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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Guerra</title>
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		<title>Crianças vítimas do mesmo vitimizador</title>
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		<pubDate>Thu, 30 May 2019 17:16:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O menino venezuelano Geovanny e o iraquiano Qasim nunca se encontraram. O primeiro, de seis anos, teve seu pequeno coração paralisado enquanto esperava por um transplante de medula óssea em um hospital italiano, por meio de um acordo com a empresa estatal venezuelana PDVSA, mas Donald Trump ordenou que fosse bloqueado o dinheiro da nação bolivariana nos bancos europeus e o menino morreu sem saber por que sancionaram seu país.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5477" alt="Niños" src="/files/2019/06/Niños.jpg" width="300" height="233" />O menino venezuelano Geovanny e o iraquiano Qasim nunca se encontraram. O primeiro, de seis anos, teve seu pequeno coração paralisado enquanto esperava por um transplante de medula óssea em um hospital italiano, por meio de um acordo com a empresa estatal venezuelana PDVSA, mas Donald Trump ordenou que fosse bloqueado o dinheiro da nação bolivariana nos bancos europeus e o menino morreu sem saber por que sancionaram seu país.</p>
<p>O menino iraquiano Qasim Al-Kazim teve uma de suas pernas amputada, depois de um ataque terrorista do chamado Estado Islâmico. Seu sonho de ser um bom jogador de futebol foi cortado. Mas ele viveu sua maior emoção quando foi levado para Moscou e lá participou e deixou inaugurado, com um primeiro chute da bola, um jogo de futebol entre as equipes russas Spartak e Ufa.</p>
<p>São dois exemplos de vítimas afetadas pelo mesmo vitimizador: o terrorismo, seja fundamentalista como no Iraque, ou o terrorismo de Estado aplicado pelo governo dos EUA, aquele que trava guerras e pune, mas que devia ser julgado como tal.</p>
<p>Saber que cada dia centenas de milhares de crianças são afetadas por guerras ou por sanções econômicas impostas por Washington contra países cujos governos não são compatíveis com o modelo que querem implementar, é talvez a parte mais triste e comovente de um balanço, mesmo superficial, das últimas ações de quem governa na Casa Branca.</p>
<p>Venezuela, Iraque, Síria, Líbia, Iêmen, Afeganistão, países em sua maioria com recursos energéticos ou pontos estratégicos na geopolítica dos EUA, estão sendo desestabilizados ou tentam conquistá-los no século XXI. Sua infraestrutura é destruída e se tenta sufocá-los com cruéis sanções econômicas e financeiras, que fazem parte do plano imperial de dominar o mundo.</p>
<p>Ao Afeganistão os Estados Unidos enviaram tropas e armas sofisticadas, em busca dos talibãs que continuam dominando parte do vasto país, um dos mais pobres do planeta. Em Líbia, além de massacrar seu presidente, transformaram o país em um estado fracassado que até hoje ninguém tem controle sobre ele. O petróleo trouxe com seu cheiro os conquistadores estrangeiros que já o desfrutam.</p>
<p>No Iêmen, onde 80% de seus 24 milhões de habitantes precisam de ajuda urgente — segundo a ONU — o número de crianças mortas aumentou de 900 para mais de 1.500, entre o ano passado e o atual. A Síria luta contra dois inimigos: o terrorismo do Estado Islâmico e o aplicado pelo Pentágono com o bombardeio de sua aviação que mata crianças, mulheres e idosos e que ilegalmente mantém mais de mil soldados naquele país. A Venezuela, cobiçada por seu petróleo e outras riquezas, tornou-se o principal foco de atenção internacional, depois que o presidente dos Estados Unidos e sua equipe de falcões, a miserável OEA e alguns governos da região se comprometeram com um plano de golpe de Estado.</p>
<p>A morte nestes dias passados da criança Geovanny, de apenas seis anos, movimentou o país bolivariano e a comunidade internacional. Outras 26 crianças venezuelanas estão esperando na Europa para descongelar os fundos da PDVSA, depois de terem sido enviadas pelo governo revolucionário para salvar suas vidas e agora sofrem a incerteza de que poderia acontecer a elas o que aconteceu com Geovanny.</p>
<p>O povo norte-americano, que também tem filhos — muitos dos quais morrem por causa de tiroteios nas escolas ou são enviados à guerra — deve sentir-se abalado, ao ouvir casos como estes e muitos outros que morrem por causa das armas e sanções de seu governo.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Estados Unidos: quando as armas não são suficientes</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2018/12/20/estados-unidos-quando-as-armas-nao-sao-suficientes/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2018 17:58:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A fim de superar a resistência dos povos, as armas nunca foram suficientes. À guerra, as ocupações e colonizações acompanha e muitas vezes antecede, a imposição da cultura do invasor.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5351" alt="Imagenes guerra Iraq" src="/files/2018/12/Imagenes-guerra-Iraq.jpg" width="300" height="245" />A fim de superar a resistência dos povos, as armas nunca foram suficientes. À guerra, as ocupações e colonizações acompanha e muitas vezes antecede, a imposição da cultura do invasor.</p>
<p>Entre os anos 58 e 52 a.C. as legiões romanas, sob o comando de Júlio César, invadiram a Gália. Oitocentas cidades conquistadas, um milhão de prisioneiros vendidos como escravos e cerca de três milhões de mortos foi o saldo, segundo Plutarco, da conquista.</p>
<p>Para estender a campanha para além do Reno, César precisava do apoio do Senado. Para conseguir isso criou uma ameaça, a ameaça alemã. Tibério, sucessor de Augusto, preferiu não usar a guerra para subjugar os alemães belicosos, mas tentou isso através da cultura. Nas margens do Reno, o imperador construiu uma cidade romana com banhos, teatros, templos e avenidas, oferecendo-lhes as «vantagens» da civilização romana.</p>
<p>Construir uma ameaça, demonizar o inimigo, use o medo, foram recursos frequentemente utilizados pelos invasores para obter o apoio de seu povo e mobilizá-los ou desmobilizá-los, de acordo com seus interesses.</p>
<p>Depois da 2ª Guerra Mundial, o Medo Vermelho foi gerido de forma eficaz pelo império norte-americano, se o povo estadunidense estava inquieto, tocava-se a rebate: Vêm os russos!</p>
<p>Destruir a identidade dos povos, impor a cultura do conquistador com sangue e fogo, apagar a memória histórica, é essencial para perpetuar o saque e a dominação, um povo sem memória é facilmente acorrentado e explorado.</p>
<p>A Cidade do México foi construída sobre as ruínas de Tenochtitlan, os conquistadores espanhóis não deixaram pedra alguma. Nas Américas «descobertas», destruíram os quipos inca, os códices maias, os observatórios astrológicos, os calendários, os templos, as imagens e símbolos religiosos, os monumentos, cidades e vilas e impuseram sua língua e religião.</p>
<p>Durante a guerra no Iraque, as tropas norte-americanas saquearam centenas de monumentos históricos, roubaram peças de museu de valor incalculável, livros insubstituíveis; roubaram o Museu Nacional do Iraque, em 48 horas o prédio foi destruído e saqueado e, pelo menos, 50 mil peças foram roubadas.</p>
