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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Frei Betto</title>
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		<title>Definir soluções a partir do Sul, não subordinadas ao Norte</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Nov 2019 23:26:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Conferência]]></category>
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		<description><![CDATA[É possível enfrentar as mudanças climáticas sem alcançar um consenso social sobre suas causas e consequências? É possível encontrar soluções de países que não percebem seus efeitos e são, em muitas ocasiões, os mesmos responsáveis ​​por esse fenômeno?]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5661" alt="Frei betto cambios climaticos" src="/files/2019/11/Frei-betto-cambios-climaticos.jpg" width="300" height="219" />É possível enfrentar as mudanças climáticas sem alcançar um consenso social sobre suas causas e consequências? É possível encontrar soluções de países que não percebem seus efeitos e são, em muitas ocasiões, os mesmos responsáveis ​​por esse fenômeno?</p>
<p>Essas questões se concentraram no último dia do Diálogo entre Ciência e Teologia sobre a urgência da justiça climática, a justiça de gênero e a luta contra os fundamentalismos em nosso caminho para uma era sustentável, realizada desde segunda-feira, 25, na capital, com representantes de Cuba, EUA, Brasil e outras nações.</p>
<p>«Cuba já sente o impacto das mudanças climáticas. O aumento da temperatura global foi notável na Ilha», disse a ministra da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Elba Rosa Pérez.</p>
<p>«É por isso que a tarefa de adaptação e mitigação às mudanças climáticas tem sido uma agenda do país», disse. O mais importante é a Tarefa Vida. Com ela, «o país delineou a proteção da vida das pessoas, sua segurança alimentar e as possibilidades de desenvolvimento», afirmou.</p>
<p>O teólogo brasileiro Frei Betto disse: «Não alcançaremos nada se não criarmos uma consciência social. É hora de definirmos soluções a partir do Sul; não do Norte, como geralmente acontece. Quem tem mais senso de urgência, de pedir uma solução realmente sustentável: quem vive na sociedade, que causa as mudanças climáticas, ou quem vive dia após dia com suas consequências?</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Frei Betto: Não se deve cultivar no povo uma expectativa de vida burguesa</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Sep 2018 23:58:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[FREI Betto é um dos intelectuais latino-americanos mais conhecidos por suas contribuições teóricas, suas ligações com líderes da região, sua amizade com Fidel Castro e seu trabalho permanente em prol dos movimentos sociais e as causas justas do continente e do mundo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-5185" alt="Frei Betto, Lula" src="/files/2018/09/Frei-Betto-Lula-300x334.jpg" width="300" height="334" />FREI Betto é um dos intelectuais latino-americanos mais conhecidos por suas contribuições teóricas, suas ligações com líderes da região, sua amizade com Fidel Castro e seu trabalho permanente em prol dos movimentos sociais e as causas justas do continente e do mundo.</p>
<p>Seus conceitos, inerentes ao seu status de ser um dos principais teólogos da libertação brasileiros, o ligam — não apenas em seu país, mas em toda a América Latina e em outras nações — a movimentos importantes que representam a esperança para os despossuídos.</p>
<p>No Brasil, ele não é apenas um militante da esquerda, mas um lutador de primeiro escalão, ao lado de Lula e de outros líderes que lutam pelo melhoramento humano, e é capaz de analisar criticamente aqueles que, em sua opinião, foram fatores negativos impregnados em alguns partidos e movimentos sociais que foram tirados do poder por meio de golpes de Estado — jurídicos e midiáticos — como os observados hoje.</p>
<p>Começo esta entrevista pelo Brasil, o país do Betto, onde está atrás das grades, ilegalmente, o líder mais popular e comprometido com o seu povo: Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>Brasil vive momentos decisivos: um processo eleitoral que pode perpetuar o golpe da direita, ou produzir a mudança que a maioria do povo quer, com Lula à frente. Será que o senhor pode prever um resultado neste contexto?</p>
