uruguai, em nome do MERCOSUL.</p>
<p>Independentemente destas expressões de caráter coletivo, a China, país de crescente peso político e econômico no mundo, a Índia e a Indonésia apoiaram firmemente a resolução através de seus embaixadores; entre os três representam 2,7 bilhões de habitantes. Também o fizeram os embaixadores da Federação Russa, Bielorrúsia, África do Sul, Árgelia, Venezuela e o México. Dentre os países mais pobres do Caribe e da América Latina, vibraram as palavras solidárias da embaixadora de Belize, que falou em nome da comunidade do Caribe, do representante de São Vicente e as Granadinas que o fez em nome do seu país e o da Bolíva, cujos argumentos relacionados com a solidariedade de nosso povo, apesar de um bloqueio que dura já 50 anos, será um estímulo imperecedouro para nossos médicos, educadores e cientistas.</p>
<p>A Nicarágua falou antes da votação, para explicar com valentia por que votaria contra aquela pérfida medida.</p>
<p>Anteriormente também o tinha feito o representante dos Estados Unidos para explicar o inexplicável. Senti pena por ele. É o papel que lhe deram.</p>
<p>Quando chegou a hora da votação, dois países se ausentaram: Líbia e Suécia; três se abstiveram: Ilhas Marshall, Micronéisa e Palau; dois votaram contra: Estados Unidos e Israel. Somados todos os que votaram contra, se abstiveram, ou se ausentaram: Os Estados Unidos, com 313 milhões de habitantes; Israel, com 7,4 milhões; Suécia, com 9,1 milhões; Líbia, com 6,5 milhões;  Ilhas Marshall, com 67,1 mil; Micronésia, 106,8 mil; Palau, com 20,9 mil, somam 336 milhões 948 mil, equivalente a 4.8% da população mundial, que neste mês já atinge os 7 bilhões.</p>
<p>Depois da votação, para explicar seus votos, falou a Polônia em nome da União Européia que, apesar de sua estreita aliança com os Estados Unidos e sua obrigada participação no bloqueio, é contrária a essa medida criminosa.</p>
<p>Depois, 17 países fizeram uso da palavra, para explicar com firmeza e decisão por que votaram a resolução contra o bloqueio.</p>
<p>Continuará na sexta-feira, 28.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://cuba.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/10/firma-de-fidel-26-de-octubre-de-2011-300x176.jpg" alt="" width="300" height="176" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>26 de outubro de 2011</strong></p>
<p><strong> 21h45</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Chávez, Evo e Obama  (Segunda Parte e Final)</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 16:45:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fidel Castro Ruz]]></category>
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		<description><![CDATA[Se nosso Prêmio Nobel se auto-engana, alguma coisa que está por provar, isso tal vez explique as incríveis contradições de seus raciocínios e a confusão plantada entre seus ouvintes. Não há um ápice de ética, e nem sequer de política, em sua tentativa de justificar sua anunciada decisão de vetar qualquer resolução a favor do reconhecimento da Palestina como Estado independente e membro das Nações Unidas. Até políticos, que em nada partilham um pensamento socialista e chefiam partidos que foram íntimos aliados de Augusto Pinochet, proclamam o direito da Palestina a ser membro da ONU.