<p>A Biblioteca Nacional do Iraque, em Bagdá, foi atacada e incendiada, a Universidade de Bagdá incendiada duas vezes no mesmo dia. «Ao destruir a herança do Iraque, seu povo, sua arquitetura, milênios de cultura da humanidade foram varridos». (1)</p>
<p>Durante o período de reconstrução, no país destruído pela guerra, uma das primeiras propostas feitas pelos «libertadores» foi construir um mundo da Disney.</p>
<p>Mir Ahmad Joyenda, deputado do Parlamento afegão, afirma que, no caso daquela nação, soldados estrangeiros, à noite, minavam as muralhas e entravam no Museu Nacional para roubar. O Afeganistão foi vítima de roubo e da destruição intencional de seus tesouros arqueológicos.</p>
<p>A globalização da cultura é uma realidade, mas devemos acrescentar um sobrenome, a globalização da cultura estadunidense. Foto: Reuters<br />
Nos povos pesam séculos de engano, engano que, com a chegada dos meios de comunicação em massa e das novas tecnologias da informação e da comunicação, tomaram dimensões muito difíceis de medir em toda a sua magnitude.</p>
<p>Segundo Luis Brito García, através da cultura a vontade é imposta ao inimigo e as ideias do mundo, valores e atitudes são incutidos. «Em longo prazo, o aparelho político não pode defender vitoriosamente na guerra, nem impor na paz, o que a cultura nega». (2)</p>
<p>O poder global capitalista agora tem poderosas armas culturais. «Com operações de penetração, de pesquisa motivacional, de propaganda e de educação, os aparelhos políticos e econômicos assumiram a tarefa de operar no corpo vivente da cultura. A operação tem uma variedade de símbolos como instrumentos cirúrgicos; como campo o planeta, como presa a consciência humana. Seus canhões são os meios de comunicação em massa, seus projéteis são as ideologias». (3)</p>
<p>Os grandes capitalistas sabem que o controle ideológico é fundamental para que os povos não se revoltem contra a exploração das multinacionais, e investem e dominam os meios de comunicação em massa, uma rede multifatorial que age para influenciar e manipular a opinião pública.</p>
<p>Como nos livramos da americanização de nossos hábitos, gostos, costumes e pensamentos? Como podemos privar as pessoas de seus gostos e práticas ao longo da vida? Os jogos, o entretenimento, os shows fazem parte do nosso jeito de ser, de viver. Como abandonar a maneira como nos vestimos, a série de televisão que gostamos, a música que ouvimos, o esporte que vemos; a tudo aquilo que nos causa prazer, quando estamos sentados na poltrona da sala de estar da nossa casa, diante da televisão, esperamos «distrair-nos» por algum tempo, descansar, «desligar»?</p>
<p>A influência romana atingiu apenas uma parte do planeta, os sucessivos impérios tiveram suas áreas limitadas a espaços mais ou menos extensos. Do império de Carlos V diziam que o sol nunca se pôs. A influência cultural da Espanha, Grã-Bretanha e Portugal foi enorme, espalharam sua língua, hábitos e costumes em grande parte do mundo, mas os Estados Unidos conseguiram levar sua influência ao mundo inteiro, da política à moda.</p>
<p>Os habitantes deste mundo, mesmo no recanto mais remoto da terra, usam jeans azuis, comem hambúrgueres, bebem Coca-Cola, mastigam goma de mascar, usam bonés e camisetas com imagens ou sinais estadunidenses, são seguidores dos grupos e cantores norte-americanos, são fãs de séries de televisão e do cinema de Hollywood, acompanham as notícias e fofocas das estrelas de cinema, divertem-se com imagens mórbidas que descobrem os paparazzi, o amor, o sexo, a moda, os sonhos são cada vez mais made in USA.</p>
<p>A globalização da cultura é uma realidade, mas devemos acrescentar um sobrenome, a globalização da cultura estadunidense.</p>
<p>O poder do império hoje tem uma vasta experiência, seu domínio da indústria cultural, da mídia e informação, dá-lhes uma grande vantagem, mas esse poder é contrabalançado pelo projeto socialista cubano, um projeto cultural validado por 60 anos existência, que também possui, por sua própria autenticidade, a virtude de se nutrir das contraculturas que gera. Sua exemplaridade fomenta o surgimento de projetos semelhantes, autônomos, em outras partes do mundo.</p>
<p>O poder de uma cultura, disse Antonio Gramsci, é medido pelo seu nível de assimilação crítica e de ser superado por novas realidades. Livre de todo determinismo histórico, Cuba é uma ‘anomalia’ que não pode ser aceita pela ordem capitalista mundial.</p>
<p>Antagonista da religião do mercado imposta ao mundo como a última estação do seu caminho, em um mundo que pretende negar a história, conta com sua cultura como a primeira, segunda e última linha de defesa.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>O «Carnaval» de Cuito Cuanavale</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2018 15:47:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[APÓS um período de calma no cenário militar angolano, a atmosfera começou a esquentar, no final de 1987, quando um enclave no extremo sudeste do país começou a monopolizar a atenção da imprensa mundial: Cuito Cuanavale.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4922" alt="Soldados Angola" src="/files/2018/03/Soldados-Angola.jpg" width="300" height="257" />APÓS um período de calma no cenário militar angolano, a atmosfera começou a esquentar, no final de 1987, quando um enclave no extremo sudeste do país começou a monopolizar a atenção da imprensa mundial: Cuito Cuanavale.</p>
<p>Seria por volta do início de novembro, quando o nome da citada cidade chegava aos ouvidos da equipe de correspondentes cubanos credenciados em Luanda, pela primeira vez, através de conversas informais:</p>
<p>Dizem que no sul a situação está inflamada. A Unita* forçou a FAPLA a se retirar e agora suas unidades se defendem perto de Cuito «Carnavales» ou «Cuarnavale»&#8230; Que diabos!</p>
<p>O pomo da discórdia foi realmente Mavinga, uma aldeia que desde os anos 80 do século passado se tornara o centro da disputa entre a FAPLA e a Unita, sem resultados de consideração para nenhuma das partes.</p>
<p>Após várias tentativas fracassadas, o alto comando do exército angolano resolveu empreender, nesse ano, a Operação Saudando Outubro, que incluiu entre seus objetivos a libertação de Mavinga, uma posição controlada pelos bandos armados de Jonas Savimbi.</p>
<p>Desta vez, tal como nas incursões anteriores, o comando cubano alertou sobre a complexidade logística de tal manobra, sem descartar a possível intervenção direta das unidades regulares do exército sul-africano, em apoio à Unita.</p>
<p>Os avisos foram confirmados. Assim que as tropas angolanas começaram a cruzar o rio Lomba, a norte de Mavinga, o inimigo impediu o avanço das tropas da FAPLA, que foram forçadas a recuar, perante o perigo de um completo colapso.</p>
<p>Um propósito claro encorajou os invasores: tirar proveito da posição vantajosa alcançada no campo militar para impor suas condições na mesa de negociações, inclusive exigindo a retirada total das tropas cubanas de Angola.</p>
<p>Tais objetivos diplomáticos claros tiveram um forte apoio militar, baseado em golpes de aviação e artilharia, cujo fogo submeteu a um feroz assédio as brigadas da FAPLA que tinham passado à defesa a leste de Cuito Cuanavale.</p>
<p>***</p>
<p>Foi neste ponto do conflito que o governo angolano solicitou o apoio de Cuba para reverter a complexa situação criada e evitar o desastre militar que se aproximava, com consequências imprevisíveis para o destino dessa nação africana irmã.</p>
