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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Irão</title>
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		<title>Irã no alvo da política de Trump</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Jul 2017 23:08:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[DECORRIA o mês de julho de 2015, e vindas de Viena — mais exatamente — chegavam notícias de que a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos, liderando o chamado grupo G5+1 (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha) depois de 18 meses de negociação, chegaram ao histórico acordo que limita o programa nuclear da nação persa, enquanto Washington e os países europeus se comprometiam a pôr fim às sanções contra esse país.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4642" alt="iran" src="/files/2017/07/iran.jpg" width="300" height="184" />DECORRIA o mês de julho de 2015, e vindas de Viena — mais exatamente — chegavam notícias de que a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos, liderando o chamado grupo G5+1 (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha) depois de 18 meses de negociação, chegaram ao histórico acordo que limita o programa nuclear da nação persa, enquanto Washington e os países europeus se comprometiam a pôr fim às sanções contra esse país.</p>
<p>Este acordo, hipoteticamente, punha fim a 35 anos de uma política de enfrentamento patrocinada pelos governos norte-americanos, após ter triunfado a Revolução Islâmica.</p>
<p>A esse respeito, o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, congratulou-se por ter impedido a expansão de armas nucleares na região do Oriente Médio, sem mencionar para nada Israel e seu desenvolvimento nuclear desafiando a ONU e a comunidade internacional, impedindo que seu programa seja controlado pela agência internacional, função pela qual é responsável.</p>
<p>A mídia propagou todo o tipo de espaços informativos, transmitindo a ideia de que assim se impedia o acesso iraniano à bomba atômica, sem reconhecer em nenhum momento que o programa nuclear iraniano sempre foi aplicado com objetivos pacíficos, ao serviço da saúde humana e o desenvolvimento energético para o progresso da nação persa.</p>
<p>Nesse momento o presidente iraniano, Hasán Rohani, asseverou que o conseguido era «uma prova de que o diálogo construtivo funciona. Depois de se solucionar esta desnecessária crise, surgem novos propósitos para concentrar-nos em desafios comuns», significou.</p>
<p>Por seu lado, o Organismo Internacional da Energia Atômica (OIEA) confirmou que o Irã cumpriu todas as exigências que tornaram possível descongelar as verbas equivalentes a 45 e 90 bilhões de euros, bem como exportar seu petróleo.</p>
<p>Atualmente, passados já dois anos da assinatura daquele histórico acordo acerca de um tema tão sensível, a recente administração dos Estados Unidos resolveu agir com a mesma leveza com que encara outros temas, como as mudanças climáticas, o problema migratório, a construção de um muro para cercar países e outros.</p>
<p>A administração de Trump se propõe banir o que foi combinado respeito ao programa nuclear iraniano e já realiza ações nesse sentido.</p>
<p>Em uma linguagem carente de solidez, o secretário do Estado norte-americano, Rex Tillerson, comentou, recentemente, que o «acordo com o Irã falhou». Semanas antes, este mesmo senhor tinha admitido, perante o Congresso de seu país, que «o Irã cumpriu plenamente o acordo nuclear assinado». Epa, que política tão doida!</p>
<p>Certamente, estas últimas acusações contra o Irã têm muito a ver com as posições do próprio presidente Trump, depois de reiterar a velha teoria que «o Irã é um Estado patrocinador do terrorismo».</p>
<p>O tema do Irã, não por acaso, torna-se centro da política exterior norte-americana. Lembremos que durante sua primeira visita à Arábia Saudita, Trump teimou em justificar a venda de armas a países da região, produzidas pelo complexo militar norte-americano, pela suposta ameaça iraniana às nações do Golfo.</p>
<p>Inventar um inimigo, que o Irã novamente, tem evidentes propósitos hegemônicos, econômicos e militares para Washington.</p>
<p>A República Islâmica é grande produtora de petróleo e gás e seu programa da energia nuclear tem como objetivo o fornecimento de energia elétrica sem lançar mão do petróleo.</p>