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Se nosso Prêmio Nobel se auto-engana, alguma coisa que está por provar, isso tal vez explique as incríveis contradições de seus raciocínios e a confusão plantada entre seus ouvintes.</p>
<p>Não há um ápice de ética, e nem sequer de política, em sua tentativa de justificar sua anunciada decisão de vetar qualquer resolução a favor do reconhecimento da Palestina como Estado independente e membro das Nações Unidas. Até políticos, que em nada partilham um pensamento socialista e chefiam partidos que foram íntimos aliados de Augusto Pinochet, proclamam o direito da Palestina a ser membro da ONU.</p>
<p>As palavras de Barack Obama sobre o assunto principal que hoje se discute na Assembléia-Geral dessa organização, só podem ser aplaudidas pelos canhões, os mísseis e os bombardeiros da NATO.</p>
<p>O resto de seu discurso são palavras vazias, carentes de autoridade moral e de sentido. Observemos por exemplo quão órfãs de idéias foram, quando no mundo esfomeado e pilhado pelas transnacionais e pelo consumismo dos países capitalistas desenvolvidos Obama proclama:</p>
<p>“Para vencer as doenças é preciso melhorar os sistemas de saúde. Continuaremos lutando contra o AIDS, a tuberculose e o paludismo; focar-nos-emos na saúde dos adultos e das crianças, e é preciso detectar e lutar contra qualquer perigo biológico como o H1N1, ou uma ameaça terrorista ou uma enfermidade.”</p>
<p>“As ações no relativo à mudança climática: Devemos utilizar os recursos escassos, e continuar o trabalho para construir, na base do que se fez em Copenhague e Cancún, para que as grandes economias continuem com seu compromisso. Juntos devemos trabalhar para transformar a energia que é o motor das economias e apoiar outros que avançam em suas economias. Esse é o compromisso para as próximas gerações, e para garantir que as sociedades consigam suas potencialidades devemos permitir que os cidadãos também alcancem suas potencialidades”</p>
<p>Todo o mundo sabe que os Estados Unidos não assinaram o Protocolo de Quioto e tem sabotado todos os esforços por preservar a humanidade das terríveis conseqüências da mudança climática, apesar de ser o país que consome uma parte considerável e desproporcionada do combustível e dos recursos mundiais.</p>
<p>Deixemos constância das palavras idílicas com que pretendia seduzir os homens de Estado ali reunidos:</p>
<p>“Não há nem uma linha reta, nem um só caminho rumo ao sucesso, viemos de diferentes culturas e temos diferentes histórias; mas não podemos esquecer que quando nos reunimos aqui como chefes de diferentes governos, representamos cidadãos que partilham as aspirações básicas, as mesmas: viver em dignidade e em liberdade; ter educação e alcançar as oportunidades; amar suas famílias, e amar e venerar seus deuses; viver numa paz que faz com que a vida valha a pena ser vivida; a natureza de um mundo imperfeito faz com que tenhamos aprendido estas lições cada dia.”</p>
<p>“…porque os que vieram antes do que nós acreditavam que a paz é melhor do que a guerra, e a paz é melhor do que a repressão, e que a prosperidade é melhor do que a pobreza. Essa é a mensagem que vem, não das capitais, mas dos povos, da gente, e quando o alicerce desta instituição foi fundado, Truman veio e disse: As Nações Unidas basicamente é a expressão da natureza moral das aspirações do ser humano. Vivemos em um mundo que muda a uma grande velocidade, esta é uma lição que nunca devemos esquecer. A paz é difícil, mas sabemos que é possível, por isso é que juntos devemos decidir-nos para que isto seja definido pelas esperanças e não os temores. Juntos devemos atingir a paz, uma paz que seja duradoira.</p>
<p>“Muitíssimo obrigado.”</p>
<p>Escutá-las até o final merece algo mais do que gratidão; merece um prêmio.</p>
<p>Como já disse, nas primeiras horas da tarde coube o uso da palavra a Evo Morales Ayma, presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, quem entrou rapidamente nos temas essenciais.</p>