<p>«É impossível prever um desenlace. Mesmo assim, não há garantia de que Lula possa se apresentar oficialmente como candidato. Em setembro teremos um mês de muitas surpresas, para bem (espero) ou para mal (temo)».</p>
<p>«Minha esperança é que Lula, aprovado por 37% dos eleitores, possa transferir seus votos para Fernando Haddad, inclusive se for impedido de concorrer. Em 21 de agosto, foi publicada uma pesquisa confirmando que 39% dos eleitores de Lula não pretendem votar em Haddad. Em resumo, a situação eleitoral brasileira ainda é muito nebulosa. Espero que Jair Bolsonaro (candidato da extrema direita) perca eleitores quando a propaganda eleitoral começar na TV, a partir de 30 de agosto».</p>
<p>Como explicar que o governo golpista permanece no poder, apesar do grande declínio nos programas sociais?</p>
<p>«Temer se manteve porque tem o apoio do Congresso, que comprou muitos deputados e senadores. Por outro lado, os governos do PT não se dedicaram, ao longo de seus 13 anos, à alfabetização política do povo. Os movimentos populares não foram fortalecidos. Assim, a mobilização contra este governo golpista não tem sido suficiente para derrubá-lo, apesar do fato de que essa mobilização conseguiu impedir a reforma da previdência social».</p>
<p>Considera que Lula e o PT podem ter concebido um possível Plano B, para lançá-lo na última etapa pré-eleitoral, se não pudesse ir como aspirante a presidente em outubro?</p>
<p>«Sim, o Plano B é de conhecimento de todos: Fernando Haddad, do PT, como candidato a presidente, e Manuela D&#8217;Ávila, do Partido Comunista do Brasil (PcdoB), como vice-presidente. O desafio é transferir os votos de Lula para eles».</p>
<p>Em sua opinião, quais foram os maiores erros da esquerda latino-americana, na última década, em países como o Brasil e a Argentina?</p>
<p>«No Brasil, que não tenham trabalhado melhorar a formação política do povo, fortalecer seus movimentos e promover a democratização dos meios de comunicação. Criamos uma nação de consumidores e não de protagonistas políticos. Muitos querem que Lula retorne ao poder novamente para ter o mesmo nível de consumo sob seu governo e o primeiro da Dilma».</p>
<p>«Na Argentina, tampouco foi resolvida a alfabetização política do povo. Um governo progressista não é mantido com base em slogans».</p>
<p>Qual a sua opinião sobre o que acontece no Equador e as denúncias feitas contra Rafael Correa?</p>
<p>«A situação no Equador é uma pena. Com essa esquerda não há necessidade da direita».</p>
<p>O senhor acha que há um ressurgimento da direita latino-americana?</p>
<p>«Sim, a esquerda ‘está entrando no armário’ e a direita está saindo. Os governos progressistas tomaram medidas para melhorar a situação social e reduzir a desigualdade, mas não elaboraram uma estratégia pedagógica de educação política do povo e sua consequente organização e mobilização. Em nome de um futuro melhor, a esquerda não deve cultivar no povo uma esperança de vida burguesa».</p>
<p>«Educar a subjetividade humana é tão importante quanto garantir às pessoas os bens materiais essenciais para uma vida decente. Como disse o contador de histórias cubano, Onelio Jorge Cardoso, saciar nas pessoas a fome de pão e de beleza».</p>
<p>Acha que as perdas causadas à esquerda da região serão reversíveis?</p>
<p>«Sim, acho que são reversíveis, a partir de que façamos uma autocrítica, reconhecendo nossos erros, tais como pensar que o governo é um violino, que se segura com a esquerda e é tocado com a direita. Além disso, a corrupção de alguns setores da esquerda enfraqueceu muito nossa credibilidade».</p>
<p>«Fidel me disse que um revolucionário pode perder tudo, até a vida, mas não pode perder sua moral».</p>
<p>Nesse contexto, dois grandes homens já não estão mais fisicamente: Chávez e Fidel. Como se lembra deles?</p>
<p>«Lembro-me de Chávez, que era o terceiro irmão de Fidel, depois de Raúl. Fidel e Chávez estavam muito sintonizados. Eles coincidiam na inteligência estratégica, na macrovisão da conjuntura, na forte empatia com as massas. São perdas irreparáveis.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Entregam a Frei Betto doutorado Honoris Causa</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2015 21:56:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia Doutor Honoris Causa da Universidade de Havana]]></category>