<p>Igualmente, a nação persa tem uma posição destacada na defesa da soberania e a independência da Síria, país que apoia em sua luta contra os grupos terroristas.</p>
<p>A causa palestina recebeu sempre a solidariedade e o apoio do Irã, razão pela qual Israel, o maior aliado de Washington na região, prontifica seus equipamentos nucleares contra essa nação.</p>
<p>Entretanto, os Estados Unidos são acreditados como os maiores fornecedores de armas de todo o tipo na região do Oriente Médio, onde se localiza um sustento para manter salva a economia norte-americana, sob o apoio de um complexo militar, verdadeiro artífice de poder, não importa que seja um republicano ou um democrata quem ocuparem a cadeira presidencial da Casa Branca.</p>
<p>Segundo uma análise do Instituto Internacional de Estudos para a Paz (Sipri), de Estocolmo, nos últimos quatro anos as importações de armas em nações do Oriente Médio aumentaram 86%, sendo o Pentágono o maior exportador.</p>
<p>Além do grande acordo com a Arábia Saudita para fornecer estas armas por US$ 110 bilhões, os Estados Unidos negociaram a venda de aviões de combate, por US$ 2,7 bilhões, a Bahrein, pequeno emirado do Golfo que tem em suas águas, além de muito petróleo, a Quinta Frota da Armada estadunidense.</p>
<p>Também Catar é um grande importador de equipamentos norte-americanos, tal como indica o relatório do Sipri, que refere um incremento de 245% nos últimos anos.</p>
<p>Há poucas semanas, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, assinou um acordo por US$ 12 bilhões, para a venda de 36 aviões de combate F-15 a Catar, segundo a BBC Mundo.</p>
<p>Quer dizer que Washington, ao mesmo tempo em que incita o resto das monarquias do Golfo a pôr fim às relações com Catar, vende-lhes grandes volumes de armas com preços surpreendentes.</p>
<p>Neste sentido é preciso lembrar o expresso em relação a esse emirado pelo congressista democrata, Ted Lieu, durante uma audiência no Congresso: «Resulta confuso para os líderes mundiais e os membros do Congresso devido a que a Casa Branca faz duas coisas opostas».</p>
<p>Ou será que o que procura a administração Trump com a situação criada em relação a Catar e os restantes Estados do Golfo é, precisamente, dar pé a novas divisões e criar novos conflitos que permitam a aquisição de maior quantia de armas fabricadas por sua indústria militar.</p>
<p>Concordo com analistas da imprensa os quais perguntam se Trump tem alguma outra estratégia para o Oriente Médio, além de vender armas à região?</p>
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		<title>Raúl recebeu o ministro de Saúde e Educação Médica do Irã</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2017/02/16/raul-recebeu-o-ministro-de-saude-e-educacao-medica-do-ira/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2017 00:35:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, recebeu na quarta-feira, 15 de fevereiro, o ministro da Saúde e Educação Médica da República Islâmica do Irã, Ex.mo sr. Seyed Hasán Ghazizadeh Hashemi, quem entregou ao líder cubano uma mensagem do presidente iraniano, Hasán Rouhaní.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4517" alt="Raul ministro educacion salud Iran" src="/files/2017/02/Raul-ministro-educacion-salud-Iran.jpg" width="300" height="199" />O presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, recebeu na quarta-feira, 15 de fevereiro, o ministro da Saúde e Educação Médica da República Islâmica do Irã, Ex.mo sr. Seyed Hasán Ghazizadeh Hashemi, quem entregou ao líder cubano uma mensagem do presidente iraniano, Hasán Rouhaní.</p>
<p>Durante o cordial encontro conversaram sobre o muito positivo estado das relações bilaterais e o interesse de ampliá-las. Ainda, trocaram opiniões sobre os resultados satisfatórios da recém concluída 16ª Sessão da Comissão Intergovernamental para a Cooperação Econômica e Científico-Técnica entre Cuba e o Irã.</p>
<p>Acompanhou o distinto visitante o embaixador da República Islâmica do Irã em Cuba, Ex.mo sr. Kambiz Sheikh Hassani,.</p>