<p>Naqueles dias, a Missão Militar Cubana em Angola era o centro da implementação de importantes decisões adotadas em Havana, cujas autoridades, em 15 de novembro de 1987, concordaram em enfrentar o desafio e dar uma forte resposta.</p>
<p>A máxima liderança cubana aconselhou não usar as tropas que defendiam a linha do Namibe-Menongue, mas aplicar uma variante mais ousada: reforçar o contingente com forças e meios enviados de Cuba, incluindo os melhores pilotos.</p>
<p>Em 5 de dezembro, um grupo de trabalho do Estado Maior da Missão Militar partiu para a área de operações, cujo chefe, o então general-de-brigada Álvaro López Miera, tinha a tarefa de organizar o comando e fortalecer a fraca defesa.</p>
<p>Colocar ordem era uma tarefa colossal sob fogo inimigo, que tinha como alvo fixo a cidade de Cuito Cuanavale, com uma obsessiva preferência pelo aeroporto e a ponte localizada muito próxima da confluência dos dois rios que dão nome ao local.</p>
<p>Após os primeiros cubanos, no final do mês chegaram outros 200 assessores, em várias especialidades, que se deslocaram para as brigadas da FAPLA duramente atingidas pelas ações armadas, que tinham como objetivo desmoralizar os soldados.</p>
<p>Esses oficiais e combatentes assumiram o enorme desafio de fazer causa comum com os angolanos e parar o ímpeto da maquinaria racista, que não perdeu um minuto para lançar seus ataques e tentar aniquilar o grupo atolado na área.</p>
<p>***</p>
<p>As coisas ficaram feias em 14 de fevereiro de 1988. Assaltos pesados da artilharia precederam o avanço das tropas sul-africanas sobre a 59ª brigada da FPLA, cujas tropas, em confrontos sangrentos e desiguais, viram suas posições combativas penetradas.</p>
<p>Determinado em materializar seus propósitos macabros, o adversário repetiu a dose, em 19 e 20 de fevereiro, desta vez com uma ofensiva terrestre, apoiada por meios aéreos, que tinha como direção principal a 25ª Brigada da FPLA.</p>
<p>Mas nesse momento, recebeu uma resposta brusca: enquanto seus múltiplos ataques foram rejeitados a partir das trincheiras, no ar, os caças Mig-23 atacaram com acerto e reduziram a lixo vários tanques e veículos blindados sul-africanos.</p>
<p>Em uma manobra não detectada pelo inimigo, a borda frontal de defesa foi transformada em um gigantesco campo minado, graças ao titânico trabalho dos sapadores, ação seguida da retirada, à noite, de duas brigadas da FAPLA.</p>
<p>A armadilha estava montada e as tropas invasoras não demoraram a cair. Apenas em 25 de fevereiro, os sul-africanos avançaram em combate direto contra as posições abandonadas e entraram no terreno coberto pelas minas.</p>
<p>A explosão das cargas, acompanhada de golpes dos lançadores múltiplos de mísseis BM-21, confundiram o adversário, a tal ponto que, mesmo no meio da noite desse próprio dia, continuavam sentindo-se as explosões, quando os carros blindados colidiam com as minas antitanque.</p>
<p>Em 28 de fevereiro, a imprensa cubana publicou uma reportagem intitulada «Cuito Cuanavale resiste e vive». Foi a primeira ocasião em que era desmentida a mídia transnacional que tinha reivindicado, desde meados de janeiro, o controle daquela localidade.</p>
<p>A novidade informativa tinha ido por água abaixo e pretendiam esconder o fracasso lançando mão dos argumentos mais incomuns, para justificar por quê, naquele momento do confronto, não tinham sido capazes de colocar suas botas sujas nas ruas da cidade.</p>
<p>Em sua teimosia sem sentido, em 1º de março, os racistas voltaram aos seus velhos hábitos, com um novo ataque terrestre que foi interrompido pela segunda vez, graças às minas colocadas de forma eficiente no terreno e aos golpes da artilharia.</p>
<p>Desta vez, feridos até ao núcleo, tiveram de se retirar, sem sequer chegarem à frente da defesa cubano-angolana. Alguns dias depois, em 23 de março, os sul-africanos acabaram com os dentes quebrados, em sua tentativa de ocupar Cuito Cuanavale.</p>
<p>Lançaram um novo ataque de várias direções e de várias direções também emergiu a resposta das forças patrióticas. Nem mesmo as cortinas de fumaça, criadas como uma tábua de salvação, poderiam mascarar o desastre que estava vindo sobre eles.</p>
<p>***</p>
<p>A foto de um tanque Centurião sul-africano, ocupado como troféu de guerra, percorreu o mundo naqueles dias, como um símbolo da derrota do regime do apartheid, cujas ações diminuíram de intensidade, até desaparecerem completamente.</p>
<p>Desde então, muitos cubanos na Ilha, com o gracejo habitual, chamaram de «Carnaval» de Cuito o retumbante sucesso do grupo de tropas da FAPLA, em clara alusão ao nome do famoso enclave angolano e ao que aconteceu ali. .</p>
<p>O Comandante-em-chefe também usava frases cheias de humor crioulo naqueles dias, como quando ele comparou o contingente muito forte, avançando para o sul, com o soco implacável, arremessado pela mão direita do boxeador Teófilo Stevenson, nosso boxeador multicampeão.</p>
<p>Fidel não estava errado: «A ideia era detê-los em Cuito Cuanavale e castigá-los a partir do sudoeste». Essa era a essência de um princípio básico: não travar batalhas decisivas no terreno escolhido pelo inimigo, mas no selecionado pelas forças próprias.</p>
<p>Para esse efeito, dezenas de unidades enviadas de Cuba, no âmbito da Operação 31º Aniversário das FARs, já se encontravam na República Popular de Angola, que naquele momento formava um front comum com os patriotas angolanos e namíbios.</p>
<p>O reforço, que em um dado momento concentrou mais de 50 mil soldados cubanos na terra natal de Agostinho Neto, incluiu um aumento substancial no número de carros blindados e meios antiaéreos, uma força chocante, se acrescentarmos a isso a elevada moral de combate de seus membros.</p>
<p>Em Pretória, perceberam que não era brincadeira o que se aproximava. Nada poderia impedir o avanço do contingente, a partir do flanco sul-ocidental, para expulsar os invasores do território angolano.</p>
<p>No ar, os corajosos pilotos fecharam com um desempenho épico tão brilhante episódio, cuja eficiência ficou inscrita em uma das paredes do complexo hidrelétrico do Calueque, a poucos quilômetros da fronteira com a Namíbia: «Os Mig-23 quebraram nossos corações».</p>
<p>* Unita: União Nacional para a Independência Total de Angola.</p>
<p>** FAPLAs: Forças Armadas para a Libertação de Angola.</p>
<p>*** Hoje general-de-corpo-de-exército, primeiro vice-ministro da FARs e chefe do Estado Maior.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>A nova Estratégia de Defesa Nacional dos Estados Unidos: «um bom negócio» para o Complexo Militar-Industrial?</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Feb 2018 16:14:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[EM 19 de janeiro de 2018, o chefe do Pentágono, James Mattis, apresentou em Washington a versão desclassificada da Estratégia de Defesa Nacional dos Estados Unidos. Em seu discurso, ele deixou bem clara a projeção militarista que será mantida nos próximos anos: «essa Estratégia expande nosso espaço competitivo e prioriza a preparação para as guerras».]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-4737" alt="soldados-estados-unidos-afganistan" src="/files/2018/02/soldados-estados-unidos-afganistan.jpg" width="300" height="247" />EM 19 de janeiro de 2018, o chefe do Pentágono, James Mattis, apresentou em Washington a versão desclassificada da Estratégia de Defesa Nacional dos Estados Unidos. Em seu discurso, ele deixou bem clara a projeção militarista que será mantida nos próximos anos: «essa Estratégia expande nosso espaço competitivo e prioriza a preparação para as guerras».</p>