<p>“…há uma clara diferença sobre a cultura da vida frente à cultura da morte; há uma clara diferença sobre a verdade frente à falsidade, uma profunda diferença da paz frente à guerra.”</p>
<p>“…sinto que será difícil entender-nos com políticas econômicas que concentram o capital em poucas mãos. Os dados demonstram que 1% da população no mundo concentra 50% das riquezas. Se existem essas profundas diferenças, como poderia a pobreza poderia ser resolvida? E se não acabarmos com a pobreza, como poderia ser garantida uma paz duradoira?”</p>
<p>“De criança me lembro perfeitamente que antes, quando havia uma rebelião dos povos contra um sistema capitalista, contra os modelos econômicos de pilhagem permanente dos nossos recursos naturais, os dirigentes sindicais, os líderes políticos de tendência esquerdista eram acusados de comunistas para apreendê-los; às forças sociais as atacavam militarmente: confinamentos, exílios, chacinas, perseguições, encarceramentos, acusados de comunistas, de socialistas, de maoístas, de marxistas-leninistas. Sinto que isso agora tem terminado, agora já não nos acusam de marxistas-leninistas, mas agora têm outros instrumentos como o narcotráfico e o terrorismo…”</p>
<p>“…preparam intervenções quando seus presidentes, quando seus governos, quando os povos não são pró-capitalistas nem pró-imperialistas.”</p>
<p>“…fala-se duma paz duradoira. Como pode ter uma paz duradoira com bases militares norte-americanas? Como pode ter paz duradoira com intervenções militares?”</p>
<p>“Para o quê servem estas Nações Unidas, se aqui um grupo de países decidem intervenções, chacinas?”</p>
<p>“Se quiséssemos que esta organização, as Nações Unidas, tenha autoridade para fazer respeitar as resoluções, então temos que começar a pensar em refundar as Nações Unidas…”</p>
<p>“Cada ano nas Nações Unidas decidem —quase cem por cento das nações, salvo os Estados Unidos e o Israel— desbloquear, acabar com o bloqueio econômico contra Cuba, e quem faz respeitar isso?  É claro que o Conselho de Segurança jamais vai fazer respeitar essa resolução das Nações Unidas […] Não posso entender como em uma organização de todos os países do mundo suas resoluções não são respeitadas. O quê são as Nações Unidas?”</p>
<p>“Desejo dizer-lhes que a Bolívia não está de costas ao reconhecimento da Palestina nas Nações Unidas.  Nossa posição é que a Bolívia dá as boas-vindas à Palestina às Nações Unidas.”</p>
<p>“Vocês sabem, amáveis ouvintes, que eu procedo do Movimento Camponês Indígena, e nossas famílias quando falam de uma empresa se pensa que a empresa tem muito dinheiro, carrega muito dinheiro, são milionários, e não podiam entender como uma empresa iria pedir ao Estado que lhe empreste dinheiro para o investimento correspondente.</p>
<p>“Por isso digo que estas entes financeiras internacionais são as que fazem negócio mediante as empresas privadas; porém, quem têm que pagar isso? Justamente são os povos, os Estados.”</p>
<p>“…Bolívia junto do Chile, temos uma demanda histórica para retornar ao mar com soberania ao Pacífico, com soberania. Por isso, a Bolívia tem tomado a decisão de recorrer aos tribunais internacionais, para demandar uma saída útil soberana ao oceano Pacífico.</p>
<p>“A Resolução 37/10 da Assembléia-Geral da ONU, de 15 de novembro de 1982, estabelece que ‘recorrer a um Tribunal Internacional de Justiça para resolver litígios entre Estados não deve ser considerado como um ato inamistoso.’</p>
<p>“A Bolívia se ampara no direito e na razão para recorrer a um Tribunal Internacional, porque seu enclaustramento é devido a uma guerra injusta, uma invasão. Demandar uma solução no âmbito internacional representa para a Bolívia a reparação de uma injustiça histórica.</p>
<p>“A Bolívia é um Estado pacifista que privilegia o diálogo com os países vizinhos, e por isso mantém abertos os canais de negociação bilateral com o Chile, sem que isso signifique renunciar a seu direito de recorrer a um Tribunal Internacional…”</p>
<p>“Os povos não são responsáveis do enclaustramento marítimo da Bolívia, os causantes são as oligarquias, as transnacionais que como sempre se apoderam de seus recursos naturais.</p>