<p>Pela parte cubana marcaram presença Ricardo Cabrisas Ruiz, vice-presidente do Conselho de Ministros e ministro da Economia e Planejamento, bem como o ministro do Comércio Exterior e do Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca Díaz.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Cinismo genocida (Segunda parte e final)</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/reflexoes-fidel/2011/11/15/cinismo-genocida-segunda-parte-e-final/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 00:23:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Insistiu em que a administração norte-americana está chegando à conclusão de que será necessário acabar com o atual regime do Irão para evitar que este crie um arsenal nuclear. “Sou uma convencida de que a mudança de regime vai ser nossa única opção aqui”, reconheceu Rice. Não é preciso mais uma palavra.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para dar uma idéia do potencial da URSS em seus esforços por manter a paridade com os Estados Unidos da América nesta esfera, basta assinalar que quando ocorreu sua desintegração em 1991, na Bielo-Rússia tinham 81 cabeças nucleares, no Cazaquistão 1400 e na Ucrânia aproximadamente 5000, as quais passaram à Federação Russa, único Estado capaz de sustentar seu imenso custo, para manter a independência.</p>
<p>Em virtude dos tratados START e SORT, sobre redução de armas ofensivas subscritos entre as duas grandes potências nucleares, o número delas ficou reduzido a vários milhares.</p>
<p>Em 2010 foi assinado um novo Tratado desse tipo entre ambas as potências.</p>
<p>Desde então os maiores esforços se consagraram ao aprimoramento dos meios de direção, alcance, precisão e engano da defesa adversária. Imensas cifras são investidas na esfera militar.</p>
<p>Muito poucos no mundo, salvo contados pensadores e cientistas, percebem e advertem que bastaria o estalido de 100 armas nucleares estratégicas para pôr término à existência humana no planeta. A maioria esmagadora teria um fim tão inexorável como horrível a conseqüência do Inverno Nuclear que seria gerado.</p>
<p>O número de países que possuem armas nucleares neste momento se eleva a oito, cinco deles são membros do Conselho de Segurança: os Estados Unidos da América, a Rússia, o Reino Unido, a França, e a China. A Índia e o Paquistão adquiriram o caráter de países possuidores de armas nucleares em 1974 e 1998 respectivamente. Os sete mencionados reconhecem esse caráter.</p>
<p>O Israel, no entanto, nunca tem reconhecido seu caráter de país nuclear. Contudo, calcula-se que possui entre 200 e 500 armas desse tipo, sem se dar por aludido quando o mundo fica inquieto pelos gravíssimos problemas que traria o estalido de uma guerra na região onde é produzida grande parte da energia que movimenta a indústria e a agricultura do planeta.</p>
<p>Graças à posse das armas de destruição em massa é que o Israel tem podido desempenhar seu papel como instrumento do imperialismo e do colonialismo nessa região do Oriente Médio.</p>
<p>Não se trata do direito legítimo do povo israelita a viver e trabalhar em paz e liberdade, trata-se precisamente do direito dos demais povos da região à liberdade e à paz.</p>
<p>Enquanto o Israel criava aceleradamente um arsenal nuclear, atacou e destruiu, em 1981, o reator nuclear iraquiano em Osirak. Fez exatamente a mesma coisa com o reator sírio em Dayr az-Zawr no ano 2007, um fato do qual estranhamente a opinião mundial não foi informada. As Nações Unidas e a OIEA conheciam perfeitamente o acontecido. Tais ações contavam com o apoio dos Estados Unidos da América e da Aliança Atlântica.</p>
<p>Nada tem de esquisito que as mais altas autoridades do Israel proclamem agora sua intenção de fazer a mesma coisa com o Irão. Esse país, imensamente rico em petróleo e gás, fora vítima das conspirações da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos da América, cujas empresas petroleiras pilhavam seus recursos. Suas forças armadas foram equipadas com o armamento mais moderno da indústria bélica dos Estados Unidos da América.</p>
<p>O Xá Reza Pahlevi também aspirava a dotar-se de armas nucleares. Ninguém atacava seus centros de investigação. A guerra do Israel era contra os muçulmanos árabes. Os do Irão não porque se tinham convertido em um baluarte da NATO que apontava ao coração da URSS.</p>
<p>As massas dessa nação, profundamente religiosas, sob a direção do Ayatollah Khomeini, desafiando o poder daquelas armas, desalojaram o Xá do trono e desarmaram um dos exércitos mais bem equipados do mundo sem disparar um tiro.</p>
<p>Por sua capacidade de luta, o número de habitantes e a extensão do país, uma agressão ao Irão, não guarda similitude com as aventuras bélicas do Israel no Iraque e na Síria. Inevitavelmente seria desatada uma guerra sanguenta. Sobre isso não deve haver dúvida alguma.</p>