<p>De acordo com Mattis, a luta contra o terrorismo continuará, mas «a concorrência estratégica entre os Estados, e não o terrorismo, é agora a principal preocupação para a segurança nacional dos Estados Unidos», o que significa um reajuste da abordagem, depois dos ataques de 11 de setembro de 2001. Em correspondência com a Estratégia de Segurança Nacional de dezembro de 2017, a Rússia e a China são identificadas como suas principais ameaças. Em um segundo patamar colocam a República Popular Democrática da Coreia e o Irã e como o ator não estatal mais perigoso, o Estado Islâmico.</p>
<p>O documento indica que «a Estratégia de Defesa Nacional de 2018 apoia os orçamentos para os anos fiscais 2019-2023, acelerando os programas de modernização e dedicando recursos adicionais, em um esforço sustentado para consolidar a vantagem competitiva» dos Estados Unidos. Nesse sentido, darão prioridade à modernização nuclear, os investimentos em defesa cibernética e nas defesas antimissil.</p>
<p>É a primeira vez, em mais de 15 anos, que os Estados Unidos reconhecem que seu interesse em aumentar as capacidades militares responde à necessidade de manter a superioridade, nesta esfera, sobre a Rússia e a China e tentar consolidar a hegemonia global. O terrorismo internacional tem sido o pretexto usado durante este período para o fortalecimento das forças militares norte-americanas, pois, após a queda do bloco socialista e da União Soviética, sumiu a suposta ameaça que, depois da Segunda Guerra Mundial, levou os Estados Unidos a aumentarem exponencialmente seu orçamento militar, beneficiando as corporações, cada vez mais influentes, do seu país.</p>
<p>O idioma utilizado lembra a época do conflito Leste-Oeste, durante a chamada Guerra Fria. O expoente máximo da corrida aos armamentos foi o presidente Ronald Reagan, que em 1983 lançou publicamente a Iniciativa de Defesa Estratégica, na qual pediu à comunidade científica que desenvolvesse uma defesa antimíssil para garantir a proteção do território dos Estados Unidos contra qualquer ataque nuclear. Também foi chamada de «Guerra das Estrelas», como o título de um filme famoso da época. Como ficou demonstrado naquela ocasião, o único vencedor foi «o Complexo Militar-Industrial».</p>
<p>Também no relatório, a administração atual reafirma que o uso da força será aplicado como um princípio da política externa: «De modo a fortalecer as ferramentas tradicionais da diplomacia dos EUA, o Pentágono oferece opções militares para garantir que o presidente e os diplomatas negociem a partir de uma posição de força». Além disso, afirma que os Estados são os principais atores no cenário global, mas os atores não estatais, como terroristas, organizações criminosas transnacionais e os hackers também ameaçam o ambiente de segurança, com capacidades cada vez mais sofisticadas.</p>
<p>O documento enfatiza que a nova Estratégia «articula o plano para concorrer, prevenir e vencer» neste ambiente cada vez mais complexo. E assegura que «os custos de não implementar esta Estratégia são claros e implicarão uma diminuição da influência global dos Estados Unidos, a erosão da coesão entre aliados e parceiros, bem como a redução do acesso ao mercado, o que contribuiria para o declínio da prosperidade norte-americana e seu estilo de vida».</p>
<p>A abordagem estratégica afirma que «a concorrência em longo prazo exige a integração perfeita de múltiplos elementos do poder nacional — diplomacia, informação, economia, finanças, inteligência, aplicação da lei e militares». E diz que «os Estados Unidos podem tomar a iniciativa e desafiar seus concorrentes, onde tiver vantagem e seus rivais não sejam fortes». Ao mesmo tempo, pode oferecer «oportunidades de cooperação, mas a partir de uma posição de força e alicerçada em interesses nacionais».</p>
<p>América Latina e Caribe são mencionados apenas duas vezes, quando se referem ao Hemisfério Ocidental, e ao contrário da Estratégia Nacional de Segurança, nenhum país específico é mencionado. Os objetivos da Estratégia incluem «manter os equilíbrios de poder regionais favoráveis no Indo-Pacífico, Europa, Oriente Médio e no Hemisfério Ocidental».</p>
<p>Aprofundarão suas relações com os países da América Latina e do Caribe que «contribuam com capacidades militares para os desafios de segurança regionais e globais compartilhados». E ressaltam que «os Estados Unidos obtêm um imenso benefício de um sistema hemisférico estável e pacífico que reduza as ameaças à segurança da nação».</p>
<p>Embora não o reconheçam na Estratégia, é válido mencionar que a América Latina e o Caribe é a primeira área densamente povoada do mundo que foi declarada — há mais de meio século — como uma Zona sem armas nucleares, através do Tratado de Tlatelolco. Neste mês, precisamente, completam-se quatro anos depois que os 33 países membros da Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe (Celac), reunidos em Havana, Cuba, nos dias 28 e 29 de janeiro de 2014 na Segunda Cúpula, declarassem a América Latina e o Caribe como Zona de Paz ».</p>
<p>É assim que o mundo civilizado está no século 21, alguns proclamam a paz e outros promulgaram a guerra. O Pentágono disse que está empenhado em «construir uma força mais letal», em um claro desafio à paz internacional e para justificar os US$ 700 bilhões do orçamento para o ano fiscal de 2018, concedido pela Casa Branca.</p>
<p>A Estratégia defende a plataforma eleitoral nacionalista do presidente Donald Trump de «os Estados Unidos primeiro», que combina isolacionismo diplomático e protecionismo econômico, com fortalecimento militar e rejeição da ameaça das mudanças climáticas. Uma fórmula ‘nova’ para tentar manter a hegemonia global e outro ‘bom acordo’ para o Complexo Militar-Industrial.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>O PAPEL GENOCIDA DA NATO</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 00:51:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Essa brutal aliança militar tornou-se o mais pérfido instrumento de repressão que seja conhecido na história da humanidade. A NATO assumiu esse papel repressivo global logo depois do desaparecimento da URSS, que tinha servido como pretexto aos Estados Unidos para criá-la. O seu criminoso objetivo foi evidente na Sérvia, um país de origem eslava, cujo povo lutou tão corajosamente contra as tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Essa brutal aliança militar tornou-se o mais pérfido instrumento de repressão que seja conhecido na história da humanidade.</p>
<p>A NATO assumiu esse papel repressivo global logo depois do desaparecimento da URSS, que tinha servido como pretexto aos Estados Unidos para criá-la. O seu criminoso objetivo foi evidente na Sérvia, um país de origem eslava, cujo povo lutou tão corajosamente contra as tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Quando no mês de março de 1999 os países dessa nefasta organização, nos seus esforços por desintegrar Iugoslávia, após a morte de Josip Broz Tito, enviaram as suas tropas para apoiar os secessionistas cossovares, encontraram uma forte resistência daquela nação cujas experimentadas forças estavam intactas.</p>