		<category><![CDATA[Frei Betto]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[QUE é um lutador incansável pelas causas justas dos povos oprimidos do mundo, e um homem comprometido com a mudança social; que é autor de mais de 50 livros de diferentes gêneros literários e temáticas, e um deles — Fidel e a religião — nasceu depois de 23 horas de conversação com o líder da Revolução Cubana, por quem sente uma profunda admiração… todos esses elementos permitem descobrir facilmente frente aos cubanos ao padre dominicano, teólogo da libertação, investigador, jornalista, educador popular e professor brasileiro Frei Betto.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4011" alt="Frei Betto" src="/files/2015/10/Frei-Betto.jpg" width="300" height="213" />QUE é um lutador incansável pelas causas justas dos povos oprimidos do mundo, e um homem comprometido com a mudança social; que é autor de mais de 50 livros de diferentes gêneros literários e temáticas, e um deles — Fidel e a religião — nasceu depois de 23 horas de conversação com o líder da Revolução Cubana, por quem sente uma profunda admiração… todos esses elementos permitem descobrir facilmente frente aos cubanos ao padre dominicano, teólogo da libertação, investigador, jornalista, educador popular e professor brasileiro Frei Betto.</p>
<p>Na segunda-feira, 12 de outubro, Frei Betto recebeu o Título de Doutor Honoris Causa em Filosofia da Universidade de Havana (UH), cerimônia presidida pelo membro do Bureau Político e primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros Miguel Díaz-Canel Bermúdez.</p>
<p>As palavras de elogio foram proferidas pelo doutor e pesquisador Fernando Martínez Heredia, destacando que “motivado desde muito jovem pela fé religiosa, transitou pelo caminho revolucionário, pelo qual foi preso duas vezes…Viveu em favelas e compartilhou sua vida com os mais pobres. Consagrou-se à conscientização e mobilização popular, e reafirmou seu contato com o povo na causa que abraçou para toda a vida”.</p>
<p>Em uma conferência magistral, da qual brotaram lições sobre a história da Casa de Altos Estudos e a Pátria, Frei Betto expressou: “Nesta universidade foram alunos os cubanos mais destacados, desde Félix Varela até Fidel Castro. Outro nome que merece destaque é o do presidente estudantil das lutas contra Batista, José Antonio Echeverría, quem foi presidente da FEU, fundou o Diretório Revolucionário e no dia do assalto ao Palácio Presidencial, em 13 de março de 1957, morreu lutando junto ao muro desta universidade”.</p>
<p>Lembrou o momento em que conheceu Fidel em 19 de julho de 1980, nas comemorações pelo primeiro aniversário da Revolução Sandinista, e prestou homenagem a quem considera o “aluno mais notório desta instituição”, no ano em que se completa o 70º aniversário de sua entrada aos prédios da UH.</p>
<p>Agradeceu à instituição e expressou que o mérito maior cabe a Cuba e a suas pessoas, “por ter dado à América Latina e ao mundo homens e mulheres que encarnam os mais profundos valores humanos. Que deus abençoe esta nação cubana e a esta universidade!”</p>
<p>Marcaram presença na cerimônia o ministro da Educação Superior, doutor Rodolfo Alarcón Ortiz; os assessores do presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Abel Prieto e José Ramón Fernández; o reitor da UH, doutor Gustavo Cobreiro Suárez; o diretor do Gabinete do Programa Martiano e presidente da sociedade Cultural José Martí, Armando Hart Dávalos e o embaixador do Brasil, Ex.mo sr Cesario Melantonio.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Fórum Social Mundial 2012</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/opinioes/2012/01/18/forum-social-mundial-2012/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 17:06:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Frei Betto]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Porto Alegre abrigará, de 24 a 29 deste mês de janeiro, o FSM (Fórum Social Mundial) centrado no tema “Crise capitalista – justiça social e ambiental”. O evento é uma das atividades preparatórias da Cúpula dos Povos da Rio+20, que se reunirá na Cidade Maravilhosa entre 20 e 21 de junho de 2012.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div><img class="alignleft size-full wp-image-2403" src="/files/2012/01/frei.jpg" alt="" width="299" height="250" /></div>