<p>O Israel dispõe de um elevado número de armas nucleares e a capacidade de fazê-las chegar a qualquer ponto da Europa, Ásia, África e Oceania. Pergunto-me: A OIEA tem direito moral para sancionar e asfixiar um país se tenta fazer em sua própria defesa o que o Israel fez no coração do Oriente Médio?</p>
<p>Acho realmente que nenhum país do mundo deve possuir armas nucleares, e que essa energia deve ser colocada ao serviço da espécie humana. Sem esse espírito de cooperação a humanidade marcha inexoravelmente rumo à sua própria destruição. Entre os próprios cidadãos do Israel, um povo sem dúvida laborioso e inteligente, muitos não concordarão com essa disparatada e absurda política que os leva também ao desastre total.</p>
<p>O quê se fala hoje no mundo sobre a situação econômica?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As agências internacionais de notícias informam que “o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, e seu par chinês, Hu Jintao, apresentaram agendas comerciais divergentes […] salientando as crescentes tensões entre as duas maiores economias do mundo.”</p>
<p>“Obama usou seu discurso ―afirma Reuters― para ameaçar com sanções econômicas a China a menos que comece a ‘jogar segundo as regras’…”. Tais regras são sem dúvida, os interesses dos Estados Unidos da América.</p>
<p>“Obama ―afirma a agência― está engajado na batalha pela reeleição no próximo ano e seus opositores republicanos o acusam de não ser o suficientemente severo com a China.”</p>
<p>As notícias publicadas na quinta e sexta-feira refletiam muito melhor as realidades que estamos vivendo.</p>
<p>AP, a agência dos Estados Unidos da América mais bem informada comunicou: “O líder supremo iraniano advirtiu os Estados Unidos da América e Israel que a resposta do Irão será enérgica se seus arquiinimigos lançarem um ataque militar contra o Irão…”</p>
<p>A agência noticiosa alemã informou que a China tinha declarado que, como sempre, acreditava que o diálogo e a cooperação era a única forma de aproximação ativa para a resolução do problema.</p>
<p>A Rússia se opôs igualmente às medidas punitivas contra o Irão.</p>
<p>A Alemanha rejeitou a opção militar mas se mostrou partidária de fortes sanções contra o Irão.</p>
<p>O Reino Unido e a França advogam por fortes e enérgicas sanções.</p>
<p>A Federação Russa assegurou que fará tudo o possível por evitar uma operação militar contra o Irão e criticou o relatório da OIEA.</p>
<p>“‘Uma operação militar contra o Irão pode acarretar conseqüências muitos graves e a Rússia terá que pôr tudo de sua parte para aplacar os ânimos’, afirmou Konstantín Kosachov, chefe do comitê de Exteriores da Duma” e criticou segundo EFE “as afirmações por parte dos Estados Unidos da América, da França e do Israel do possível uso da força e que o lançamento de uma operação militar contra o Irão está cada vez mais próximo”.</p>
<p>O editor da revista estadunidense EIR, Edward Spannaus declarou que o ataque contra o Irão terminará na III Guerra Mundial.</p>
<p>O próprio Secretário de Defesa dos Estados Unidos da América, depois de viajar ao Israel há uns dias, reconheceu que não pôde obter do governo israelita um compromisso de consultar previamente com os Estados Unidos da América um ataque contra o Irão. A esses extremos se tem chegado.</p>
<p>O Subsecretário de Assuntos Políticos e Militares dos Estados Unidos da América exteriorizou cruamente os obscuros propósitos do império:</p>
<p>“O Israel e os Estados Unidos da América se comprometerão nas manobras conjuntas ‘mais importantes’ e ‘de maior transcendência’ da história dos aliados, tem declarado no sábado Anrew Shapiro, subsecretário de Assuntos Políticos e Militares dos Estados Unidos da América”.</p>
<p>“…no […] Instituto Washington para a Política do Oriente Próximo, Shapiro anunciou que participarão nas manobras mais de 5.000 efetivos das forças armadas estadunidenses e israelitas e simulará a defesa de mísseis balísticos do Israel”.</p>
<p>“‘A tecnologia israelita está resultando essencial para melhorar nossa segurança nacional e proteger nossas tropas’, acrescentou…”</p>
<p>“Shapiro salientou o apoio do Governo de Obama ao Israel apesar dos comentários da sexta-feira por parte de um alto funcionário estadunidense que expressou sua preocupação de que o Israel não avisasse os Estados Unidos da América antes de levar a cabo uma ação militar contra as instalações nucleares do Irão.”</p>
<p>“Nossa relação com a segurança do Israel é mais ampla, mais profunda e mais intensa que nunca antes.”</p>