<p>A administração ianque, aconselhada pelo Governo espanhol de direita de José Maria Aznar atacou as emissoras de televisão da Sérvia, as pontes sobre o rio Danúbio e Belgrado, a capital desse país. A embaixada da República Popular da China foi destruída pelas bombas ianques, vários funcionários morreram e não podia existir um erro possível como alegaram os autores. Numerosos patriotas sérvios perderam a vida. O presidente Slobodan Miloševic, abrumado pelo poder dos agressores e pelo desaparecimento da URSS, cedeu às exigências da NATO e admitiu a presença das tropas dessa aliança dentro de Cossovo sob o mandato da ONU, o que finalmente levou à sua derrota política e a seu posterior julgamento pelos tribunais nada imparciais da Haia. Morreu de uma maneira estranha na cadeia. Se o líder sérvio tivesse resistido mais alguns dias, a NATO teria entrado em uma grave crise que esteve a ponto de estourar. Deste modo o império dispôs de ainda mais tempo para impor a sua hegemonia entre os cada vez mais subordinados membros dessa organização.</p>
<p>De 21 de fevereiro a 27 de abril do presente ano publiquei no site web <em>Cubadebate</em> nove Reflexões sobre o tema, nas quais abordei amplamente o papel da NATO na Líbia e o que, na minha opinião, iria acontecer.</p>
<p>Por isso, vejo-me obrigado a fazer uma síntese das idéias essenciais que eu expus e dos fatos que têm acontecido tal e como foram previstos, agora que um personagem central da história, Muammar Al-Gaddafi, foi gravemente ferido pelos mais modernos caça-bombardeiros da NATO que interceptaram e inutilizaram o seu veículo, capturado ainda vivo e assassinado pelos homens que essa organização militar armou.</p>
<p>O seu cadáver foi seqüestrado e exibido como um troféu de guerra, uma conduta que viola os mais elementares princípios das normas muçulmanas e outras crenças religiosas que existem no mundo. Anuncia-se que em breve tempo a Líbia será declarada “Estado democrático e defensor dos direitos humanos”.</p>
<p>Vejo-me obrigado a dedicar várias Reflexões sobre estes importantes e significativos fatos.</p>
<p>Continuará amanhã.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/10/firma-de-fidel-23-de-octubre-de-2011.jpg" alt="" width="377" height="266" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>23 de outubro de 2011</strong></p>
<p><strong> 18h10</strong></p>
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		<title>Analistas nos EUA criticam legitimidade de rebeldes líbios</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 23:35:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O aparecimento de Seif al-Islã, filho de Muamar Kadafi, em Trípoli põe hoje em dúvida a legitimidade de declarações rebeldes e evidência que a luta pelo controle de Líbia ainda não conclui, afirmaram analistas estadunidenses. A agência Stratfor, com base no Texas, confirmou que Seif Islã Kadafi se apresentou nesta terça-feira bem cedo na manhã no Rixos Hotel ante um grupo numeroso de repórteres estrangeiros.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2109" src="/files/2011/08/32-580x392.jpg" alt="" width="300" height="250" />O aparecimento de Seif al-Islã, filho de Muamar Kadafi, em Trípoli põe hoje em dúvida a legitimidade de declarações rebeldes e evidência que a luta pelo controle de Líbia ainda não conclui, afirmaram analistas estadunidenses.</p>
<p>A agência Stratfor, com base no Texas, confirmou que Seif Islã Kadafi se apresentou nesta terça-feira bem cedo na manhã no Rixos Hotel ante um grupo numeroso de repórteres estrangeiros.</p>
<p>&#8220;Sua presença desacredita uma comunicação do Conselho Nacional de Transição (CNT), que na segunda-feira 22 afirmou que os rebeldes tinham capturado a Seif Islã&#8221;, comentou o reconhecido organismo de especialistas estadunidenses.</p>
<p>Aquele anúncio inclusive foi confirmado por importantes delegados da Corte Penal Internacional (CPI), como o promotor Luis Moreno-Ocampo e o porta-voz Fadi Abdallah, que asseguraram estavam discutindo a rendição de Seif Islã com os insurgentes e o CNT.</p>
<p>Na coletiva de imprensa esta manhã, Seif Islã afirmou que seu pai estava a salvo em Trípoli e que a capital assegurada pelas forças leais ao governo de Kadafi.</p>
<p>Al Islã também desmentiu certas declarações dos rebeldes a respeito de que o iam entregar à CPI. Existe ademais um vídeo circulando no site, no qual se aprecia como Seif al-Islã, com t-shirt verde, é recebido em público por um grupo grande de partidários.</p>
<p>&#8220;Seu encontro com a imprensa ilustra ao menos dois pontos chaves: As declarações rebeldes para induzir uma maior rebelião no perímetro da capital e mais respaldo das forças estrangeiras são altamente pouco fiáveis&#8221;, indica a análise da agência dos Estados Unidos.</p>
<p>A campanha de desinformação dos insurgentes tem crescido significativamente e voltou-se mais sofisticada à medida que avança a crise política em Líbia, e nesse contexto se marca a suposta captura de Seif Islã, agrega o texto.</p>
<p>Stratfor recordou que os sediciosos antes asseguraram que tinham detido a Mohammed Kadafi, o maior dos filhos do líder líbio, mas depois mudaram a história e anunciaram que este escapou de seus guardas.</p>
<p>O segundo ponto que demonstra esta história -sublinham os especialistas- é que a luta não tem acabado ainda, ainda que as forças rebeldes possam entrar em Trípoli com relativa facilidade, ajudadas pelos bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico (OTAN).</p>
<p>No entanto, ainda não há indicações de que se vão render os comandos melhor armados e mais leais a Kadafi, particularmente a Brigada Khamis, dirigida por seu filho menor, enfatiza o comentário de Stratfor.</p>
<p>&#8220;O grau de controle de Kadafi sobre Trípoli permanece incerto, mas o líder ainda mantém fortalezas no oeste -Zwara- e também no extremo este da capital, assim mesmo é forte em regiões centrais de Líbia como Sirte e Sabha&#8221;, explica.</p>
<p>O CNT alertou que o governante poderia usar estas áreas para entrincheirar-se e fundar novas bases em prol de recrudescer as operações militares contra os rebeldes.</p>
<p>A insurgência em Trípoli assim mesmo enfrenta a ameaça de que as tropas leais a Kadafi possam em breve organizar uma intensa contraofensiva que impeça manter o controle das fontes de abastecimento para a principal cidade líbia.</p>
<p>&#8220;As forças governamentais líbias estão sofrendo talvez muitos contratempos para manter os poucos enclaves defensivos, mas a conclusão é que a declaração dos rebeldes de que controlam a Trípoli não é nada confiável atualmente&#8221;, apontou Stratfor.</p>
<p>Strategic Forecasting Inc., comumente conhecida como Stratfor, é uma agência de análise político fundada em Austin, Texas, em 1996, e que se apresenta como &#8220;uma companhia de inteligência global independente de todas as correntes políticas ou partidárias.&#8221;</p>
<p><strong>(Prensa Latina)</strong></p>