<p>“O Tratado de 1904 não contribuiu à paz nem à amizade, ocasionou que por mais de um século a Bolívia não tivesse acesso a um porto soberano.”</p>
<p>“…na região América se gesta outro movimento dos países da América latina com o Caribe, eu diria uma nova OEA sem os Estados Unidos, para libertar-nos de certas imposições, felizmente, com a pequena experiência que temos na UNASUL. […] já não precisamos, se houver algum conflito de países […]  que venham desde cima e de afora a pôr ordem.”</p>
<p>“Também desejo aproveitar esta oportunidade para falar sobre um tema central:  a luta contra o narcotráfico.  A luta contra o narcotráfico é usada pelo imperialismo norte-americano com fins essencialmente políticos. A DEA dos Estados Unidos na Bolívia não lutava contra o narcotráfico, controlava o narcotráfico com fins políticos.  Se havia algum dirigente sindical, ou havia algum dirigente político antiimperialista, para isso estava a DEA:  para implicá-lo. Muitos dirigentes, muitos políticos nos salvamos desses trabalhos tão sujos desde o império para implicar-nos no narcotráfico. Até agora, ainda continuam nessa tentativa.”</p>
<p>“Nas semanas passadas diziam alguns meios de comunicação desde os Estados Unidos, que o avião da presidência estava detido com vestígios de cocaína nos Estados Unidos. Que falso!, tentam confundir à população, tentam fazer uma campanha suja contra o governo, inclusive contra o Estado. Contudo, o quê fazem os Estados Unidos?  Tira a certificação à Bolívia e à Venezuela.  Que autoridade moral têm os Estados Unidos para certificar ou tirar a certificação aos países na América do Sul ou na América Latina?, quando Estados Unidos é o primeiro consumidor de drogas do mundo, quando Estados Unidos é um dos produtores de maconha no mundo, primeiro produtor de maconha do mundo […] Com que autoridade pode certificar ou tirar a certificação? É uma outra forma de como amedrontar ou intimidar os países, tentar escarmentar os países.  Todavia, a Bolívia, com muita responsabilidade, vai lutando contra o narcotráfico.</p>
<p>“No mesmo relatório dos Estados Unidos, isto é, do Departamento de Estado dos Estados Unidos, é reconhecida uma redução líquida da cultura de coca, que tem melhorado a interdição.</p>
<p>“Porém, cadê o mercado? O mercado é a origem do narcotráfico e o mercado está aqui.  E quem tira a certificação aos Estados Unidos porque não tem diminuído o mercado?</p>
<p>“Hoje de manhã, o presidente Calderón, do México, dizia que o mercado da droga continua crescendo e porquê não há responsabilidades para erradicar o mercado. […] Façamos uma luta sob uma co-responsabilidade partilhada. […] Na Bolívia não temos medo, e é preciso acabar com o segredo bancário se quisermos fazer uma luta frontal contra o narcotráfico.”</p>
<p>“…Uma das crises, à margem da crise do capitalismo, é a crise alimentar. […] temos uma pequena experiência na Bolívia: dá-se créditos aos produtores de arroz, milho, trigo e soja, com zero por cento de juros, e inclusive eles podem pagar sua dívida com seus produtos; trata-se de alimentos; ou créditos brandos para fomentar a produção.  Não obstante, as bancas internacionais nunca levam em conta o pequeno produtor, nunca levam em contas as associações, as cooperativas, que muito bem podem contribuir se tiverem a oportunidade. […] Temos que terminar com o comércio chamado de competitividade.</p>
<p>“Em uma competência, quem ganha?, o mais poderoso, o que tem mais vantagens, sempre as transnacionais, e o quê acontece com o pequeno produtor?, o quê é dessa família que deseja surgir com seu próprio esforço? […] Numa política de competitividade com certeza nunca vamos resolver o tema da pobreza.</p>
<p>“Mas, finalmente, para concluir esta intervenção desejo dizer-lhes que a crise do capitalismo já é impagável. […] A crise econômica do capitalismo não apenas é conjuntural, mas é estrutural, e o quê fazem os países capitalistas ou os países imperialistas?, procuram qualquer pretexto para intervir em um país e para recuperar seus recursos naturais.</p>