<p>“‘Apoiamos o Israel porque é em nosso interesse nacional fazê-lo’ […] É a pura força militar do Israel o que dissuade os possíveis agressores e ajuda a fomentar a paz e a estabilidade.”</p>
<p>Hoje 13 de novembro a embaixadora norte-americana na ONU, Susan Rice disse à cadeia BBC que a possibilidade de uma intervenção militar no Irão não só não está fora da mesa, senão que é uma opção real que está crescendo por causa do comportamento iraniano.</p>
<p>Insistiu em que a administração norte-americana está chegando à conclusão de que será necessário acabar com o atual regime do Irão para evitar que este crie um arsenal nuclear. “Sou uma convencida de que a mudança de regime vai ser nossa única opção aqui”, reconheceu Rice.</p>
<p>Não é preciso mais uma palavra.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/11/firma-de-fidel-13-de-noviembre-de-2011-300x166.jpg" alt="" width="300" height="166" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>13 de novembro de 2011</strong></p>
<p><strong> 20h17.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>CINISMO GENOCIDA (PRIMEIRA PARTE)</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 00:28:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nenhuma pessoa em seu bom censo, especialmente aqueles que tiveram acesso aos conhecimentos elementares que são adquiridos em uma escola primária, concordaria com que nossa espécie, de modo particular os que são crianças, adolescentes ou jovens, sejam privados hoje, amanhã e para sempre do direito a viver. Jamais os seres humanos ao longo de sua história azarenta, como pessoas dotadas de inteligência, conheceram experiência semelhante. Sinto-me no dever de transmitir àqueles que se tomam a moléstia de ler estas reflexões, o critério de que todos, sem exceção, estamos na obrigação de criar consciência sobre os riscos que a humanidade está correndo de forma inexorável, rumo a uma catástrofe definitiva e total como conseqüência das decisões irresponsáveis de políticos aos quais o azar, mais do que o talento ou o mérito, colocou em suas mãos o destino da humanidade.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nenhuma pessoa em seu bom censo, especialmente aqueles que tiveram acesso aos conhecimentos elementares que são adquiridos em uma escola primária, concordaria com que nossa espécie, de modo particular os que são crianças, adolescentes ou jovens, sejam privados hoje, amanhã e para sempre do direito a viver. Jamais os seres humanos ao longo de sua história azarenta, como pessoas dotadas de inteligência, conheceram experiência semelhante.</p>
<p>Sinto-me no dever de transmitir àqueles que se tomam a moléstia de ler estas reflexões, o critério de que todos, sem exceção, estamos na obrigação de criar consciência sobre os riscos que a humanidade está correndo de forma inexorável, rumo a uma catástrofe definitiva e total como conseqüência das decisões irresponsáveis de políticos aos quais o azar, mais do que o talento ou o mérito, colocou em suas mãos o destino da humanidade.</p>
<p>Sejam ou não os cidadãos de seu país, portadores duma crença religiosa ou céticos relativamente ao tema, nenhum ser humano em seu juízo são concordaria com que seus filhos, ou familiares mais próximos, pereçam de forma abrupta ou vítimas de atrozes e torturantes sofrimentos.</p>
<p>Trás os crimes repugnantes que com frequência crescente vem cometendo a Organização do Tratado do Atlântico Norte, sob a égide dos Estados Unidos e dos países mais ricos da Europa, a atenção mundial se concentrou na reunião do G-20, onde se devia analisar a profunda crise econômica que afeta hoje todas as nações. A opinião internacional, e particularmente a européia, esperavam resposta à profunda crise econômica que com suas profundas implicações sociais, e inclusive climáticas, ameaçam a todos os habitantes do planeta. Nessa reunião se decidia se o euro podia se manter como a moeda comum da maior parte da Europa, e inclusive se alguns países poderiam permanecer dentro da comunidade.</p>
<p>Não houve resposta nem solução alguma para os problemas mais sérios da economia mundial apesar dos esforços da China, da Rússia, Indonésia, África do Sul, o Brasil, Argentina e outros de economia emergente, desejosos de cooperar com o resto do mundo na busca de soluções aos graves problemas econômicos que o afetam.</p>