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		<title>Capital líbia sob bombardeio da OTAN</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Aug 2011 01:07:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta capital sofre hoje uma nova onda de ataques por aviões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), enquanto forças insurgentes reivindicaram novos avanços em terra, sem meios oficiais líbios os terem confirmado. Densas colunas de fumaça levantam-se na zona de Bab el Aziziya, onde está a residência do líder líbio Muamar Kadafi, e nos distritos da periferia oeste desta metrópole que é mais longa que alta, devido à reticência das famílias muçulmanas a residir em condomínios.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1915" src="/files/2011/04/rebeldes-libia.jpg" alt="" width="300" height="250" />Esta capital sofre hoje uma nova onda de ataques por aviões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), enquanto forças insurgentes reivindicaram novos avanços em terra, sem meios oficiais líbios os terem confirmado.</p>
<p>Densas colunas de fumaça levantam-se na zona de Bab el Aziziya, onde está a residência do líder líbio Muamar Kadafi, e nos distritos da periferia oeste desta metrópole que é mais longa que alta, devido à reticência das famílias muçulmanas a residir em condomínios.</p>
<p>Os bombardeios ocorrem no meio do mês sagrado islâmico do Ramadã, que os crentes dessa confissão monoteísta dedicam ao jejum e à oração.</p>
<p>Zawiya, uma disputada cidade a 50 quilômetros ao oeste desta capital, também sofreu ataques constantes com bombas de alto poder destrutivo que a aliança atlântica lança sobre este país norte-africano há mais de cinco meses.</p>
<p>Tropas leais ao governo enfrentam forças insurgentes, assessoradas por especialistas ocidentais, sem que esteja claro se algum dos adversários tem o controle efetivo dessa região.</p>
<p>Desde meados da semana porta-vozes do autodenominado Conselho Nacional de Transição (CNT) se atribuíram importantes conquistas territoriais nas zonas de Bazh, Gananat e Ahamada, assim como em Zlitane, mas os porta-vozes oficiais líbios desmentiram-nos.</p>
<p>Além disso, asseguraram que estreitam o cerco sobre Trípoli, enquanto servidores públicos estadunidenses afirmaram que &#8220;os dias de Kadafi estão contados&#8221;.</p>
<p>No final da semana passada, o próprio Kadafi em um telefonema a uma emissora radial assegurou que os meios multinacionais de informação desenvolvem uma guerra psicológica contra seu país e chamou a população a se armar &#8220;contra os ratos e os novos colonialistas&#8221; (o CNT e a OTAN, por essa ordem).</p>
<p><strong>(Prensa Latina)</strong></p>
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		<title>O Melhor e Mais Inteligente</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Apr 2011 01:01:07 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Reflexões de Fidel]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem, por razões de espaço e tempo, não disse uma palavra do discurso pronunciado por Barack Obama na segunda-feira 28, a respeito da guerra na Líbia. Dispunha de uma cópia da versão oficial, fornecida à imprensa pelo Governo dos Estados Unidos. Tinha sublinhado algumas das coisas que ele afirmou. Voltei a revê-lo e cheguei à]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, por razões de espaço e tempo, não disse uma palavra do discurso pronunciado por Barack Obama na segunda-feira 28, a respeito da guerra na Líbia. Dispunha de uma cópia da versão oficial, fornecida à imprensa pelo Governo dos Estados Unidos. Tinha sublinhado algumas das coisas que ele afirmou. Voltei a revê-lo e cheguei à conclusão de que não valia a pena gastar demasiado papel no assunto.</p>
<p>Lembrava o que me contou Carter quando nos visitou em 2002 sobre o cultivo de florestas nos Estados Unidos, visto que ele possui uma plantação familiar no Estado de Georgia. Nesta visita lhe perguntei de novo sobre aquela cultura e voltou a expressar que semeia as plantas de pinheiro a uma distância de 3 por 2 metros, que equivalem a 1 700 árvores por hectare, e se recolhem passados uns 25 anos.</p>
<p>Há muitos anos li que <em>The New York Times</em>, numa edição dominical, consumia o papel extraído da desflorestação de 40 hectares de bosque. Portanto, explica-se minha preocupação pela poupança de papel.</p>
<p>É claro que Obama é um excelente articulador de palavras e frases. Poderia se ganhar a vida escrevendo historietas para crianças. Conheço seu estilo porque o primeiro que li e sublinhei, muito antes de que assumisse a presidência, foi um livro titulado os “Sonhos do meu Pai”. Fi-lo com respeito e, pelo menos, consegui apreciar que seu autor sabia escolher a palavra precisa e a frase adequada para ganhar a simpatia dos leitores.</p>
<p>Confesso que não gostei da sua tática de suspense, ocultando suas próprias idéias políticas até o final. Fiz um esforço especial por não esquadrinhar no último capítulo o que opinava sobre diversos problemas, do meu ponto de vista fulcrais neste momento da história humana. Tinha a certeza de que a profunda crise econômica, a colossal despesa militar, e o sangue jovem derramado por seu predecessor republicano, ajudá-lo-iam a derrotar o seu adversário eleitoral, apesar dos enormes preconceitos raciais da sociedade norte-americana. Era ciente dos riscos que corria de que o eliminassem fisicamente.</p>
<p>Por óbvias razões de politicagem tradicional procurou, antes das eleições, o apoio dos votos dos anti-cubanos de Miami, na sua maioria dirigidos por pessoal de origem batistiana e reacionária, que converteram os Estados Unidos numa república bananeira, onde a fraude eleitoral determinou nada menos que a vitória de W. Bush em 2000, lançando à lixeira a um futuro Prêmio Nobel: Al Gore, Vice-presidente de Clinton e aspirante à presidência.</p>
<p>Um elementar sentido de justiça teria levado o Presidente Obama a retificar as conseqüências do infame julgamento que conduziu ao desumano, cruel, e especialmente injusto encarceramento dos cinco patriotas cubanos.</p>
<p>Sua Mensagem à União, seus discursos no Brasil, Chile e em El Salvador, e a guerra da NATO na Líbia, obrigaram-me a sublinhar, mais do que sua própria autobiografia, o mencionado discurso.</p>
<p>O quê é o pior desse pronunciamento e como explicar as aproximadamente 2 500 palavras que contém a versão oficial?</p>
<p>Do ponto de vista interno, sua falta total de realismo coloca seu feliz autor nas mãos dos seus piores adversários, que desejam humilhá-lo e vingar-se da sua vitória eleitoral em novembro de 2008. Não lhes basta ainda com o castigo a que o submeteram nos finais de 2010.</p>
<p>Do ponto de vista externo, o mundo tomou mais consciência do que significam para muitos povos o Conselho de Segurança, a NATO e o imperialismo ianque.</p>
<p>Para ser tão breve quanto prometi, explico-lhes que Obama começou seu discurso afirmando que desempenhava seu papel “detendo a força do Talibã no Afeganistão e perseguindo Al-Qaeda por todo o planeta”.</p>
<p>De imediato acrescenta que: “Durante gerações, os Estados Unidos da América têm desempenhado um papel singular como alicerce da segurança mundial e como defensor da liberdade humana”.</p>
<p>Isto é algo do qual, como os leitores sabem, os cubanos, os latino-americanos, os vietnamitas e outros muitos, podemos dar constância da sua veracidade.</p>
<p>Após essa solene declaração de fé, Obama investe uma boa parte do tempo em  falar do Khaddhafi, seus horrores e as razões pelas quais os Estados Unidos e seus aliados mais próximos: “―Reino Unido, a França, o Canadá, a Dinamarca, Noruega, a Itália, a Espanha, a Grécia e a Turquia― países que têm lutado junto de nós durante decênios. […] têm elegido cumprir com sua responsabilidade de defender o povo líbio.”</p>