<p>“Esta manhã o Presidente dos Estados Unidos dizia que o Iraque já se libertou, eles próprios vão se governar.  Os iraquianos poderão se governar, mas o petróleo dos iraquianos nas mãos de quem está agora?</p>
<p>“Saudaram, disseram que acabou a autocracia na Líbia, agora é a democracia; pode ter a democracia, mas o petróleo da Líbia nas mãos de quem ficará agora? […] os bombardeamentos não eram por causa do Khadaffi, por causa de uns rebeldes, mas é procurando o petróleo da Líbia.”</p>
<p>“…Portanto, sua crise, a crise do capitalismo, querem-na ultrapassar, querem-na emendar recuperando nossos recursos naturais, na base do nosso petróleo, na base do nosso gás, dos nossos recursos naturais.</p>
<p>“…temos uma enorme responsabilidade: defender os direitos da Mãe Terra.”</p>
<p>“…a melhor forma de defender os direitos humanos é agora defendendo os direitos da Mãe Terra […] aqui temos uma enorme responsabilidade de aprovar os direitos da Mãe Terra.  Há apenas 60 anos aprovaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Há apenas 60 anos atrás constataram nas Nações Unidas que também o ser humano tem seus direitos. Depois dos direitos políticos, dos direitos econômicos, dos direitos dos povos indígenas, agora temos a enorme responsabilidade de como defender os direitos da Mãe Terra.</p>
<p>“Também estamos convencidos de que o crescimento infinito num planeta finito é insustentável e impossível, o limite do crescimento é a capacidade degenerativa dos ecossistemas da Terra. […] fazemos um apelo a […] um novo decálogo de reivindicações sociais: em sistemas financeiros, sobre os recursos naturais, sobre os serviços básicos, sobre a produção, sobre a dignidade e a soberania, e nessa base começar a refundar as Nações Unidas para que as Nações Unidas sejam a máxima instância para a solução em temas de paz, em temas de pobreza, em temas de dignidade e de soberania dos povos do mundo.”</p>
<p>“Esperamos que esta experiência vivida como Presidente possa servir de alguma coisa para todos nós, como também eu venho a aprender de muitos de vocês para continuar trabalhando pela igualdade e pela dignidade do povo Boliviano.</p>
<p>“Muitíssimo obrigado.”</p>
<p>Após os medulares conceitos de Evo Morales, o Presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, ao que concederam o uso da palavra dois dias depois, expôs os dramáticos sofrimentos dos habitantes da Palestina: “…a crassa injustiça histórica perpetrada com nosso povo, por isso foi acordado o estabelecimento do Estado da Palestina em só 22% do território da Palestina e, sobre tudo, o território palestino que ocupou Israel em 1967. Tomar esse passo histórico, que aplaudiram os Estados do mundo, permitiu condescender sobremaneira para conseguir uma contemporização histórica, que permitiria que fosse atingida a paz na terra da paz.”</p>
<p>“[…] Nosso povo continuará com a resistência pacífica popular à ocupação do Israel, seus assentamentos e sua política de apartheid, bem como a construção do muro de anexação racista […] armado de sonhos, valor, esperança e de consignas perante a face de tanques, gás lacrimogêneo, buldôzeres e balas.”</p>
<p>“…queremos dar-lhes a mão ao governo e ao povo israelita para a imposição da paz, e lhes digo: construamos juntos, de maneira urgente, um futuro para nossos filhos em que possam gozar de liberdade, de segurança e de prosperidade. […] Construamos relações de cooperação que estejam na base da paridade, da eqüidade e da amizade entre dois Estados vizinhos, a Palestina e o Israel, em vez de políticas de ocupação, assentamentos, guerra e eliminação do outro.”</p>
<p>Tem decorrido quase meio século desde aquela brutal ocupação promovida e apoiada pelos Estados Unidos. Contudo, apenas transcorre um dia sem que o muro seja levantado, monstruosos equipamentos mecânicos destruam moradias palestinas e algum jovem, e inclusive adolescente palestino, caia ferido ou morto.</p>
<p>Quão profundas verdades continham as palavras de Evo!</p>
<p><img class="alignnone" title="Reflexões do companheiro Fidel" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/09/firma-110926-chavez-evo-y-obama-segunda-parte-y-final-300x191.jpg" alt="" width="300" height="191" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz<br />