<p>O insólito é que apenas a NATO deu por concluída a operação na Líbia —após o ataque aéreo que feriu o chefe constitucional desse país, destruiu o veículo que o transportava e o deixou à mercê dos mercenários do império, que o assassinaram e exibiram como troféu de guerra, ultrajando costumes e tradições muçulmanas— a OIEA, órgão das Nações Unidas, uma instituição que deveria estar ao serviço da paz mundial, lançou o relatório político, tarifado e sectário, que coloca o mundo à beira da guerra com o emprego de armas nucleares que o império ianque, em aliança com a Grã-Bretanha e o Israel, vem preparando minuciosamente contra o Irão.</p>
<p>Depois do “Veni, vidi, vici” do famoso imperador romano há mais de dois mil anos, traduzido para “vim, vi,  morreu” transmitido à opinião pública através de uma importante cadeia de televisão logo que se conheceu da morte do Khadaffi, sobram as palavras para qualificar a política dos Estados Unidos da América.</p>
<p>O que importa agora é a necessidade de criar nos povos uma consciência clara do abismo para onde a humanidade está sendo conduzida. Duas vezes nossa Revolução conheceu riscos dramáticos: em outubro de 1962, o mais crítico de todos em que a humanidade esteve ao bordo do holocausto nuclear; e em meados de 1987, quando nossas forças se enfrentavam às tropas racistas sul-africanas, dotadas com as armas nucleares que os israelitas lhes ajudaram a criar.</p>
<p>O Xá do Irão também colaborou junto do Israel com o regime racista e fascista sul-africano.</p>
<p>O quê é a ONU?, uma organização impulsionada pelos Estados Unidos da América antes de finalizar a Segunda Guerra Mundial. Essa nação, cujo território distava consideravelmente dos cenários de guerra, enriquecera enormemente; acumulou 80% do ouro do mundo e sob a direção de Roosevelt, sincero antifascista, impulsionou o desenvolvimento da arma nuclear que Truman, sucessor seu, oligarca e medíocre, não hesitou em usar contra as cidades indefesas de Hiroshima e Nagasaki no ano 1945.</p>
<p>O monopólio do ouro mundial em poder dos Estados Unidos da América, e o prestígio de Roosevelt, lhe permitiu o acordo de Bretton Woods que lhe destinou o papel de emitir o dólar como única divisa que se utilizou durante anos no comércio mundial, sem outra limitante que seu apoio em ouro metálico.</p>
<p>Os Estados Unidos da América, ao findar aquela guerra, eram também o único país que possuía a arma nuclear, privilégio que não hesitou em transmitir-lhe a seus aliados e membros do Conselho de Segurança: a Grã-Bretanha e a França, as duas potências coloniais mais importantes do mundo naquela época.</p>
<p>À URSS, Truman nem sequer lhe informou uma palavra da arma atômica antes de usá-la. China, então governada pelo general nacionalista, oligárquico e pró-ianque, Chiang Kai-shek, não podia ser excluída daquele Conselho de Segurança.</p>
<p>A URSS, golpeada duramente pela guerra, a destruição e a perda de mais de 20 milhões de seus filhos pela invasão nazi, consagrou ingentes recursos econômicos, científicos e humanos para equiparar sua capacidade nuclear com a dos Estados Unidos da América. Quatro anos depois, em 1949, provou sua primeira arma nuclear; a de Hidrogênio, em 1953; e em 1955 seu primeiro megaton. A França dispôs de sua primeira arma nuclear em 1960.</p>
<p>Eram apenas três os países que possuíam a arma nuclear em 1957, quando a ONU, sob a égide ianque, criou a Organização Internacional da Energia Atômica. Alguém pode imaginar que esse instrumento dos Estados Unidos da América fez alguma coisa por advertir o mundo dos terríveis riscos a que seria exposta a sociedade humana quando o Israel, aliado incondicional dos Estados Unidos da América e da NATO, situado em pleno coração das mais importantes reservas do mundo em petróleo e gás, se constituísse em perigosa e agressiva potência nuclear?</p>
<p>Suas forças, em cooperação com as tropas coloniais inglesas e francesas, atacaram Port Said quando Abdel Nasser nacionalizou o Canal de Suez, propriedade da França, o que obrigou o Primeiro-Ministro soviético a transmitir um ultimato exigindo o cessar daquela agressão, que os aliados europeus dos Estados Unidos da América não tiveram outra alternativa que acatar.</p>
<p>Continua amanhã.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/11/firma-fidel-111112-cinismo-genocida-primera-parte-300x176.jpg" alt="" width="300" height="176" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>12 de novembro de 2011</strong></p>
<p><strong> 20h15.</strong></p>
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