<p>Mais adiante acrescenta: “…a NATO, tem tomado o comando para impor o embargo de armas e a zona de exclusão aérea.”</p>
<p>Confirma os objetivos da decisão “Como resultado da transferência para uma coligação mais ampla, centrada na NATO, o risco e o custo desta operação –para nosso exército e para o contribuinte estadunidense&#8211; reduzir-se-á significativamente.</p>
<p>“Por conseguinte, para aqueles que duvidaram de nossa capacidade para levar a cabo esta operação, quero deixar algo claro: os Estados Unidos fizeram aquilo que eu disse que faríamos.”</p>
<p>Volta às suas obsessões sobre Khaddhafi e às contradições que agitam sua mente: “Khaddhafi não tem abandonado o poder e, enquanto o não fizer, a Líbia continuará sendo um perigo.”</p>
<p>“Verdade é que os Estados Unidos não podem empregar nosso exército lá onde houver repressão e, levando em conta os riscos e custos de uma intervenção, sempre devemos fazer um balanço entre os nossos interesses e a necessidade de agir.”</p>
<p><span style="font-size: small"> </span> <span style="font-size: small">“A tarefa que dei às nossas tropas (de) –proteger o povo líbio […] conta com o apoio internacional e está respaldada por um mandato das Nações Unidas.”</span></p>
<p>As obsessões se reiteram uma e outra vez: “Se tentássemos derrocar Khaddhafi pela força, nossa coligação se quebraria. Teríamos […] de enviar tropas estadunidenses ao terreno para cumprir essa missão ou arriscarmo-nos à possibilidade de matar muitos civis com os ataques aéreos.”</p>
<p>“…temos esperanças no futuro do Iraque, mas a mudança de regime ali levou oito anos e custou milhares de vidas estadunidenses e iraquianas e quase 3 milhões de milhões de dólares.”</p>
<p>Dias depois de iniciados os bombardeamentos da NATO começou a divulgar-se a notícia de que um caça-bombardeiro norte-americano tinha sido derribado. Depois se soube, por alguma fonte, que era verdade. Alguns camponeses ao verem descer um pára-quedas, fizeram o que por tradição fazem na América Latina: foram ver; e se alguém precisa, auxiliam-no. Ninguém podia saber como pensavam. Com certeza eram muçulmanos, estavam fazendo com que a terra produzisse e não podiam ser partidários dos bombardeamentos. Um helicóptero que apareceu repentinamente para resgatar o piloto disparou contra os camponeses, feriu gravemente um deles, e de milagre não os matou a todos. Como o mundo sabe, os árabes, por tradição, são hospitaleiros com seus inimigos, alojam-nos em suas próprias casas, e se colocam de costas para não ver o caminho que eles seguem. Inclusive um covarde ou um traidor não significaria nunca o espírito de uma classe social.</p>
<p>Só a Obama lhe podia passar pela mente a peregrina teoria que incluiu em seu discurso, como pode apreciar-se no trecho seguinte:</p>
<p>“Não obstante, haverá ocasiões em que nossa segurança não estará diretamente ameaçada, mas sim nossos interesses e valores. […] sabemos que aos Estados Unidos, como a nação mais poderosa do mundo, pedir-lhe-ão ajuda com freqüência.</p>
<p>“Nesses casos, não devemos ter medo de agir, porém o peso das ações não deve recair apenas sobre os Estados Unidos. Como o temos feito na Líbia, nossa tarefa é então mobilizar a comunidade internacional para empreender uma ação coletiva.”</p>
<p>“Este é o tipo de liderança que temos mostrado na Líbia. É claro que, inclusive quando atuemos como parte de uma coligação, os riscos de qualquer ação militar serão elevados. Esses riscos foram constatados quando um dos nossos aviões sofreu uma avaria enquanto sobrevoava Líbia. Inclusive quando um dos nossos aviadores se lançou de pára-quedas, em um país cujo líder tem satanizado com tanta freqüência os Estados Unidos, numa região que tem uma história tão difícil com nosso país, este estadunidense não encontrou inimigos. Em vez disso, foi recebido por pessoas que o abraçaram. Um jovem líbio que veio em sua ajuda expressou: ‘Somos teus amigos. Estamos tão agradecidos desses homens que estão protegendo os céus.”</p>
<p>“Esta voz é apenas uma entre muitas numa região onde a nova geração se opõe a que lhe continuem negando seus direitos e oportunidades.”</p>
<p>“Mesmo assim, esta mudança provocará que o mundo seja mais complicado durante um tempo. O progresso será desigual e a mudança chegará de um modo bem divergente a diferentes países. Existem lugares, como o Egipto, onde esta mudança nos inspirará e infundirá nossas esperanças.”</p>
<p>Todo o mundo conhece que Mubarak foi aliado dos Estados Unidos, e quando Obama visitou a Universidade de El Cairo, em junho de 2009, não podia ignorar as dezenas de milhares de milhões de dólares subtraídos por aquele no Egipto.</p>
<p>Continuou com o emotivo relato:</p>
<p>“…acolhemos com beneplácito o fato de que a história esteja em andamento no  Oriente Médio e no Norte da África, e que os jovens estejam à vanguarda. Porque em qualquer lugar onde as pessoas anseiem ser livres, encontrarão um amigo nos Estados Unidos. Afinal de contas, é essa fé, são esses ideais, os que constituem o verdadeiro indicador da liderança estadunidense.”</p>
<p>“…nossa fortaleza no exterior se sustenta na nossa fortaleza nacional. Esta sempre deve ser nossa Estrela Polar, a capacidade do nosso povo de alcançar seu potencial, adotar decisões inteligentes com nossos recursos, incrementar a prosperidade que atua como fonte do nosso poder, e erguer os valores que tanto apreciamos.”</p>
<p>“Olhemos para o futuro com confiança e esperança, não só no nosso próprio país, mas também em todos aqueles que têm anseios de liberdade em todo o mundo.”</p>
<p>A espectacular historieta me fez lembrar do <em>Tea Party</em>, do senador Bob Menéndez e da ilustre Ileana Ros, a loba feroz que desafiava as leis para manter seqüestrado o menino cubano Elián González. Ela é hoje nada menos que Chefe do Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes dos Estados Unidos.</p>
<p>Khaddhafi não se cansa de repetir que Al-Qaeda lhe faz a guerra e envia combatentes contra o governo da Líbia, porque ele apoiou a guerra antiterrorista de Bush.</p>
<p>Aquela organização teve no passado excelentes relações com os serviços de inteligência norte-americanos na luta contra os soviéticos no Afeganistão, e possui sobrada experiência sobre os métodos de trabalho da CIA.</p>
<p>O quê acontecerá se as denúncias de Khaddhafi fossem certas? Como explicaria Obama ao povo norte-americano que uma parte dessas armas de combate terrestre caísse nas mãos dos homens de Bin Laden?</p>
<p>Não teria sido melhor e mais inteligente ter lutado para promover a paz e não a guerra na Líbia?</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/04/firma-de-fidel-31-de-marzo-de-2011-300x181.jpg" alt="" width="300" height="181" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>31 de março de 2011</strong></p>
<p><strong>19h58</strong></p>