<div></div>
<div>Porto Alegre abrigará, de 24 a 29 deste mês de janeiro, o FSM (Fórum Social Mundial) centrado no tema “Crise capitalista – justiça social e ambiental”. O evento é uma das atividades preparatórias da Cúpula dos Povos da Rio+20, que se reunirá na Cidade Maravilhosa entre 20 e 21 de junho de 2012.</div>
<div></div>
<div>O FSM se realiza no momento em que vários povos se movimentam por liberdade e democracia, como ocorre no mundo árabe. No Ocidente, a crise do capitalismo suscita o movimento Ocupem Wall Street. As duas manifestações têm em comum clareza quanto <em>ao que não se quer</em>, sem, no entanto, apresentar propostas alternativas viáveis.</div>
<div></div>
<div>No último 15 de outubro, houve mobilizações em quase 1 mil cidades de 82 países! No mundo andino, povos indígenas questionam o modelo capitalista de desenvolvimento e resgatam os valores do bem viver - <em>sumak kawsay</em>.</div>
<div></div>
<div>Como resultado da incompetência de um sistema que prioriza a acumulação privada da riqueza em detrimento dos direitos humanos, sociais e ambientais, o capitalismo conhece, agora, nova crise. Diante dela, a reação dos donos do poder é o samba de uma nota só: austeridade, cortes, aumento de impostos e desemprego, flexibilização das leis trabalhistas, congelamento de salários.</div>
<div></div>
<div>Salvam-se os bancos e dane-se a população. Mais miséria à vista; jovens sem perspectiva de futuro, condenados à droga e ao crime; fluxos migratórios desordenados.</div>
<div></div>
<div>Do lado da esperança, e após três décadas de globocolonização neoliberal, as manifestações sinalizam valores positivos como a empatia pelo sofrimento alheio, a solidariedade, a defesa da igualdade, a busca de justiça, o reconhecimento da diversidade e a preservação ambiental. Sem esse universo ético não há esperança de se construir <em>um outro mundo possível</em>.</div>
<div></div>
<div>É preciso reinventar a convivência humana. E, da parte dos donos do poder, não há nenhuma proposta fora da preocupação de não refrear a roleta do cassino global. A crise ambiental é ignorada pela ONU, pelos governos dos EUA e da União Europeia, e nada garante que a Rio+20 conseguirá reunir, como na Eco-92, chefes de Estado dos países do G8.</div>
<div>Mercantiliza-se a vida, destroem-se os ecossistemas, reduz-se rapidamente a biodiversidade. Em todo o planeta, acentuam-se os empreendimentos extrativistas, sem nenhuma preocupação com seus impactos sociais e ambientais. Áreas fundiárias são descaradamente transnacionalizadas em países do Terceiro Mundo.</div>
<div></div>
<div>Em Belém 2009 e Dakar 2011, o FSM deu passos significativos na busca de alternativas ao desenvolvimentismo e ao consumismo, tendo em vista a preservação ambiental. Agora, a luta social é oxigenada pela busca de democracia e soberania nos países árabes, e as amplas manifestações, na Europa e nos EUA, contra a lógica necrófila do neoliberalismo.</div>
<div></div>
<div>Se <em>outro mundo é possível</em>, isso se dará a partir da convergência de todas essas mobilizações, da sincronia entre todos que lutam pela preservação ambiental, do diálogo entre as forças sociais e políticas convencidas de que dentro do capitalismo não há salvação para o futuro da humanidade.</div>
<div></div>
<div>O FSM de Porto Alegre 2012 deverá ser o ponto de encontro de sujeitos políticos capazes de apontar uma saída para a crise e as bases de construção de um novo modelo civilizatório, no qual predomine a globalização da solidariedade. E dele poderão brotar propostas temáticas para abastecer aqueles que, em junho, se encontrarão na Cúpula dos Povos (Rio+20).</div>
<div></div>
<div>A dinâmica do FSM 2012 será à base de grupos temáticos, de modo a acolher experiências e contribuições dos participantes em torno de quatro eixos transversais: 1. Fundamentos éticos e filosóficos: subjetividade, dominação e emancipação; 2. Direitos humanos, povos, territórios e defesa da Mãe-Terra; 3. Produção, distribuição e consumo: acesso à riqueza, bens comuns e economia de transição; 4. Sujeitos políticos, arquitetura de poder e democracia.</div>
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