26 de setembro de 2011<br />
22h32.</strong></p>
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		<title>ONU: prossegue Assembleia Geral sob influência palestina</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 12:41:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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		<category><![CDATA[Palestina]]></category>
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		<description><![CDATA[Envolvida em uma trepidante atmosfera política depois da petição de rendimento do Estado Palestino na ONU, a Assembléia Geral avança hoje em sua quarta jornada de discursos de chefes de Estado, governo e chanceleres. A realização de uma inusual jornada sabatina na sede da organização mundial obedece à longa lista de oradores inscritos para participarm no debate geral que durará até a próxima sexta-feira.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2271" src="/files/2011/09/onu.jpg" alt="" width="300" height="250" />Envolvida em uma trepidante atmosfera política depois da  petição de rendimento do Estado Palestino na ONU, a Assembléia Geral  avança hoje em sua quarta jornada de discursos de chefes de Estado,  governo e chanceleres.</p>
<p>A realização de uma inusual jornada sabatina na sede da organização  mundial obedece à longa lista de oradores inscritos para participarm no  debate geral que durará até a próxima sexta-feira.</p>
<p>Por América  Latina e as Caraíbas só subirão ao pódio do plenário quatro  representantes caribenhos: San Vicente e Granadinas, Antiga e Barbuda,  Barbados e Saint Kitts e Nevis, de acordo com a programação distribuída à  imprensa.</p>
<p>A reunião, que conta com a assistência a mais de 120  governantes, foi sacudida na véspera com o pedido oficial fato pelo  presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abas, para que  o Estado Palestino seja admitido como o membro número 194 da  organização mundial.</p>
<p>A apresentação desse pedido levantou de  seus assentos boa parte dos delegados participantes nos trabalhos da  Assembleia, que emitiram prolongados aplausos de respaldo à causa  palestina.</p>
<p>Essa ovação também mostrou a rejeição da grande  maioria dos países às manobras que tratam de bloquear a aspiração dos  palestinos, em particular Estados Unidos, Israel e alguns integrantes da  União Europeia (UE).</p>
<p>Washington já anunciou que vetará a  solicitação da ANP no Conselho de Segurança, órgão de 15 membros que  deve analisar o caso e elaborar uma recomendação para a Assembleia Geral  (193 assentos).</p>
<p>A demanda entregada por Abas ao secretário  geral da ONU, Ban Ki-moon, já foi transferida ao atual presidente do  Conselho de Segurança, o embaixador do Líbano, Nawaf Salam.</p>
<p>O  diplomata libanês anunciou que as consultas sobre a petição palestina  começarão na próxima segunda-feira entre os integrantes do órgão  encarregado da paz e a segurança internacionais.</p>
<p>Também ontem o  chamado Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, Rússia, UE e ONU)  emitiu uma declaração que quase omitiu o tema da petição feita pela ANP  e pediu a retomada das negociações entre Israel e os palestinos.</p>
<p>Trata-se da mesma linha esgrimida por Washington para tratar de impedir que Abas lançasse fizesse seu de adesão na ONU.</p>
<p>O Quarteto fixou o prazo de um mês para realizar reuniões preparatórias  com o propósito de acrodar uma agenda e o modo de proceder nas  eventuais conversas.</p>
<p>Assim mesmo, indicou que ambas as partes  devem se comprometer com que o objetivo é &#8220;atingir um acordo dentro de  um marco lembrado que não deve se estender para além do final de 2012&#8243;.</p>
<p>Ao mesmo tempo, estabeleceu que Israel e os palestinos apresentem  propostas nos próximos três meses em matéria de territórios e segurança e  deu um semestre para que se produzam &#8220;progressos substanciais&#8221;.</p>
<p><strong>(Prensa Latina)</strong></p>
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