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		<title>A Guerra Fascista Da Nato</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Mar 2011 17:18:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não era preciso ser um adivinho para saber o que previ com rigorosa precisão em três Reflexões que publiquei no sítio Web CubaDebate, entre 21 de fevereiro e 3 de março: “O plano da NATO é ocupar Líbia”, “Dança macabra de cinismo”, e “A Guerra inevitável da NATO”. Nem sequer os líderes fascistas da Alemanha e da Itália foram tão sumamente descarados por ocasião da Guerra Civil Espanhola desatada em 1936, um episódio de que muitos talvez se tenham lembrado nestes dias.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Não era preciso ser um adivinho para saber o que previ com rigorosa precisão em três Reflexões que publiquei no sítio Web CubaDebate, entre 21 de fevereiro e 3 de março: “O plano da NATO é ocupar Líbia”, “Dança macabra de cinismo”, e “A Guerra inevitável da NATO”.</p>
<p>Nem sequer os líderes fascistas da Alemanha e da Itália foram tão sumamente descarados por ocasião da Guerra Civil Espanhola desatada em 1936, um episódio de que muitos talvez se tenham lembrado nestes dias.</p>
<p>Decorreram já desde aquela altura exatamente quase 75 anos; porém nada que possa se parecer às mudanças que aconteceram em 75 séculos, ou se quiserem, em 75 milênios da vida humana no nosso planeta.</p>
<p>Às vezes parece que, aqueles que serenamente opinamos sobre estes temas somos exagerados. Atrever-me-ia dizer que se calhar somos ingênuos quando supomos que todos deveríamos ficar cientes do engano ou da colossal ignorância a que tem sido arrastada a humanidade.</p>
<p>Existia em 1936 um intenso enfrentamento entre dois sistemas e duas ideologias aproximadamente equiparadas em seu poder militar.</p>
<p>Então as armas pareciam brinquedos comparadas com as atuais. A humanidade tinha garantida a sobrevivência, apesar do poder destruidor e localmente mortífero das mesmas<strong>. </strong>Cidades inteiras, e inclusive nações, podiam ser virtualmente arrasadas. Contudo, jamais os seres humanos, em sua totalidade, podiam ser várias vezes exterminados pelo estúpido e suicida poder desenvolvido pelas ciências e as tecnologias desta época.</p>
<p>Partindo destas realidades, resultam vergonhosas as notícias que são transmitidas continuadamente sobre o emprego de potentes mísseis dirigidos por laser, de total precisão; caças-bombardeiros que duplicam a velocidade do som; potentes explosivos que fazem estourar metais endurecidos com urânio, cujo efeito sobre os povoadores e seus descendentes perdura por tempo indefinido.</p>
<p>Cuba expôs na reunião de Genebra sua posição relativamente ao problema interno da Líbia. Defendeu sem hesitar a idéia de uma solução política ao conflito nesse país, e se opôs categoricamente a qualquer intervenção militar estrangeira.</p>
<p>Em um mundo onde a aliança dos Estados Unidos e das potências capitalistas desenvolvidas da Europa se apodera cada vez mais dos recursos e do fruto do trabalho dos povos, qualquer cidadão honesto, seja qual for sua posição perante o governo, opor-se-ia à intervenção militar estrangeira em sua Pátria.</p>
<p>O mais absurdo da situação atual é que antes de se iniciar a brutal guerra no Norte da África, em outra região do mundo a quase 10 000 quilômetros de distância, tinha acontecido um acidente nuclear num dos pontos mais densamente povoados do planeta após um tsunami provocado por um terremoto de magnitude 9 que a um país trabalhador como o Japão já quase lhe custou 30 mil vítimas fatais. Tal acidente não haveria podido produzir-se 75 anos antes.</p>
<p>No Haiti, um país pobre e subdesenvolvido, um terremoto de apenas 7 graus na escala de Richter ocasionou mais de 300 mil mortos, incontáveis feridos e centenas de milhares de lesados.</p>
<p>Todavia, no Japão o terrivelmente trágico foi o acidente na usina termonuclear de Fukushima, cujas conseqüências ainda estão por serem determinadas.</p>
<p>Citarei apenas algumas manchetes das agências noticiosas:</p>
<p>“ANSA.- A usina nuclear de Fukushima 1 está difundindo &#8220;radiações extremamente fortes, potencialmente letais&#8221;, disse Gregory Jaczko, chefe da Nuclear Regulatory Commission (NRC), o ente nuclear estadunidense.”</p>
<p>“EFE.- A ameaça nuclear pela crítica situação de uma usina no Japão após o sismo, tem disparado as revisões da segurança das plantas atômicas no mundo e tem levado alguns países a paralisarem seus planos.”</p>
<p>“Reuters.- O devastador terremoto do Japão e o aprofundamento da crise nuclear poderia gerar perdas de até 200 000 milhões de dólares na sua economia, mas o impacto global é difícil de avaliar pelo momento.”</p>
<p>“EFE.- A deterioração de um reator após outro na termonuclear de Fukushima continuou alimentando hoje o temor a um desastre nuclear no Japão, sem que as desesperadas tentativas para controlar uma fuga radiativa abrissem uma possibilidade à esperança.”</p>
<p>“AFP.- Imperador Akihito expressa preocupação pelo caráter imprevisível da crise nuclear que abate o Japão após o sismo e o tsunami que mataram milhares de pessoas e deixaram 500 000 sem lar. Informam novo terremoto na região de Tóquio.”</p>
<p>Há notícias que falam de temas ainda mais preocupantes. Alguns mencionam a presença de iodo radiativo tóxico na água de Tóquio, que duplica a quantidade tolerável que podem consumir as crianças mais pequenas na capital japonesa. Uma das informações fala que as reservas de água engarrafada se estão esgotando em Tóquio, cidade localizada em uma prefeitura a mais de 200 quilômetros de Fukushima.</p>
<p>Este conjunto de circunstâncias determina uma situação dramática para nosso mundo.</p>
<p>Posso expressar meus pontos de vista sobre a guerra na Líbia com inteira liberdade.</p>
<p>Não partilho com o líder desse país concepções políticas ou de caráter religioso. Sou marxista-leninista e martiano, como já expressei.</p>
<p>Vejo a Líbia como um membro do Movimento de Países Não Alinhados e um Estado soberano dos quase 200 da Organização de Nações Unidas.</p>
<p>Jamais um país grande ou pequeno, neste caso de apenas 5 milhões de habitantes, foi vítima de um ataque tão brutal pela força aérea de uma organização belicista que possui milhares de caças-bombardeiros, mais de 100 submarinos, porta-aviões nucleares, e suficiente arsenal para destruir o planeta numerosas vezes. Tal situação jamais a conheceu nossa espécie e não existia nada parecido há 75 anos quando os bombardeiros nazis atacaram objetivos na Espanha.</p>
<p>Contudo, agora a desprestigiada e criminosa NATO escreverá uma “bela” historieta sobre seu “humanitário” bombardeamento.</p>
<p>Se Khaddhafi fizer honra às tradições de seu povo e decidisse combater, como tem prometido, até o último alento junto dos líbios que estão enfrentando os piores bombardeamentos que jamais sofreu um país, afundará na lama da ignomínia à NATO e seus projetos criminosos.</p>
<p>Os povos respeitam e acreditam nos homens que sabem cumprir o dever.</p>
<p>Há mais de 50 anos, quando os Estados Unidos assassinaram mais de cem cubanos com a explosão do mercante “La Coubre”, nosso povo proclamou “Pátria ou Morte”. Tem cumprido, e sempre tem estado disposto a cumprir sua palavra.</p>
<p>“Quem intentar se apoderar de Cuba ―exclamou o mais glorioso combatente da nossa história― só recolherá a poeira do seu solo anegado em sangue”.</p>
<p>Peço-lhes me desculpem a franqueza com que abordo o tema.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/03/firma-de-fidel-28-de-marzo-de-2011-300x182.jpg" alt="" width="300" height="182" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>28 de março de 2011</strong></p>
<p><strong>20h14</strong></p>
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